Catedral reabre este domingo com abertura da «Porta Santa» do Jubileu da Misericórdia
Beja, 11 dez 2015 (Ecclesia) – O Departamento do Património Histórico e
Artístico da Diocese de Beja (DPHA) afirmou que a catedral foi “salva
da ruína por obras profundas de restauro”, valorizando-se um dos “mais
notáveis” monumentos religiosos do Alentejo.
“É muito interessante assinalar ter-se conseguido uma intervenção
verdadeiramente exemplar, em termos patrimoniais. Associando as mais
modernas tecnologias e a manutenção dos materiais e técnicas
construtivas tradicionais”, explica o DPHA da Diocese de Beja.
Num comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA, acrescenta que após
terem sido recuperadas dezenas de igrejas históricas na região “esta foi
uma prova de fogo” porque “é a igreja-mãe da Diocese, todo um símbolo”.
A Catedral de Beja, ou igreja de Santiago, vai reabrir com celebrações
da Porta Santa do Jubileu da Misericórdia e com a consagração do novo
altar, este domingo, dia 13 de dezembro, a partir das 16h00, com a
presidência do bispo diocesano, D. António Vitalino Dantas.
Os trabalhos de restauro da Sé do Baixo-Alentejo tiveram a duração
aproximada de um ano, depois de terem começado em novembro de 2014, com
um orçamento “em cerca de 1,5 milhões de euros, um acompanhamento
rigoroso” permitiu reduzir o investimento inicial em “quase 350 mil
euros”.
“A taxa de cofinanciamento comunitário ascendeu a 70% do valor total”,
acrescenta o Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese
de Beja.
O departamento recorda que esta igreja “enfrentava severos problemas de
conservação” há vários anos e chegou a estar “sob a ameaça de ruína”
com o “colapso” de parte da torre e de alguns setores das suas três
naves.
“Agora volta a assumir o seu protagonismo na vida religiosa e cultural
do Baixo Alentejo”, destaca ainda o DPHA, realçando que para além de se
salvar o monumento, “o calendário foi cumprido”, mesmo com os
“dramáticos estragos das intempéries deste outono.
“Existe a satisfação generalizada de se ter chegado ao fim, sem derrapagens técnicas, financeiras ou temporais”, sublinha.
O comunicado acrescenta que a requalificação da Sé contou com o
“empenhamento” da paróquia, do Cabido e da própria Diocese, além do
apoio técnico do Município de Beja e da Direção Regional de Cultura do
Alentejo.
O DPHA informa ainda que este projeto-piloto de reabilitação por si
delineado foi concretizado no âmbito da Associação Portas do Território,
com o cofinanciamento do Programa Operacional Regional do Alentejo.
A igreja de Santiago, que é a Catedral de Beja, é uma “referência” no
caminho que “liga o sudoeste peninsular a Compostela”, que remonta ao
século XIII, sendo a sede de uma das “mais antigas paróquias” da
diocese.
CB/PR
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