Ano após ano temos vindo a
assistir a uma descaracterização do Natal com a desculpa dum falso respeito por
outras religiões ou pelos não crentes, mas que na prática elimina a referência
ao nascimento de Jesus Cristo que, afinal, é quem dá sentido a tudo o que se
celebra.
São muitas as luzinhas, as
iluminações, as festas, os jantares, as ceias, a euforia das compras, os presentes,
mas o `cerne´ da festividade é estrategicamente ocultado, se não mesmo,
sorrateiramente abafado, como persona non
grata.
Uma
sociedade que fala do Natal e celebra o Natal, mas sem Cristo, é no mínimo,
incoerente, superficial, tresloucada, ou um pouco influenciada pela negativa,
adoptando a atitude relativista da moda, do ser sem pertencer, do fingir para
fazer de conta, de celebrar sem saber bem o quê.
Claro que Natal deve ter pequenos gestos de ternura, para
lembrar o maior momento da história da humanidade, o grande acontecimento da
manifestação do amor de Deus que veio ao mundo, se fez presente entre nós, para
nos tirar das trevas e dar a salvação.
Deixemos as
preocupações mundanas, esqueçamos as filosofias, as
ideologias, os negócios, as ocupações, as difamações e tantas bagatelas que nos
absorvem totalmente, nos prendem, agrilhoam, a partir das quais o caminho para
o Presépio se torna muito longo, penoso e inacessível.
Neste 2018 abramos o
nosso coração e deixemo-nos penetrar da verdadeira Luz que dá sentido à nossa
vida, ao mundo e nos conduz à Salvação - JESUS.
Imbuídos neste clima
de Amor divino tenhamos um Feliz e Santo Natal.
Ana Maria d´Oliveira

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