Chegam-nos, a toda a hora, os anúncios
dos programas natalícios ,do Mundo, e do nosso Portugal. Uma competição
desenfreada!
Árvores da Natal, gigantescas,
metros e mais metros de altura; milhares
e milhares de lâmpadas LED (económicas!), queimando milhares e milhares de euros. Não
faltam também as pistas de gelo ! Músicas festivaleiras, tocadas e cantadas
pelos animadores de festas ou de qualquer arraial de Feira.
Neste carrocel vertiginoso de
gritos de paz, reivindicações de direitos e esquecimento de deveres. Surdos aos
Iémens, Sírias e Venezuelas, das nossas próprias casas, vagueamos estonteados…
Agora, como antes de Cristo!
Festa pagã de solstício!. Presépios? Nem
vê-los.!...
“… crianças que padecem fome, adolescentes
habituados ao fragor das bombas em vez de o ser a algazarra alegre dos jogos.
Gritos dos idosos descartados e deixados sozinhos… de quem se encontra a
enfrentar as tempestades da vida, sem uma presença amiga… A injustiça é a raiz
perversa da pobreza….”[1]
Mas afinal
o que celebram no Natal? Aniversário sem aniversariante?!
Historicamente sabemos que há
mais de dois mil anos nasceu numa gruta de animais, nos arredores de Belém,
Jesus Cristo. O Criador ignorado pelas criaturas! Autor da verdadeira inteligência, desconhecido pelos criadores de inteligências artificiais…
A Sabedoria só os simples a
têm ! Por isso só os humildes
pastores, à luz das estrelas, ouviram o Glória a Deus nas alturas e paz aos homens de
boa vontade.
E Tu, Menino Deus, tão Silencioso!
.Não impões o amor. Tu és o AMOR!
Não gritas pela paz. Tu és a PAZ!
.Não gritas
pela pobreza. Tu vives a POBREZA!
.Não gritas
pela felicidade. Tu és a FELICIDADE!
[1] Homilia do Papa francisco no dia Mundial dos
Pobres 18 de Novembro de 2018 no
Vaticano
Maria
Viegas

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