terça-feira, 15 de novembro de 2016

Beja: Novo bispo já se sente «alentejano»

Foto: Agência ECCLESIA/LFS
D. João Marcos presidiu ao encerramento da porta jubilar da misericórdia

Beja, 14 nov 2016 (Ecclesia) – D. João Marcos disse à Agência ECCLESIA que se sentiu “acolhido de forma calorosa” na primeira celebração, como bispo diocesano de Beja, este domingo, na Sé, que coincidiu com o encerramento da porta jubilar da misericórdia e com a despedida de D. António Vitalino.

Os praticantes no Alentejo “não são muitos, mas são calorosos” e são “pessoas provadas” porque o “meio é adverso”, sublinhou D. João Marcos, que assumiu a liderança da Diocese de Beja no último dia 3.

O bispo atual sente-se “bem acolhido” naquilo que diz e “nos gestos” que tem, e considera que os cristãos de Beja o “fortalecem” e sustentam”.

Em relação ao legado que seu antecessor deixa, D. João Marcos sublinha que D. António Vitalino era “muito acarinhado” na diocese e, na homenagem de despedida, este domingo, “não houve nenhuma paróquia que não quisesse participar na prenda oferecida”.

“Ele deixa a fasquia muito alta” porque “teve uma dedicação sem limites” e “uma capacidade de trabalho impressionante”, afirmou D. João Marcos.

O bispo de Beja trabalhou, durante dois anos, como coadjutor de D. António Vitalino e considera que este período “foi uma escola ótima”.

Nascido na região da Beira, D. João Marcos já se “sente alentejano com os alentejanos” porque “as pessoas quando se sentem amadas correspondem”.

O responsável adianta que não tem problemas em “entrar num café ou numa taberna” para falar com as pessoas e recorda que, quando “estava no Milharado [Diocese de Lisboa, ndr]”, batizou “dezenas e dezenas de jovens” e “que os encontrava nos bailes”.

As pessoas “não iam à Igreja”, mas “a Igreja ia ao encontro deles até eles”, disse.

A experiência que teve “com os saloios [região de Lisboa, ndr]” vai ajudá-lo e “preparou-o para dialogar com os alentejanos que, tradicionalmente, defendem muito a sua intimidade”, salientou D. João Marcos.

“Já deu para ver que os alentejanos quando se abrem é para sempre”, refere.

Ao falar das linhas de força ou diretivas para a Diocese de Beja, D. João Marcos sublinha que, no tempo atual, “mais do que remedar a Igreja é necessário refundar a Igreja”.

“É necessário pegar nos restos que temos e anunciar o Evangelho”, realçou.

LFS

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