A resposta será,
possivelmente, muito semelhante… com ordem de confinamento decretada para
controlar a pandemia do Covid-19, há cinco anos Portugal parava, as pessoas
viam-se pelas janelas, e a Igreja católica vivia tempos inaugurais. Bastará talvez ver a
imagem mais icónica desses dias para retroceder a esse dia – 27 de março de
2020 – e a esse tempo. O Vaticano assinalou
ontem o 5.º aniversário da celebração extraordinária de oração a que o Papa
presidiu, numa Praça de São Pedro vazia, durante a pandemia de Covid-19. “A praça estava dramaticamente vazia, apesar de milhões de
pessoas em todo o mundo estarem sintonizadas nele, coladas aos seus ecrãs de
televisão, ainda presas na longa quarentena de confinamento, com medo do
vírus invisível que estava a colher tantas vítimas e a levá-las para as
unidades de cuidados intensivos dos hospitais, sem que os seus familiares
pudessem vê-las, cumprimentá-las ou mesmo celebrar o seu funeral”, recorda
Andrea Tornielli, diretor editorial do Dicastério para a Comunicação (Santa
Sé). Para Francisco, “não
desperdiçar as lições da pandemia” é a única maneira de “honrar, para lá da
retórica vazia, o sacrifício de muitos”, realçando que as vítimas estimadas
da pandemia de Covid-19 foram mais de 20 milhões de pessoas, “uma guerra
mundial”, assinalou na sua autobiografia «Esperança». Neste final de tarde,
início de Primavera, o Papa disse
que estávamos todos no mesmo barco e que aquela era a hora para mudar de
vida. Cinco anos depois,
onde estamos? O Departamento das
Celebrações Litúrgicas do Vaticano publicou o calendário de celebrações
da Semana Santa e da Páscoa, até ao dia 27 de abril, mas referiu que “será
necessário ver como a saúde do Papa evolui nas próximas semanas para avaliar
a sua possível presença, e em que termos, nos ritos da Semana Santa”. Noticia ainda para a
meia centena de líderes religiosos, membros de comunidades indígenas e
especialistas em clima que assinaram
um apelo conjunto para a COP30, que vai decorrer este ano no Brasil,
alertando para a “destruição da Amazónia”. Disponível ainda a
entrevista a António Pinheiro Torres que apresenta a caminhada
pela vida que vai decorrer amanhã 12 cidades portuguesas. Mas há mais para ler,
ver e ouvir em agencia.ecclesia.pt Tenha um excelente
dia! |
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