| Foto António Gomes/ Global Imagens |
“Sem abandonar os seus princípios, Mário Soares recusou os caminhos da
«questão religiosa» da I República e defendeu, antes e depois do 25 de
Abril, o papel da Igreja em Portugal”, assinala a Rádio Renascença numa
'nota de abertura'.
Na publicação partilhada no seu sítio na internet, a emissora católica
portuguesa afirma que “tem história e memória” e com a notícia da morte
do antigo presidente da República Portuguesa considera que “é justa e
necessária” uma referência ao seu papel determinante na “defesa da
democracia” nacional.
A rádio do Grupo Renascença Comunicação Multimédia destaca também que,
“em tempos muito difíceis”, Mário Soares “não hesitou” em defender a
emissora opondo-se à sua ocupação.
“Ao fazê-lo, defendeu não só a liberdade de expressão, mas também a liberdade religiosa”, observa.
A 'Nota de Abertura' da Rádio Renascença
presta homenagem à memória de Mário Soares e apresenta “sentidas
condolências à sua família”, “certos de que só Deus conhece o coração de
cada homem e de que a eternidade espera a todos”.
O antigo presidente da República Mário Soares, de 92 anos, morreu no
Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, onde estava internado desde o
último dia 13 de dezembro.
À Agência ECCLESIA, cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, assinalou
o “contributo notável e irrecusável” do responsável político,
considerando que este é um tempo “para agradecer e enaltecer” o seu
papel para o “estabelecimento da democracia em Portugal”.
CB
in

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