O CONSOLATA MUSEU | Arte Sacra e Etnologia,
em Fátima, e a sua Liga de Amigos, realizarão no próximo dia 17
de janeiro, terça-feira, às 21h00, a bem sucedida atividade “Chá
com Arte”. Após a degustação de chá e biscoitos, iniciar-se-á a
conversa com o convidado especial da noite, NUNO PRATES, Conservador da Casa dos Patudos - Museu
de Alpiarça, cujo tema será “A Casa dos Patudos, José Relvas e a sua
paixão pelas artes".
Na Casa dos Patudos –
Museu de Alpiarça encontra-se uma vasta coleção de arte, onde se destaca a
pintura e a escultura, mas também as artes decorativas. A coleção tem peças de
diferentes proveniências, entre elas peças indo-portuguesas, ou seja, peças
produzidas na Índia principalmente entre os séculos XVI, XVII e XVIII com uma
mistura cultural entre Portugal e Índia. Estas peças marcam intercâmbios que se
notam especialmente nas formas, iconografias, técnicas, nos materiais e
no espírito missionário do povo português. O período dos descobrimentos
portugueses, que se inicia no século XV com a conquista de Ceuta, no Norte de
África. Continente que vai introduzir novas técnicas no continente Europeu, que
depois são exportadas para a Índia no final do século XV, com a chegada dos
portugueses a este país em 1498.
Na coleção da Casa dos
Patudos – Museu de Alpiarça destacam-se os contadores indo-portugueses do
século XVIII, assim como as colchas bordadas a seda, sobre linho também do
século XVIII e ainda tapeçarias sino-portuguesas do século XVII. No que diz
respeito à influência africana, destaca-se sobretudo o mobiliário.
Na Casa dos Patudos –
Museu de Alpiarça, a coleção de Arte Sacra é também muito importante e composta
por pintura, escultura e paramentos, com uma abrangência cronológica desde os
finais do século XV até ao século XX.
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Nuno Prates
Nasceu em Alpiarça, é Conservador da Casa dos Patudos – Museu de
Alpiarça desde 2011.
Licenciado em História (Variante de
Arqueologia) pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, frequentou
ainda a Licenciatura em História da Arte, na mesma Universidade.
Na Universidade de Évora obtém Estudos Pós Graduados em
Museologia.
Na Universidade Aberta, Lisboa obtém o Curso – Inventário do
Património Cultural Imaterial.
É ainda formador na área e domínio da Didática da História, pela
Universidade do Minho.
Mestrando em Gestão e Valorização do Património Cultural –
especialidade Património Artístico e História da Arte
Professor de História, Investigador em História Local e Regional e
Museólogo.
Tem colaborado em algumas publicações no âmbito da sua área
académica e profissional.
José Relvas
José de Mascarenhas Relvas nasceu a 05 de Março de 1858, no Palácio
da Quinta do Outeiro, na Golegã. É nesta propriedade que vai crescer com os
seus irmãos num ambiente cultural ativo frequentado por artistas e destacadas
personalidades.
Foi na Quinta do Outeiro, sede da Casa Agrícola da família, que
José Relvas recebeu a melhor educação da época e aprendeu os primeiros acordes.
É também aqui que vai ter os primeiros contactos com a atividade empresarial
agrícola com a ganadaria e a criação de cavalos.
Ainda na Golegã constitui família com D. Eugénia Antónia de Loureiro
da Silva Mendes, deste casamento nascem três filhos: Maria Luísa, Carlos e João
Pedro.
A partir de 1907 José Relvas estabelece uma assumida ligação ao
Partido Republicano Português. Participa em manifestações, comícios e reuniões
políticas, um pouco por todo o país. Quando é eleito a 25 de Abril de 1909 para
o Diretório do Partido, a decisão de derrubar a monarquia com uma Revolução era
um objetivo definido. Para que esse momento chegasse Relvas e outros
republicanos não se pouparam a esforços ou a riscos.
O momento chegou na manhã a 05 de Outubro de 1910. Depois da
Proclamação da República, José Relvas assume as funções de Ministro da
Finanças.
Em Outubro de 1911 é nomeado para a difícil missão de Ministro
Plenipotenciário de Portugal em Madrid.
Entre 1914 e 1915 vai ocupar o seu lugar no senado, eleito pelo
círculo eleitoral de Viseu.
Morre aos 71 anos, em Alpiarça, na sua Casa dos Patudos, no dia 31
de Outubro de 1929.
José Relvas legou ao Município de Alpiarça a sua propriedade
Quinta dos Patudos, a Casa dos
Patudos, toda a coleção artística, a biblioteca e o arquivo. Legou a
sua coleção de instrumentos ao Conservatório Nacional de Música. A Câmara
Municipal tomou posse do legado definitivamente em 1957, depois das necessárias
obras de readaptação e recuperação a Casa dos Patudos abriu ao
público em 15 de Maio de 1960.
Casa dos
Patudos - Museu de Alpiarça
José Relvas
mandou edificar a Casa dos Patudos para dar uma morada condigna à sua coleção
de arte e todas as artes tiveram o seu espaço neste “palácio”.
A construção das novas salas iniciou-se me 1905, com projeto de
Raul Lino de 1904. O “Senhor dos Patudos” participou nas decisões do arquiteto,
discutiu pormenores e deu as suas diretrizes. As salas amplas, o salão com
acústica para concertos, as galerias exteriores que permitem admirar a lezíria,
foram concebidas por um arquiteto moderno para um cliente exigente.
Mas o arquiteto não se limitou a desenhar uma grande residência,
esmerou-se em pormenores da decoração interior e enalteceu as artes
portuguesas, usando os azulejos, os ferros, as cantarias e até o mobiliário de
fabrico português. A Casa foi mais tarde ampliada, em pelo menos duas fases de
obra, sempre com projeto de Raul Lino.
A Casa dos Patudos foi local de romagem de artistas, políticos,
escritores e poetas.
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CONSOLATA MUSEU | Arte Sacra e Etnologia
Missionários da Consolata
Rua Francisco Marto, 52 Apt. 5
2496-908 – FÁTIMA
Tel. 249 539 470
E.mail museuartesacra@consolata.pt
Blogue: http://masefatima.blogspot.com
Sítio: http://www.consolata.pt
Museu certificado pelo Herity International - 2013
Museu credenciado pela Rede Portuguesa de Museus - 2002
Menção Honrosa – Informação Turística – Roteiro do MASE - PRÉMIOS
APOM 2012
Menção honrosa - Melhor Serviço de Extensão Cultural - PRÉMIOS
APOM 2011
Museu reconhecido pela Câmara Municipal de Ourém pelo trabalho
realizado em prol da arte e da cultura do concelho - 2011

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