quinta-feira, 31 de março de 2016

Amoris Laetitia será o título da Exortação Apostólica sobre a Família do Papa Francisco

Dia 8 de Abril de 2016 será apresentado e publicado o documento papal que segue os sínodos de 2014 e 2015

  Papa Francisco

Foto: ZENIT
Se intitulará Amoris Laetitia a exortação pos-sinodal do Papa Francisco e a publicação sairá na sexta-feira 8 abril. O anúncio foi dado esta manhã pelo porta-voz vaticano, pe. Federico Lombardi, durante uma conferência de imprensa improvisada com os jornalistas credenciados na Sala de Imprensa da Santa Sé.

O documento muito esperado, que vai tirar as conclusões das duas assembleias sinodais sobre a família de 2014 e 2015, será apresentado durante uma conferência de imprensa na sexta-feira, 8 de Abril às 11h30, na Sala de Imprensa do Vaticano.

Estarão presentes para a ocasião: Cardeal Lorenzo Baldisseri, secretário-geral do Sínodo dos Bispos; o cardeal arcebispo de Viena, Christoph Schönborn; o Professor Francesco Miano, docente de filosofia moral na Universidade de Roma Tor Vergata, ex-presidente nacional da Acção Católica; a professora Giuseppina De Simone (esposa de Miano), professora de filosofia na Faculdade Teológica do Sul, com sede em Nápoles.

A conferência de imprensa terá tradução simultânea em italiano, Inglês e Espanhol e será transmitida em streaming pelo site http://player.rv.va.


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Paz na Terra Santa, na mensagem de Páscoa dos patriarcas

Representantes das Igrejas cristãs na Terra Santa pedem a paz para os lugares de Jesus, além de acolhimento aos refugiados

  Igreja e Religião

WIKIMEDIA COMMONS
Paz na Terra Santa e o acolhimento de refugiados: estas são as duas temáticas destacadas da mensagem que os patriarcas e líderes das Igrejas locais de Jerusalém divulgaram por ocasião da Páscoa. As assinaturas dos três patriarcas, o latino Fouad Twal, o ortodoxo arménio Norhan Manougian e o ortodoxo grego Teófilo III, se juntam às do Custódio da Terra Santa, pe. Pierbattista Pizzaballa, e às dos responsáveis locais por outras nove confissões cristãs em Jerusalém.

“O sofrimento e a agonia do homem são transformados em alegria graças à Cruz de Cristo, na qual as realidades humanas e divinas se encontram e da qual Jesus triunfou sobre a morte e o sofrimento. O sepulcro vazio, aqui em Jerusalém, representa a esperança divina para toda a criação”.

A ressurreição acontece para ser mensagem de salvação a todas as pessoas e “nos convida a considerar com compaixão e misericórdia o sofrimento e a dor de muitas pessoas no mundo”. Daí a esperança de se construírem “pontes para que a compreensão, a amizade e o acolhimento se tornem uma realidade para o bem dos que sofrem, daqueles cuja dignidade é ofendida e que estão expostos a grandes sofrimentos”.

A oração dos patriarcas também pede que “o poder da luz resplandecente da Páscoa brilhe em todos os lugares” afectadas pela guerra e “abra os olhos e os corações de todo o mundo para estas realidades”. Eles se referem, em particular, aos lugares onde Jesus viveu e pregou: “A cidade de Jerusalém como cidade da Ressurreição é a cidade da esperança para a Terra Santa e para o mundo inteiro. Hoje, a nossa esperança é a de uma paz justa para o povo da Terra Santa e de todo o Oriente Médio. Jerusalém merece viver em paz e se tornar uma cidade em que o povo de Deus viva junto, respeitando todo ser humano”.


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Malásia: sentença contra as conversões forçadas ao islão

A notícia foi bem recebida pelos cristãos num país em que a conversão do islão a qualquer outra religião é considerada apostasia e sempre foi dificultada pelas autoridades

  Igreja e Religião

Sukau Sabah Malaysia Islam Cemetery - Wikimedia Commons
A Malásia decidiu que não são “obrigatórias” as conversões ao islã por parte de menores, sejam filhos de um ou de ambos os pais não islâmicos. A sentença do Tribunal do Estado de Sarawack foi proferida na semana passada acolhendo recurso de um cidadão nascido cristão, mas registado pelos pais, aos 10 anos, como muçulmano. Os juízes respeitaram assim o artigo 11 da Constituição da Malásia, sobre a liberdade religiosa.

A notícia foi bem recebida pelos cristãos num país em que a conversão a outra religião que não seja o islão é considerada apostasia e sempre foi dificultada pelas autoridades.

A Associação das Igrejas de Serawak agradeceu ao tribunal pelo que chamou de julgamento “justo e imparcial”. O semanário católico The Herald, em editorial do director, pe. Lawrence Andrew, disse que as notícias são “muito positivas”, embora não necessariamente devam trazer mudanças no curto prazo.

A notícia obteve certo consenso inclusive entre os islâmicos. Conforme a Rádio Vaticano, a organização feminina “Irmãs no Islão”, fundada em 1988 para lutar contra a discriminação sexual presente em alguns âmbitos da vida muçulmana, manifestou opinião positiva sobre a decisão.


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Divina Misericórdia: duas celebrações com o papa Francisco

O pontífice presidirá a vigília deste sábado e a missa de domingo, por ocasião da solenidade estabelecida por São João Paulo II

  Papa Francisco

Santa Faustina - Wikimedia Commons
As celebrações da Festa da Divina Misericórdia do Vaticano serão realizadas entre este sábado, 2, e o domingo, 3 de Abril.

No sábado à noite, a partir das 18h, o papa Francisco presidirá na Basílica de São Pedro a vigília com os devotos da espiritualidade da Divina Misericórdia.

No domingo, às 10h30, ainda na Praça de São Pedro, ele presidirá a missa por ocasião do Jubileu dos devotos da Divina Misericórdia.

Este ano, a data da solenidade celebrada no domingo seguinte à Páscoa coincide, significativamente, com a data da sua primeira comemoração: 3 de Abril de 2005.

O Domingo da Divina Misericórdia foi instituído por São João Paulo II nos últimos meses de seu pontificado. O papa polaco faleceria na noite de 2 de Abril de 2005, às 21h37, justamente na véspera da nova solenidade.


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Curdistão: o papa nos pede não esquecer os perseguidos por causa da fé

Começa amanhã a missão da Ajuda à Igreja que Sofre em Erbil, assistida por três bispos italianos

  Igreja e Religião

AIS
De amanhã até 4 de Abril, a Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) estará em Erbil, capital do Curdistão iraquiano, para visitar os 120 mil cristãos do país que fugiram de Mossul e da Planície de Nínive e que desde o início foram ajudados pela AIS mediante a diocese local.

A delegação, liderada pelo director da AIS Itália, Alessandro Monteduro, também contará com o bispo de Ventimiglia-San Remo, dom Antonio Suetta, um representante da arquidiocese de Bolonha, pe. Massimo Fabbri, e o bispo de Carpi, dom Francesco Cavina.

E foi a dom Cavina que o papa Francisco, ao saber da iniciativa, confiou alguns presentes e uma carta aos fiéis do Iraque forçados “a abandonar as suas cidades, casas, propriedades, raízes históricas e culturais para não renunciar ao seu compromisso com Cristo”.

Além de uma contribuição financeira “como sinal da minha proximidade destes filhos e irmãos iraquianos”, o papa também doou paramentos litúrgicos “para a celebração da Santa Liturgia em que se faz presente o Senhor Jesus, fonte de coragem, de esperança, de fidelidade e de unidade”.

A delegação da AIS no Curdistão encontrará dom Bashar Matti Warda, arcebispo caldeu de Erbil, com quem visitará os centros de refugiados no subúrbio de Ankawa, de maioria cristã. Um dos centros é o Villaggio Padre Werenfried, que leva o nome do fundador da AIS, pe. Werenfried van Straaten: trata-se de um assentamento de 150 casas pré-fabricadas, doados pela AIS, onde vivem 175 famílias cristãs. A visita continuará nas escolas pré-fabricadas também doadas pela fundação, que permitem a cerca de 7.000 crianças iraquianas continuar estudando. Nos dias seguintes, a delegação se reunirá com dom Petros Mouche, bispo siro-católico de Mossul, forçado, assim como seus fiéis, a viver em Erbil depois que a sua cidade foi conquistada pelos terroristas do Estado Islâmico.

“Saúdo calorosamente”, escreve o papa, “esta iniciativa que expressa amizade, comunhão eclesial e proximidade a tantos irmãos e irmãs cuja situação de aflição e tribulação me dói profundamente e nos convida a defender o direito inalienável de cada pessoa a professar livremente a sua fé”. Depois de exortar todos nós a “não esquecer o drama da perseguição”, Francisco salienta a necessidade de cuidar daqueles que sofrem.

“A misericórdia divina nos convida a nos inclinarmos a estes irmãos para enxugar as suas lágrimas, curar as suas feridas, confortar seu coração partido e talvez desgarrado. Não é apenas um ato imperioso de caridade, mas uma ajuda ao nosso próprio corpo, já que todos os cristãos, em virtude do mesmo baptismo, são ‘um só’ em Cristo”, conclui o papa.


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O Vaticano abre um inquérito judicial sobre o apartamento de Bertone

Segue-se na linha de dar transparência sobre os bens do Vaticano. Há duas pessoas investigadas, o ex-presidente e o ex-tesoureiro do hospital Bambino Gesu



Os juízes do Vaticano abriram uma investigação sobre o apartamento do cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado durante o pontificado de Bento XVI. A notícia foi confirmada hoje pela Sala de Imprensa da Santa Sé, em referência ao que foi adiantado hoje em um artigo na web do semanário italiano L’Espresso, que será publicado amanhã.

Foram inscritos no registo dos investigados duas pessoas: Giuseppe Profiti, ex-presidente do hospital pediátrico Bambino Gesù, e o ex-tesoureiro Massimo Spina. Durante a comunicação, o vice-director da Sala de Imprensa da Santa Sé, Greg Burke, disse que o cardeal não está sendo investigado.

O artigo da revista está assinado pelo jornalista Emiliano Fittipaldi, que é um dos dois imputados no juízo do Vaticano conhecido como ‘Vatileaks’ sobre o vazamento e publicação de documentos reservados da Santa Sé.

De acordo com o semanário, “a investigação surgiu das revelações do livro Avareza, de Emiliano Fittipaldi”. Os juízes -Indica L’Espresso – admitem a hipótese de delitos gravíssimos como peculato, apropriação indébita e uso indevido de dinheiro. Assim, parece que já existiriam as provas documentais que demonstram que os trabalhos de reestruturação do apartamento do cardeal Bertone foram pagos pela Fundação do hospital pediátrico Bambino Gesù, explica o artigo.

Na época o cardeal Bertone defendeu-se contra as acusações de gastos excessivos e do tamanho excessivo do apartamento justificando que ele mesmo tinha pago as obras e que depois da sua morte o apartamento voltaria para o património da Santa Sé. Em Dezembro passado, o ex-secretário de Estado decidiu doar 150.000 euros para o hospital pediátrico. Em declarações à ANSA o cardeal disse: “Minha contribuição para o Bambino Gesu é uma doação voluntária” que será dada em mensalidades e graças às suas economias de toda a vida e a várias contribuições recebidas por beneficência. O cardeal acrescentou que embora é totalmente alheio aos factos, quis ajudar um projecto em favor das crianças para demonstrar seu carinho com o hospital. E reiterou que não se tratava “de uma compensação”, porque pessoalmente não causou nenhum prejuízo aos fundos do hospital. O cardeal não está inscrito no registo dos investigados, mas sim o ex-presidente e ex-tesoureiro do hospital.


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Tradução inédita, do latim para o português, de escrito de Santo Agostinho

Sobre a Mentira, de Santo Agostinho. Nessa tradução inédita, do latim para o português, Santo Agostinho ensina, portanto, que “não podemos seguir outra regra, a não ser a de que nunca devemos mentir”

  Análise

Foto: Editora Ecclesiae
A editora Eclesiae acaba de lançar uma obra inédita em português, Sobre a Mentira, de Santo Agostinho.

No que consiste a mentira? É lícito mentir? Existe alguma circunstância em que a mentira pode evitar um mal maior? Santo Agostinho examina essas questões à luz da filosofia e, como é comum ao seu pensamento, também no contexto teológico. Inicia este opúsculo com um vigoroso trabalho de definição, depois expõe uma classe tipológica de oito tipos de mentiras existentes, demonstrando a gravidade de cada uma delas, além de propor uma breve reflexão ética sobre a gravidade do ato de mentir.

Escrito em 395, ano em que foi consagrado bispo de Hipona, este opúsculo é considerado obra da juventude de Agostinho, mas que ele mesmo acabou por incluir entre os seus mais importantes escritos, pois “contém muito do que é útil para o exercício da mente e ainda mais proveitoso para a moral, suscitando o amor pela verdade”.

Nessa tradução inédita, do latim para o português, Santo Agostinho ensina, portanto, que “não podemos seguir outra regra, a não ser a de que nunca devemos mentir”. Porque “em qualquer um dos exemplos dos santos e de seus costumes, não podemos observar um exemplo sequer de mentira, forte o suficiente para o tomarmos como justa imitação, repetindo-o em nossas vidas. E isto se confirma com mais clareza nos textos sacros. Portanto, jamais devemos aceitar a mentira”.

Para adquirir o livro clique aqui

Ficha Técnica:
Número de Páginas: 148
Editora: Ecclesiae de Bolso
Idioma: Português
ISBN: 9788584910267
Dimensões do Livro: 11,5 x 17,5 cm


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Portugal: Santuário de Fátima organiza visitas guiadas

A exposição temporária do Santuário de Fátima – “Terra e Céu: peregrinos e santos de Fátima”- patente ao público no Convivium de Santo Agostinho, no piso inferior da Basílica da Santíssima Trindade, recebeu até à Páscoa 51.109 visitantes, uma média de 12 700 visitantes por mês

  Igreja e Religião


A partir do próximo dia 2 de Abril, o Santuário de Fátima vai promover, aos sábados, duas visitas guiadas às exposições temporárias, orientadas por um guia que estará disponível em dois períodos- 11h30 e 15h30- para acompanhar os peregrinos.

O objectivo é “contribuir ainda mais para qualificar a visita ao Santuário de Fátima, colocando ao serviço do peregrino guias que possibilitem uma experiência enriquecedora e complementar à experiência orante e celebrativa vivida em Fátima” explicou à Sala de Imprensa do Santuário o director de Serviço de Estudos e Difusão, Marco Daniel Duarte, segundo informou em nota enviada à ZENIT o santuário.

A secção de Arte e Património do Santuário de Fátima assegura que todas as visitas serão realizadas por pessoas “habilitadas”, que fornecerão todas as informações necessárias para facilitar a compreensão e a interpretação dos conteúdos desenvolvidos na exposição.

Marco Daniel Duarte refere ainda que “O Santuário de Fátima é cada vez mais procurado por pessoas com cultura elevada, peregrinos que já se habituaram a encontrar aqui espaços de reflexão construídos a partir de linguagens contemporâneas usadas para transmitir os conteúdos da fé, da história e mensagem de Fátima”.

Dentro deste espírito, a partir do dia 4 de Maio, o Santuário de Fátima organizará também as visitas temáticas, nas primeiras quartas-feiras de cada mês.

”Estas visitas estão direccionadas para os que pretendem aprofundar os seus conhecimentos no contexto da museologia actual” e para as orientar “serão convidados especialistas em determinadas áreas para interpretarem as diferentes peças” afirma Marco Daniel Duarte.

É de salientar que a exposição temporária do Santuário de Fátima – “Terra e Céu: peregrinos e santos de Fátima”- patente ao público no Convivium de Santo Agostinho, no piso inferior da Basílica da Santíssima Trindade, recebeu até à Páscoa 51.109 visitantes, uma média de 12 700 visitantes por mês.

A exposição está organizada em seis núcleos: “A luz de Cristo”, recebida pelo Baptismo; “Os pés dos peregrinos”; “O alimento da jornada: a palavra e o pão repartidos; subir aos céus de Fátima: os Santos da Colunata do Santuário” e “Os Santos da Cova da Iria: Fátima, lugar de Santidade” e, finalmente, “ Cristo, prémio e coroa da vida”.

Tal como a entrada na exposição, todas as visitas guiadas e temáticas serão gratuitas.

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Eutanásia e reforma do processo canónico no centro das discussões da Conferência Episcopal Portuguesa

Dos dias 4 e 7 de Abril a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) vai se reunir em Fátima

  Igreja e Religião


Dos dias 4 e 7 de Abril a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) vai se reunir em Fátima para analisar, entre outros temas, a eutanásia e a reforma do processo canónico para as causas de declaração de nulidade do matrimónio.

De acordo com informações da Agência Ecclesia a 189ª Assembleia Plenária da CEP prevê dois momentos de “encontro com a comunicação social”, no primeiro dia, às 16h00, para o discurso de abertura, e no encerramento na apresentação das conclusões em conferência de imprensa.

Os bispos de Portugal vão analisar o “Relatório de contas de 2015 do Secretariado Geral da CEP” e partilhar informações sobre a visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima às dioceses, referindo-se também a “outros aspectos” relacionados com o Centenário das Aparições.

De acordo com o comunicado do Secretariado Geral do episcopado, a informação sobre actividades e propostas das Comissões Episcopais e outros organismos da CEP” vai ocupar “parte substancial dos trabalhos”, a que se segue a “reflexão sobre o ‘Motu Proprio’ do Papa Francisco quanto à reforma do processo canónico para as causas de declaração de nulidade do Matrimónio”.

A “informação sobre o processo de canonização do Beato Bartolomeu dos Mártires”, a “partilha sobre o decorrer do Ano Santo da Misericórdia”, assim como as nomeações para cargos nacionais na Igreja Católica em Portugal e o calendário das actividades da CEP para 2016-2017 são outros assuntos desta reunião.

A 189ª Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa começa com o discurso de abertura de D. Manuel Clemente, presidente do organismo, às 16h00 do dia 4 de Abril, segunda-feira.

O encerramento da reunião do episcopado de Portugal termina na quinta-feira, dia 7, com a apresentação aos jornalistas do “Comunicado Final” e dos documentos aprovados pelos bispos, às 14h30.

Os trabalhos da Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa decorrem em Fátima, na Casa de Nossa Senhora das Dores.

Com informações da Agência Ecclesia


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O Papa na audiência: ‘Deus ao perdoar ensina que o seu amor é maior do que o meu pecado’

Na Praça de São Pedro, o Santo Padre concluiu a catequese sobre a misericórdia no Antigo Testamento

  Papa Francisco

O Papa na audiência na praça de São Pedro
(ZENIT – Cidade do Vaticano). – Em um dia no qual se notava o começo da primavera na Itália, o Papa Francisco realizou a audiência geral das quartas-feiras em uma Praça de São Pedro adornada com com flores devido à Páscoa, dedicando a catequese neste Ano Jubilar à misericórdia no Antigo Testamento.

Nesta quarta-feira a Praça de São Pedro estava enfeitada com flores por causa da Páscoa.

O Santo Padre entrou na praça, como de costume, no papa-móvel, cumprimentando o vários milhares de fiéis presentes e abençoando as crianças que se aproximavam enquanto passava, ou até mesmo parava o veículo, bem como os doentes que o esperavam.

“Com a meditação do Salmo 51, chamado de Miserere, terminamos as nossas catequeses sobre a misericórdia no Antigo Testamento”, disse o Santo Padre. E recordou que trata-se de um salmo penitencial que, segundo uma antiga tradição judaica, expressa o arrependimento do rei David depois do seu pecado com Betsabé.

“Convida-se a quem reza com este salmo – continuou o Papa – a ter esses mesmos sentimentos de arrependimento e confiança em Deus. O salmo começa com uma invocação a Deus misericordioso, porque é o único que pode libertar do pecado. Manifesta-se assim que o desejo mais profundo do homem, o que mais precisa na sua vida é ser perdoado, ver-se livre do mal e das suas consequências”.

Francisco disse que “o seu perdão, Deus nos ensina que o seu amor é maior do que o nosso pecado” e também disse que “nos assegura que Ele nunca nos abandona”. Além do mais o salmista “sabe que o perdão de Deus é realmente eficaz, porque não esconde o pecado mas o destrói, o apaga, e dessa forma, o pecador passa a ser uma criatura nova, com um coração novo e uma vida nova”.
Por fim, o Papa recordou, “o salmo nos fala que quem foi perdoado e abriu-se à graça divina pode ensinar os outros a não mais pecar”.

Pelo final da audiência o Papa saudou em várias línguas aos peregrinos, e dirigindo-se aos de língua portuguesa, fez especial menção aos jovens vindos de Portugal e do Brasil.

E o Papa concluiu: “Desça, generosa, pela intercessão da Virgem Maria, a Bênção de Deus sobre cada um de vós e vossas famílias. Obrigado!”


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O Papa recebeu em audiência privada uma criança gravemente doente

Inácio Fucci, oito anos, de Trani, sofre de uma imunodeficiência primária associada e foi submetido recentemente a um transplante de medula óssea

  Papa Francisco


Na manhã de hoje o Papa Francisco recebeu em audiência privada o pequeno Inácio Fucci com a sua família. A criança de 8 anos é originária de Trani e sofre de imunodeficiência primária associada à doença crónica do intestino, uma doença muito rara, da qual são registados apenas 40 casos no mundo e único na Itália.

O pequeno de Trani foi o primeiro italiano a se submeter a um transplante de medula óssea doada por sua mãe. Desde Outubro de 2014, Inácio com o seu pai Vincenzo e sua mãe Maria Stella são hóspedes na Casa Bernadette, a estrutura gerida pelo Projeto Bambini da UNITALSI (União Nacional Italiana Transporte Doentes em Lourdes e Santuários Internacionais) que hospeda gratuitamente as famílias com crianças hospitalizadas ou recebendo tratamento no Hospital infantil Menino Jesus.

Algumas semanas atrás, o pequeno Inácio tinha escrito uma carta ao Papa Francisco na qual pedia para orar por ele. O Pontífice respondeu, convidando a criança a ir esta manhã na Casa Santa Marta para um encontro privado, também porque o pequeno Inácio não pode frequentar lugares muito cheios por causa do transplante. Quem o acompanhou a família Fucci foi Emanuele Trancalini, presidente da UNITALSI de Roma e responsável nacional do Projecto Bambini UNITALSI.

“Foi – disse Emanuele Trancalini – um momento muito emocionante. A família depois de um momento de constrangimento inicial foi colocada à vontade pelo Papa Francisco e contou-lhe a longa odisseia que, infelizmente, teve que viver para permitir que Inácio recebesse os cuidados necessários. Há um ano são nossos hóspedes na casa Bernadette, e isso tem permitido criar entre eles e nos voluntários unitalsiani uma conexão muito profunda, como a de uma verdadeira família, de modo que hoje quiseram que estivesse aqui presente ao seu lado neste momento tão importante”.

“Também o Papa Francisco – acrescenta Trancalini – expressou a sua admiração pelo trabalho que a UNITALSI realiza todos os dias ao lado dos que sofrem, e isso só pode dar-nos um imenso prazer e empurrar-nos ainda mais a fortalecer o nosso compromisso. O Papa quis sublinhar que a solidariedade e a dedicação que vê nos voluntários unitalsiani nunca foi vista em qualquer outra parte do mundo. À família e à criança, Francisco deu sua bênção, e expressou toda a sua proximidade e a sua oração, incentivando-os a continuar na sua luta, e garantindo que Deus está sempre ao seu lado, mesmo nos momentos em que parece mais difícil vê-Lo”.


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Espanha: a matéria de Religião Islâmica ensinará a rejeitar o radicalismo

A Comissão Islâmica da Espanha (CIE) actualizou os conteúdos da matéria, mas pede mais professores


(UCIDE)
(ZENIT – Madrid) A Comissão Islâmica da Espanha (CIE) actualizou o conteúdo da matéria de Religião Islâmica no ensino médio e graduação para ensinar a rejeitar o radicalismo. Assim, tal matéria incluirá uma secção específica em cada curso para que os alunos sejam capazes de “prever, detectar e prevenir a violência terrorista”.

“A maioria da população espanhola sabe diferenciar e separar claramente que um bando armado de assassinos não representa a sociedade nem uma parte desta, e que todos devemos colaborar na luta contra o terrorismo”, disse o imã da mesquita central de Madrid e presidente da CIE, Riay Tatary Bakry, à União das Comunidades islâmicas da Espanha (UCIDE).

Tatary também considera importante o papel da escola pública no ensino da Religião Islâmica para que as crianças e jovens sejam conscientes de que “as atrocidades que cometem os terroristas vão contra a própria essência do Islão, que é a protecção da vida”.

O programa desenvolvido pela Comissão inclui com carácter transversal a educação cívica e constitucional, a igualdade de oportunidades, a não discriminação, a igualdade efectiva entre homens e mulheres, a prevenção da violência sexual, a rejeição à violência terrorista e a resolução pacífica de conflitos em todos os âmbitos da vida pessoal e social, bem como os valores que sustentam a liberdade, a justiça, a paz, a democracia e, no geral, o respeito aos direitos humanos.

Como se explica no novo currículo aprovado pela Direcção-Geral de Avaliação e Cooperação Territorial do Ministério de Educação, Cultura e Desporto, no primeiro ano da ESO (Educação secundária obrigatória da Espanha, entre 12 e 16 anos, ndt) os alunos que escolham esta matéria optativa deverão ser capazes de “utilizar conteúdos dos textos do Islão para prevenir situações de acumulo de ódio”. No segundo ano estudarão a liberdade religiosa como “um direito fundamental” e as aulas terão como objectivo que o aluno seja capaz de “tolerar as críticas e até mesmo a negação” da sua própria religião. No terceiro, os estudantes deverão saber definir termos como “homofobia, anti-semitismo, islamofobia, xenofobia e racismo” e terão que conseguir “reconhecer e descrever situações sexistas e estigmatizantes”.

Só no quarto ano ESO que será abordado de maneira mais detalhada o tema do terrorismo. Nesse ano, o conteúdo estará centrado em que o aluno possa “prever, detectar e prevenir toda violência, especialmente a terrorista”, a sua “criminalidade” e o “dano” que causa às vítimas. Nesta linha, a matéria pretende que o estudante identifique “a carência de humanismo, de reconhecimento e respeito com os outros existente no uso da linguagem oral fundamentalista”.

Também se avaliará se o aluno “conhece e está ciente dos factores sociais que podem influenciar a radicalização”. Os alunos deverão estudar como “reagir a um acto terrorista promovendo estratégias para conseguir a sua prevenção” e serão avaliados se “são conscientes do fenómeno planetário do terrorismo, conhecendo as chaves do seu discurso”.

Ao final do ensino médio, o curso terá uma “função preventiva, na medida que detecta e reduz o risco de adquirir conceitos equívocos sobre o Islão”.

Esta matéria foi incluída no final de 2014 no currículo escolar. Porém até agora, só a ensinam 48 professores nos centros de educação fundamental da Andaluzia, País Vasco, Aragão, Ilhas Canárias, Ceuta e Melilla. Portanto, as associações muçulmanas têm alertado que a actualização não pode ser realizada até que o Ministério e os conselhos de Educação contratem os docentes necessários para dar a matéria de Religião Islâmica no ensino médio. Ainda assim, a CIE já preparou 12 livros de texto para ensinar os novos conteúdos. A sua novidade mais relevante é a incorporação de uma secção sobre “a inviolabilidade, dignidade e liberdade humana.”


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De 4 a 8 de Abril, a Assembleia Plenária da Pontifícia Comissão Bíblica

“Inspiração e Verdade da Bíblia – A palavra que vem de Deus e fala de Deus para salvar o mundo”

  Igreja e Religião

Robert Cheaib - flickr.com/theologhia
A Pontifícia Comissão Bíblica realizará a sua Assembleia Plenária anual de 4 a 8 de Abril de 2016 na Casa Santa Marta, no Vaticano, sob a presidência do cardeal Gerhard Ludwig Müller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

O pe. Peter Bovati, S.J., secretário geral, dirigirá os trabalhos da assembleia.

Na sequência da publicação do documento “Inspiração e Verdade da Bíblia – A palavra que vem de Deus e fala de Deus para salvar o mundo” (Livraria Editora Vaticana, 2014), a Comissão deu início ao estudo de algumas temáticas de antropologia bíblica.

A última Assembleia Plenária da Pontifícia Comissão Bíblica foi realizada entre os dias 13 e 17 Abril de 2015.


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Francisco encontrou o papa emérito Bento XVI para saudá-lo pela Páscoa

O encontro foi no início da Semana Santa

  Papa Francisco

ANSA
Um intercâmbio de saudações de Páscoa aconteceu entre o papa Francisco e o papa emérito Bento XVI no início da Semana Santa, quando os dois quiseram se felicitar pessoalmente pela data mais importante do cristianismo.

Bento XVI também presidiu pessoalmente a liturgia da Paixão e os outros ritos da Páscoa no mosteiro Mater Ecclesiae, dentro do Vaticano.


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Assis: em Setembro, novo encontro dos líderes religiosos mundiais

O evento será realizado de 18 a 20 de Setembro, conforme anúncio da Custódia do Sacro Convento

  Igreja Católica

WIKIMEDIA COMMONS
“Os frades franciscanos de Assis, em conjunto com a Comunidade de Santo Egídio e a diocese [de Assis], escancaram as portas para um novo encontro entre os líderes das religiões do mundo”, afirma o anúncio assinado pelo padre Mauro Gambetti, Custódio do Sacro Convento, na cidade-símbolo do franciscanismo. O evento acontecerá exactos 30 anos depois do primeiro e histórico encontro, organizado em 1986 por São João Paulo II para reunir os líderes mundiais das religiões e rezar em uníssono pela paz no mundo.

O novo evento será realizado de 18 a 20 de Setembro, como forma de responder à violência que vem ferindo a humanidade. Serão “dois dias de painéis de discussão e uma jornada de oração. Com os líderes religiosos, são convidados os políticos, os representantes da ciência e da cultura, os agentes de paz e todas as pessoas de boa vontade”.

O pe. Gambetti explica que as questões-chave do encontro serão: “Quais são os princípios reconhecidos por todas as religiões para uma coexistência pacífica? Qual é o contributo que a política, a ciência e a cultura em geral podem propor para a definição de um conjunto de directrizes voltadas à convivência humana?”.
O Custódio do Sacro Convento de Assis prossegue: “Nas principais praças do mundo, de oriente a ocidente, declararemos o pensamento que emergirá dos encontros e diálogos de Assis. E cultivamos um sonho: que a Itália seja exemplo de integração das culturas, assumindo as directrizes de Assis em suas leis e decretos. Talvez se possa estender o modelo para os países europeus e, em seguida, para todos os países membros da ONU”.


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Eutanásia para deprimidos: aumentam os casos no mundo

A prestigiada revista “Jama Psychiatry” adverte: na Bélgica e na Holanda 55% dos suicídios assistidos acontece por ‘transtornos depressivos’ dos pacientes


Paint Of Vincent Van Gogh - Wikimedia Commons
“A tristeza durará para sempre”. Parece que este foi o último pensamento, com forte amargura, que o célebre pintor holandês Vincent Van Gogh deixou escrito em uma nota antes de cometer suicídio, 29 de Julho de 1890. Nas décadas seguintes, alguns psiquiatras eminentes estudaram a complexa personalidade do artista, observando que ele sofria de várias doenças mentais, especialmente a síndrome bipolar.

Um deprimido, portanto, que decide tirar a própria vida, concluindo no modo mais triste a sua carreira artística excepcional. Mas naquela época, talvez, poucas pessoas pensariam que se Van Gogh vivesse na Holanda um século depois, teria podido ter acesso à “doce morte” simplesmente preenchendo um formulário no hospital.

Assim explica a Jama Psychiatry, uma das mais importantes revistas sobre a saúde mental, que publicou em Fevereiro passado um extracto no qual se evidencia que “a eutanásia e o suicídio assistido dos pacientes psiquiátricos está aumentando em algumas jurisdições, como na Bélgica e Holanda”.

Uma pesquisa evidencia que de 2011 até 2014, de 66 casos de eutanásia analisados pelos especialistas da Jama, 36 (o 55% do total) ocorreu por causa de “distúrbios depressivos” dos pacientes. Também se observou que em 7 casos (o 11% do total) não se fez nenhuma consulta a outros médicos antes de proceder com a eutanásia e que em 16 casos (24% do total) procedeu-se ainda sem ter uma opinião unânime de vários especialistas no campo da psiquiatria.

Os autores do estudo destacaram, finalmente, como a maior parte das pessoas que se submetem à eutanásia sejam mulheres de diversas idades, carregando com elas histórias complexas marcadas por distúrbios mentais. Isso acontece tanto na Holanda, como na vizinha Bélgica.

A memória é do verão passado. Laura, uma jovem belga de 24 anos pediu e obteve no seu País o “direito” de se submeter à eutanásia somente porque – afirmava – “a vida não é para mim”. Sofrendo de depressão por um longo tempo, Laura participava de um grupo de psiquiatria e morava dentro de uma estrutura sanitária.

A jovem é uma das 50 pessoas que a cada ano na Bélgica se submetem à “doce morte” por problemas ligados a um sofrimento psíquico. O professor Wim Distelmans, presidente da Comissão belga de controle da Eutanásia, estima que se trata de 3% dos pacientes que se submetem ao suicídio assistido.

O caso de Laura, por causa de sua tenra idade, provocou um debate na Bélgica e na Holanda. E trouxe à luz uma denúncia do Journal of Medical Ethics, assinada por Raphael Cohen-Almagor, professor na Universidade de Hull, na Inglaterra. Ele acusa os médicos belgas de escolher a “doce morte” na ausência de “uma vontade explícita do paciente”. Segundo Cohen-Almagor trata-se de milhares de casos de eutanásia registados na Bélgica, daí a denúncia do fato de que “nenhuma comissão está se ocupando disso”.

O fenómeno também está aumentando no exterior. Em 2013, o New England Journal of Medicine publicou os resultados de um programa de suicídio assistido – “Death for Dignity Program” – em um Centro de Seatle para enfermos de câncer. Verificou-se que 97,2% dos pacientes com câncer que pedem a eutanásia, fazem-no por causa da perda de autonomia, o 88,9% pela incapacidade de participar de actividades e o 75% por causa da perda de dignidade. Causas, portanto, que são puramente de tipo psicológico-social.

Na Holanda em 2012 surgiu um instituto, o Levenseindekliniek (Clínica do fim da vida), que se ocupa de simplificar o acesso à prática para aqueles pacientes cujos próprios médicos recusaram conceder a eutanásia dado que as suas doenças não foram diagnosticadas terminais. Pacientes que em muitos casos têm o desejo de morrer porque compartilham a inspiração sombria de seu compatriota Van Gogh: “. A tristeza durará para sempre”


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Após atentados, arcebispo de Lahore exorta: “Sigamos em frente carregando a cruz”

Os terroristas teriam tentado deliberadamente matar o maior número possível de pessoas, especialmente cristãos

  Igreja e Religião

WIKIMEDIA COMMONS

“Visitei cada vítima de qualquer que fosse a fé. Foi muito difícil, porque eu vi muitas crianças de meros 4 ou 5 anos, cristãs e muçulmanas, feridas ou mortas por causa deste ataque terrível”, declarou dom Sebastian Francis Shah, arcebispo de Lahore, no Paquistão, com exclusividade para a fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS). O ataque terrorista tinha acontecido neste domingo de Páscoa em um parque na capital da província do Punjab, em torno às 18h30 do horário local.

O prelado visitou o hospital em que estão alguns dos mais de 300 feridos e alguns familiares das 72 vítimas fatais – entre as quais, 30 crianças.

Dom Shah confirma que, para a comunidade cristã do Paquistão, é costume nos dias festivos, como Páscoa e Natal, fazer um passeio em um parque depois da missa e do almoço com a família.

“Após o atentado do ano passado contra duas igrejas cristãs no bairro de Youhanabad, temíamos outros ataques e por isso o governo tinha nos fornecido todas as medidas de segurança para proteger as igrejas, mas ninguém tinha pensado no parque”.

Na tarde do Sábado Santo, as autoridades locais organizaram uma reunião para definir as medidas necessárias de segurança. Dom Shah considera plausível que a comunidade cristã fosse o alvo dos ataques (como declarou o próprio porta-voz do grupo terrorista que o cometeu), mas salienta que entre as vítimas há também muitos muçulmanos. O prelado ofereceu conforto e consolo também a eles.

“Pedi aos fiéis para não perderem a esperança, porque, mesmo em uma hora de grande dificuldade, temos que aprender a nos levantar como Cristo se levantou quando estava carregando a cruz. Deus está e sempre estará connosco”, acrescentou o arcebispo.

O ex-director da Comissão Justiça e Paz do Paquistão, Peter Jacob, afirmou à AIS, por telefone de Lahore,  que “os terroristas tentaram fazer o maior número possível de vítimas, atingindo especialmente a comunidade cristã”.

Jacob observa que aumentou o compromisso do exército e do governo paquistanês no combate ao terrorismo e não descarta que a escolha do Parque Gulshan-i-Iqbal, próximo da casa do primeiro-ministro Nawaz Sharif, pode representar uma mensagem para ele.

O ataque também pode estar ligado às graves tensões que se seguiram à recente execução de Mumtaz Qadri, que, em 2011, matou o governador do Punjab, Salmaan Taseer, que tinha criticado a famigerada lei paquistanesa anti-blasfémia. Qadri foi considerado por muitos um herói por ter “matado um blasfemador” e sua execução gerou grandes protestos. “Não podemos descartar essa ligação, porque entre manifestantes e terroristas existe certo vínculo ideológico”, afirma Jacob.


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