Jubileu Mariano decorre em Roma até este domingo com a presença de uma delegação do Santuário de Fátima
Cidade do Vaticano, 08 out 2016 (Ecclesia) – O Papa destacou hoje a “a
oração do Rosário” como “a síntese da história da misericórdia de Deus”,
durante o Jubileu Mariano que decorre no Vaticano com a participação de
uma delegação do Santuário de Fátima.
Numa mensagem deixada durante a vigília desta tarde, integrada no
programa do evento, Francisco salientou que Maria “desde os primeiros
séculos” tem sido “invocada como Mãe da Misericórdia”.
E pedir a sua intercessão, rezar o Rosário, é abrir o coração a uma
“história de salvação” que está sempre aberta “para aqueles que se
deixam plasmar pela graça” de Deus.
“A partir da fé de Maria, percebemos como podemos abrir a porta do
nosso coração para obedecer a Deus; na sua abnegação, descobrimos quão
atentos devemos estar às necessidades dos outros; nas suas lágrimas,
encontramos a força para consolar aqueles que estão mergulhados na
tribulação. Em cada um destes momentos, Maria exprime a riqueza da
misericórdia divina, que vem em ajuda de cada um nas suas necessidades
diárias”, realçou.
A intervenção do Papa argentino teve lugar depois de um cortejo com
inúmeras delegações marianas e representantes de santuários de todo o
mundo, incluindo do Santuário de Fátima, que está presente em Roma com
um grupo liderado pelo padre Carlos Cabecinhas, reitor do local de culto
português.
Na Praça de São Pedro, esta tarde, desfilaram mais de uma centena de
representações de Nossa Senhora, como a imagem peregrina de Fátima, que
tem estado por estes dias de visita às dioceses de Itália.
Depois do cortejo, seguiu-se então um momento de oração do Rosário, presidido pelo Papa.
Francisco sublinhou que “os mistérios propostos” nesta oração “são
gestos concretos, em que se desenvolve a ação de Deus a favor” da
humanidade.
Através da oração e meditação da vida de Jesus Cristo, revemos o seu
rosto misericordioso que vai ao encontro de todos, nas várias
necessidades da sua vida. Maria acompanha-nos neste caminho, apontando
para o Filho que irradia a própria misericórdia do Pai”, frisou o Papa,
acrescentando que quem reza o Rosário não fica fora da vida.
“Pelo contrário, é instado a encarnar esta oração na história de todos
os dias, para saber identificar na realidade os sinais da presença de
Cristo”.
“Sempre que contemplamos um momento, um mistério da vida de Cristo,
somos convidados a identificar o modo como Deus entra na nossa vida,
para depois O acolhermos e seguirmos. Assim descobrimos o caminho que
nos leva a seguir Cristo no serviço dos irmãos”, complementou Francisco.
O Papa argentino destacou ainda o cariz missionário de Maria, que
incentiva a “comunicar a todos o amor, a ternura, a bondade, a
misericórdia de Deus”.
“É a alegria da partilha que não se detém perante coisa alguma, porque leva um anúncio de libertação e salvação”, concluiu.
Integrado no Ano Santo da Misericórdia, o Jubileu Mariano começou esta
sexta-feira, dia que a Igreja Católica dedica à Memória de Nossa Senhora
do Rosário.
O evento vai prolongar-se até amanhã, com destaque para uma missa
presidida pelo Papa Francisco na Praça de São Pedro, a partir das 9h30
(hora portuguesa).
JCP
in
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