Páginas

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Fátima| Chá com Arte -"A Casa dos Patudos, José Relvas e a sua paixão pelas artes"



O CONSOLATA MUSEU | Arte Sacra e Etnologia, em Fátima,  e a sua Liga de Amigos, realizarão no próximo dia 17 de janeiro, terça-feira,  às 21h00, a bem sucedida atividade “Chá com Arte”. Após a degustação de chá e biscoitos, iniciar-se-á a conversa  com o convidado especial da noite, NUNO PRATES, Conservador da Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça, cujo tema será “A Casa dos Patudos, José Relvas e a sua paixão pelas artes".

Na Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça encontra-se uma vasta coleção de arte, onde se destaca a pintura e a escultura, mas também as artes decorativas. A coleção tem peças de diferentes proveniências, entre elas peças indo-portuguesas, ou seja, peças produzidas na Índia principalmente entre os séculos XVI, XVII e XVIII com uma mistura cultural entre Portugal e Índia. Estas peças marcam intercâmbios que se notam especialmente nas formas, iconografias, técnicas,  nos materiais e no espírito missionário do povo português. O período dos descobrimentos portugueses, que se inicia no século XV com a conquista de Ceuta, no Norte de África. Continente que vai introduzir novas técnicas no continente Europeu, que depois são exportadas para a Índia no final do século XV, com a chegada dos portugueses a este país em 1498.

Na coleção da Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça destacam-se os contadores indo-portugueses do século XVIII, assim como as colchas bordadas a seda, sobre linho também do século XVIII e ainda tapeçarias sino-portuguesas do século XVII. No que diz respeito à influência africana, destaca-se sobretudo o mobiliário.

Na Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça, a coleção de Arte Sacra é também muito importante e composta por pintura, escultura e paramentos, com uma abrangência cronológica desde os finais do século XV até ao século XX.

******

Nuno Prates
Nasceu em Alpiarça, é Conservador da Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça desde 2011.

Licenciado em História (Variante de Arqueologia) pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, frequentou ainda a Licenciatura em História da Arte, na mesma Universidade.

Na Universidade de Évora obtém Estudos Pós Graduados em Museologia.

Na Universidade Aberta, Lisboa obtém o Curso – Inventário do Património Cultural Imaterial.

É ainda formador na área e domínio da Didática da História, pela Universidade do Minho.

Mestrando em Gestão e Valorização do Património Cultural – especialidade Património Artístico e História da Arte

Professor de História, Investigador em História Local e Regional e Museólogo.
Tem colaborado em algumas publicações no âmbito da sua área académica e profissional.


José Relvas
José de Mascarenhas Relvas nasceu a 05 de Março de 1858, no Palácio da Quinta do Outeiro, na Golegã. É nesta propriedade que vai crescer com os seus irmãos num ambiente cultural ativo frequentado por artistas e destacadas personalidades.

Foi na Quinta do Outeiro, sede da Casa Agrícola da família, que José Relvas recebeu a melhor educação da época e aprendeu os primeiros acordes. É também aqui que vai ter os primeiros contactos com a atividade empresarial agrícola com a ganadaria e a criação de cavalos.

Ainda na Golegã constitui família com D. Eugénia Antónia de Loureiro da Silva Mendes, deste casamento nascem três filhos: Maria Luísa, Carlos e João Pedro.

A partir de 1907 José Relvas estabelece uma assumida ligação ao Partido Republicano Português. Participa em manifestações, comícios e reuniões políticas, um pouco por todo o país. Quando é eleito a 25 de Abril de 1909 para o Diretório do Partido, a decisão de derrubar a monarquia com uma Revolução era um objetivo definido. Para que esse momento chegasse Relvas e outros republicanos não se pouparam a esforços ou a riscos.

O momento chegou na manhã a 05 de Outubro de 1910. Depois da Proclamação da República, José Relvas assume as funções de Ministro da Finanças.

Em Outubro de 1911 é nomeado para a difícil missão de Ministro Plenipotenciário de Portugal em Madrid.

Entre 1914 e 1915 vai ocupar o seu lugar no senado, eleito pelo círculo eleitoral de Viseu.

Morre aos 71 anos, em Alpiarça, na sua Casa dos Patudos, no dia 31 de Outubro de 1929.

José Relvas legou ao Município de Alpiarça a sua propriedade Quinta dos Patudos, a Casa dos Patudos, toda a coleção artística, a biblioteca e o arquivo. Legou a sua coleção de instrumentos ao Conservatório Nacional de Música. A Câmara Municipal tomou posse do legado definitivamente em 1957, depois das necessárias obras de readaptação e recuperação a Casa dos Patudos abriu ao público em 15 de Maio de 1960.


Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça
José Relvas mandou edificar a Casa dos Patudos para dar uma morada condigna à sua coleção de arte e todas as artes tiveram o seu espaço neste “palácio”.
 
A construção das novas salas iniciou-se me 1905, com projeto de Raul Lino de 1904. O “Senhor dos Patudos” participou nas decisões do arquiteto, discutiu pormenores e deu as suas diretrizes. As salas amplas, o salão com acústica para concertos, as galerias exteriores que permitem admirar a lezíria, foram concebidas por um arquiteto moderno para um cliente exigente.

Mas o arquiteto não se limitou a desenhar uma grande residência, esmerou-se em pormenores da decoração interior e enalteceu as artes portuguesas, usando os azulejos, os ferros, as cantarias e até o mobiliário de fabrico português. A Casa foi mais tarde ampliada, em pelo menos duas fases de obra, sempre com projeto de Raul Lino.

A Casa dos Patudos foi local de romagem de artistas, políticos, escritores e poetas.

MAIS INFORMAÇÕES:



Clique em GOSTE para acompanhar as nossas atividades na página do FACEBOOK!


ASSISTA E PARTILHE O VÍDEO PROMOCIONAL DO MASE!



CONSOLATA MUSEU | Arte Sacra e Etnologia
Missionários da Consolata
Rua Francisco Marto, 52 Apt. 5
2496-908 – FÁTIMA
Tel. 249 539 470  


Museu certificado pelo Herity International - 2013
Museu credenciado pela Rede Portuguesa de Museus - 2002

Menção Honrosa – Informação Turística – Roteiro do MASE - PRÉMIOS APOM 2012 
Menção honrosa - Melhor Serviço de Extensão Cultural - PRÉMIOS APOM 2011
Museu reconhecido pela Câmara Municipal de Ourém pelo trabalho realizado em prol da arte e da cultura do concelho - 2011


Sem comentários:

Enviar um comentário