terça-feira, 31 de julho de 2018

Trabalho, descanso, Trabalho, descanso….

O leitor ao ler este título poderá ficar logo cansado! Mas, na realidade o descanso existe porque antes se trabalhou. No livro do Géneses ao descrever a Criação do Mundo, na sua linguagem metafórica relata -se que, depois de tudo criado, Deus descansou. Assim, o Homem depois de trabalhar deve gozar do descanso que lhe é devido.

O trabalho, como sabemos não é nenhum castigo, muito pelo contrário, este deve ser visto como um Dom de Deus, em que o Homem é chamado a colaborar na Sua Obra, colaboração essa que é feita de diversas formas, sendo a procriação  o modo mais sublime de o fazer, pois neste caso é o surgir de novas criaturas para darem glória a Deus, podendo se assim o quiserem louvar a Santíssima Trindade por toda a eternidade! Por isso, a instituição familiar adquire um papel decisivo para a existência uma sociedade sadia. Poderemos sempre ver a comunhão familiar como uma imagem muito ténue do que será a Santíssima Trindade. Contudo, o trabalho cansa devido ao pecado original cometido pelos nossos primeiros pais e, por isso, muitas vezes perdemos esta dimensão maravilhosa do trabalho, isto é, Deus que pode fazer tudo sozinho quis honrar o Homem, tornando-o Seu colaborador. Imagine o leitor ser convidado a colaborar permanentemente com o Romano Pontífice, como se sentiria? Honrado, feliz e, embora por vezes se pudesse cansar, não trocaria o seu lugar com ninguém! Assim, com Deus deveria ser, pelo menos igual, mas sabemos que não o é, (temos pouca fé, somos frágeis e Deus sabe-o e, por isso perdoa se nos arrependermos e Lhe formos pedir perdão através do Sacramento da Penitência) e em boa verdade estamos sempre à espera do descanso!

Como já referi, esse descanso é lícito e obrigatório pois deve ser visto, como um retemperar de forças para regressar ao trabalho, a colaborar na criação do mundo. Assim, ele não pode ser feito de qualquer forma, isto é, quer os fins-de-semana, quer as férias são uma ocasião de realizarmos tarefas que não são possíveis durante o tempo de trabalho. Mas, para que possamos tirar o maior proveito, é bom programar e não ir ao sabor dos apetites…. Nestas épocas podemos ler bons livros (podemos consultar o site www.delibris.org para a escolha desses mesmos livros) que habitualmente não temos tempo, visitar amigos doentes, passear com os filhos/netos procurando ter conversas mais profundas, sobretudo escutá-los com mais calma, e ainda levá-los a visitar museus, ver exposições, ouvir boa música. Também é um óptimo momento para pedir aos filhos que colaborem mais nos trabalhos domésticos, pois ajuda-os a ser protagonistas do seu próprio lar, etc… Mas, para lograrmos umas ferias assim bem cheiinhas, necessitamos de programá-las. Não temos de seguir à risca, como se fosse um horário de trabalho, mas se não as planeamos, podemos chegar ao fim das férias ou do fim-de-semana, mais cansados e, sobretudo, mais desapontados, que no início desse mesmo descanso.

Com estas considerações só me resta desejar umas excelentes férias!!!!

Maria Guimarães



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