D. Emílio Sumbelelo aponta à defesa de valores como a «unidade e indissolubilidade do matrimónio»
“Diante dos grandes desafios que temos pela frente, as famílias cristãs devem ser firmes no testemunho da vida e dos valores da unidade e da indissolubilidade do matrimónio”, aponto o bispo de Uíje, em declarações à Rádio Vaticano.
Falando sobretudo “para as famílias em África, sobretudo do mundo da lusofonia”, D. Emílio Sumbelelo salientou que “a família cristã deverá ser a grande evangelizadora” num mundo que carece de “moralidade”.
“Ela deverá levantar bem alta a bandeira da fidelidade, da indissolubilidade e do amor que deve guiar os cônjuges”, reforçou o prelado.
Sobre o papel das famílias cristãs junto de outras “que vivem situações dolorosas”, o bispo angolano sustenta que elas devem ajudar “primeiro com o próprio exemplo, segundo com a proximidade, conversando e fazendo caminho”.
“Há situações que são reversíveis, em que se pode voltar, e situações irreversíveis. Para aquelas reversíveis, isto é, com possibilidade de regularizarem a situação, a família cristã deverá estar sempre ao lado, ajudar a superar esses obstáculos possíveis”, apontou.
E mesmo em casos “não reversíveis”, é preciso estar junto dessas famílias, convidando-as a participar na oração, nas celebrações, concretamente na eucaristia.
Questionado sobre a forma como o Sínodo dos Bispos sobre a Família está a decorrer, D. Emílio Sumbelelo disse que o caminho tem sido “positivo” e com um ritmo mais “acelerado” do que se esperava.
Os 274 participantes no encontro, que decorre no Vaticano até 25 de outubro, estão a debruçar-se neste momento sobre as soluções necessárias para que a família vá ao encontro da “sua missão específica no mundo”.
Portugal está representado por D. Manuel Clemente, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa; e por D. Antonino Dias, presidente da Comissão Episcopal Laicado e Família.
RV/JCP
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