sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Uma adição tabu, crescente e demolidora

O consumo de pornografia teve um exponencial aumento nos últimos anos, nomeadamente em homens e adolescentes, cuja idade do início se situa por volta dos 11 anos.

A adição da pornografia tem sido um tema tabu, porém, as alarmantes consequências nomeadamente a nível psicológico, neurológico, familiar e social, fez com que muitos especialistas de neuropsicologia e de psicopatologia tenham manifestado a sua preocupação sobre esta “epidemia aditiva e silenciosa”.

Tal como noutras adições como o álcool, a droga ou o jogo, também a pornografia exige o aumento de dosagem, o que neste caso representa, mais quantidade, maior agressividade e mais sofisticação, nomeadamente recorrendo a menores.

O seu consumo excessivo conduz ainda a uma despersonalização, a actos de violência física e psíquica, com efeitos colaterais na sociedade, na medida em que banaliza a agressão, a degradação, a humilhação e incita à violação, num processo disfuncional da pessoa.

A expansão massiva da Internet e dos telefones portáteis veio facilitar o acesso a estes programas por parte das crianças e dos adolescentes, o que, no dizer de alguns especialistas, é como se fosse uma arma com uma bala pronta a disparar…

Rafael S. Silva



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