Socorro-me de um comentário publicado na rede social facebook, feito a partir da publicação de uma notícia com João Maria Carvalho, o protagonista que nunca o desejou ser, que emocionou as mais de três mil pessoas na praça de São Pedro, e o resto do mundo, com o «Cântico das Criaturas» de São Francisco de Assis, durante a vigília ecuménica no doa 30 de setembro. «Esta juventude, ensina-nos muito» - escreveu uma leitora. A humildade, o desprendimento, o saber onde coloca a sua confiança, as palavras disponibilizadas a um serviço maior, do qual é herdeiro mas também portador, aquele que semeia e colhe, que distribui e não prende, porque assim é a palavra esperança, assim é a palavra fraternidade, doada a todos que entendem que a comunhão e a partilha – seja no silêncio, no canto, no sentar juntos – é mais importante. É isso que está a acontecer e que João Maria Carvalho quis fazer notar com o seu canto, à capella, que novas formas de dizer o cristianismo encontram pontes, teias e ligações que querem cada vez mais afirmar como caminho para a Igreja. Por isso, este jovem olha com esperança para os trabalhos que decorrem no sínodo dos bispos, que a Agência Ecclesia acompanha, em cujos trabalhos participam D. José Ornelas e D. Virgílio Antunes. O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa disse que a primeira fase de trabalhos da assembleia sinodal em curso, no Vaticano, mostrou a preocupação de “despertar” as comunidades católicas. “Não queremos queimar etapas, queremos viver bem os momentos e deixar que este caminho vá amadurecendo, para se chegar não tanto a consensos, mas a percursos da Igreja para este momento complicado da humanidade, em que vivemos”, indicou. Já D. Virgílio Antunes, vice-presidente da CEP, realça a diversidade dos participantes nesta assembleia do Sínodo, que vive como uma “experiência feliz”. “A nossa voz exclusivamente clerical limita, normalmente, tal como aconteceria se fosse pura e simplesmente uma voz laical. Queremos fazer caminho, juntos, da melhor forma, para realizar a missão da Igreja”, indicou o bispo de Coimbra. O relator-geral da XVI Assembleia Geral do Sínodo apelou ao desenvolvimento de um trabalho de inclusão, para “todos”, na Igreja, ao inaugurar a segunda fase dos trabalhos, iniciados no último dia 4. “Estamos dispostos a fazê-lo com grupos que nos podem irritar, porque a sua maneira de ser parece ameaçar a nossa identidade? ‘Todos’ [palavra pronunciada em português, no discurso em inglês]… ‘tutti’… Se agirmos como Jesus, estaremos a testemunhar o amor de Deus pelo mundo. Se não o fizermos, pareceremos um clube identitário”, questionou o cardeal Jean-Claude Hollerich, arcebispo do Luxembrugo, perante as centenas de participantes reunidos no Auditório Paulo VI. Por cá assinalamos os 40 anos do movimento Jovens Sem Fronteiras, percebendo a herança dinâmica que as novas gerações encontram na ação missionária nascida em 1983. “A experiência da missão não escolhe pessoas, todos nós nascemos com vocação missionária e é uma experiência que marca a vida de todos (…). Não é preciso ser católico, ser cristão, para ser um verdadeiro missionário e fazer as coisas gratuitamente e com Cristo no coração”, disse Sara Correia, membro dos JSF, em entrevista à Agência ECCLESIA, que pode visionar na secção vídeos do portal de informação. Mas há mais para ler, ver e ouvir em agencia.ecclesia.pt Encontramos-nos lá? Tenha um excelente dia!
|
|
Sem comentários:
Enviar um comentário