| Foto: Lusa |
Francisco traçou quadro dos principais «pontos negros» do cenário internacional
Cidade do Vaticano, 09 jan 2017 (Ecclesia) - O Papa pediu hoje no
Vaticano que israelitas e palestinos procurem uma solução para o
conflito que se arrasta entre as duas, considerando que a paz no Médio
Oriente depende deste acordo.
“A Santa Sé renova o seu premente apelo para que se retome o diálogo
entre israelitas e palestinos, a fim de se chegar a uma solução estável e
duradoura que garanta a coexistência pacífica de dois Estados dentro de
fronteiras internacionalmente reconhecidas”, disse Francisco, no
decorrer do encontro anual com os membros do corpo diplomático
acreditado na Santa Sé.
A intervenção sublinhou que nenhum conflito pode tornar-se “um hábito” ou “impossível” de superar.
“Israelitas e palestinos têm necessidade de paz. Todo o Médio Oriente tem urgente necessidade de paz”, acrescentou.
O Papa convidou depois a criar “caminhos de diálogo” na Venezuela,
alertando para as consequências da “crise política, social e económica”
no país sul-americano.
O discurso aludiu ainda às situações Iraque, Iémen, Sudão, Sudão do
Sul, República Centro-Africana, República Democrática do Congo ou
Mianmar, “esperando que se favoreça uma coexistência pacífica e, com a
ajuda da comunidade internacional, não se deixe de prestar assistência a
quantos têm grave e urgente necessidade dela”.
Francisco realçou as “tensões” na Europa, manifestando o seu apoio aos
esforços que visam a reunificação de Chipre e o fim da guerra na
Ucrânia.
“A Europa está a atravessar um momento decisivo da sua história, em que
é chamada a reencontrar a sua identidade. Isto exige a redescoberta das
suas raízes, a fim de poder moldar o seu próprio futuro”, observou.
O encontro decorreu na Sala Régia do Palácio Apostólico do Vaticano e
começou com uma saudação do decano do corpo diplomático, Armindo
Fernandes do Espírito Santo Vieira, embaixador de Angola.
OC
in

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