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sábado, 7 de janeiro de 2017

Recuperar o tempo perdido


Volvido mais um ano, eis chegada a altura de nos fixarmos em bons propósitos e desejos, para os concretizarmos ao longo de 2017.

O nosso tempo é breve, não o desperdiçar é uma tarefa que não podemos nem devemos esquecer ou ignorar. Malbaratá-lo é como atirar, irresponsavelmente, um tesouro pela janela.

O tempo passa e não volta, não se pode comprar nem criar, mas é-nos oferecido como um talento para ser rentabilizado.

A sua inerente brevidade é um convite e um apelo à emergência do seu fruir, de bem viver cada dia como se fosse o último da nossa existência.

A vida é uma peregrinação, é um caminhar contínuo e a cadência dos dias são pérolas com as quais faremos um belo (ou não!) colar para nos adornar e acompanhar na vida eterna.

Se nos enchermos de boas intenções e acções, se as alargarmos ao nosso redor fomentando o bem, a paz e a alegria teremos conseguido amealhar um tesouro que não envelhece, nem nos é roubado, pois com ele partimos deste mundo rumo à terra prometida.

S. Paulo advertia-nos duma forma impressionante: “ Vivei com prudência, não como néscios, mas como sábios aproveitando bem o tempo”. Na realidade o tempo duma vida é escasso para amar, para dar e para desagravar.

Volvidos os dias da nossa existência, é chegado o momento de nos apresentarmos a Nosso Senhor com as mãos cheias ou vazias, pois só na vida terrena podemos adquirir os méritos necessários para a outra Vida que nos espera.

Qualquer ano pode ser “ o melhor ano” da nossa vida se aproveitarmos as graças que Deus nos reserva e soubermos converter em bem as maiores desgraças, sabendo que a vida é um caminho de tribulações e de consolos divinos, de derrotas e de pequenas vitórias, mas sempre tendo no horizonte a vida eterna, na certeza de que não estamos sós, connosco caminha o nosso Anjo da Guarda e a Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe. 

Feliz Ano de 2017

Suzana Maria de Jesus


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