sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Folha Paroquial de S. José de 02 de Novembro de 2014



MOSTRA - Festival de Animação de Lisboa » Extensão Monstrinha - Dia 2 de Novembro às 11h na Biblioteca Municipal de Grândola - entrada livre



Leu a Bíblia, orou, baptizou-se em 2007 nos EUA e dedicou-se aos inválidos da sua Ucrânia natal

Valentyna Pavsyukova, de «Chalice of Mercy» 

Valentyna frequentemente participa em peregrinações a Medjugorje onde
fomenta o rezar do Rosário

Actualizado 22 de Outubro de 2014

Our Sunday Visitor/Portaluz

Segundo dados de ACNUR do passado dia 11 de Setembro, umas 20.000 pessoas refugiaram-se na cidade ucraniana de Zaporiyia, muitas com invalidez e feridas depois dos combates.

Poucos refugiados que chegavam a esse lugar, sabem que parte do alimento, cadeiras de rodas, medicamentos e outros equipamentos que recebem é fruto do trabalho de uma jovem ucraniana emigrante, Valentyna Pavsyukova, e a organização humanitária Chalice of Mercy (www.chaliceofmercy.org, "Cálice da Misericórdia") que ela, com o apoio de amizades, fundou no ano de 2007 nos Estados Unidos.

Valentyna emigrou para Medford (USA) desde a Ucrânia no ano de 2002. Tinha 18 anos, sabia algo de cosmetologia, quase nada de inglês e o seu primeiro trabalho foi em Black River Industries, empresa cuja política laboral envolve promover - oferecendo trabalho - pessoas com invalidez. Seria uma aprendizagem significativa para a jovem emigrante e determinante no seu futuro…

Trabalhar com inválidos deu-lhe perspectiva

“Na Ucrânia - comenta a jovem - nunca vês as pessoas inválidas em público. Não são considerados pelas instituições; os seus familiares envergonham-se deles e os vêem quase como uma maldição. É parte de uma mentalidade. Sem dúvida, aí estava eu, em Medford, trabalhando com pessoas que tinham severas incapacidades, e elas cuidavam de mim, ajudando-me quando não podia entender algumas coisas em inglês. Esta foi a minha primeira grande conversão”.

Na sua infância, só a avó tinha fé
Valentyna tinha crescido sem experimentar a fé, devido aos devastadores efeitos da perseguição religiosa e a ideologização ateia comunista, que inclusive se prolongaram depois da queda do Muro de Berlim, em 1989.

A sua única raiz espiritual a representava a sua avó a quem ainda considera “a pessoa mais santa do mundo”.

Ela tinha feito abençoar, precisa a jovem neta, um ícone da Santíssima Virgem Maria e Jesus que depois colocou no seu quarto.

“Um dia, quando era pequena, disse-me: «Devo ensinar-te o Pai Nosso para que o rezes quando cheguem à tua vida os tempos difíceis»”.

Aquelas palavras, tiveram sentido quando estava em Medford.

O poder do Pai Nosso
O pequeno povoado e os seus costumes resultavam uma cadeia para a jovem emigrante. O Pai Nosso era o seu consolo e força.

Depois, em começos de 2003, uma mulher imigrante que conheceu providencialmente ofereceu-lhe uma Bíblia em russo que a jovem podia ler. “Pouco a pouco, os Evangelhos foram-me voltando à vida", relata.

Mas a de Valentyna ainda não era uma fé sólida… “Faltava-me coragem”.

Todos os dias a caminho do trabalho, relata, passava frente à igreja de São João Baptista, atraía olhá-la, mas não se animava a entrar.

“Até que uma manhã despertei com uma grande tristeza no coração e disse entre lágrimas: «Deus, ajuda-me a sarar, porque não posso seguir em frente por minha conta»”.

A oração, junto com um texto bíblico que leu por acaso foram determinantes. “Recordo que a passagem dizia algo como: «Se queres amar a Deus, chama-o teu Pai e pede-lhe que entre no teu coração». A primeira oração que aprendi foi o Pai Nosso e junto a esta pregação «Padre, vem ao meu coração», forjaram uma tremenda mudança na minha vida”.

A Eucaristia e o “Cálice de Misericórdia”
Quando por trabalho teve de mudar-se no ano de 2004 para Chippewa Falls (Wisconsin USA) uma experiência de Deus chegou a ela com toda a sua força na Eucaristia.

"Foi uma experiência tremenda. Sentia o Espírito Santo. No momento da consagração pensava: «Não sei nada, mas sei que isto é certo». Logo aí, diante de mim, no altar estava o Corpo de Cristo."

Finalmente com o apoio de um círculo cada vez maior de amigos católicos que eram como a sua família, baptizou-se depois da Páscoa de 2007.

Como entregar-se a Deus?
Mas este era um novo começo para a apaixonada Valentyna. Ela queria entregar-se por completo a Deus, mas não sabia como. "De repente pensei no meu próprio povo, na Ucrânia e da fome de fé que tinham… «Como poderia esquecê-los?», disse-me".

Começou assim, o projecto que logo se consolidaria como ‘Cálice de Misericórdia’ cuja prioridade seria a ajuda médica e situações de emergência humanitária. O primeiro de muitos contentores com equipamento médico chegou à Ucrânia no Outono de 2009.

Hoje que estão profundamente envolvidos na ajuda aos refugiados, Valentyna tem uma só frase quando se lhe pede que dê razões para a sua esperança… “Deus é quem nos dá a providência e abre os corações… Quando dizemos «sim» a Deus, Ele faz o resto”.


in


Joalharia de autor - Cristina Maria

Na singularidade de uma vida dedicada à arte e à criação de obras, é de forma despretensiosa e espontânea que surge a criação das minhas joias escultóricas.

Nomeadamente os pendentes e bouquet que já vêm marcando um lugar de destaque por serem amuletos, traduzindo emocionalmente os momentos mais relevantes na minha vida.

Não são apenas joias únicas, de amor, de bênção e proteção mas cada passo de luta no momento de criação na escultura e no fado.

As minhas "mini esculturas" são como uma companhia volante, cantando cada momento marcante da vida!!

Espero que gostem!

Obrigada
Cristina Maria

EXPOSIÇÃO E VENDA - OURIVESARIA DOMUS - VILA DA BATALHA




Informação do Núcleo Distrital de Beja da EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza 98-2014








Coeducação ou Educação Diferenciada?

Uma das maiores responsabilidades de cada geração é a educação das gerações seguintes. Por educação não podemos entender, apenas, a transmissão de saberes, mas todo um conjunto de procedimentos que nos levam a considerar que alguém é bem ou mal educado.

Fixando-nos apenas no primeiro aspecto, isto é, na transmissão de conhecimentos, é preciso recuar muitos anos para encontrar aquilo a que hoje se chama Educação Diferenciada nas Escolas públicas.

Este tipo de organização manteve-se em algumas escolas privadas e também nas escolas dependentes do Estado Maior do Exercito a saber Colégio Militar, Instituto de Odivelas e Instituto Militar dos Pupilos do Exército.

Nesses tempos mais antigos as crianças frequentavam juntas - rapazes e meninas - os infantários e a partir da primária, estudavam em separado - escolas para meninas e escolas para rapazes - voltando a encontrar-se nas Faculdades.

Após o 25 de Abril de 1974 houve que mudar tudo e foram muitos os argumentos para justificar que as escolas deveriam ser mistas em todos os níveis.

Como acontece muitas vezes no nosso País, não houve um estudo sério e não foram ouvidos os argumentos de muitos pedagogos que dedicaram a sua vida ao estudo dos problemas do ensino, não movidos por princípios ideológicos mas sim pela consideração das diferenças profundas que há entre adolescentes do sexo feminino e do sexo masculino.

Está provado que as meninas "amadurecem" mais cedo, têm pois condições melhores para a progressão na aquisição de conhecimentos que só vêm a ser semelhantes aos rapazes por volta dos 18 anos.

Por outro lado, a adolescência é o período da vida em que há mais insegurança embora queiramos mostrar que sabemos tudo e também há o despertar para muitos problemas que poderão ser resolvidos com a ajuda e informação dos Pais ou, na falta destes, dos Professores.

O facto de estarem em conjunto nas aulas e fora das aulas pode originar problemas graves que resultam da falta de maturidade dos jovens e da maior facilidade de se encontrarem sem a presença de adultos que os ajudem.

O argumento que foi muito apresentado, de que era necessário que rapazes e raparigas se desenvolvessem em paralelo, não é importante a nível escolar, porque na Família eles podem conviver de forma sã.

A Escola deve ser para estudar e desenvolver o sentido de responsabilidade que leva os alunos a considerar que devem estudar com seriedade, fazer os seus trabalhos de forma honesta e assim adquirirem os conhecimentos e hábitos de trabalho que lhes serão muito úteis na vida adulta.

Os ritmos de aprendizagem de rapazes e raparigas são diferentes então será mais vantajoso que o estudo se efectue nas melhores condições para que se atinjam os objectivos.

Como professora que trabalhou nos dois sistemas não tenho dúvida que a Educação Diferenciada produz muito melhores resultados e com menores riscos.

Margarida Raimond - Professora




Papa elogiou teoria do Big Bang há mais de 60 anos!

E a media anunciou, como se fosse uma coisa revolucionária e muito inusitada, que o Papa Francisco disse que a teoria do Big Bang (que explica a origem do Universo) e a Teoria da Evolução (que explica a origem das espécies) estão corretas.


Rio de Janeiro, 30 de Outubro de 2014 (Zenit.org)


Nesta semana, a media anunciou, como se fosse uma coisa revolucionária e muito inusitada, que o Papa Francisco disse que a teoria do Big Bang (que explica a origem do Universo) e a Teoria da Evolução (que explica a origem das espécies) estão corretas.

O tom de “oh, que coisa incrível!” das manchetes, somado à falta de conhecimento das massas sobre a Igreja, reflectiu o sentimento de surpresa geral. Mas gente… em 1951, há mais de 60 anos (!!!), o Papa Pio XII já havia acolhido com extrema simpatia a Teoria do Big Bang, afirmando que ela era perfeitamente compatível com o ensinamento da Igreja sobre a criação do mundo pelas mãos de Deus. Maravilhado com a então chamada “Hipótese átomo primordial”, ele disse:

“Realmente parece que a ciência moderna, olhando para milhões de séculos atrás, conseguiu se tornar testemunha daquele primordial Fiat lux, pelo qual do nada irrompe, com a matéria, um mar de luz e radiação, enquanto as partículas químicas dos elementos se separam e se reúnem em milhões de galáxias.” (…)

“…com a concretude própria das provas físicas, a contingência do universo e a fundamentada dedução sobre a época em que o cosmo saiu das mãos do Criador. A criação no tempo, então; e, portanto, um Criador: Deus! É essa a voz, ainda que não explícita e nem completa, que Nós pedíamos à ciência, e que a atual geração humana espera dela.” ( Discurso de Pio XII. 22/11/1951. Tradução: blog Tubo de Ensaio)

Como vocês vêem, Pio XII não só aprovou a Teoria do Big Bang, como se empolgou com ela além da conta. Ele chega até mesmo a dizer que essa teoria era praticamente a prova científica da existência de Deus. Ao ouvir isso, o “pai” da teoria, o Padre – é isso mesmo, PADRE – Georges Lamaître fez chegar aos ouvidos do Papa um apelo do tipo: “Menos, Santidade… Meeeeeenos!”.

Quanto à teoria da evolução das espécies, o mesmo Pio XII, em 1950, já havia dito que, desde que mantida a devida prudência, “o magistério da Igreja não proíbe que nas investigações e disputas entre homens doutos de ambos os campos se trate da doutrina do evolucionismo” (Encíclica Humani Generis).

Temos que ser justos e dizer que ao menos a Folha de São Paulo publicou uma matéria bem ponderada, apresentando o parecer positivo de papas anteriores sobre essas teorias, como Pio XII, São João Paulo II e Bento XVI.

Voltando às declarações do Papa Francisco. Sobre a teoria da evolução, ele disse:

“Quando lemos, no Génesis, o relato da criação, corremos o risco de imaginar que Deus seja um mago com uma varinha mágica, capaz de fazer todas as coisas. Mas não é assim. Ele criou os seres e deixou que se desenvolvessem segundo as leis internas que Ele deu a todos, para que se desenvolvessem, para que chegassem à sua própria plenitude. Ele deu autonomia aos seres do universo ao mesmo tempo em que assegurou Sua presença contínua, dando o ser a toda realidade. E assim a criação avançou por séculos e séculos, milénios e milénios, até se tornar aquilo que conhecemos hoje, porque Deus não é um demiurgo ou um mágico, mas o Criador que dá o ser a todos os entes. (…) A evolução na natureza não contrasta com a noção de criação, porque a evolução pressupõe a criação dos seres que evoluem.” (Discurso do papa Francisco. 27/10/2014. Tradução: Tubo de Ensaio)

Conforme já havíamos explicado em um post anterior (leia aqui), o Génesis não deve ser lido como um livro que traz um relato literal da criação. Ele é um livro de verdades teológicas. Assim, quando diz que Deus esculpiu o homem do barro, isso é uma verdade teológica, não científica. Ou seja, Deus pensou o homem em cada detalhe e o criou, mas o seu corpo pode ter se formado por meio de um processo gradual, pautado nas leis que Ele mesmo estabeleceu para reger a natureza.

Quer dizer que o Papa Francisco acredita que a espécie humana veio do macaco? Não! A teoria da evolução não diz que o homem “veio do macaco”; na verdade, homem e macaco teriam surgido a partir de um ancestral comum. E isso não abala em nada a revelação bíblica de que o homem foi feito “à imagem e semelhança de Deus”. Afinal, essa verdade não reside nos atributos físicos humanos, mas sim no espírito, na liberdade e no intelecto (explicamos isso no post “Jávé: Homem ou Mulher?“).

O interessante é que o papa Francisco, nessa declaração, rejeita a tapada ideologia evolucionista pregada pelos ateístas, que usam as teorias de Darwin para defender que tudo surgiu do acaso. Como bem disse Bento XVI, “Não somos o produto casual e sem sentido da evolução. Cada um de nós é fruto do pensamento de Deus. Cada um de nós é querido, cada um de nós é amado, cada um é necessário” (Homilia em 24/04/2005).

 

Estatísticas sobre a Igreja Católica na Turquia

O Santo Padre realizará a sua visita apostólica neste país do 28 ao 30 de Novembro


Roma, 30 de Outubro de 2014 (Zenit.org)


O Papa Francisco, aceitando o convite do Presidente da República da Turquia, do Patriarca Bartolomeu I e do Presidente da Conferência Episcopal, irá realizar uma visita apostólica de três dias à Turquia do28 ao 30 de Novembro. Em preparação para a viagem, a sala de imprensa do Vaticano publicou alguns dados interessantes sobre a população deste país.

A Turquia tem uma área de 774.815 km2 e uma população de 76.140.000 habitantes, dos quais 53.000 são católicos – o que representa 0,07% da população. A nação tem sete circunscrições eclesiásticas, 54 paróquias e 13 centros pastorais. Realizam tarefas de apostolado 6 bispos, 58 sacerdotes (entre diocesanos e religiosos), 2 diáconos, 7 religiosos não sacerdotes, 54 religiosas, 2 membros de institutos seculares, 7 missionários leigos e 68 catequistas. Os seminaristas maiores são 4.

Além disso, a Igreja Católica tem na Turquia 23 escolas de todos os níveis, além de 6 centros de educação especial. Também existem 3 hospitais, 2 ambulatórios e 5 residências para idosos e deficientes.

Durante a viagem, o papa visitará Ancara e Istambul. No programa, ainda que provisório, está previsto que na sexta-feira 28, às 9 horas, saia do aeroporto de Roma Fiumicino e chegue ao aeroporto de Esemboğa, de Ancara, onde terá uma recepção oficial. Em seguida, visitará o mausoléu de Ataturk, e logo depois, no Palácio Presidencial, será a cerimónia de boas-vindas, a visita de cortesia ao presidente turco e o encontro com as autoridades locais. Em seguida encontrará o primeiro ministro e também visitará no Diyanet, o Presidente de Assuntos Religiosos. Aqui acontecerá o primeiro discurso do Santo Padre.

No sábado, 29, às 9h30 sai de avião do aeroporto Esemboğa de Ancara, e às 10h30 chega ao aeroporto internacional Atatürk de Istambul. Está previsto também uma visita ao Museu de Santa Sofia, e à Mesquita do Sultão Ahmet. Em seguida a Santa Missa na catedral católica do Espírito Santo. Na Igreja Patriarcal de São Jorge, uma oração ecuménica será realizada e no Palácio Patriarcal o encontro privado com Bartolomeu I.

Finalmente, no domingo, 30, se celebrará a santa missa em privado na Delegação Apostólica. Depois, a divina liturgia na Igreja Patriarcal de São Jorge. E em seguida será a bênção ecuménica e assinatura da declaração conjunta. Ato seguido, na sede do Patriarcado Ecuménico, o santo padre Francisco almoçará junto com a sua santidade Bartolomeu. Às 16h45 será a despedida no aeroporto Atatürk, em Istambul. O voo sai às 17h e chega às 18h40 no aeroporto de Ciampino, em Roma.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

"O diabo não é um mito, ele realmente existe e devemos lutar contra ele"

Durante a homilia em Santa Marta, o Papa adverte contra "o diabo, o mundo e a carne", os três principais "inimigos da vida cristã"


Roma, 30 de Outubro de 2014 (Zenit.org)


Contra o diabo estamos numa eterna "batalha", por isso devemos nos proteger com a "armadura" da verdade, alertou o Papa esta manhã durante a homilia na Casa Santa Marta.

A metáfora do "militar" está presente na tradição cristã desde São Paulo (cfr. Ef 6,10-20), disse o Papa, acrescentando que "a vida em Deus deve ser defendida, se deve lutar para levá-la avante”. Anunciar o evangelho significa "resistir" e "lutar", sem nunca esquecer os três principais "inimigos da vida cristã" que são "o diabo, o mundo e a carne", ou seja, as "feridas do pecado original."

"A salvação que Jesus nos dá é gratuita", mas somos chamados a defendê-la usando o que São Paulo chama "a armadura de Deus", que nos faz resistir contra as “insídias do diabo."

É impossível, continuou o Papa, pensar em "uma vida cristã sem resistir à tentação, sem lutar contra o demónio, sem vestir esta armadura de Deus que nos fortalece e nos protege."

Mesmo assim, "esta geração - e tantas outras – nos fez acreditar que o diabo fosse um mito, uma figura, uma ideia, a ideia do mal. Mas o diabo existe e devemos lutar contra ele."

São Paulo insistentemente nos diz: "Sejais firmes e cingi os vossos rins com a verdade”. Esta é uma armadura de Deus: a verdade."

O diabo, disse o Santo Padre, é o "mentiroso" por excelência, “o pai dos mentirosos, o pai da mentira”. Contra ele, destaca São Paulo, devemos “cingir os nossos rins com a verdade e revestir-nos da couraça da justiça”.

É impossível "ser cristão sem trabalhar continuamente para ser justo". Por isso ajudaria muito nos perguntar se "acredito ou não acredito?". Ou sou "um pouco mundano e pouco crente?”. Além disso, disse Francisco, "sem fé não se pode prosseguir, não se pode defender a salvação de Jesus."

Todos nós precisamos do "escudo da fé", porque "o diabo não lança flores sobre nós", mas "flechas em chama” para nos matar. Para nos defender, precisamos tomar "o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus" e vigiar constante "com orações e súplicas."

A vida cristã, disse o Papa, é uma "milícia" e uma "bela luta" que compartilhamos com o Senhor, que, quando "vence em cada etapa da nossa vida, nos dá uma alegria" e "uma felicidade grande ", que é sinal de "sua gratuitidade de salvação".

Embora sejamos "pecadores", "um pouco preguiçosos” e "nos deixamos levar pela paixão, por algumas tentações", devemos ter "coragem e força, porque o Senhor está connosco."

Card. Mulller: colegialidade e diálogo na Congregação para a Doutrina da Fé

O prefeito abre um simpósio internacional na Universidade de Lovaina sobre Uma Igreja em diálogo, reler o Vaticano II


Roma, 30 de Outubro de 2014 (Zenit.org)

"Já que a Igreja é muito grande” o trabalho da Congregação para a Doutrina da Fé deve ser desenvolvido necessariamente “em equipe, ou seja, em diálogo, na troca entre as tendências teológicas e na escuta do outro”. Assim explica o cardeal Gerhard Ludwig Müller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé durante um discurso na Universidade de Lovaina, no simpósio internacional Omnes Gentes. O encontro foi celebrado do 26 ao 29 de Outubro e foi organizado pela Conferência Episcopal da Bélgica, em colaboração com Missio e as faculdades teológicas do ateneu sobre o tema: “Uma Igreja em diálogo, reler o Vaticano II”.

Durante seu discurso de abertura, o cardeal analisou o argumento dos trabalhos à luz do carácter “dialógico” dos principais documentos conciliares. Assim como explica um artigo do L’Osservatore Romano publicado nesta quarta-feira, o cardeal destacou a necessidade do diálogo na Igreja no geral e nas suas instituições particulares, descrevendo como exemplo a actividade do seu dicastério, julgado por muito – observou o prefeito – como uma instância de não diálogo e de rejeição do diálogo.

Dessa forma, indicou que na prática parece “que o magistério faça possível um diálogo autêntico” e “que invocando constante e tenazmente o depósito da fé, o magistério feche definitivamente a porta para as discussões sobre questões pendentes que sufoca o diálogo”.

Por isso o cardeal Müller explicou que as coisas não são assim, enquanto apresentou aos participantes do encontro o estilo de trabalho que caracteriza a Congregação. "As questões pendentes são continuamente analisadas ​​pelos responsáveis de arquivo (cerca de 40 pessoas de todos os continentes) para ser tratadas com os superiores da Congregação em uma reunião semanal."

Por outro lado, indicou que os casos mais complexos "são transmitidos para cerca de 25 consultores que se reúnem regularmente para discutir, de um ponto de vista teológico". Finalmente, "as decisões fundamentais são tomadas pelos membros -uns trinta cardeais e bispos - na assembleia mensal" da congregação. E não só isso, depois são apresentadas ao Papa pelo prefeito durante uma audiência privada.

O cardeal destacou a colegialidade e o diálogo que caracterizam o trabalho da congregação e citou as duas realidades que estão intimamente ligadas a ela: a Pontifícia Comissão Bíblica e a Comissão Teológica Internacional.

Concluindo seu discurso, o Cardeal Müller disse que a Congregação para a Doutrina da Fé é "uma estrutura aberta e fundada no diálogo". Não poderia ser de outra forma já que – observou – a introdução das grandes redes de telefonia móveis nos precipitaram, nos últimos 25 anos, em um espaço ilimitado e sincronizado de comunicação” e “que o desaparecimento das fronteiras relativas aos novos meios técnicos levou a um aumento sem precedentes da comunicação". E como resultado – explicou – a Igreja não pode não dialogar com o mundo que está ao seu redor.

Martin Schulz recebido em audiência pelo Papa

O encontro com o presidente do Parlamento Europeu há um mês da visita de Francisco a Estrasburgo


Roma, 30 de Outubro de 2014 (Zenit.org)


Em vista da sua visita ao Parlamento Europeu e ao Conselho de Europa, agendada para o próximo 25 de Novembro, o Papa Francisco recebeu no Vaticano o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz.

Recebido no pátio do Palácio Apostólico pelo prefeito da Casa Pontifícia, monsenhor Georg Gainswein, Schulz teve conversas com Francisco por cerca de 40 minutos; ambos fizeram uso do intérprete.

Para Schulz e para os cinco membros de sua comitiva, o Papa Francisco presenteou com as medalhas do seu pontificado e alguns rosários.

Posteriormente, o Presidente do Parlamento Europeu reuniu-se com o Secretário de Estado do Vaticano, monsenhor Pietro Parolin, com quem conversou em Inglês.

A visita prevista para um mês é a segunda de um pontífice ao Parlamento Europeu de Estrasburgo. São João Paulo II foi o primeiro a visitar o Europarlamento no dia 11 de Outubro de 1988.

Jerusalém: fechada a mesquita de al-Aqsa

A decisão das autoridades israelitas foi seguida do ferimento de um rabino extremista e a subsequente morte, causada pela política, do seu suposto homem-bomba


Roma, 30 de Outubro de 2014 (Zenit.org)


Alta tensão em Jerusalém. Tudo começou ontem, quando uma bala de uma pistola feriu um militante israelita-americano, o rabino Yehuda Glick, durante uma conferência sobre a reconstrução de um antigo templo judaico na mesquita de al-Aqsa. A situação piorou no início desta manhã, após o anúncio do assassinato, pelas forças policiais israelitas, de um homem de 32 anos palestino, suspeito de ser o homem-bomba do rabino.

Num comunicado da polícia divulgado pelo porta-voz Luba Samri, posteriormente foi decretado o fechamento "até nova ordem" do local sagrado de al-Aqsa, “a todos os visitantes e excepcionalmente até aos muçulmanos vindos para rezar por causa das actuais tensões” na cidade.

De acordo com o que afirmou o ministro palestino para os Bens religiosos, Shaykh Yusuf Deis, é a primeira vez desde a Guerra dos Seis Dias de 1967, que al-Aqsa está completamente fechada para os fiéis muçulmanos, até mesmo para o encarregado de chamar à oração.

Uma escolha que só serve para aumentar o descontentamento palestino, depois que na semana passada o governo israelita tinha permitido a construção de milhares de novas casas para colonos em Jerusalém Oriental. "Este perigoso crescimento israelita é uma declaração de guerra ao povo palestino, aos seus lugares sagrados e à nação árabe e islâmica", disse Nabil Abu Rudeina, porta-voz do presidente do Anp, Abu Mazen.

A festa de Todos os Santos, uma chance para testemunhar a esperança cristã

O grande número de mártires que a perseguição de Diocleciano produziu, fez que a Igreja instituísse uma festa para comemorar os santos 'anónimos'


Roma, 30 de Outubro de 2014 (Zenit.org)


Em uma sociedade que tende a evitar a questão da morte, a festa pagã do Halloween pode ser uma ocasião propícia para testemunhar a alegria do Evangelho e da esperança cristã.

Assim, em países de tradição católica, a solenidade de Todos os Santos é comemorada no dia 1 de Novembro para destacar a vocação universal dos cristãos à santidade. Neste dia a Igreja comemora todos os santos que não têm uma festa própria no calendário litúrgico.

O grande número de mártires cristãos que a perseguição de Diocleciano produziu (284-305) levou a Igreja no século IV a estabelecer um dia para comemorá-los, já que o calendário não era suficiente para dar a cada um o seu. A primeira data era 21 de Fevereiro.

Mas em 610 a festa litúrgica dos Santos mudou para 13 de maio, dia em que o Papa Bonifácio IV consagrou o Pantheon romano, onde se honravam os deuses pagãos, como templo da Santíssima Virgem e de Todos os Mártires.

Há pouco mais de cem anos depois, Gregório III (731-741) a transferiu para o 1 de Novembro, em resposta à celebração pagã do Ano Novo celta ou "Samagin" – agora chamada Halloween – , na qual se festejava a noite do 31 de Outubro, acreditando que ocorria a abertura entre o mundo material e o das trevas, e que os mortos viessem visitar os vivos.

Mais tarde, Gregório IV (827-844) estendeu a celebração do 1 de Novembro para toda a Igreja. Neste dia os cristãos homenageiam os santos "anónimos", pessoas que viveram a serviço de Deus e de seus contemporâneos.

Neste sentido, é a festa de todos os baptizados, que são chamados por Deus à santidade. A celebração termina, portanto, com um convite à experimentar a alegria daqueles que colocaram Cristo no centro de sua vida.


Católicos e veterocatólicos: perseverar no diálogo teológico

O Santo Padre Francisco recebe nesta quinta-feira uma delegação de bispos veterocatólicos. Apesar das dificuldades não cansar e continuar caminhando juntos, rezando juntos, e trabalhando juntos


Roma, 30 de Outubro de 2014 (Zenit.org)


O Santo Padre Francisco recebeu nesta quinta-feira uma delegação de bispos veterocatólicos da União de Utrecht.

A Igreja Católica Velha ou Veterocatólica é um conjunto de Igrejas agrupadas na União de Utrecht, com cerca de 2,3 milhões de seguidores. Elas se separaram de Roma ao não aceitar o dogma da infalibilidade papal.

O Papa considerou o encontro de hoje como “uma excelente oportunidade de reflexão no nosso caminho ecuménico comum". E disse que este ano se comemora o 50º aniversário desde que o Concílio Vaticano II promulgou o Decreto Unitatis redintegratio, abrindo uma nova era de relações ecuménicas.

Esclareceu que “foi possível construir pontes de compreensão mútua e de cooperação prática. E que se de um lado “nos alegramos sempre que podemos dar novos passos rumo a uma mais sólida comunhão de fé e de vida, do outro nos entristece perceber as novas divergências que surgiram entre os teólogos ao longo dos anos”. Porque para todos nós, “o trabalho da Comissão Internacional de diálogo católico – veterocatólica, tem um papel significativo na busca de uma crescente fidelidade à oração do Senhor: “Que todos sejam um”. E a separação “agora é mais difícil ser superada dado a nossa grande distância sobre temas sobre o ministério e o discernimento ético”.

Nesta situação, o Papa indica, o "desafio" que deve ser enfrentado é o de "perseverar em substancial diálogo teológico e continuar caminhando juntos, rezando juntos e trabalhando juntos em um maior e mais profundo espírito de conversão a tudo o que Cristo quer para a sua Igreja".

Francisco também lembrou que "em nossa separação existiram de ambos os lados, graves pecados e falhas humanas. Num espírito de perdão mútuo e de humilde arrependimento, agora precisamos fortalecer nossa reconciliação e paz”.

Portanto exortou: “Devemos sempre estar dispostos a ouvir e seguir os sussurros do Espírito que nos guia à plena verdade. Enquanto isso, no coração da Europa, tão confusa sobre sua identidade e vocação, existem muitas áreas nas quais os católicos e os veterocatólicos podem colaborar buscando responder à profunda crise espiritual que afecta os indivíduos e a sociedade".

"Há uma sede de Deus. Há um desejo profundo – acrescentou o Pontífice – de redescobrir o sentido da vida. E há uma necessidade urgente de um testemunho credível das verdades e dos valores do Evangelho. Nisto podemos apoiar-nos e incentivar-nos mutuamente, especialmente nas paróquias e nas comunidades locais. De fato, a alma do ecumenismo consiste na conversão do coração e na santidade de vida, junto com as orações particulares e públicas pela unidade dos cristãos”. Rezando uns com os outros, “nossas diferenças serão assumidas e superadas na fidelidade ao Senhor e ao seu Evangelho”. 

Apelo dos bispos sírios: "Se vocês querem a paz, não comercializem armas"

Em carta dirigida ao mundo e aos fiéis, os bispos afirmam que o fornecimento contínuo de armas alimenta a guerra na Síria


Roma, 30 de Outubro de 2014 (Zenit.org)


Há apenas uma maneira de contribuir concretamente pela paz: parar o tráfico de armas. Para afirmar esta verdade, os bispos católicos da Síria enviaram uma carta para o mundo e para os fiéis, em comunicado divulgado no final da Assembleia.

A Assembleia foi realizada em Damasco na terça-feira 28 e quarta-feira 29 de Outubro, e contou com a presença do Patriarca de Antioquia dos greco-melquita, Gregório III Laham, e 11 bispos católicos de seis ritos diferentes, juntamente com o Núncio Apostólico, Mario Zenari e Mons. Giovanni Pietro Dal Toso, secretário do Pontifício Conselho Cor Unum.

A presença de Mons. Dal Toso, que veio de Roma para encorajar, foi recebida com gratidão pelos bispos sírios, como afirma à Agência Fides Dom Georges Abou Khazen OFM, Vigário Apostólico de Aleppo para os católicos de rito latino. "No encontro - disse o bispo Abou Khazen - cada participante descreveu a situação e os problemas de sua própria diocese. Para todos a coisa mais importante a fazer é ficar perto dos fiéis, incentivá-los, consolá-los".

Mons. Khazen explicou a situação vivida pela Síria neste momento. "Nós caminhamos no escuro, não vemos uma saída, e só Cristo pode dar esperança aos nossos corações". Portanto, "os poderes do mundo devem saber que certamente não ajudam a paz se continuam a enviar armas.”

Por fim, um convite aos cristãos da Síria: "Convidamos todos a não fugir, a não deixar suas terras. Mas este é um apelo à consciência. Como pastores, vemos exactamente o que nosso povo está sofrendo. E não podemos forçar ninguém a ficar nessa situação onde não há trabalho, miséria aumenta a cada dia a, e a própria vida e a de seus entes queridos está sempre em perigo.”

São Marcelo

"Que Deus te abençoe porque é assim que um mártir deve partir deste mundo, disse Marcelo antes de seu martírio.


Horizonte, 30 de Outubro de 2014 (Zenit.org) Fabiano Farias de Medeiros


"Eu só sirvo ao rei eterno, Jesus Cristo”, bradou Marcelo diante do juiz que questionava sua fé. Marcelo nasceu por volta do século III e era um centurião do exército pertencente à legião romana denominada Legio VII Gemina da cidade de Tânger.  Foi casado com Santa Nona e teve doze filhos.

Seguindo ordens, foi enviado para participar das comemorações do aniversário do Imperador Maximiano. Durante estas comemorações era exigido que os participantes honrassem a estátua do imperador fazendo reverência e lançando incenso sobre um braseiro. Por sua fé, o centurião negou-se a cumprir tal imposição e lançou fora seu cinto, sua arma e sua insígnia de centurião declarando-se cristão. Marcelo foi detido e então levado à presença do comandante Anastácio Fortunato.  Este indicou seu caso para o prefeito pretoriano Aurélio de Agrícola que o interrogou sobre sua atitude. Ás perguntas do prefeito respondeu Marcelo: "No vigésimo primeiro de Julho, nos padrões de sua legião, quando celebrou-se o festival do Imperador, fiz responder abertamente e em voz alta que eu era cristão e não poderia servir a esta autoridade, mas apenas à autoridade de Jesus Cristo, o Filho de Deus Pai Todo-Poderoso."

Aurélio chamou então o escrivão Cassiano para redigir a ata e este julgando ser uma grande injustiça o fato e motivado pelo testemunho de Marcelo, lançou fora sua pena e livro e declarou-se também cristão. Foram então condenados à morte por decapitação. Ao se encaminhar para a execução, Marcelo olhou para Aurélio e lhe disse: "Que Deus te abençoe porque é assim que um mártir deve partir deste mundo”.

São Marcelo é comemorado dia 30 de Outubro e Cassiano no dia 03 de Dezembro.



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Os 10 dados estatísticos que radiografam o estado da Igreja Católica no mundo

Actualizado 21 de Outubro de 2014

Javier Lozano / LibertadDigital.com
 

Apesar do que poderia parecer, os
cristãos não se reproduzem por via
sexual... Mas sim mediante o
baptismo, que é a forma de
fazer novos cristãos
Coincidindo com a Jornada Mundial das Missões, a Congregação para a Evangelização dos Povos dependente da Santa Sé apresentou o seu relatório anual sobre as estatísticas da Igreja Católica no mundo.

O objectivo, segundo conta, é oferecer um "quadro panorâmico da Igreja missionária no mundo graças aos dados do extenso Anuário Estatístico da Igreja".

Os dados mostram a tendência do catolicismo no mundo, as diferenças substanciais que se dão nos distintos continentes devido aos ambientes culturais diversos assim como a influência da Igreja Católica no mundo. Das cifras facilitadas desprende-se que o número de católicos cresce de maneira global, à data de 31 de Dezembro de 2012, se bem que este aumento em comparação com o crescimento da população mundial mostra que o catolicismo se estanca.

Igualmente, o número de sacerdotes experimenta uma ligeira subida em contraposição à quantidade de seminaristas. Mas o que fica bastante claro com as estatísticas globais é a impressionante obra social levada a cabo pelos milhares de sacerdotes, religiosos e laicos ao longo dos cinco continentes. Uma presença dificilmente igualável por outras organizações. Estes são alguns dos dados mais relevantes do relatório realizado pela Congregação vaticana através da agência Zenit.

1. População mundial e número de católicos
A 31 de Dezembro de 2012 a população mundial era de 7.023.377.000 pessoas, o que supõe um aumento de algo mais de 90 milhões de pessoas em relação ao ano anterior, crescendo em todos os continentes. Entretanto, o número de católicos era de 1.228.621.000, quinze milhões mais que o ano anterior.

Sem dúvida, a percentagem de católicos no mundo diminui 0,01% situando-se em 17,49% da população total. Por continentes, aumenta na América (+0,12) e Ásia (+0,01), mantém-se estável em África e cai na Europa (-0,01) e Oceânia (-0,02).

2. Habitantes e católicos por sacerdote
Segundo os dados oferecidos e fazendo uma média mundial há um sacerdote por cada 13.572 pessoas enquanto este ratio diminui um sacerdote por cada 2.965 católicos. A secularização e a perca de sacerdotes observa-se especialmente na Oceânia, América e Europa enquanto a fé viva em África e Ásia provoca que cresça o número de sacerdotes por habitante nestes continentes.

3. Institutos Sanitários e de beneficência

A obra social da Igreja é um dos seus principais sinais de identidade. Tem um alcance global e uma importância básica para muitos países, também nos do primeiro mundo. No total há 115.352 institutos de beneficência e assistência.

Separando estas, a Igreja católica gere 5.167 hospitais e 17.322 dispensários repartidos nos cinco continentes. Igualmente, dirige 648 leprosarias e 15.699 casas para anciãos, enfermos crónicos e inválidos. Além disso, tem 10.124 orfanatos e 11.596 creches. Dispõe além disso de 14.744 consultórios matrimoniais, 3.663 centros de educação ou reeducação social e 36.389 instituições de outro tipo.

4. Sacerdotes
O número de sacerdotes cresce ligeiramente na Igreja Católica, até aos 414.313, 895 mais que no ano anterior. Segundo as cifras, há 279.561 sacerdotes diocesanos, número que aumentou no ano passado enquanto se põe de manifesto o declive das ordens religiosas, que perdem 320 unidades até situar-se nos 134.752. A perca de sacerdotes se mostra especialmente na Europa e menos na América e Oceânia. No polo oposto se situam África e Ásia, com mais de mil novos sacerdotes em cada um destes continentes.

5. Número de bispos

A Igreja hierárquica também aparece na estatística da Congregação para a Evangelização dos Povos. E segundo os dados, o número de bispos no mundo é de 5.133, crescendo unicamente numa unidade. De todos eles, 3.917 são prelados diocesanos enquanto 1.216 são religiosos. Além disso, a tendência mostra o maior número de bispos diocesanos frente aos que formam parte de ordens religiosas.

6. Religiosos e religiosas no mundo
O número de religiosos (não sacerdotes) mostra-se estável um ano mais com um pequeno crescimento total de 229 unidades situando-se em 55.314. Dados que mostram um crescimento em todos os continentes excepto na América, onde há menos 180 religiosos.

Mais grave é a situação das religiosas. A secularização nota-se sobretudo neste grupo, que num ano perdeu até 10.677 religiosas. Especialmente complicado é o que ocorre na Europa (-9051) e América (-4.288). Cifras que não conseguem frear o aumento de vocações na Ásia e África que crescem em 2.167 e 727 religiosas respectivamente.

7. Missionários laicos
A importância dos missionários laicos continua sendo chave na Igreja. A tendência mostra um aumento de famílias missionárias que, sem dúvida, não conseguem parar a queda do número total. No mundo há actualmente um total de 362.488 missionários laicos ainda que são 19.234 menos que o ano anterior. A América, o continente que mais missionários alberga, é o continente que mais perde, até 18.794 menos.

8. Seminaristas maiores
Situação similar vivem os seminaristas, facto mais grave ainda já que representam os futuros sacerdotes e o futuro da Igreja. Há em todo o mundo 120.051 seminaristas maiores. Mas são 565 menos que o ano anterior. Em números absolutos Ásia e América estão à cabeça em número ainda que este último tem 624 menos. A Europa tem quase 20.000 jovens formando-se para o sacerdócio mas tem 368 candidatos menos.

9. Escolas e alunos no mundo
Outra das actividades da Igreja mais importantes e com maior influência é a educação. E é que segundo os dados do Anuário Pontifício a Igreja gere 71.188 escolas infantis, 95.246 escolas primárias, 43.783 institutos secundários além de vários milhões de alunos nas escolas superiores e universidades católicas.

10. Diáconos permanentes

Os diáconos permanentes converteram-se numa grande ajuda das igrejas locais no dia-a-dia e cobraram uma maior importância. Nestes momentos há no mundo 42.104 ainda que estão em alta ao haver 1.190 mais. Curiosamente, diminui na Ásia, o continente que mais cresce percentualmente em número de católicos assim como em África.


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Na China a política do filho único cumpre 34 anos: continuam os abortos e esterilizações forçadas

Passa factura: a China é o país com maior suicídio feminino 

Multa-se a maioria das famílias com um segundo filho, e a todas as que tem um terceiro; forçam-se abortos e esterilizações, e mais contra as minorias étnicas

Actualizado 20 de Outubro de 2014

Benedetta Frigerio/Tempi.it

Por ocasião do trigésimo quarto aniversário da legalização da lei sobre o filho único na China, o único ocidental conhecido que assistiu pessoalmente às suas consequências relatou o que viu.

Steven Mosher, presidente do Population Research Institute (www.pop.org), recorda os «abortos forçados, as esterilizações e os infanticídios».

A pessoa que permitiu a Mosher entrar na China para levar a cabo uma investigação foi o então líder de facto do dragão asiático, Deng Xiaoping.

«Pude ver em primeira pessoa» as práticas permitidas pela lei. Mosher recorda uma «mulher numa mesa de cirurgia grávida de oito meses. O médico pegou num bisturi e fez uma incisão transversal no seu ventre. Imediatamente atravessou a parede uterina e tirou uma criança perfeitamente formada. A criança já estava morta pois tinha sido assassinado com uma injecção letal no útero no dia anterior».

Desde os anos 80

Era o mês de Março de 1980, quando o partido do Estado chinês já tinha começado um severo controlo da população.

De facto, em 1979 «a vice-primeira-ministra Chen Muhua, líder feminina responsável da Planificação familiar, tinha feito saber que “o socialismo deveria permitir que se regulasse a reprodução de seres humanos”.

Deng Xiaoping foi mais longe, instando os oficiais superiores a “usar qualquer meio que fosse necessário para reduzir a população”».

Terceiro filho, sempre proibido; o segundo, às vezes
Os funcionários provinciais de Guangdong, por exemplo, estabeleceram que era necessário «impedir que os casais tivessem mais de um filho, dois no máximo». Os casais podiam ter um segundo filho só «se tinham decorrido mais de quatro anos desde o nascimento do primeiro».

Proibiu-se de todo a possibilidade de ter um terceiro filho.

Em cada zona do país a política foi aplicada de forma diferente, impedindo geralmente o nascimento de mais de um filho, salvo em raros casos.

Mosher recorda: o responsável do partido da zona «onde eu vivia reuniu todas as mulheres que estavam grávidas “ilegalmente” – eram centenas – e disse-lhes que tinham que abortar. As que se negaram foram presas e permaneceram na cadeia – às vezes durante semanas ou meses – até que se submeteram ao inevitável».

Rapidamente a clínica «converteu-se num campo de extermínio».

Os diferentes métodos de aborto forçado

As mulheres grávidas de menos de cinco meses foram obrigadas a abortar imediatamente, enquanto as outras tiveram que sofrer injecções letais que «matavam os seus filhos não nascidos e provocavam contracções uterinas».

E se a mulher ainda não tinha dado à luz a criança morta ou moribunda, «ao fim de um dia ou dois era arrancado do seio materno mediante uma cesariana».

Mas Mosher precisa que um ano antes da adopção da lei tudo isto já ocorria e que 34 anos depois «a política do filho único continua representando um custo terrível para as mulheres chinesas».

As mulheres que mais se suicidam? As chinesas
Em primeiro lugar na lista estão os abortos forçados: «Entre as dezenas de milhões de abortos que se levam a cabo na China hoje, muitos são realizados à força», pelo que «não é de estranhar que o índice mais alto de suicídios no mundo se dê entre as mulheres chinesas».

Também as «esterilizações forçadas estão na ordem do dia», pois «o regulamento para o controle da natalidade aconselha a esterilização depois do primeiro filho e impõe-no depois do segundo».

O balanço traçado por Mosher é terrível: 37 milhões de crianças foram assassinadas com o aborto na China, «responsável de quase 60 por cento do tráfico sexual no mundo».

Aproximadamente «400 milhões de crianças não nasceram por culpa da lei política sobre o filho único».

Mínima relaxação na lei
Actualmente o governo chinês relaxou a lei e permite a muitos casais ter dois filhos. «Na realidade – continua Mosher – não importa se se permite aos casais ter um ou dois filhos. O que conta é o princípio – já estabelecido pelo presidente Mao Zedong nos longínquos anos Cinquenta – do controlo da reprodução por parte do partido».

Além disso, as regras publicadas pelo partido «não são simples sugestões para o povo chinês», mas sim «regras duras e imediatas sobre quando e em que circunstâncias se podem ter filhos».

Este é o motivo pelo qual tem sentido «continuar chamando ao programa de controlo da população chinesa “política do filho único”, e não de um modo que soe mais soft, como “política de planificação familiar”».

A China, de facto, «continua ainda afirmando o controlo total sobre a reprodução e, por conseguinte, continua violando os direitos humanos do povo chinês».

(Tradução de Helena Faccia Serrano, Alcalá de Henares)


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Salvador Íñiguez, o homem que evangeliza com a Virgem entre prostitutas, travestis e chulos

«Quanto vales, irmãzinha? Tão pouco? Cristo morreu por ti!» 

Salvador dedica uma tarde cada semana a tratar com prostitutas e travestis
e dizer-lhes que para Deus eles são valiosos e amados como filhos

Actualizado 19 de Outubro de 2014

Samuel Gutiérrez/Catalunya Cristiana

«Quanto cobras, irmãzinha? Tão pouco?
Ninguém te disse que vales todo o sangue de Cristo?»


Assim inicia Salvador Íñiguez muitos dos encontros que uma noite por semana mantém com prostitutas e travestis na cidade mexicana de Guadalajara.

Impulsionado pelo seu amor à Virgem Maria, Salvador há anos que se sente chamado a realizar este apostolado tão peculiar no mundo da prostituição.

O seu testemunho deu a volta ao mundo graças à película documental Mary’s Land. Terra de Maria, de Juan Manuel Cotelo.

- Que o leva até ao mundo da prostituição?
- Leva-me o saber-me filho de Deus, o saber-me cristão baptizado e membro da Igreja apostólica. Sinto que é meu dever anunciar a Boa Nova àqueles que não conhecem o amor de Deus nas suas vidas; aqueles que não o conhecem porque poucos ou quase ninguém se atreve a partilhá-lo com eles.

Em contacto com o mundo da prostituição descobri corações feridos como o meu e como o de todos, mas com menos possibilidades de conhecer o amor de Deus pelas circunstâncias adversas na história das suas vidas.

- Pelas manhãs, de casa em casa, como enfermeiro geriátrico. E pelas noites, de prostíbulo em prostíbulo, abordando prostitutas e travestis.
Desde quando exerce esta «dupla vida»?
- Desde há aproximadamente 7 ou 8 anos. Na realidade só vou um dia por semana a uma zona específica de prostituição ainda que às vezes encontro prostíbulos sem querer na minha passagem pela cidade.

Pelo comum, eu trabalho pelas manhãs um turno de 6 horas e as tardes e noites dedico-as ao meu apostolado «Maria Rainha da Paz: Dá-me o teu coração ferido». Os prostíbulos não são a única actividade que tenho. Também visito enfermos, levo comida a indigentes, viciados na droga e imigrantes, levo despensa na medida das minhas possibilidades a pessoas necessitadas, a prostitutas que tem filhos que manter, etc. 

- Como se prepara para este apostolado tão pouco habitual?
- Uma noite nos prostíbulos implica, primeiro de tudo, tomar o tempo necessário para encher-te do que queres partilhar. E se vais partilhar o amor de Deus, pois o primeiro é encher-te d’Ele...

Isso significa que há que dedicar o tempo necessário para ir à missa, depois adorar no mínimo uma hora a Jesus sacramentado, rezar e orar frente a Ele... Eu costumo rezar também a coroa da Divina Misericórdia, peço o seu Espírito Santo para que me dê as palavras necessárias para aproximar-me com estes irmãos e irmãs e não faltar à caridade em nenhum momento... E depois, mãos à obra!

- Qual é a sua visão sobre as prostitutas?
- A minha visão para elas é um olhar de compaixão. Sinto-as minhas irmãs, meus irmãos... Quero-os com um amor fraternal, converteram-se em pessoas importantes na minha vida. Eles e elas merecem o meu respeito. Trato de ver nelas a Cristo Jesus.

- «As prostitutas adiantaram-nos no reino dos céus.» Que lhe diz esta frase de Jesus?
- São palavras que não compreendia de verdade até que comecei a viver esta experiência... Quando as prostitutas e os travestis experimentam o amor grande de Deus e que não as condena, mas sim tudo pelo contrário, a sua conversão costuma ser muito grande.

Experimentam um amor misericordioso e incondicional, um amor que não as assinala e a sua resposta costuma ser generosa. A muitos dos que nos dizemos cristãos apostólicos romanos, com uma lista de títulos em institutos eclesiais conquistados durante anos, não se nos permite ver essa conversão de que fala o Evangelho. É a conversão da qual falava João Baptista, a qual pede Jesus e que actualmente a Virgem nos pede nas suas diversas aparições no mundo.

Entre as prostitutas descobri mulheres que lutam por levar em frente uma família. Meio mundo fechou-lhes as portas em trabalhos, julga-as e condena-as... E elas são obrigadas a exercer este estilo de vida por tanta injustiça na sociedade.

- Que mensagem tenta transmitir-lhes?
- Uma mensagem de amor, de misericórdia e de paz.

- Foi bem acolhido?
- No princípio não, porque eles e elas não pediram que alguém se aproximasse a falar-lhes de Deus. Menos quando a sociedade e alguns membros da Igreja lhes fizeram saber e sentir que vivem condenados em vida...

No princípio tive que suportar insultos, ameaças e empurrões. Mas se Jesus, sendo o Filho de Deus, o tratamos pior que lixo, que se pode esperar para nós?... Com o tempo e a relação a maioria aceita e espera a mensagem. 

- Como sorteou os perigos de um mundo no qual com muita frequência as mulheres estão submetidas a redes mafiosas?
- Caminho com a bandeira da paz... Riscos existem em toda a missão empreendida em nome de Cristo. Eu só me aproximo a partilhar-lhes uma mensagem de Amor, Misericórdia e Paz...

Tento ser prudente e respeitoso e soube ganhar o respeito dos chulos e de alguns líderes criminosos da zona. A eles também lhes compartilho a mensagem, dou-lhes rosários e estampas da Virgem e agradecem-no. E respeito as mafias, eu não me meto dentro dessa problemática, as autoridades o sabem e até se passeiam por aí.

- Tem medo?
- Não, medo não. No seu momento nervosismo sim, mas medo não. Confio em Jesus. O papa João Paulo II não se cansava de dizer-nos: «Não tenham medo!» E a Santíssima Virgem em Medjugorje em inumeráveis mensagens repete-nos: «Não tenham medo eu estou com cada um de vocês.»

Recebi algumas ameaças, como mostrar-me uma pistola à cintura, mas logo vêem como falas e ao que vais, e não passa a pior. Dás um rosário e uma estampa da Virgem e problema solucionado. E tão amigos!

- O seu objectivo é ajudá-las a sair da prostituição ou simplesmente acompanhá-las neste caminho?
- O meu objectivo é que nenhum deles e elas morram sem saber que Deus os ama e que temos uma Mãe no Céu que vela por nós aqui na terra... O meu objectivo é que conheçam a Palavra de Deus, o seu amor, que experimentem a sua misericórdia e sua paz…

É dar-lhes um seguimento e acompanhamento espiritual assessorando-os se necessitam recorrer a alguma hospedagem ou o que precisem. Gostaria de ter uma casa onde brindar-lhes apoio moral e espiritual, mas a minha economia apenas me dá para viver.

Eu não lhes coloco sair da prostituição. Isso lhes corresponde a eles e a elas. A resposta à mudança é livre e pessoal, eu só ofereço o que tenho e não é muito.

- O seu testemunho aparece na película Mary’s Land. Terra de Maria. Que significou para você?
- Uma graça de Deus, um presente, um dom... Jamais imaginei algo assim. Eu só prometi a Jesus consagrar a minha vida difundindo a sua palavra e a mensagem de Medjugorje aos mais pobres entre os pobres e esquecidos. Logo chega isto e quando menos o esperei vejo-me envolto numa torrente de bendição... Isto fez-me conhecer gente nova, países novos para mim.


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