Nesta sexta-feira, 13 de Março, se comemora os dois anos desde que o Conclave elegeu o primeiro Pontífice latino-americano da história
Roma, 12 de Março de 2015 (Zenit.org) Rocio Lancho García
Já se passaram dois anos daquele famoso Buona Sera! do
primeiro pontífice latino-americano da história da Igreja. Era o 15 de Março de 2013. Segundo dia do Conclave na Capela Sistina. Uma grande
multidão orava e esperava na praça de São Pedro para poder ver a fumaça
branca sair pela chaminé. Os cardeais concelebraram naquela manhã às
8h15 a missa na Capela Paulina e de lá, foram para a Capela Sistina para
as votações, duas pela manhã e duas pela tarde. As ‘fumatas’
aconteceram ao finalizar a sessão da manhã e a da tarde.
Naquele dia, da chaminé da Capela Sistina saiu a fumaça branca as
19h05 da tarde. Os primeiros segundos foram confusos porque novamente
parecia fumaça negra, mas pouco depois não havia dúvida. Uma abundante
fumaça branca anunciava ao mundo que os cardeais tinham eleito o
sucessor de Bento XVI. Os sinos da basílica soavam e os fieis presentes
na praça, protegidos com guarda-chuvas e capas mostravam a sua alegria e
entusiasmo.
A fumaça branca significava que na votação tinham conseguido a
maioria absoluta e que o recém-eleito Papa respondeu afirmativamente ao
cardeal Giovanni Battista Re, que, em nome de todo o colégio dos
eleitores, pediu o seu consentimento: “Você aceita a sua eleição canónica para sumo pontífice?”. Uma vez recebido o consentimento,
perguntou para ele: “Com qual nome você quer ser chamado?”
Neste ponto, o mestre das celebrações litúrgicas pontifícias,
monsenhor Guido Marini, na qualidade de notário e tendo como testemunhas
dois mestres de cerimónia, que foram chamados nesse momento, levantou a
ata da aceitação do novo Pontífice e escreveu o nome.
Em seguida, o Papa recém-eleito foi para o chamado "quarto das
lágrimas", onde se vestiu pela primeira vez com as vestes papais. Depois
houve uma pequena cerimónia com uma leitura do Evangelho onde se lê:
“Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. Ao
finalizar, os cardeais lhe prestaram obediência, e cantaram o Te Deum.
Quase uma hora depois, o cardeal protodiácono Jean-Louis Tauran, saiu
pelo balcão central da basílica de São Pedro e pronunciou as palavras
que todos esperavam "Habemus Papam". Enquanto isso, o recém-eleito Papa
rezava diante do Santíssimo na Capela Paulina.
Por volta das 20h a praça ficou em silêncio e se escutou "Annuntio
vobis gaudium magnum. Habemus Papam! Eminentissimum ac reverendissimum
Dominum, e em latim indicou o nome de Jorge Mario Bergoglio.
Desconhecido para muitos e inesperado para quase todos .
Suas primeiras palavras foram suficientes naquela tarde chuvosa de Março, para despertar o carinho e o entusiasmo dos católicos e também
muitos não católicos do mundo.
"Queridos irmãos e irmãs, buona sera, como vocês sabem os cardeais no
conclave tem que encontrar um bispo de Roma, e parece que os irmãos
cardeais foram busca-lo quase no final do mundo, mas estamos aqui. Lhes
agradeço a acolhida à comunidade diocesana de Roma como seu bispo”.
“Antes de mais nada queria fazer uma oração pelo nosso bispo emérito
Bento XVI, rezemos todos juntos para que o Senhor o abençoe e a Virgem o
proteja. E agora, começamos este caminho: Bispo e povo. Este caminho da
Igreja de Roma que é a que preside na caridade todas as Igrejas. Um
caminho de fraternidade, de amor, de confiança entre nós. Rezemos sempre
por nós: uns pelos outros. Rezemos por todo o mundo, para que haja uma
grande fraternidade. Desejo-lhes que este caminho de Igreja que hoje
começamos e no qual me ajudará o cardeal vigário aqui presente, seja
frutífero para a evangelização dessa maravilhosa cidade. E agora
gostaria de dar a bênção, embora antes quero pedir-lhes um favor: antes
que o bispo abençoe o povo, peço-lhes que rezem ao Senhor para que me
abençoe. Porque é a oração do povo pedindo a bênção para o seu bispo.
Façamos em silêncio esta oração de vocês por mim. Agora darei a Bênção a
vocês e a todo o mundo, a todos os homens e mulheres de boa vontade.
Irmãos e irmãs, deixo-lhes. Muito obrigado pela vossa acolhida. Rezem
por mim e até logo. Nos veremos em breve. Amanhã gostaria de rezas à
Nossa Senhora, para que proteja toda Roma. Boa noite e que descansem”.
Estas foram as primeiras palavras do Papa Francisco. Dois anos depois
o Pontífice argentino não só deixou uma grande herança espiritual, e
conduziu com força a Igreja, mas está protagonizou vários momentos nos
quais seus gestos, carícias e abraços não estão deixando ninguém
indiferente.
(12 de Março de 2015) © Innovative Media Inc.
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