No santuário de Harissa, em presença de milhares de fiéis, o cardeal renova a consagração a Nossa Senhora de Fátima.
Roma,
16 de Junho de 2015
(ZENIT.org)
Staff Reporter
Elevando a Deus o pranto de todo o Oriente Médio, o patriarca
maronita Bechara Boutros Rai celebrou ontem, na basílica de Harissa e
diante da estátua milagrosa de Nossa Senhora de Fátima, o segundo
aniversário da consagração do Líbano ao Imaculado Coração de Maria,
feita em 13 de junho de 2013.
O ato de consagração "do Líbano e de todo o Oriente Médio" foi renovado pelo patriarca e pela multidão de fiéis no final da missa, como parte de uma jornada de fé que considera a oração como um agente primário da história.
Durante a homilia, o cardeal condenou veementemente os blocos parlamentares responsáveis pelo impasse na nomeação do gabinete presidencial. "Ninguém tem o direito de privar o Líbano de um presidente da República durante mais de um ano", declarou.
A cerimónia aconteceu em uma nave central tomada por ao menos 5 mil fiéis. O patriarca exortou: "Confiemos à Providência os povos e nações do Oriente Médio devastados por conflitos, divisão e guerra, oprimidos por todos os poderes do terror e por mercenários apoiados financeira, militar e politicamente". Em seguida, apontou o dedo para aqueles que favorecem "o tráfico na fronteira: países do Oriente e do Ocidente".
Depois de recordar os atos de consagração já celebrados pela Santa Sé (ao Sagrado Coração em 1899 pelo papa Leão XIII e ao Imaculado Coração de Maria, tanto em 1942 pelo papa Pio XII quanto em 21 de junho de 1981 por João Paulo II), o cardeal voltou especificamente ao ato de consagração realizado há dois anos. "Hoje renovamos a consagração do nosso povo e da nossa pátria, o Líbano, assim como de todos os países do Oriente Médio, à Virgem Maria, ao seu Imaculado Coração cheio de ternura e de amor pelos homens, os irmãos do seu Filho único, de acordo com a recomendação do Sínodo dos Bispos do Oriente Médio (2010)".
O cardeal pediu então que todos "rezem o terço todos os dias para obter a paz para o mundo e o fim da guerra". E acrescentou: "Hoje, consagramos de novo a nossa terra santa do Oriente, em que se manifestou o mistério de Deus e o seu desígnio de salvação". Rai citou o Iraque, pátria de Abraão, e em seguida o Egipto, a Palestina e a Terra Santa, Jerusalém, Antioquia, "ponto de partida das missões evangélicas", o Líbano e Caná, onde Jesus realizou o seu primeiro milagre público, e também Damasco, o local da conversão de São Paulo, além da Síria como um todo: o país deu papas à Igreja e foi a terra "onde viveu São Maron".
O ato de consagração "do Líbano e de todo o Oriente Médio" foi renovado pelo patriarca e pela multidão de fiéis no final da missa, como parte de uma jornada de fé que considera a oração como um agente primário da história.
Durante a homilia, o cardeal condenou veementemente os blocos parlamentares responsáveis pelo impasse na nomeação do gabinete presidencial. "Ninguém tem o direito de privar o Líbano de um presidente da República durante mais de um ano", declarou.
A cerimónia aconteceu em uma nave central tomada por ao menos 5 mil fiéis. O patriarca exortou: "Confiemos à Providência os povos e nações do Oriente Médio devastados por conflitos, divisão e guerra, oprimidos por todos os poderes do terror e por mercenários apoiados financeira, militar e politicamente". Em seguida, apontou o dedo para aqueles que favorecem "o tráfico na fronteira: países do Oriente e do Ocidente".
Depois de recordar os atos de consagração já celebrados pela Santa Sé (ao Sagrado Coração em 1899 pelo papa Leão XIII e ao Imaculado Coração de Maria, tanto em 1942 pelo papa Pio XII quanto em 21 de junho de 1981 por João Paulo II), o cardeal voltou especificamente ao ato de consagração realizado há dois anos. "Hoje renovamos a consagração do nosso povo e da nossa pátria, o Líbano, assim como de todos os países do Oriente Médio, à Virgem Maria, ao seu Imaculado Coração cheio de ternura e de amor pelos homens, os irmãos do seu Filho único, de acordo com a recomendação do Sínodo dos Bispos do Oriente Médio (2010)".
O cardeal pediu então que todos "rezem o terço todos os dias para obter a paz para o mundo e o fim da guerra". E acrescentou: "Hoje, consagramos de novo a nossa terra santa do Oriente, em que se manifestou o mistério de Deus e o seu desígnio de salvação". Rai citou o Iraque, pátria de Abraão, e em seguida o Egipto, a Palestina e a Terra Santa, Jerusalém, Antioquia, "ponto de partida das missões evangélicas", o Líbano e Caná, onde Jesus realizou o seu primeiro milagre público, e também Damasco, o local da conversão de São Paulo, além da Síria como um todo: o país deu papas à Igreja e foi a terra "onde viveu São Maron".
"Todas essas terras, consagradas mais uma vez, são terras onde os
cristãos já estavam presentes seis séculos antes da chegada dos
muçulmanos", disse o cardeal. Terras em que, há 1.400 anos, os cristãos
tentam alinhavar com os muçulmanos "uma civilização comum, que possa ser
modelo de vida para todas as sociedades em que coexistem diferentes
religiões e culturas, em face dos ventos internacionais contrários que
sopram e açoitam as nossas regiões".
Como num processo de transição entre a região e o Líbano, o patriarca
também denunciou e expressou a sua dor ao ver "irmãos (no Oriente) que
professam a mesma fé e matam uns aos outros", em referência à violência
entre muçulmanos sunitas e xiitas. Depois, centrou a atenção no Líbano,
expressando "profunda tristeza pelos recentes assassinatos dos irmãos
drusos na aldeia de Qalb Lozé (na Síria)".
Finalmente, o chefe da Igreja maronita abordou as questões internas do
país, especialmente as relacionadas com a presidência da República.
Depois de salientar que "os espaços de colaboração entre o homem e Deus"
incluem a esfera política, ele se voltou aos deputados e partidos
políticos dizendo que "ninguém tem o direito de privar o Líbano de um
presidente da República durante mais de um ano, sabendo que esta
vacância, que afeta o poder legislativo, dificulta a ação do governo e
bloqueia as nomeações na administração pública".
"Ninguém tem o direito de jogar um país inteiro e todo um povo em uma situação de anarquia, pobreza e privações. As potências não têm o direito de tratar a pátria, o seu destino e as suas instituições com base nos seus humores e interesses pessoais".
Daí a oração à Virgem Maria: "A ti, Nossa Senhora do Líbano e Nossa Senhora de Fátima, nós elevamos as nossas orações neste ato de consagração, com a esperança de que possas compartilhar os nossos sentimentos e sentir o que nos faz sofrer no Líbano e nos países do Oriente Médio, em especial na Palestina, no Iraque, na Síria e no Iémene, na luta entre o bem e o mal, entre as trevas e a luz [...]. Ouve com teu coração de Mãe o pranto de sofrimento das vítimas da guerra, da violência e do terrorismo, os gritos dos que são torturados, expulsos de suas terras, abatidos nas estradas do êxodo. Que o nosso apelo vá hoje direto ao teu coração e ele interceda por nós junto ao teu Filho divino, tu que sabes como falar ao seu Sagrado Coração".
A Virgem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima será transportada depois para Ain Trez, sede estiva do patriarcado greco-católico, ao convento de Deir Charfé dos siro-católicos e, finalmente, a Bzommar, sede do patriarcado armeno-católico. Está programada para amanhã uma "missa de adeus" na Catedral de São Jorge dos Maronitas, no centro de Beirute. A cerimónia deve atrair, de acordo com os organizadores, um grande número de fiéis.
(16 de Junho de 2015) © Innovative Media Inc.
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