A catequese desta quarta-feira foi dedicada às crianças. Francisco recorda a Solenidade de São José celebrada amanhã, 19 de Março
Cidade do Vaticano, 18 de Março de 2015 (Zenit.org) Rocio Lancho García
Milhares de peregrinos de diversas partes do mundo estavam
hoje na Praça de São Pedro, como toda quarta-feira, para participar da
Audiência Geral com o Santo Padre. Com grande alegria Francisco chegou
em seu papa-móvel às 09:30 (hora local). Por cerca de 20 minutos ele
percorreu a praça acenando para os presentes. Enquanto isso, a multidão,
agitando bandeiras, levantando cartazes, acenava de volta, demonstrando
muito carinho ao Papa. As crianças menores que com ajuda dos pais
conseguiram chegar ao topo, receberam a bênção especial do Santo Padre,
que acariciava e beijava com ternura.
Esta semana, Francisco continuou o ciclo de catequeses sobre a
família, falando sobre as "crianças". Ele dividiu esta catequese em duas
partes: Hoje, falou do "grande dom que é para a humanidade", na próxima
semana falará sobre as feridas que fazem mal à infância.
No resumo que o Papa fez em português, ele reiterou que no termo
deste primeiro ciclo de catequeses, dedicado às diversas figuras da vida
familiar, desejava falar “das crianças, mais concretamente do grande
dom que representam para a humanidade. É que elas sabem olhar a
realidade com um olhar puro e confiante, possuem uma extraordinária
capacidade de receber e dar ternura, são capazes de sorrir e chorar”.
E recordou que “nos primeiros anos de vida, estivemos totalmente
dependentes dos cuidados e solicitude dos outros; mais ainda,
recordam-nos que nunca deixamos de ser filhos: mesmo quando uma pessoa
chega à idade adulta e se torna pai e mãe, no fundo de tudo sub-jaz a sua
identidade de filho, de filha. Isto significa que a vida não tem origem
em nós mesmos, mas recebemo-la; às vezes corremos o risco de nos
esquecermos disto, como se fôssemos nós os senhores da nossa existência.
E não! Somos radicalmente dependentes: em toda e qualquer idade,
situação e condição de vida, somos e permanecemos filhos”.
O Papa explicou que “esta é a primeira mensagem que nos dão as
crianças com a sua presença: recordam-nos sem cessar a condição
necessária para entrar no Reino de Deus, ou seja, não nos considerarmos
auto-suficientes, mas carecidos de ajuda, de amor, de perdão. Na
realidade, Jesus convida-nos a tornarmo-nos como as crianças, para
entrar no Reino de Deus. Elas enchem-nos de vida, alegria, e esperança. É
verdade que acarretam também preocupações e às vezes problemas; mas é
melhor uma sociedade com estas preocupações e problemas do que uma
sociedade triste e cinzenta porque sem crianças”.
Ele cumprimentou os peregrinos de língua portuguesa com menção
particular aos grupos paroquiais de Santa Rita e de São Vicente,
“desejando que possais viver e crescer na amizade com Deus Pai, deixando
que o seu amor sempre vos regenere como filhos e vos reconcilie com Ele
e com os irmãos. Desça, sobre vós e vossas famílias, a abundância das
suas bênçãos”.
Após as saudações em diferentes línguas, o Papa dirigiu um pensamento
especial aos jovens, enfermos e recém-casados. E lembrou que nesta
quinta-feira, 19 de Março, comemora-se a solenidade de São José, patrono
da Igreja universal. Assim, pediu aos jovens para olhar para São José
"como um exemplo de vida humilde e discreta". Aos doentes convidou a
"carregar a cruz com a atitude de silêncio e oração do pai adoptivo de
Jesus". Por último, aos recém-casados, exortou a "construir a família
sobre o mesmo amor que uniu José à Virgem Maria”.
(18 de Março de 2015) © Innovative Media Inc.
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