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quarta-feira, 18 de março de 2015

Paquistão: protestos e violência contra o governo após ataque aos cristãos

Os bispos chamam à calma depois dos atentados suicidas contra duas igrejas em que morreram pelo menos 15 pessoas

Madrid, 17 de Março de 2015 (Zenit.org) Ivan de Vargas


Um duplo atentado reivindicado pelo grupo insurgente paquistanês Jamaat-ul-Ahrar (JuA) provocou a morte de ao menos 15 pessoas e feriu outras 75, durante a missa dominical em um bairro cristão de Lahore, nordeste do país.

A violência levou centenas de pessoas a se manifestarem contra o governo, inclusive com novos actos violentos em que acidentalmente morreu uma mulher. Por sua vez, o arcebispo de Karachi e presidente da Conferência Episcopal do Paquistão, dom Joseph Coutts, fez um apelo à calma.

O ataque, na segunda cidade mais populosa do Paquistão, é o mais mortal perpetrado até agora contra a minoria cristã no país desde o atentado suicida em que os talibãs mataram 82 pessoas e feriram dezenas em uma igreja de Peshawar, em Setembro de 2013.

Duas explosões em sequência foram ouvidas no final da manhã deste domingo nas proximidades de dois templos situados a 500 metros um do outro, no bairro de Yunabad, onde vivem numerosos fiéis cristãos.

O papa Francisco lamentou os actos de violência e pediu o fim da perseguição aos cristãos. “Com muita dor, soube dos atentados terroristas de hoje contra duas igrejas na cidade de Lahore, no Paquistão, que deixaram numerosos mortos e feridos”, disse o Santo Padre no ângelus deste domingo, destacando que, em algumas partes do planeta, os cristãos são perseguidos pelo simples fato de professarem a sua fé. “Que esta perseguição contra os cristãos, que o mundo tenta esconder, termine e haja paz (...) São igrejas cristãs, os cristãos são perseguidos. Nossos irmãos vertem seu sangue só porque são cristãos”.

O bispo de Roma assegurou a sua oração “pelas vítimas e por suas famílias”: “Peço ao Senhor, imploro ao Senhor, fonte de todo bem, o dom da paz e da concórdia para esse país”.

As escolas cristãs de Karachi e do Punjab permaneceram fechadas nesta segunda-feira como gesto de protesto contra os atentados.


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