Organização apela à UE diante da crise humana no Mediterrâneo
Madrid,
17 de Junho de 2015
(ZENIT.org)
Staff Reporter
A Caritas Europa expressou seu pesar nesta terça-feira pela
dificuldade dos Estados-Membros encontrarem “uma resposta eficaz comum
aos fluxos migratórios" e pela “atual crise humana vivida no Mar
Mediterrâneo".
Em comunicado, a organização afirmou que a “situação está
transformando os imigrantes e refugiados – mulheres, homens e crianças
vulneráveis – em reféns e objeto de maior vitimização". "A migração não é
um crime", alertou. Pelo contrário, "deixar qualquer país e procurar
proteção internacional são direitos humanos reconhecidos pela legislação
internacional”, acrescentou.
Nesse sentido, a Caritas Europa reiterou "a necessidade urgente de
que a Comissão Europeia seja mediadora de canais seguros e legais para
que os imigrantes e refugiados possam entrar na UE".
A organização, que tem pedido esta solução há anos, expressou sua
"esperança de que o Conselho Europeu de Justiça e Assuntos Internos
responda positivamente a esta grave situação".
A crise migratória no Mediterrâneo é atualmente um dos principais
desafios da União Europeia. Por esta razão, o Conselho Europeu da
Justiça e Assuntos Internos reuniu-se ontem para discutir a Agenda de
Migrações da UE e dar seguimento à reunião extraordinária do Conselho
realizada dia 23 de abril, que tentou estabelecer uma nova visão
estratégica para as políticas migratórias. A reunião dos ministros em
Luxemburgo não obteve acordos concretos, mas reduziu a tensão com que
teve início a própria. Os responsáveis pelos Assuntos Internos deixaram a
última palavra aos Chefes de Estado e de Governo, que se reunirão na
próxima semana.
(17 de Junho de 2015) © Innovative Media Inc.
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