sexta-feira, 20 de julho de 2018

Dia Calouste Gulbenkian | Convidado de verão no Museu | John Zorn em agosto

NEWSLETTER — 19.07.2018





INAUGURAÇÃO

Quando um cineasta entra num museu

De 21 julho a 24 setembro, Coleção Moderna


Joaquim Sapinho é o Convidado de Verão do Museu Calouste Gulbenkian.Veja o entusiasmo com que o cineasta conta a descoberta das reservas da Fundação e de lá retirou as peças necessárias para construir o seu percurso expositivo.




DIA CALOUSTE GULBENKIAN

A Orquestra Geração toca com a Orquestra Gulbenkian

Sexta, 20 julho, 18:30, Grande Auditório. Entrada gratuita mediante levantamento de bilhete no próprio dia
 

Sob a batuta do maestro José Eduardo Gomes, a Orquestra Gulbenkian e a Orquestra Geração juntam-se para tocar O Ano de 1812, abertura festiva em Mi bemol maior, op. 49, de Tchaikovsky, o Fandango da Suite Alentejana n.º 1, de Luís de Freitas Branco e Mambo, de West Side Story, de Leonard Bernstein.





ESTREIA EM LISBOA

Trio Artyom Manukyan

Sábado, 21 julho, 21:00 Anfiteatro ao Ar Livre, 5€


O violoncelista arménio Artyom Manukyan, acompanhado por Vardan Ovsepian (ao piano) e Christian Euman (na bateria), vem pela primeira vez a Lisboa, onde vai revisitar temas do seu álbum de estreia, Citizen.




JAZZ EM AGOSTO

Este ano será Zorn em agosto

De 27 julho a 5 agosto, vários espaços da Fundação 


Na primeira vez que um Jazz em Agosto gira em torno de um só artista, a Fundação Gulbenkian acolhe 23 eventos, todos dedicados a John Zorn, onde não hão de faltar Thurston Moore, Marc Ribot, Mary Halvorson, Dave Douglas, Kris Davis, Craig Taborn, Ikue Mori, Trevor Dunn, Barbara Hannigan e outras presenças habituais na editora de Zorn, a Tzadik.


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A Inveja…


Conforme a definição clássica, que consta no parágrafo 2538 do Catecismo da Igreja Católica, a inveja é a tristeza sentida diante do bem do outro. Perante isto, notamos que a marca da inveja é a tristeza, mas não aquela causada por algo mau que tenha acontecido (uma doença, a morte de alguém querido etc), mas por algo bom, ou seja, o bem ou o dom do outro.

Notamos então que o invejoso é infeliz!

Conforme São Tomás de Aquino, a inveja tem como característica o facto de que o bem alheio é considerado um mal próprio. A tristeza advém do facto de que ao olharmos o bem do outro que não temos, nos sentimos menores ou inferiores a ele, e o julgamos feliz em razão desse bem. Com isso, o coração que alimenta a inveja vai - se tornando triste, inconformado com o que não tem, o que leva à revolta ou a um estado constante e doentio de competição com o outro, a ponto de chegar a odiar e até a desejar mal. A inveja é como uma árvore que tem raízes e frutos. A raiz da inveja é a vanglória, que por sua vez, conforme São Tomás de Aquino, tem a sua raiz no orgulho. A vanglória é o desejo de se destacar em função do brilho e não do bem em si mesmo. Por outro lado, os frutos da inveja são: a maledicência, que consiste em falar mal e difamar, injustamente…

Conforme Francisco Faus coloca em seu livro “A Inveja”, o invejoso é como um beija-flor que entra em uma sala com cinco portas de vidro, mas sem saber distinguir quais estão abertas, ele insiste em sair exatamente pela que está fechada, a porta da inveja, até que de tanto bater no vidro, cai semi-morto no chão, sem perceber que há outras quatro portas abertas, que conduzem à verdadeira liberdade e felicidade.

A primeira porta é chamada a PORTA DA GRATIDÃO, que nos ensina que na vida, ao invés de motivo para inveja, temos muitos motivos para a gratidão.

São Paulo, ensina-nos em sua carta aos Efésios: “Rendei graças sem cessar e por todas as coisas a Deus Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo” (2). Sem dúvida, esse é um ensinamento, e diria até, uma ordem de São Paulo, que nos leva para a liberdade de filhos de Deus, de filhos que confiam no amor do Pai, pois, como dizia São Josemaria Escrivá, o fundador do Opus Dei “De Deus não me pode vir mal algum”, e “Que estejam tristes, os que não se sabem filhos de Deus, os que não se sabem amados por Deus”.

A segunda porta é a FIDELIDADE À NOSSA VIDA, que significa que temos que valorizar e tirar o máximo proveito do que temos, e não nos lamentarmos pelo que não temos. Juntamente com a gratidão, sendo fiéis à nossa vida, saberemos aproveitar e fazer frutificar os talentos que recebemos de Deus; ao invés, ficaremos a olhar para o que os outros têm, o que não nos levará a lugar algum, além da tristeza e frustração.

A terceira porta é o AMOR GENEROSO, pois a Caridade, assim como a inveja, tem como objetivo o bem do próximo, porém em sentido oposto, pois a caridade alegra – se com o bem do outro, enquanto a inveja se entristece. Sendo assim, como caminham em sentidos opostos, a caridade é um antídoto da inveja, pois aquele que ama alegra-se com a riqueza, o sucesso e a grandeza do amado, de tal modo que a inveja não tem lugar onde está o amor.

A quarta porta:  AS BEM-AVENTURANÇAS. Jesus Cristo sabia  da sede de felicidade que há no coração de cada homem, de cada mulher, por isso Ele inicia a Sua pregação com o famoso Sermão da Montanha (3), em que Ele nos dá o caminho para a felicidade, segundo o projeto de Deus, que está baseado no amor verdadeiro, que é oposto ao que o mundo hoje nos propõe, que está baseado no orgulho, que, como já vimos, é a raiz da inveja.

Em suma, se tivermos a coragem de optar pelo caminho traçado por Jesus Cristo nas Bem-Aventuranças, iremos vencendo a inveja  e, consequentemente,  toda a tristeza que ela traz consigo, e a felicidade anunciada realizar-se-á nas  nossas vidas.

O que cabe a cada um de nós é a cultura da sinceridade, da bondade e honestidade, de modo a reconhecermos e banirmos a mais pequena sombra de inveja que espreita em nossos corações, para, a partir daí, confiantes na misericórdia de Deus, buscar e procurar as portas que Ele mesmo nos abriu, para que sejamos o que Ele quer que sejamos: - Felizes!

Maria Helena Marques
Prof.ª Ensino Secundário



quinta-feira, 19 de julho de 2018

Festival de Artes e Oração 2018


Nos próximos dias 20, 21 e 22 de Julho de 2018 vai realizar-se, em Fátima, o “Festival de Artes e Oração”, evento anual promovido pela Comunidade Cristo de Betânea em dinâmica de Nova Evangelização. Este Festival realiza-se em união com a Associação "Spe Salvi", de Espanha, a qual apresentará o seu projecto "Id y Proclamad!"

Procurando perspectivar a Arte ao serviço de Deus, apresentando artes performativas de inspiração cristã, nas suas variadas linguagens artísticas, o "Festival de Artes e Oração" pretende oferecer aos participantes uma valorização da dimensão humana e espiritual, através da realização de momentos artísticos e de oração pessoal e comunitária. 

Da programação destacamos os workshops temáticos, os momentos de magia e animação, bem como concertos, pelas Bandas de inspiração cristã "Mabelé" e "Nuestro Tiempo", de Espanha, e pela Banda "CPF", da diocese de Portalegre e Castelo Branco.

Para servir um encontro pessoal com Deus, na intimidade do silêncio, o Festival oferece a possibilidade de Adoração do Santíssimo Sacramento, exposto ao longo do dia, e escuta e acompanhamento espiritual personalizado a quem o desejar.

Entre os conferencistas destacamos a presença da Dr.ª Sílvia Pires, psicóloga clínica, membro do movimento "STOP Eutanásia", a qual abordará, precisamente, a questão da Eutanásia. Outro momento a salientar é a "Missão na Rua", interagindo com o público.

Mais informações, programação e actualizações em: facebook.com/festivaldearteseoracao




“Karitas habundat in omnia” ou a história da feiticeira Cundrîe


quarta-feira, 18 de julho de 2018


Músicas que falam com Deus (45)

O Palácio de Sintra, sábado à noite

A música começa só com a voz, junta-se depois a flauta e, a seguir, o saltério. É como uma onda que vem, lenta mas firme, até inundar tudo. O poema confirma: Karitas habundat in omnia, o amor inunda o todo, ele ama abundantemente tudo... O texto é de Hildegarda de Bingen, a mística renana do século XII, e é ele que marca o início (e também o final) do belo concerto da alemã Maria Jonas e da sua Ala Aurea na 4ª Temporada de Música da Parques de Sintra.

O ciclo deste ano tem como título Reencontros – Memórias Musicais no Palácio de SintraSábado passado, no cenário renascentista e onírico da Sala dos Cisnes, no Palácio da Vila, o tema do espectáculo tinha por título Cundrîe la Surziere – Um trajecto medieval em busca de Chrétien de Troyes e Wolfram von Eschenbach. A história de Cundrîe, espécie de feiticeira, mensageira do Santo Graal, conta que ela governava as ciências e as línguas do mundo antigo, resumia o programa. Ela era mediadora entre Oriente e ocidente e a sua mensagem era a caridade, mensagem “cristã primeva” que ecoava através dela e da sua voz “meia pagã” no antigo círculo Arturiano cristão.

A recriação proposta por Maria Jonas é singular: a música medieval só sobreviveu em alguns casos excepcionais, explica a artista, “sendo difícil determinar o modo como os textos eram musicados, o papel da improvisação e a articulação destes elementos no espetáculo musical”. A interpretação e a audição da música medieval, acrescenta, “têm sempre qualquer coisa de um ‘aqui e agora’”, diz ainda Maria Jonas, que caracteriza o estilo do seu trabalho como “música medieval livre”. Por isso, nos seus concertos, a improvisação reveste-se por vezes de um tom quase jazzístico, outras dos jograis ou ainda dos liederromânticos.

O concerto de sábado passado foi exemplar, desse ponto de vista: não se limitou ao que poderá ser a interpretação básica da música medieval, seguindo um arquétipo consagrado, antes nos levou a novos territórios. Diga-se que isso tinha tudo a ver com a história que aqui se pode resumir, a partir do programa: Cundrîe, bruxa feia, quase monstro, repreendeu Parzival, dizendo-lhe que ele não era digno da Távola redonda ou do Graal. O programa do concerto, centrado no Parzival, de Wolfram von Eschenbach (século XII-XIII) traduzia as profundas mudanças sociais e culturais da época, entre as quais a nova percepção do conceito de amor cristão (a caritas) e a revalorização do papel das mulheres. Cundrîe (que na origem francesa significa “a enfeitada”) surge como a intermediária entre o Ocidente cristão e o Oriente muçulmano, que as Cruzadas tinham mostrado que não se devia menosprezar. E a sua sabedoria, a sua humanidade, a sua empatia e o respeito pelas outras pessoas – a sua vivência da caritas– levam-na a ser reconhecida, apesar da sua fealdade física.

No concerto, deve destacar-se também o extraordinário contributo dos restantes músicos: o iraquiano Bassem Hawar, no djoze, espécie de violino com uma caixa minúscula; a alemã Elisabeth Seitz, no saltério; o italiano Fabio Accurso, no alaúde e flauta, além de autor das peças instrumentais; e também o português Tiago Mota na recitação. Diga-se que qualquer um deles já tocou com outros grandes nomes da música: entre outros, estão nessa lista Ton Koopman, Ricercar Consort, Poème Harmonique ou L’Arpeggiata (que, na véspera, estiveram no mesmo local a dar outro concerto, e do qual foi co-fundadora Elisabeth Seitz, talvez a mais conhecida executante alemã do saltério).

“Entre a humanidade e Deus, estou exactamente a meio, na fronteira”, dizia Cundrîe, a dado passo. Este concerto também nos deixou nesse lugar.

Azulejos no Palácio de Sintra

[O festival continua já na próxima sexta e sábado com dose dupla dos Odhecaton, dirigidos por Paolo da Col. Sexta, dia 20, sobre o tema Flos Florum – Simbologia do número e devoção Mariana na polifonia franco-flamenga (programa aqui); sábado, dia 21, com o título Os humores de Orlando di Lasso (programa aqui).

Dias 27 e 28 será a vez da Accademia del Piacere, com os programas Redescobrindo Espanha – Fantasias, diferencias e glosas na música espanhola dos séculos XVI e XVII (sexta, 27) e Hispalis Splendens – Músicas da Sevilha do Século de Ouro (sábado, 28).

Os concertos realizam-se sempre às 21h30, na Sala dos Cisnes do Palácio da Vila, em Sintra; bilhetes à venda nos locais habituais. Mais informação: www.parquesdesintra.pt, info@parquesdesintra.pt ou tel. 219 237 300.]




quarta-feira, 18 de julho de 2018

«Caza de brujas» contra las Misioneras de la Caridad en India tras la detención de una de las monjas



El gobierno indio ha ordenado la inspección
de todas las casas de la congregación
Una religiosa de las Misioneras de la Caridad ha sido arrestada en India y ha confesado haber vendido varios bebés, cuatro en total, cuando dirigía el hogar Nirmal Hriday, en Ranchi. Junto a ella fue detenida una laica que trabajaba con ella. Sin embargo, este triste suceso ha desencadenado una auténtica caza de brujas contra la orden en India.
En un vídeo la religiosa india confiesa que “nadie en el hogar de caridad sabía de esto. Solo Karishma y yo lo sabíamos. No recuerdo dónde los vendimos. Tenemos que ver los archivos para ver”.
"Están intentando difamarnos"
Según informa Aciprensa, las autoridades del país han ordenado que, tras la detención de esta religiosa, todos “los hogares de las Misioneras de la Caridad en el país sean inspeccionados inmediatamente”.
Por otro lado, el jefe de Policía del estado de Jharkhand, solicitó al gobierno federal que congelase todas las cuentas bancarias de la congregación fundada por la Madre Teresa.
La portavoz de la orden religiosa, Sunita Kumar, aseguró a UCA News que esta orden es un intento de “acosar financieramente a la congregación” y añadió que “nuestras actividades, recursos y financiación son conocidos por el gobierno y no tenemos nada que esconder”.
El obispo auxiliar de Ranchi, monseñor Telesphore Bilung, denunció que el Gobierno “está apuntando a nuestras instituciones para difamarnos”.
“Tenemos información de varios lugares del estado sobre intervenciones. Con esta, el gobierno está tratando de mostrar que los cristianos y sus instituciones están todos involucrados en actividades ilegales”, agregó.
"Caza de brujas"
En una línea similar se manifestó Prabhkar Tirkey, presidente del foro cristiano Rashtriya Isai Mahasangh, lo ha definido como una “caza de brujas” contra la comunidad cristiana y señala directamente a los nacionalistas hindúes de Bharatiya Janata, que gobiernan tanto el gobierno federal como estatal.
Por último, la hermana Mary Prema, superiora general de las Misioneras de la Caridad ha asegurado que en la orden están “totalmente conmocionadas por lo sucedido en nuestra casa”. Lo ocurrido, explicó, “es totalmente contrario a nuestros valores. Estamos investigando este tema con cuidado” para “tomar todas las precauciones necesarias” para evitar casos similares.
En estos momentos, las Misioneras de la Caridad dirigen 770 hogares en todo el mundo, de los cuales 243 están en India.

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El Gran Mufti del Líbano sale en defensa de los cristianos: «Nuestro futuro será juntos o no será»



El gran Mufti del Líbano asegura que el futuro
de los musulmanes va unido al de los cristianos
Abdel Latif Derian, gran Mufti del Líbano, y considerado la mayor autoridad religiosa islámica en el país ha asegurado que Oriente Medio no existirá si se sigue produciendo el éxodo de los cristianos en la región.
El gran Muftí lanzó la voz de alarma durante la ceremonia de entrega de diplomas de fin de curso de más de 350 estudiantes de los centros Makased, las escuelas privadas islámicas en Líbano.
Según recoge la agencia Fides, el representante de la comunidad sunita libanesa ha recordado que “con los cristianos compartimos el mismo país, el mismo aire y el mismo pan. Tenemos el mismo destino, nuestro futuro será juntos o no será”.
Frenar la marcha de los cristianos
De este modo, el Muftí del Líbano ha invitado a los jóvenes a no abandonar el país. Sobre los cristianos, ha definido el terrorismo dirigido a ellos como un crimen contra todo el pueblo y ha asegurado que es criminal cada una de las decisiones encaminadas a facilitar la marcha de los cristianos de su país de origen. 
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El patriarca maronita, cardenal Rai, saludando al gran Mufti del Líbano

Durante la ceremonia que se desarrolló en presencia de representantes del gobierno, el jeque Abdel Latif Derian ha animado a los estudiantes a vivir un día de alegría no prestando atención a palabras tristes o mezquinas. En referencia a los difíciles tiempos que están atravesando los centros educativos privados en Líbano, ha usado palabras tranquilizadoras sobre el futuro de las escuelas islámicas que, en su opinión, continuarán “enarbolando la bandera del islam no fanático”, educando a las nuevas generaciones en sanos principios cívicos, en el amor por la identidad árabe y en el sentido de fraternidad hacia toda la familia humana.

Poner fin al enfrentamiento entre chiíes y sunitas
Elegido muftí de la República libanesa en agosto de 2014, Abdel Latif Darian es conocido por ser un hombre de diálogo. En sus primeros discursos tras ser nombrado,  condenó el enfrentamiento entre chiíes y sunitas que favorece el derramamiento de sangre y desestabiliza todo el Oriente Medio.
“Las relaciones entre chiíes y sunitas en Líbano no son las que deberían ser. Lo que nos hacemos los unos a los otros en Siria, Irak, Líbano, Yemen o Libia supera lo que los israelíes nos han podido llegar a hacer en Gaza o Palestina”, aseguró. 

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