O testemunho de castidade, fidelidade, fé e amor de São José irrompe o barulho do mundo nos apontando o caminho da santidade
Horizonte, 19 de Março de 2015 (Zenit.org) Fabiano Farias de Medeiros
“Ó glorioso São José, digno de ser amado, invocado e
venerado com especialidade entre todos os santos.” Assim é reconhecido
São José, pai nutrício de Jesus e esposo de Nossa Senhora.
Poucos são os dados históricos que conhecemos de São José, contudo a
ausência destes fatos em nada subtrai a grandeza e esplendor do
testemunho fiel daquele que foi escolhido por Deus para ser pai do Filho
seu.
Segundo a tradição da Igreja e os Evangelhos, José descende da casa
real de David e seu pai chamava-se Jacob. Era homem simples, austero, de
muita fé e gozava de grande respeito entre os seus. Era carpinteiro e
morava na cidade de Nazaré. Recebeu em matrimónio a jovem Maria, a qual
seria a mãe do Salvador. A ela, José dedicou todo o seu tempo, zelo,
respeito, fidelidade e castidade, pois com a anunciação do Anjo à Maria e
sua gravidez divina, precisou acolhê-la e defendê-la do rigor dos
costumes da época, bem como empreender a fuga para Belém e para o Egipto
quando Herodes, sabendo do nascimento de Jesus, ordenou a matança de
todos os primogénitos da região.
A estes factos José não questionou. Mesmo sem entender, foi dócil a
voz e a vontade de Deus que o conduziu. Retornou para a Galileia após a
morte de Herodes e ali continuou sua missão de amar, cuidar e proteger a
sua “Sagrada Família”. José ainda seria lembrado nos Evangelhos no
episódio do encontro do Menino Jesus no Templo quando este já tinha doze
anos. A tradição da Igreja acredita que José já estava com idade
avançada e teria falecido antes da paixão de Jesus Cristo.
Devido à silenciosa passagem de José pela história, seu culto se
difundiu de forma concreta somente no século IX. No ano de 1479 ele foi
colocado no calendário Romano com sua festa a ser celebrada em 19 de Março. Em 1870 José foi declarado patrono universal da Igreja pelo Papa
Pio IX. Em 1889 foi declarado Patrono da Justiça Social. O Papa Pio XII
estabeleceria ainda uma segunda festa para São José, a festa de "São
José, o trabalhador" em primeiro de Maio.
São José testemunha para nós em seu silêncio e austeridade a forte e
incondicional adesão ao plano de Deus. Soube esperar, se conformar, amar
e compreender o mais sublime mistério com a mais sublime humildade. São
José, rogai por nós!
(19 de Março de 2015) © Innovative Media Inc.
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