No observatório de Castel Gandolfo
Actualizado 29 de Abril de 2013
RomeReports
O diálogo entre religião e ciência percebe-se com frequência como algo impossível: ou estás com a religião ou estás com a ciência. Sem dúvida o astrónomo do Vaticano Guy Consolmagno percebe-o como uma rivalidade fraterna.
“Ambas têm pontos em comum, as duas partilham objectivos e as mesmas ferramentas e as duas têm muito que aprender uma com a outra”, afirma este sacerdote jesuíta.
Durante anos, Guy Consolmagno trabalhou sobre a relação entre a ciência e a religião. É astrónomo e cientista. Licenciado e doutor, estudou no MIT e em Harvard. É um dos jesuítas que vivem em Castel Gandolfo, onde o Vaticano tem um dos seus observatórios.
Diz que, ainda que a maioria dos cientistas não falem de religião, esse tema está sempre presente nos seus pensamentos.
“Uma das coisas que estranhei quando me fiz jesuíta foi que os meus amigos cientistas aproximavam-se para dizer-me que iam à igreja. Eu dizia-lhes: ´Não sabia que ias à igreja´ e eles diziam o mesmo de mim, porque nunca antes tínhamos falado disso”, assinala o religioso.
No seu escritório está rodeado de telescópios e restos de meteoritos. Admite que aos cientistas lhes custa reconhecer as suas crenças religiosas. Mas, repete uma e outra vez, não deixam de dar-lhe voltas para tentar compreender algo que é superior a eles mesmos.
“Parte da ideia de que este Universo obedece a umas regras, segue as regras, joga limpo connosco. Isso leva-nos a perguntar-nos imediatamente de onde procede este universo e a assumir que nós fomos também criados”, assegura o astrónomo.
Guy Consolmagno considera muito emocionantes as últimas investigações sobre o bosão de Higgs, a que se denominou também como a ´partícula de Deus´.
“Às vezes as respostas que se obtém não são exactamente o que esperas, e isso é o que sucedeu com o bosão de Higgs. Não tem a energia que pensavam que ia ter. É sensacional! Isto significa que aprendemos algo novo”.
Na sua breve visita a Roma participou na conferência TEDx sobre a liberdade religiosa. E resumiu com uma frase a relação entre religião e ciência: Prepara-te para uma surpresa!
Actualizado 29 de Abril de 2013
RomeReports
O diálogo entre religião e ciência percebe-se com frequência como algo impossível: ou estás com a religião ou estás com a ciência. Sem dúvida o astrónomo do Vaticano Guy Consolmagno percebe-o como uma rivalidade fraterna.
“Ambas têm pontos em comum, as duas partilham objectivos e as mesmas ferramentas e as duas têm muito que aprender uma com a outra”, afirma este sacerdote jesuíta.
Durante anos, Guy Consolmagno trabalhou sobre a relação entre a ciência e a religião. É astrónomo e cientista. Licenciado e doutor, estudou no MIT e em Harvard. É um dos jesuítas que vivem em Castel Gandolfo, onde o Vaticano tem um dos seus observatórios.
Diz que, ainda que a maioria dos cientistas não falem de religião, esse tema está sempre presente nos seus pensamentos.
“Uma das coisas que estranhei quando me fiz jesuíta foi que os meus amigos cientistas aproximavam-se para dizer-me que iam à igreja. Eu dizia-lhes: ´Não sabia que ias à igreja´ e eles diziam o mesmo de mim, porque nunca antes tínhamos falado disso”, assinala o religioso.
No seu escritório está rodeado de telescópios e restos de meteoritos. Admite que aos cientistas lhes custa reconhecer as suas crenças religiosas. Mas, repete uma e outra vez, não deixam de dar-lhe voltas para tentar compreender algo que é superior a eles mesmos.
“Parte da ideia de que este Universo obedece a umas regras, segue as regras, joga limpo connosco. Isso leva-nos a perguntar-nos imediatamente de onde procede este universo e a assumir que nós fomos também criados”, assegura o astrónomo.
Guy Consolmagno considera muito emocionantes as últimas investigações sobre o bosão de Higgs, a que se denominou também como a ´partícula de Deus´.
“Às vezes as respostas que se obtém não são exactamente o que esperas, e isso é o que sucedeu com o bosão de Higgs. Não tem a energia que pensavam que ia ter. É sensacional! Isto significa que aprendemos algo novo”.
Na sua breve visita a Roma participou na conferência TEDx sobre a liberdade religiosa. E resumiu com uma frase a relação entre religião e ciência: Prepara-te para uma surpresa!
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