| CCEE, Fórum Europeu Católico-Ortodoxo, em Paris |
Arcebispo de Paris presidiu à abertura do Fórum Europeu
Católico-Ortodoxo, que analisa o papel do cristianismo, o diálogo
ecuménico e o valor da pessoa
Paris, 10 jan 2017 (Ecclesia) – O arcebispo de Paris afirmou esta
segunda-feira, no discurso de abertura do Fórum Católico-Ortodoxo
Europeu, que as igrejas são chamadas a “tornar-se exemplos pedagógicos
na gestão do terror e do medo”.
“A nossa forma de praticar o respeito pela liberdade de consciência é
um sinal poderoso que contradiz o slogan segundo o qual as religiões
monoteístas são necessariamente violentas e alienantes”, disse o cardeal
André Vingt-Trois, no discurso enviado à Agência ECCLESIA pelo Conselho
das Conferências Episcopais da Europa (CCEE).
Na abertura do Fórum Católico-Ortodoxo Europeu, que decorre até
quinta-feira na capital francesa, o arcebispo de Paris explicou que a
“pedagogia histórica” apela para a capacidade de responder a situações
de agressão que não seja pelo “pânico e uso indiscriminado de coação
física”.
Para o cardeal Vingt-Trois, podem retirar-se algumas lições da
“experiência cruel” vivida pela França com ataques terroristas nos
últimos dois anos, nomeadamente a capacidade de reação solidária que
“derrotou o principal objetivo dos terroristas”.
Segundo o bispo católico, as igrejas, mais do que qualquer outro corpo
social, são chamadas a ser “exemplos pedagógicos na gestão de terror e
medo”.
“Somos convidados a mostrar em que nós confiamos”, sublinhou.
Para o cardeal André Vingt-Trois em todos os lugares e de muitas formas
nota-se um “interesse renovado nas propostas de religiões”, apesar da
“oferta religiosa multifacetada” implicar uma capacidade de
“discernimento e julgamento”.
A preocupação com o futuro abre uma “nova oportunidade para anunciar o
Evangelho de Cristo” e unir os nossos esforços para essa missão.
“Devemos também estar atentos aos critérios que podem iluminar alguns
dos nossos contemporâneos tentados a mudar para a irracionalidade e ao
fanatismo violento”, assinalou o cardeal André Vingt-Trois.
Por sua vez, o metropolita Emmanuel da França destacou que católicos e
ortodoxos têm um “papel vital” na denúncia do extremismo religioso,
manifestando numa perspetiva ecuménica que “as religiões são atores de
paz”.
“Incansavelmente denunciando violações relacionadas com a liberdade
religiosa, seja por intolerância, a discriminação passiva e/ou ativa, e
perseguição, lembrar a importância do Estado de direito quando ele é
desafiado, para servir de exemplo para a promoção do bem comum e da
solidariedade”, acrescentou o presidente da Assembleia dos Bispos
Ortodoxos da França, esta segunda-feira à noite em Paris.
O quinto Fórum Europeu Católico-Ortodoxo tem a participação de 12
representantes das Igrejas Ortodoxas na Europa e de 12 delegados da
Igreja Católica, e é promovido pelo CCEE até 12 de janeiro.
CB/PR
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