Refugiados e migrantes são mais do que números, sublinha Francisco
Cidade do Vaticano, 09 jan 2017 (Ecclesia) - O Papa pediu hoje no
Vaticano que as sociedades sejam “abertas e acolhedoras” para quem deixa
a sua terra, sustentando que os refugiados e migrantes são mais do que
números.
“Não se pode reduzir a dramática crise atual a uma simples contagem
numérica. Os migrantes são pessoas com nomes, histórias, famílias, e não
poderá jamais haver verdadeira paz enquanto existir um único ser humano
que é violado na sua identidade pessoal e reduzido a mero número
estatístico ou a um objeto de interesse económico”, denunciou, no
encontro anual com os membros do corpo diplomático acreditado na Santa
Sé.
Perante representantes de mais de 180 nações e organizações, Francisco
falou do impacto dos “enormes fluxos migratórios” em diferentes partes
do mundo.
“Penso de modo particular nos numerosos deslocados e refugiados
nalgumas áreas da África, no sudeste asiático e em todos aqueles que
fogem das zonas de conflito no Médio Oriente”, precisou.
O Papa defendeu que a comunidade internacional deve promover um
compromisso alargado em favor de migrantes, deslocados e refugiados, que
permita “proporcionar-lhes um acolhimento digno”.
A intervenção assinalou ainda a necessidade de garantir a integração
dos migrantes, referindo que uma “abordagem prudente” por parte das
autoridades não implica fechar as portas.
“O problema migratório é uma questão que não pode deixar indiferentes
alguns países, enquanto outros suportam o peso humanitário”, prosseguiu,
agradecendo o empenho, neste campo, da Itália, Alemanha, Grécia e
Suécia.
Francisco recordou as situações de crise migratória no Médio Oriente e
na América Central, alertando para a “extorsão” e o “tráfico das
pessoas”.
O encontro decorreu na Sala Régia do Palácio Apostólico do Vaticano e
começou com uma saudação do decano do corpo diplomático, Armindo
Fernandes do Espírito Santo Vieira, embaixador de Angola.
OC
in

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