O rabino-chefe da Polónia, Michael Schudrich, abriu ontem a conferência
internacional em Varsóvia evocando a experiência do êxodo judaico para
reforçar a sensibilidade para com os refugiados
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| WIKIMEDIA COMMONS |
“A experiência do êxodo dos judeus deve hoje ajudar a fortalecer a
sensibilidade para com os outros refugiados”, afirmou ontem o
rabino-chefe da Polónia, Michael Schudrich, em Varsóvia, ao abrir a
conferência internacional de católicos e judeus dedicada à emergência
dos migrantes.
Em seu discurso, o rabino apontou que a atitude para com os judeus,
adoptada “por sacerdotes e católicos polacos, pode ser um exemplo para o
mundo inteiro”. Ele reconheceu que “a pequena comunidade judaica na Polónia recebeu muitas coisas boas dos ‘irmãos mais novos na fé’” e
observou que são os judeus, agora, os que têm de levantar a voz e agir
contra o que acontece em lugares onde as pessoas estão sendo mortas por
causa da sua religião”. O rabino sublinhou: “No mundo, são mortos mais
cristãos do que judeus”.
Participam da conferência, que termina nesta quinta-feira, 7 de Abril, o cardeal Kurt Koch, presidente da Comissão do Vaticano para as
Relações Religiosas com os Judeus; Martin Budd, presidente do Comité
Judaico Internacional para Consultas Inter-Religiosas; Anna Azari,
embaixatriz do Estado de Israel na Polónia, bem como vários bispos
polacos liderados pelo presidente do episcopado local, dom Stanislaw
Gadecki. Foi de Gadecki, em 1997, a proposta de que a Igreja na Polónia
criasse o Dia do Judaísmo, celebrado em 17 de Janeiro de cada ano.
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