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domingo, 9 de dezembro de 2018

Por que existe o Natal?

A lareira aquecia a sala onde a avó calmamente fazia o seu tricot para oferecer ao mais novo da família na festa natalícia.

Chega da escola a neta que, como costume, gosta muito de conversar com a avó e senta-se junto dela para também contar e esclarecer algumas ideias do que ouve e vê nos seus dias rotineiros.

Desta vez o tema girou à volta do Natal.

Há quem pense que o Natal se concretiza na confraternização entre pessoas; nas reuniões familiares; na celebração da ceia com comida abundante; na iluminação das cidades e das casas; o comércio a faturar; corridas aos presentes à última hora, etc.

Tudo isto é bom, mesmo muito bom (com peso e medida, claro).

- Então o Natal é isto? – pergunta a neta à sua avó.

Esta, não muito surpreendida pela pergunta, parou o seu tricot e começou a explicação que achou conveniente:

- O Natal não é «isto» e não é só «isto» … A verdadeira razão do Natal é ser uma festa cristã, é a celebração do nascimento de Jesus, o Filho de Deus que veio ao mundo para trazer a todos luz, paz, alegria, confraternização, amor, serviço…

- Servir? O que é isso hoje?

Sim, a palavra serviço está muito esquecida nos nossos dias. Foi substituída pela palavra poder que obscurece o melhor que existe na alma do ser humano: a dignidade de todos a terem uma vida no verdadeiro sentido da palavra.

Para os pobres, os desprezados, os esquecidos, é mais um dia nos quais algumas organizações beneméritas servem a Ceia de Natal.

E depois?

As carências principais ficam satisfeitas nesse dia e, o dia passou… mas a vida continua.

Servir, palavra bonita que não pode ficar somente em retórica.

Pensemos nisso….




Adelaide Figuinha
Professora



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