Santa Julita e São Ciro, no revelam que a alegria dos mártires é Cristo. Não obstante as dores, a certeza do céu os conforta
Horizonte,
16 de Junho de 2015
(ZENIT.org)
Fabiano Farias de Medeiros
A tradição nos apresenta poucas datas sobre estes dois santos que
viveram na cidade de Icônio, na Licaônia, atualmente Turquia. Julita era
uma senhora nobre muito rica e fervorosa cristã que ficou viúva muito
cedo e deu a luz um menino que levou o nome de Ciro.
Eram tempos de grandes perseguições, imposta por Diocleciano, aos
cristãos e Julita abandonou a cidade para preservar sua vida e de seu
filho. Na fuga, passou pelas cidades da Selêucia e Tarso. No ano 305
Julita foi presa e levada à presença do então governador Alexandre.
Iniciou-se ali um doloroso processo de tortura por parte do imperador
Romano que tomou posse da criança e sentou-o em seu colo enquanto
ordenava o flagelo sob Julita no intuito de que ela renegasse sua fé. A
criança assistia à barbárie e sua mãe seguia firme em sua postura cristã
reafirmando por vezes que não iria renegar à Cristo.
O pequeno Ciro saltou então do colo de Alexandre e junto à sua mãe
exclamou que também era cristão. O imperador, tomado de profunda ira, o
empurrou violentamente pela escadaria e a criança teve o crânio
esfacelado. Julita permaneceu imóvel e compenetrada, mesmo diante da
atrocidade. Foi ainda submetida a diversas torturas e foi decapitada.
Cessada as perseguições, Teodoro, bispo de Icônio, resgatou a
história dos mártires com a ajuda de testemunhas e documentos da época e
suas relíquias foram descobertas por Constantino, o Grande. Sua festa
foi definida no dia 16 de junho.
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