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domingo, 14 de junho de 2015

Manos Unidas denuncia a exploração sofrida por 168 milhões de crianças no mundo

No Dia Internacional contra o Trabalho Infantil, um apelo para que todas as crianças do mundo tenham acesso à uma educação de qualidade que lhes permita romper o ciclo da pobreza


Roma, 12 de Junho de 2015 (ZENIT.org) Staff Reporter


Manos Unidas juntou-se nesta sexta-feira, "às milhões de vozes que, para marcar o Dia Internacional contra o Trabalho Infantil, clamam para que todos as crianças do mundo tenham acesso à uma educação de qualidade que lhes permita romper o ciclo da pobreza que as oprime".

O último informe da Organização Internacional do Trabalho (OIT) afirma que existem 168 milhões de crianças que continuam sendo vítimas do trabalho infantil, enquanto que, paradoxalmente, mais de 75 milhões de jovens entre 15 e 24 anos estão desempregados "e muitos mais devem se contentar com empregos que não oferecem nenhuma remuneração justa, segurança no local de trabalho, proteção social".

A partir desta organização eclesial "lutamos para prevenir e combater as causa que levam a milhões de pequenos a abandonarem a escola para empregar-se em trabalhos precários e mal remunerados, nos quais, geralmente são explorados e vítimas de todo tipo de abusos: pobreza, exclusão, falta de oportunidades, discriminação étnica ou de género, deslocamento, guerras, falta de vontade política, violação da lei... e fazemo-lo apoiando e acompanhando projetos de desenvolvimento em 57 países na Ásia, África e América".

Além disso, "trabalhamos para que o direito que toda criança tem de estudar e formar-se não seja uma quimera para essas milhões de crianças cujas circunstâncias levam a forjar-se o futuro nas ruas e não na sala de aula".

No caderno de anotações contra a pobreza deste mês, “quisemos aproximar-nos a alguns desses pequenos que vamos acompanhar na sua volta à escola”, em Ongole, uma pequena cidade em um ambiente rural na região de Andhra Pradesh, no Centro da Índia, onde as Irmãs Salesianas estão trabalhando há dez anos em um programa de reinserção escolar que tem como alvo meninos e meninas de 4 a 15 anos.

A maioria dos habitantes de Ongole, que saíram do campo para a cidade, de dedicam à agricultura, trabalham como diaristas ou assalariados. Um dos problemas que enfrenta a população é o alto índice de abandono escolar, e a taxa zero de escolarização de algumas meninas e meninos, explica a ONGD em uma nota. Os motivos desta falta de escolaridade varia desde o trabalho infantil à falta de interesse dos pais ou familiares pela educação dos seus filhos, passando pelas tradições culturais e tradicionais que não reconhecem a importância da educação. As meninas são as mais afetadas por este problema ao considerar-se a sua educação uma perda de tempo e de dinheiro, relegando o seu papel social ao de mãe e esposa.

Para evitar que essas meninas e meninos sejam privados da sua infância, do seu direito à educação e do seu desenvolvimento como pessoa, o programa lançado pelas irmãs salesianas tem um forte componente de consciencialização das famílias e de detecção de casos de risco. Além do mais, oferece um curso de um ano de duração para estes meninos e meninas, onde recebem formação e apoio em todos os níveis para que no ano seguinte sejam escolarizados no sistema formal.

Para que cada vez sejam mais as meninas e meninos resgatados do trabalho infantil em todo o mundo, nos últimos dez anos Manos Unidas apoiou mais de mil projetos educacionais e sociais destinados à infância, com uma quantidade superior aos 60 milhões de euros.

Manos Unidas é a associação da Igreja Católica na Espanha para a ajuda, promoção e desenvolvimento do Terceiro Mundo. Trata-se, por sua vez, de um Organismo Não Governamental para o Desenvolvimento (ONGD) de voluntários, católico e leigo.



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