| DR - O presidente da Colômbia, e Nobel da Paz 2016, Juan Manuel Santos (à direita), com o cardeal Luis Augusto Castro |
Atribuição do galardão ao chefe de Estado é vista como «um impulso» para a desejada reconciliação no país
Bogotá, 07 out 2016 (Ecclesia) – A Igreja Católica na Colômbia
manifestou hoje a sua alegria pela atribuição do Prémio Nobel da Paz
2016 ao presidente da República daquele país, felicitando Juan Manuel
Santos e desejando que este galardão sirva para alavancar ainda mais o
processo de paz em curso.
Num comunicado divulgado esta sexta-feira, o presidente da Conferência
Episcopal Colombiana diz estar “muito feliz" com este prémio, "como
estão felizes todos os colombianos”.
D. Luis Augusto Castro destaca ainda que o prémio reconhece “o esforço”
de Juan Manuel Santos e “é um impulso para o processo de paz” na
Colômbia.
“Que este prémio mova também os que estão a dialogar, neste momento,
para encontrar uma solução rápida e que possamos avançar com este
processo”, escreve aquele responsável católico.
“É preciso pôr fim a esta questão sem colocar tantos obstáculos”, observa ainda o também arcebispo de Tunja.
O Prémio Nobel da Paz foi hoje atribuído ao presidente da Colômbia pelo
contributo a favor do fim da guerra civil naquele país, com o acordo de
paz entre o Governo e as FARC - Forças Armadas Revolucionárias da
Colômbia – alcançado a 27 de setembro.
O Comité Nobel norueguês enalteceu a forma determinada como Juan Manuel
Santos encarou as conversações de paz, que permitiram encerrar um
capítulo negro da história colombiana, que se prolongou durante os
últimos 50 anos e que causou ainda pelo menos seis milhões de
deslocados.
Por sua vez, o presidente da Colômbia agradeceu “infinitamente de todo
o coração” a distinção que não recebe em seu nome mas “em nome de todos
os colombianos, especialmente os milhões de vítimas deixadas por este
conflito”.
“Colombianos, este prémio é vosso”, declarou Juan Manuel Santos.
“Colombianos, este prémio é vosso”, declarou Juan Manuel Santos.
O nobel da Paz 2016 apelou à reconciliação e união “para completar
esse processo e começar a construir uma paz estável e duradoura” e
referiu que recebe o prémio como “um mandato para continuar a trabalhar
incansavelmente pela paz”.
“Graças a Deus, a paz está próxima. A paz é possível e que é tempo de paz. Juntos, juntos como uma nação, nós vamos construí-lo. Convido todos a unir forças, nossas mentes, nossos corações, neste grande propósito nacional para que todos possam ganhar o prémio mais importante: a paz na Colômbia”, acrescentou Juan Manuel Santos, no site da Presidência da Colômbia.
De recordar que o Papa Francisco já revelou a intenção de visitar a Colômbia em 2017 e tinha colocado como condição a assinatura do acordo de paz entre o governo colombiano e os guerrilheiros das FARC; As declarações aos jornalistas aconteceram no voo para Cuba e México, a 12 de fevereiro.
“Graças a Deus, a paz está próxima. A paz é possível e que é tempo de paz. Juntos, juntos como uma nação, nós vamos construí-lo. Convido todos a unir forças, nossas mentes, nossos corações, neste grande propósito nacional para que todos possam ganhar o prémio mais importante: a paz na Colômbia”, acrescentou Juan Manuel Santos, no site da Presidência da Colômbia.
De recordar que o Papa Francisco já revelou a intenção de visitar a Colômbia em 2017 e tinha colocado como condição a assinatura do acordo de paz entre o governo colombiano e os guerrilheiros das FARC; As declarações aos jornalistas aconteceram no voo para Cuba e México, a 12 de fevereiro.
CB/JCP
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