Tinha 12 anos e chamava-se
António, tinha dois irmãos e era órfão de pai, por isso viviam com os avós,
ele, os irmãos e a mãe. Tinha saudades do pai, por isso andava sempre triste,
embora todos fossem muito unidos e muito seus amigos.
Andava na catequese e
tinham-lhe ensinado que começava o Advento, que era a preparação do Natal. No
Natal festejamos o nascimento de Jesus e ele bem sabia, que sempre que era o
seu aniversário a mãe e os avós tinham uma prendinha para lhe dar. Ora se
celebramos um nascimento, o aniversariante certamente teria de ter um presente.
Nessa noite adormeceu a pensar
no que poderia oferecer ao Deus Menino, mas não tinha qualquer ideia, por isso
pediu ajuda ao seu anjo da guarda.
E sonhou:
Estava numa terra estranha,
aparentemente pobre, com casas pequenas e algumas palmeiras; um menino, que
parecia da sua idade, ajudava uma senhora, tão bela como nunca vira, a tratar
dum quintalinho onde havia algumas videiras. Correu até eles e perguntou como se
chamavam e o que faziam. - Maria e Jesus e estamos a apanhar algumas uvas, foi
a resposta. Queres prova-las? São muito boas é a minha mãe que as cultiva e eu
ajudo, disse Jesus.
Enquanto comiam as uvas, os
dois rapazinhos foram conversando. Jesus disse ao novo amigo que lhe parecia
triste e perguntou a razão. António explicou que tinha muitas saudades do pai.
Jesus disse-lhe que também não tinha pai, que já tinha morrido e se chamava
José. Também disse que os pais de ambos estavam muito bem, junto de Deus,
porque foram homens bons.
António então contou-lhe que
queria dar um presente a um Menino que nascera em Belém e não sabia o quê.
Jesus disse-lhe que conhecia esse Menino e o que Ele queria era ver as pessoas
felizes e o que lhe podia oferecer era isso mesmo: não andar triste, aprender a
sorrir.
Foi quando a mãe de António o
acordou porque tinha de se arranjar e ir para a escola.
António lembrou-se do sonho e
percebeu que tinha falado com Jesus que vivia em Nazaré da Palestina, embora
tivesse nascido em Belém.
António nunca mais andou
triste, passou a ser uma criança muito alegre e nunca mais deixou mais de
sorrir, como lhe pedira o Menino de Nazaré.
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Maria Teresa Conceição
professora aposentada
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