Concertos de entrada gratuita e acções de salvaguarda da biodiversidade marcam iniciativa da Diocese de Beja
“O programa do concerto - Medievália Ibérica: Monodias e Polifonias Hispano-Portuguesas dos Séculos X a XIV - reúne um reportório de cânticos sagrados hispânicos que pelas suas origens e raridade da interpretação o torna um motivo de grande interesse para todos os amantes da música”, explica o Departamento do Património da Diocese de Beja, em comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA.
O concerto de abertura do festival tem início marcado para as 21h30, na igreja matriz de Santo Ildefonso, em Almodôvar.
A interpretação é da responsabilidade do ensemble ‘Schola Antiqua’, com o director musical Juan Carlos Asensio Palacios, e vão interpretar, por exemplo, uma selecção de peças gregorianas incluídas no breviário de San Rosendo de Celanova, localizado na diocese de Orense, datável do último terço do século XII.
A organização destaca também a antífona em verso rítmico ‘Stella coeli exstirpavit’, de origem incerta, “amplamente difundida como fórmula de proteção contra a peste” ou três composições relacionadas com a Ordem de Cister e o hino ‘Exultet caeli curia’, a duas vozes, dedicado a São Bernardo.
A “viagem” pelas margens da ribeira do Vascão, em “prol da biodiversidade”, realiza-se no domingo e envolve músicos, visitantes e a comunidade local.
A organização do Festival Terras Sem Sombra assinala que tem “apostado fortemente” na defesa e promoção do “estudo e valorização” da bacia do Vascão, que pelo quinto ano consecutivo está presente no programa de biodiversidade.
À semelhança das edições anteriores, “todos os concertos e actividades” até 4 de Julho, data da entrega do Prémio Internacional “Terras Sem Sombra”, em Sines, são de “entrada gratuita” mas limitados à capacidade dos espaços que, por exemplo, acolhem os concertos, destaca a organização.
O festival da Diocese de Beja, este ano com o tema ‘Diálogos musicais do sul da Europa (séculos X-XXI)’, também aposta na valorização e divulgação de produtos regionais e na 11ª edição escolheram a aguardente de medronho, “produto de excelência” da região de Almodôvar.
Este ano foi apresentado o novo director artístico do Festival Terras sem Sombra, Juan Ángel Vela del Campo, que considera este um evento “único no mundo”.
“É muito original fazer um festival creio único no mundo no sentido de combinar o meio ambiente com a música e o património. Sempre me seduziu este clima próximo que se vive nas igrejas com o público e com a população e os passeios meio ambientais que são um regalo para os que observamos desde fora”, disse à Agência ECCLESIA.
O historiador José António Falcão, mentor do festival em 2003, reassumiu as funções de director-geral e Sara Fonseca, vogal da direcção do Departamento do Património da Diocese de Beja, é a directora-executiva.
Pedro Rocha é o coordenador das acções de salvaguarda da biodiversidade.
CB/OC
Sem comentários:
Enviar um comentário