Albertina Berkenbrock testemunhou a ousadia da santidade preferindo o martírio à desagradar a Deus
Horizonte,
15 de Junho de 2015
(ZENIT.org)
Fabiano Farias de Medeiros
“A nós, a quem não será dado provavelmente o martírio de sangue,
mas certamente o da perseverança na fidelidade cristã, fica o exemplo da
virtude cristã da Beata Albertina, da sua força e da sua radicalidade”,
afirmou o Cardeal José Saraiva Martins na cerimónia de beatificação da
jovem Albertina Berkenbrock que nasceu no povoado de São Luís, município
de Imaruí em Santa Catarina no dia 11 de abril de 1919.
Filha dos agricultores alemães Henrique Berkenbrock e Josefa Boeing, a
jovem desde cedo foi educada no conhecimento e vivência da fé, da
oração e dos fundamentos da Igreja Católica. Foi logo introduzida no
mistério da vida cristã pelos sacramentos do Batismo, Primeira Comunhão e
Crisma. Sempre muito dedicada, a jovem ajudava os pais nos trabalhos da
roça e sempre se mostrava resignada frente aos insultos dos seus
irmãos. Era muito querida pelas amigas e na escola destacava-se pelo
aprimoramento rápido do conhecimento ao catecismo e mandamentos. Dividia
com suas colegas mais pobres o alimento que trazia de casa e era muito
elogiada por sua modéstia. A beleza da jovem era uma característica
acentuada.
No dia 15 de junho de 1931, Albertina foi, a pedido dos pais, à
procura de um boi que havia se desgarrado. Foi então que Indalício
Cipriano a viu e foi ao encontro da jovem para infortuná-la. Ao caminhar
certa distância encontrou Indalício que a indicou o caminho errado do
boi e ao seguir a jovem foi surpreendida pelo homem que propôs a jovem,
intenções libidinosas. A jovem não aceitou e lutou bravamente contra o
agressor. Devido a sua estatura física, Albertina conseguiu derrubar o
assassino que para vingar-se da resistência da jovem, agarrou-a pelos
cabelos e a degolou com um golpe de canivete.
"Albertina foi uma menina que ousou ser santa", disse Dom Jacinto
Bergmann, bispo da diocese de Tubarão durante a cerimónia de
beatificação de Albertina que aconteceu no dia 20 de outubro de 2007,
cujo decreto foi assinado pelo Papa Bento XVI e lido durante a
solenidade pelo Cardeal Saraiva Martins. Sua festa litúrgica foi fixada
em 15 de junho.
(15 de Junho de 2015) © Innovative Media Inc.
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