Cardeal Vallini condena gesto de artista que levantou um preservativo como se fosse a hóstia e parodiou as palavras da missa
Roma, 03 de Maio de 2013
A diocese de Roma condena firmemente o gesto blasfemo
cometido no show de 1º de maio, durante iniciativa promovida por
sindicatos confederados e realizada na praça da basílica de São João de
Latrão, catedral de Roma.
Um dos protagonistas do show elevou um preservativo como se fosse
uma hóstia, enquanto repetia palavras que evocavam as da consagração
eucarística, em ato que revela pequenez cultural sem igual e manifesta a
deriva da inteligência para a qual a crise moral está conduzindo.
O cardeal vigário Agostino Vallini, ecoando a indignação dos fiéis,
deplora com firmeza o incidente e expressa “sofrimento pelo fato de que
exibições dessa categoria, insufladas por uma hostilidade contra a
religião e contra os sentimentos mais vividos do povo, se insiram num espectáculo musical que há anos pretende celebrar a festa dos
trabalhadores. Será que este é o modo de manifestar a própria
solidariedade aos desempregados e de se enfatizar a necessidade de um
relançamento das políticas de trabalho em nosso país?”.
“É lamentável constatar, com tristeza”, prossegue Vallini, “esta nota
dissonante que se eleva do palco de uma manifestação musical, convidada
a oferecer apenas exibições que elevam ao que é nobre, sabendo-se que
também na música, amada pelos jovens, se manifesta o anseio pela beleza e
pelo absoluto. Também entristece ver que mais uma vez a religião cristã
é um alvo fácil nas manifestações públicas e nas telas de televisão”.
“É intolerável assistir a gestos que ofendem a sensibilidade de
milhões de crentes naquilo que eles têm de mais precioso e amado, e que
ferem o sentido mais autêntico do conviver social. E é doloroso assistir
ao silêncio dos animadores e dos promotores das manifestações que
serviram como contexto para tal anti-exemplo de inteligência, de bom
gosto e de respeito pelas pessoas”.
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