Na homilia desta terça-feira, o Santo Padre convida a reler os Actos dos
Apóstolos e entender como viviam as primeiras comunidades cristãs:
ninguém passava necessidade porque tudo era comum
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Uma palavra sobre a qual é preciso um consenso – afirma o Papa no
início da homilia – porque não se trata de uma concórdia qualquer, mas
de um dom do céu para quem renasceu do Espírito Santo, como os primeiros
cristãos:
“Uma comunidade pode ser muito tranquila, em que tudo vai bem: tudo funciona… Mas não está em harmonia. Uma vez, ouvi dizer de um bispo algo muito sábio: ‘Na diocese há tranquilidade. Mas se você tocar um problema, ou este ou aquele outro problema, logo começa a guerra’. Esta seria uma harmonia negociada, e esta não é a do Espírito Santo. É uma harmonia – digamos – hipócrita, como aquela de Ananias e Safira com aquilo que fizeram”.
Francisco conclui convidando à releitura dos Actos dos Apóstolos sobre os primeiros cristãos e sua vida em comum. “Nos fará bem”, disse ele, para entender como testemunhar a novidade em todos os ambientes em que se vive. Consciente de que, assim como para a harmonia, também no empenho do anúncio se colhe o sinal de outro dom:
“A harmonia do Espírito Santo nos dá esta generosidade de não ter nada próprio enquanto há alguém necessitado. A harmonia do Espírito Santo nos dá uma segunda postura: ‘Com grande força, os apóstolos davam testemunho da Ressurreição do Senhor Jesus, e todos regozijavam de grande favor’, isto é, de coragem. Quando existe harmonia na Igreja, na comunidade, existe coragem, a coragem de testemunhar o Senhor Ressuscitado”. (Fonte: Rádio Vaticano)
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