Páginas

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Santos Julita e Ciro

Santa Julita e São Ciro, no revelam que a alegria dos mártires é Cristo. Não obstante as dores, a certeza do céu os conforta

Horizonte, 16 de Junho de 2015 (ZENIT.org) Fabiano Farias de Medeiros

A tradição nos apresenta poucas datas sobre estes dois santos que viveram na cidade de Icônio, na Licaônia, atualmente Turquia. Julita era uma senhora nobre muito rica e fervorosa cristã que ficou viúva muito cedo e deu a luz um menino que levou o nome de Ciro.

Eram tempos de grandes perseguições, imposta por Diocleciano, aos cristãos e Julita abandonou a cidade para preservar sua vida e de seu filho. Na fuga, passou pelas cidades da Selêucia e Tarso. No ano 305 Julita foi presa e levada à presença do então governador Alexandre. Iniciou-se ali um doloroso processo de tortura por parte do imperador Romano que tomou posse da criança e sentou-o em seu colo enquanto ordenava o flagelo sob Julita no intuito de que ela renegasse sua fé. A criança assistia à barbárie e sua mãe seguia firme em sua postura cristã reafirmando por vezes que não iria renegar à Cristo.

O pequeno Ciro saltou então do colo de Alexandre e junto à sua mãe exclamou que também era cristão. O imperador, tomado de profunda ira, o empurrou violentamente pela escadaria e a criança teve o crânio esfacelado. Julita permaneceu imóvel e compenetrada, mesmo diante da atrocidade. Foi ainda submetida a diversas torturas e foi decapitada.

Cessada as perseguições, Teodoro, bispo de Icônio, resgatou a história dos mártires com a ajuda de testemunhas e documentos da época e suas relíquias foram descobertas por Constantino, o Grande. Sua festa foi definida no dia 16 de junho.



Sem comentários:

Enviar um comentário