quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Dia Mundial das Missões: Papa pede «coragem» para «resistir à incredulidade»

Francisco fala da importância de apresentar alternativas ao mundo de hoje

Cidade do Vaticano, 23 out 2016 (Ecclesia) – O Papa Francisco disse hoje no Vaticano que os católicos devem ter a “coragem” de ser missionários e de “resistir à incredulidade” no mundo atual.

“É preciso coragem para nos abrirmos a todos, sem nunca diminuir o caráter absoluto e a unidade de Cristo, único salvador de todos; é preciso coragem para resistir à incredulidade, sem nos tornarmos arrogantes”, apelou, no encontro com milhares de peregrinos e visitantes na Praça de São Pedro, para a recitação da oração do ângelus.

A intervenção aludiu ao Dia Mundial das Missões 2016, que a Igreja Católica celebra este domingo, para sublinhar que “hoje é tempo de missão e é tempo de coragem”.

“Coragem para dar força aos passos vacilantes, para retomar o gosto de gastar-se pelo Evangelho, de readquirir confiança na força que a missão transporta consigo”, prosseguiu.

Francisco observou que é preciso acreditar, sem que isso seja “garantia de sucesso”, e “lutar, não necessariamente para vencer”.

“É tempo de coragem (…) para anunciar, não necessariamente para converter. É preciso coragem para ser alternativas para o mundo, sem nunca nos tornarmos polémicos ou agressivos”, sustentou.

O Papa apresentou a figura do Apóstolo Paulo (século I) como exemplo para os católicos, no anúncio da mensagem do Evangelho, com o “espírito de sacrifício dos atletas” e a consciência de que o sucesso é um “dom” do “Espírito Santo que torna eficaz a missão da Igreja no mundo”.

“Que a Virgem Maria, modelo da Igreja ‘em saída’ e dócil ao Espírito Santo, nos ajude a ser todos, em função do nosso Batismo, discípulos missionários, para levarmos a mensagem de salvação a toda a família humana”, concluiu.

O Dia Mundial das Missões 2016 tem como tema ‘Igreja missionária, testemunha de misericórdia’, ligando a celebração ao Ano Santo Extraordinário que decorre até 20 de novembro.

Após a catequese, o Papa saudou os participantes no jubileu dos grupos corais da Itália e despediu-se com os habituais votos de “bom domingo” e “bom almoço”.

OC


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