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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Vaticano institui comissão para a protecção de crianças

Papa Francisco aprova comissão responsável por pastoral de apoio às vítimas de abuso e cooperação com as autoridades civis. Consistório para criação de novos cardeais será dia 20 de Fevereiro


Cidade do Vaticano, 05 de Dezembro de 2013


O Santo Padre Francisco, continuando a linha traçada pelo Papa Emérito Bento XVI, aceitou a proposta do conselho de cardeais e decidiu criar uma comissão especial para a proteção das crianças. Também terá como objectivo aconselhar o Papa sobre o compromisso da Santa Sé na protecção das crianças, o cuidado pastoral às vítimas de abuso e a cooperação com as autoridades civis para casos existentes.

O Cardeal O'Malley, arcebispo de Boston e membro do Conselho de Cardeais, que tem se destacado por sua luta contra casos de abuso, anunciou as decisões durante uma conferência de imprensa no Vaticano, nesta manhã.

O Conselho de Cardeias, instituído por Francisco, esteve reunido em Santa Marta, desde terça-feira até esta quinta-feira, 05 de Dezembro.

O cardeal afirmou que esta comissão deve estudar o estado atual do programa para a protecção de crianças e fazer sugestões para novas iniciativas da cúria em colaboração com as conferências episcopais, bispos e superiores religiosos.

Também será responsável por propor pessoas competentes para realizar estas iniciativas, incluindo leigos, religiosos e sacerdotes com experiência no serviço de protecção a crianças, e nas relações com as vítimas, sua saúde mental, e a aplicação de leis. O cardeal relatou que a composição e as funções desta nova comissão será anunciado em breve com mais detalhes pelo Santo Padre, através de um documento apropriado.

Antecipando algumas das possíveis responsabilidades desta comissão, o cardeal explicou que as orientações são para a protecção das crianças, o desenvolvimento e implementação de normas, procedimentos e estratégias para a protecção de menores e prevenção de abuso infantil, programas de formação para crianças, pais e todos aqueles que trabalham com crianças: catequistas, sacerdotes, seminaristas, etc.

Protocolos de segurança do ambiente também serão criados, além de código de conduta profissional, certificação de idoneidade para o ministério sacerdotal, cooperação com as autoridades civis, informativos sobre acusados, respeito pelos direitos civis.

Respondendo aos jornalistas, o Cardeal O'Malley explicou que a experiência dos Estados Unidos "mostra que cursos de preparação têm ajudado muito a prevenir" e que as crianças podem aprender a detectar situações de perigo. Por outro lado, esclareceu que "o assunto é estudado por vários dicastérios, que fizeram algumas recomendações, mas o nosso trabalho está apenas começando".

Em seguida, o director da sala de imprensa do Vaticano, padre Federico Lombardi, disse que foi decidida a data para o próximo encontro que reunirá a comissão de cardeais, conhecido como G8: de 17 a 19 de Fevereiro.

Esta reunião precederá o consistório do colégio cardinalício dos dias 20 e 21 para a criação de novos cardeais em 22 de Fevereiro e a solene celebração dos novos cardeais dia 23. O porta-voz do Vaticano também lembrou que está prevista reunião da secretaria do sínodo para os dias 24 e 25 de Fevereiro.


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Religiosas sequestradas na Síria estão bem

Madre superiora fala ao telefone com o Patriarcado grego ortodoxo


Roma, 05 de Dezembro de 2013


As treze freiras sequestradas na segunda-feira passada, do convento ortodoxo de Santa Tecla, na cidade de Maalula, Síria, por um grupo islâmico não identificado, estão bem e se encontram na cidade de Yabrud, próximo a Damasco. Informaram fontes eclesiais à agência espanhola EFE.

O núncio apostólico na Síria, Dom Zenari disse que "a madre superiora pôde falar ontem de noite por telefone com o Patriarcado grego-ortodoxo em Damasco e lhes disse que as religiosas estavam bem".

As freiras são da cidade de Tecla, localidade de maioria cristã, onde ainda se fala um dialecto aramaico, similar ao falado por Cristo.  

Na Audiência Geral de quarta-feira, 4 de dezembro, o Papa Francisco pediu aos fiéis presentes na Praça de São Pedro, oração pelas freiras: “Rezemos por essas irmãs e por todas as pessoas sequestradas por causa do actual conflito. Continuemos a rezar e a actuar pela paz”.

O secretário de estado, Dom Pietro Parolin foi porta-voz da Santa Sé nesta ocasião, e por ocasião da situação na Síria. Encontrando-se, pela primeira vez, com os jornalistas, em uma conferência de imprensa, o bispo declarou: “Nós acompanhamos principalmente através da Nunciatura apostólica que nos informa sobre a situação. É um episódio que aumenta nossa preocupação em relação a grave situação enfrentada pelos cristãos, em particular, a população síria”. O Santo Padre – acrescentou - fez muitos apelos pela paz, pela pacificação da Síria, e, portanto, a Santa Sé continuará a fazê-lo. E veremos também durante a Conferência de Genebra, qual a contribuição poderemos dar".

Segundo autoridades locais, os sequestradores são terroristas financiados pelo exterior, entre eles a Frente Nusra, ligada à Al Qaeda. Por parte dos rebeldes islâmicos chegou uma declaração de que não foi um sequestro, mas uma "evacuação de residentes para outras partes do Al Qalamun, incluindo Yabrud" para protegê-los de bombardeio. Afirmou o porta-voz do Conselho Militar de oposição de Damasco, Musab al Jair, à EFE. Ele informou também que as religiosas estão protegidas "por medo de que o regime cometa um ato que envolva os revolucionários".

O porta-voz também anunciou que as treze irmãs "serão libertadas, com segurança garantida, em algum lugar no Al Qalamun, em resposta ao pedido da família cristã". O exército do presidente Bashar al -Assad se encontra em uma ofensiva para retomar o controle da área de Al Qalamun, na fronteira com o Líbano. 

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A confissão cura a alma

Cardeal Mauro Piacenza convida todos os fiéis a viverem o sacramento da reconciliação, a começar pelos sacerdotes


Roma, 05 de Dezembro de 2013


 "Todos os grandes santos confessores, como o Cura d'Ars, São Leopoldo Mandic, São Pio de Pietrelcina, também analisavam cuidadosamente o seu próprio estado de saúde espiritual, utilizando-se muitas vezes do confessionário", explicou o cardeal Mauro Piacenza na abertura da 3ª Semana Internacional da Reconciliação, realizada no final de Novembro em San Giovanni Rotondo.

O cardeal afirmou que a frase "Creio na remissão dos pecados" é uma antiga profissão de fé, de origem romana, tradicionalmente ligada o anúncio dos próprios apóstolos, e que atingiu a sua formulação definitiva já no século II, embora pequenas variações no texto possam ter ocorrido no período carolíngio.

Em sua raiz, o Credo dos Apóstolos é uma forma extraordinária de professar a fé, afirmou o cardeal, recordando que "Cristo derramou o dom do Espírito Santo sobre os apóstolos vinculando-o à remissão dos pecados cometidos pelos homens".

Apontando no baptismo "a primeira e principal forma de remissão dos pecados por obra do Espírito Santo", Piacenza declarou que o baptismo e a penitência estão intimamente ligados, já que esta última é referida muitas vezes como um “segundo baptismo" ou até mesmo como a "segunda penitência", reconhecendo o baptismo como a primeira.

O papa Francisco, recentemente, perguntou aos fiéis se eles sabiam o dia em que foram baptizados, para comemorá-lo como se comemora o aniversário de nascimento. Disse o papa: "Quando vamos confessar as nossas fraquezas, os nossos pecados, nós pedimos o perdão de Jesus e também renovamos o baptismo com esse perdão. E isso é bonito, é como comemorar o dia do nosso baptismo em cada confissão".

De acordo com o penitenciário-mor, o baptismo e a confissão reabrem as portas que estavam fechadas por causa das nossas fraquezas. "Deixar-se perdoar por Deus, deixar-se amar pelo amor divino que purifica, é um aspecto fundamental do nosso ser cristãos e, em particular, do nosso ser sacerdotes", ressaltou, acrescentando que um padre "que não se reconcilia com Deus dificilmente será um bom reconciliador dos homens com Deus".

"Ao levantar a mão em bênção e pronunciar a fórmula prescrita de absolvição, o que o sacerdote faz é emprestar o seu corpo e a sua voz para o próprio Senhor, que banha a alma do penitente com o mérito do seu precioso sangue expiatório: aquele sangue que, juntamente com a água, símbolo baptismal, fluiu do seu lado sagrado na cruz".

A confissão, prosseguiu o cardeal, não é um trabalho de rotina, muito menos um "aconselhamento", mas um "mistério da fé" e um "sinal sacramental". "É preciso lembrar que o padre, no confessionário, como em outros âmbitos do seu ministério, não fala em seu próprio nome, mas em nome de Cristo e da Igreja, da qual ele é humilde ministro". E esta mesma palavra, do latim minister, significa precisamente servo, "aquele que está a serviço".

Como humildes trabalhadores na vinha do Senhor, acrescentou Piacenza, "nós não somos chamados a reinventar a doutrina e a moral. O que nós temos é o dever de orientar as consciências à luz delas".

O cardeal exortou os sacerdotes a se manterem disponíveis para ouvir as confissões individuais dos fiéis: "É altamente desejável que todos os dias haja um padre no confessionário, inclusive em horários determinados, para que as pessoas possam vê-lo à espera das almas que precisam ser reconciliadas com Deus".

"A experiência ensina que os fiéis recebem este sacramento com alegria nos locais em que eles sabem e vêem que há sacerdotes disponíveis. E não podemos nos esquecer da possibilidade de facilitar o recurso dos fiéis ao sacramento da reconciliação e da penitência também durante a celebração da Santa Missa".


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Último dia das reuniões do Conselho de Cardeais: em avaliação, a Cúria Romana

Reuniões serão retomadas em Fevereiro de 2014. Avaliadas na reunião de ontem a Congregação para as Causas dos Santos, a da Educação Católica e a da Evangelização dos Povos


Roma, 05 de Dezembro de 2013


Prosseguem na Domus Sanctae Marthae as reuniões do chamado C8, o conselho de oito cardeais criado pelo papa Francisco para auxiliá-lo no governo da Igreja. Na sessão de ontem de manhã, o papa não compareceu devido à audiência geral de todas as quartas-feiras na Praça de São Pedro, mas voltou a participar no período da tarde. O secretário de Estado, dom Pietro Parolin, também se fez presente para cumprimentar os cardeais e manifestar a sua disponibilidade para colaborar com eles.

O foco do trabalho dos cardeais é a elaboração de uma nova constituição apostólica sobre a Cúria Romana, que deverá substituir a actual Pastor Bonus.

As reuniões serão interrompidas hoje e retomadas em Fevereiro de 2014. O pe. Federico Lombardi, porta-voz vaticano, comenta: "Esperamos que seja uma etapa significativa, pois teremos a terceira reunião do conselho de cardeais e o consistório".

Lombardi explicou aos jornalistas que há sempre vários departamentos da Cúria Romana no centro dos trabalhos. Ontem de manhã, por exemplo, os cardeais trataram das congregações para as Causas dos Santos, para a Educação Católica e para a Evangelização dos Povos. “Pelo menos sobre as congregações, os cardeais já fizeram as suas primeiras considerações, uma primeira rodada de reflexões”, completou o porta-voz.

Perguntado sobre a possibilidade de os cardeais se encontrarem com os chefes dos dicastérios, Lombardi explicou que o próprio papa Francisco está em constante contacto com a Cúria. "O papa se reúne com os chefes dos dicastérios regularmente, com grande frequência, até, e durante sessões prolongadas. Então já existe esse canal, além da possibilidade [para os dicastérios] de apresentar documentos, pareceres, memorandos, informações por escrito, inclusive aos oito cardeais. Especialmente porque os oito cardeais repartiram entre si os principais temas a tratar e os apresentam para discussão do grupo".

Aos repórteres que pediam informações sobre os casos de abuso contra menores, o director da Sala de Imprensa do Vaticano disse que a Santa Sé enviou respostas sobre o seu próprio relatório anterior ao Comité Internacional dos Direitos da Criança em Genebra. "Há perguntas, por exemplo, sobre os fatos ocorridos na Irlanda, já que a convenção opera territorialmente. A Santa Sé explicou que a competência sobre esses factos é da Irlanda, do governo irlandês e das leis da Irlanda". De qualquer forma, as respostas estão disponíveis para o público no site oficial do Vaticano.


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Dom Pietro Parolin: "É muito fácil trabalhar com o papa Francisco"

Novo secretário de Estado do Vaticano participa da apresentação de um livro do cardeal Maradiaga e confirma boa condição de saúde


Roma, 05 de Dezembro de 2013


Dom Pietro Parolin, novo secretário de Estado do Vaticano, manifestou ontem o seu "carinho por todos os habitantes da América Latina, porque eu tenho lembranças muito carinhosas de todos os anos que passei na Venezuela". O secretário respondeu ao pedido dos jornalistas ali presentes de dizer algumas palavras em espanhol ao chegar à apresentação do livro "Entre ética e empresa: a pessoa no centro", do cardeal Óscar Andrés Rodríguez Maradiaga, em co-autoria com Giuseppe Colaiacovo e Manlio Sodi.

Sobre o seu trabalho nos primeiros dias no Vaticano, Parolin comentou: "Estou começando, e, quando você começa, nem sempre é fácil, ainda mais num trabalho tão exigente e de tanta responsabilidade como esse, de secretário de Estado. Mas, com a ajuda de Deus e ao lado do papa Francisco, eu espero cumprir a minha tarefa".

O secretário de Estado, que assumiu o cargo alguns dias depois da data prevista por causa de uma cirurgia, comentou sobre a própria saúde e afirmou que "graças a Deus, tudo terminou bem".

Parolin considera que "é muito fácil trabalhar com o papa porque, como todo mundo sabe, ele é um homem muito simples e muito próximo, que tenta ajudar e não complicar as coisas. Eu espero que esta colaboração possa crescer cada dia mais, para a glória de Deus e da Igreja".

Foi ele mesmo quem abriu a apresentação do livro "Entre ética e empresa: a pessoa no centro". Em sua fala, Parolin lembrou que o actual momento de profunda crise económica tem como fundo uma profunda crise antropológica. Afirmou que a economia tem que ficar sempre a serviço do homem e não o contrário. Fazendo referência ao título da obra apresentada, ele destacou a importância de recolocar a pessoa no centro e de nunca permitir que ela seja um mero meio, em nenhuma actividade e em nenhuma circunstância. Ressaltou ainda que a Igreja tem a responsabilidade de comunicar a esperança que vem do Evangelho e também a alegria, como recorda Francisco na exortação apostólica Evangelii Gaudium. É necessário, segundo o secretário vaticano, "apoiar o compromisso de todos na construção de uma sociedade mais justa e mais digna do homem, uma sociedade aberta à esperança, que não fique fechada em si mesma na defesa dos interesses de poucos, mas que se abra para a perspectiva do bem comum".

Por sua vez, o cardeal hondurenho Maradiga mencionou o Festival da Doutrina Social da Igreja, celebrado em Verona de 21 a 24 de Novembro com o lema “Menos desigualdades, mais diferenças". O cardeal manifestou o desejo de que o festival se repita em mais lugares, porque é "um sinal de esperança".

Aprofundando no tema central do livro, ele destacou a diferença entre "homem de negócios" e "empresário". O primeiro visa apenas o dinheiro. O segundo, que é o verdadeiro empreendedor, procura o bem comum e quer ajudar os outros. “É destes que precisamos”, afirmou Maradiaga.

O purpurado aproveitou para sublinhar a importância de que a Igreja e os sacerdotes tenham conhecimentos de economia. Recordou o tempo em que foi encarregado do comité económico do Celam, quando, ao tentar estabelecer relações com institutos de economia, ouvia como resposta: "Os padres não entendem de economia". Ele próprio decidiu estudar por conta. Avaliando as dificuldades que estão provocando a crise económica actual, Maradiaga propõe criatividade, pesquisa e ousadia como formas de superá-la: "No âmbito da economia, podemos pensar diferente".


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Santo Sudário será exposto em 2015

Informação foi divulgada hoje pelo arcebispo de Turim, Cesare Nosiglia, guardião pontifício da relíquia


Roma, 05 de Dezembro de 2013


O Santo Sudário, lençol em que Jesus teria sido envolto depois de retirado da cruz e no qual a sua imagem teria ficado inexplicavelmente estampada, será exposto ao público em 2015 na cidade italiana de Turim. A informação foi divulgada hoje pelo arcebispo local, Cesare Nosiglia, guardião pontifício da relíquia.

Em entrevista colectiva, Nosiglia afirmou: “Recebi há poucos dias o consentimento do santo padre para fazermos essa exposição, dentro da celebração do segundo centenário do nascimento de São João Bosco, o padre dos jovens, cujo fecundo carisma é hoje mais actual e vital do que nunca, nas obras que ele iniciou, no serviço que os seus filhos e filhas das congregações salesianas realizam em favor da Igreja universal”.

A exposição do Santo Sudário, também chamado de Santa Síndone, será feita em 2015 entre o tempo pascal e o encerramento do bicentenário do nascimento de dom Bosco, no dia 16 de Agosto. A exposição anterior foi realizada em 2010, incluindo uma breve exibição ao vivo do sudário na televisão.

O sudário mede 436 cm × 113 cm. Suas origens e a figura estampada nele são objecto de debate entre cientistas, historiadores e pesquisadores, que não chegaram ainda a uma resposta para os inumeráveis enigmas que a Síndone envolve. A imagem impressa no pano pode ser apreciada mais nitidamente quando vista em seu negativo. Em 1898, o fotógrafo Secondo Pia descobriu o fenómeno ao revelar os negativos das fotos que tinha tirado do tecido.

Em 1988, a Santa Sé autorizou a datação do sudário mediante o método do carbono 14, aplicado em três laboratórios diferentes. Os resultados dataram o pano entre os séculos XIII e XIV. A precisão dessa datação através do carbono 14, porém, foi questionada devido à poluição sofrida pela relíquia ao longo dos séculos.


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Palavras cristãs sem Cristo enganam, fazem mal

Em Santa Marta, o Papa Francisco adverte para o perigo de falar palavras boas, não fundamentadas na rocha, e que nos torna soberbos


Roma, 05 de Dezembro de 2013


Enquanto, na sala ao lado, os oito cardeais davam prosseguimento aos trabalhos para a Reforma da Cúria romana, o Papa Francisco também continuava, na Capela Santa Marta, uma obra de reforma. Não dos Dicastérios, mas da consciência do cristão. Na missa celebrada esta manhã, o Santo Padre destacou um aspecto do ‘ser cristão’ que há alguns meses ele já havia admoestado durante suas homilias matutinas: “ser cristão sem Cristo”, ou seja, pronunciar palavras boas, mas não colocá-las em prática, fazendo mal a si mesmo e aos outros.

Em sua reflexão, citando a liturgia do dia, Francisco destacou que Jesus repreende os fariseus, que conheciam os mandamentos, mas não os praticavam em suas vidas. O que sai da boca dos fariseus "são palavras boas, mas se não são colocadas em prática não servem a nada e fazem mal, enganam, nos fazem acreditar que temos uma casa bonita, mas sem fundamento".

A figura da casa que não é construída sobre a rocha, explica Francisco, “se refere ao Senhor”. Isaías, na primeira leitura, afirma: Confiem no Senhor sempre, pois o Senhor é uma rocha eterna. A rocha é Jesus Cristo! A rocha é o Senhor! Exclama o Papa explicando que: “Uma palavra é forte, dá vida, pode ir em frente, pode resistir a todos os ataques, se tem suas raízes em Jesus Cristo. Uma palavra cristã que não tem suas raízes vitais, na vida de uma pessoa, em Jesus Cristo, é uma palavra cristã sem Cristo!” E as palavras cristãs sem Cristo enganam, fazem mal!”

O Papa aprofundou o conceito citando um escritor inglês que falando sobre heresias disse: “uma heresia é uma verdade, uma palavra, uma verdade que se tornou louca”. “Quando as palavras cristãs são sem Cristo iniciam a caminhar na estrada da loucura", destaca Bergolgio.

Com efeito, essa loucura nos conduz ao pecado de orgulho e soberba. "Uma palavra cristã sem Cristo leva à vaidade, à segurança de si mesmo, ao orgulho e ao poder pelo poder”.

“O Senhor derruba essas pessoas”. A história da salvação demonstra isso constantemente. E recorda ainda Bergolgio: “É o que diz Ana, a mãe de Samuel, diz Maria no Magnificat: o Senhor derrubou a vaidade, o orgulho daquelas pessoas que acreditam ser rocha”.

O Senhor humilha “essas pessoas que só vão atrás de uma palavra”, até mesmo uma palavra cristã, mas pronunciada “sem o relacionamento com Jesus Cristo, sem a oração com Jesus Cristo, sem o serviço a Jesus Cristo e sem o amor a Jesus Cristo”.

O Papa acrescenta que o “Senhor nos diz hoje para construir a nossa vida sobre esta rocha e a rocha é Ele". "Nos fará bem fazer um exame de consciência", para entender “como são as nossas palavras, se são palavras “que se consideram potentes, ou se são “palavras com Jesus Cristo"."Refiro-me às palavras cristãs, porque quando não há Jesus Cristo até mesmo essas palavras nos dividem, causam divisão na Igreja”.

Ao terminar a homilia, como de costume, o Papa indicou uma graça a ser pedida. “Hoje, peçamos ao Senhor a graça de nos ajudar nesta humildade que devemos ter sempre, de dizer palavras cristãs em Jesus Cristo e não sem Ele. Com a humildade de ser discípulos salvos e ir em frente não com palavras que, considerando-se poderosas, terminam na loucura da vaidade, na loucura do orgulho, mas de dizer palavras com Jesus Cristo, fundadas Nele." 

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Cáritas lança campanha contra a fome e a pobreza com a benção do Papa Francisco

A Campanha "Uma família humana, pão e justiça para todas as pessoas" terá início na ilha de Samoa com uma grande onda de oração


Roma, 05 de Dezembro de 2013


A campanha "Uma família humana, pão e justiça para todas as pessoas", faz parte de uma mobilização mundial da Caritas Internationalis (CI) que articulou as 164 organizações membro para esse grande movimento em favor da vida, dos direitos humanos e da justiça social.

O Papa Francisco gravou um vídeo com uma mensagem de cinco minutos em apoio à campanha. As palavras do Santo Padre serão divulgadas no dia do lançamento, 10 de dezembro. "Não se pode tolerar mais o fato de se lançar comida no lixo, quando há pessoas que passam fome. Isto é desigualdade social", disse o Papa em sua primeira Exortação Apostólica.

“Uma grande onda de oração que terá início na ilha de Samoa, na Polinésia, e se espalhará por todo o mundo envolvendo todas as organizações Cáritas e muitas outras pessoas de todos os continentes” lê-se em comunicado da CI. Clique aqui para ver o mapa da onda de oração.

Em uma carta aos bispos, o Cardeal Oscar Rodriguez Maradiaga, presidente da CI, incentiva todos os povos e nações "a prestar mais atenção à fome, evitando desperdícios de alimentos, incrementando o uso da terra para produção de alimentos e apoiando as mulheres agricultoras, entre outras coisas.”

No lançamento da Campanha, dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Cáritas Brasileira lançarão a campanha na sede da CNBB, a partir das 14h, em Brasília (DF). Conforme nota da CNBB.

Participarão do lançamento dom Leonardo Ulrich Steiner, secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Flávio Giovenale, presidente da Cáritas Brasileira, e Maria Cristina dos Anjos, diretora executiva nacional da Cáritas Brasileira. Irio Luiz Conti, que falará sobre segurança alimentar e nutricional, é doutorando em Desenvolvimento Rural na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mestre em sociologia, teólogo, filósofo, e membro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea).


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Convite para o lançamento da Bíblia "Mãos à Bíblia"




Càritas Portuguesa | "Entre possibilidades e limites"


A Cáritas Portuguesa apresenta-lhe as seguintes sugestões de leitura:
 

Noticias Cáritas Portuguesa

Visita de Sérgio Bastianel a Portugal


"Onde eu for: tu!
Onde eu estiver: tu!
Só tu, ainda tu, sempre tu!
Tu, tu, tu!
Se alguma coisa boa me acontece: tu!
Se é uma coisa má: tu!
Só tu, ainda tu, sempre tu!
Tu, tu, tu!
Céu: tu; terra: tu,
Por cima: tu; por baixo: tu.
Para onde quer que me volte, no horizonte
Só tu, ainda tu, sempre tu!
Tu, tu, tu!"


A Cáritas Portuguesa, apresenta no próximo dia 10 de dezembro, dia Mundial dos Direitos Humanos, a campanha internacional: "uma só família humana, alimento para todos”.

Esta é uma campanha promovida pela Caritas Internacionalis e que conta com o apoio da Conferência Episcopal Portuguesa. Tem como objetivo alertas os governos, nações Unidas e todos os cidadãos para o Direito à Alimentação. A campanha apela à erradicação da fome no mundo até ao ano de 2015.
 
Neste dia, a Cáritas Portuguesa associa-se à Caritas Internationalis numa “onde de oração” pelo fim da fome. A “onda” irá percorrer o mundo inteiro envolvendo neste dia, à mesma hora, 11:00, em Portugal, todas as organizações Cáritas e muitas outras pessoas, em todos os continentes.
 
Propomos assim que se junte a nos através da oração que propomos em anexo. Esta iniciativa marca o início oficial de uma campanha internacional, coordenada por esta confederação mundial, sob o tema “uma só família humana, alimento para todos”.


Sessão de Apresentação dos Livros "Quase Poesia" e "Estórias de Vida" » 7 de Dezembro » Biblioteca Municipal de Grândola



quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Croácia, único povo da EU a quem deixaram votar sobre o matrimónio gay, disse «não»

66% do voto: o matrimónio une homem com mulher 

A aliança Em Nome da Família (U Ime Obitelji) entrega as 740.000 assinaturas que levaram a este referendo, em que 2 de cada 3 votos defendem o matrimónio real
Actualizado 2 de Dezembro de 2013

P. J. Ginés/ReL
Escândalo na Europa: pela primeira vez consultou-se um povo da União Europeia sobre que é (e deve ser legalmente) o matrimónio.

E quando o povo pode falar, foi rotundo: é a união entre um homem e uma mulher.

As elites políticas em França, Portugal, Espanha, Inglaterra e outros países europeus redefiniram o matrimónio, uma instituição prévia a parlamentos e partidos, sem consultar os seus povos. Nenhum destes países colocou um referendo para redefinir o matrimónio e incorporar como tal as uniões do mesmo sexo.

O caso de Espanha é pioneiro: impô-lo o governo socialista de Zapatero e consolidou-o o governo do PP, sem consulta alguma aos cidadãos.

Convocaram-no 740.000 cidadãos
Por isso o caso da Croácia escandaliza muitos... Começando pelo primeiro-ministro croata, o socialista Zoran Milanovic, que lamentava que o povo tivesse podido expressar-se num referendo, que por suposto, não convocou ele: convocaram-no os próprios cidadãos croatas ao reunir 740.000 assinaturas num país de 4,3 milhões de pessoas.

O primeiro-ministro socialista mostrava-se compungido perante a imprensa pelo entusiasmo participativo do seu povo: "lamentavelmente não pode evitar-se o referendo sobre o matrimónio, por mais triste que isso soe", cita as suas palavras a agência Efe.

De facto, o que se votou neste histórico domingo 1 de Dezembro não era uma mera consulta: era uma modificação na Constituição do país para que fique claro que o matrimónio é a união entre homem e mulher, e não outras combinações.

Bastava vitória simples: foi contundente
A reforma constitucional para reforçar o matrimónio real contou com o apoio de 2 de cada 3 votantes: com todos os votos escrutinados, 65,9% apoiavam o matrimónio como união homem mulher, enquanto só 33,5% estava contra a definição tradicional. Houve só 0,6% de votos nulos.

O certo é que segundo a lei croata bastava com uma maioria simples para mudar a Constituição: a maioria de dois terços é rotunda e tumbativa.

Além disso, a opção pelo matrimónio natural ganhou em 20 dos 22 distritos eleitorais. As únicas duas zonas onde a redefinição do matrimónio tem apoios é na península de Ístria (zona turística junto a Itália) e em Primorje-Gorski Kotar. Nem sequer na capital e seus arredores há um apoio forte ao matrimónio redefinido.

Desde 28 de Julho, Croácia é membro pleno da União Europeia... O primeiro da UE a permitir votar aos seus cidadãos sobre o que deve ser o matrimónio.

A coligação pró-família chamada "No nome da família" (U Ime Obitelji) falou de "um festival da democracia", a clara expressão do povo e a participação cidadã. Na página do Facebook de U Ime Obitelji, quando não tinham passado nem 24 horas desde o encerramento dos colégios eleitorais, já havia mais de 6.500 mensagens de felicitação chegadas de toda a Europa, também em inglês, polaco, italiano, francês e espanhol.

O cardeal de Zagreb, Josip Bozanic, tinha feito campanha com as entidades pró-família recordando elementos chave como que o matrimónio é uma união especial que favorece a procriação e a educação equilibrada das crianças.

Incomoda que o povo decida?
A imprensa ocidental ainda está digerindo o resultado. A agência Efe na nota que manda a todos os medias escreve que a reforma constitucional "confirma que só os heterossexuais podem casar-se".

É falso: qualquer pessoa adulta, tenha ou não sentimentos de atracção com o seu mesmo sexo pode casar-se... Mas com pessoas do outro sexo (e há outros impedimentos: só pode haver um cônjuge, de idade adulta, que tenha consentido, etc... Todas as leis sobre matrimónios estabelecem limites).

Segundo a Efe, o Governo socialista da Croácia chegou a qualificar "de homofóbica a celebração desta consulta", na qual o povo livremente decidiu que o matrimónio seja o que sempre foi e que não o mudem umas elites desde os seus despachos.


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Ameaças de morte e disparos contra o advogado cristão que defende vítimas da blasfémia

Actualizado 1 de Dezembro de 2013

Fides / ReL 

Os islamitas perseguem brutalmente
os cristãos
Ameaçaram de morte de novo Sardar Mushtaq Gill advogado cristão, activista pelos direitos humanos e defensor de numerosas vítimas inocentes da lei da blasfémia.

O último caso que defendeu com êxito é o do cristão Younis Masih, condenado à morte em 2005 e posto em liberdade há dois dias, depois do resultado positivo de um recurso perante o Tribunal de Apelações em Lahore. Como comunica Gill à Agência Fides, a intimidação contra si são cada vez mais pesadas.

Nos últimos dias, alguns desconhecidos, às 6:35 da manhã, deram vários disparos contra a casa do advogado, em Lahore, e contra as casas adjacentes, causando terror em todo o bairro. O advogado recebeu uma mensagem de texto no seu telefone móvel, na qual o ameaçavam com matar a sua esposa e a ele.

O advogado Gill, numa nota enviada à Agência Fides, pede a todos os seus amigos e fiéis cristãos que rezem por ele. A intimidação, explica, tem a intenção de deter o trabalho da organização “Legal Evangelical Association Development” (LEAD), da qual é presidente Gill, que monitoriza a situação dos cristãos e ajuda muitas vítimas inocentes, tanto a nível legal, como material. “Orai para que Deus nos dê força, coragem e sabedoria para fazer frente a esta situação delicada e perigosa”, escreve.

LEAD nasceu no Punjab com o fim de garantir a assistência jurídica gratuita aos cristãos pobres, que não se o pode permitir e, frequentemente, ainda que inocentes, se encontram na cadeia pela falta de uma protecção jurídica adequada. Entre os casos defendidos por Gill, há muitos cristãos acusados falsamente de blasfémia; em Outubro de 2013 assumiu três novos casos e em Novembro o seu cliente Younis Masih, um caso de há 8 anos, foi posto em liberdade devido a que foi declarado inocente.

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Mendel, Alberto Magno, Stenone… Cientistas com sotaina: grandes descobridores e grandes esquecidos

Recolhem as suas grandes contribuições 

Mendel foi monge agostinho
Actualizado 1 de Dezembro de 2013

Aleteia

Todos conhecem o nome do monge católico Gregor Mendel, pai da genética; só alguns sabem que Niccolò Stenone, bispo e beato, pôs as bases da geologia moderna; poucos têm presente que muitos outros eclesiásticos católicos (e algum pastor protestante, mas nenhum imã, nenhum rabino, nenhum xamã, nenhum brâmane hindu, nenhum monge budista…) foram a base de diversos campos da investigação científica”.

Este é o motivo pelo qual Francesco Agnoli e Andrea Bartelloni escreveram um livro sobre o tema, chamado “Cientistas com hábito. De Copérnico, pai do heliocentrismo, a Lemaître, pai do Big Bang” (ed. La Fontana di Siloe), no qual se destaca como na origem da ciência experimental moderna há sobretudo homens religiosos para os quais “estudar a natureza não era outra coisa mais que tratar de ler o livro escrito pelo Criador, ir à procura das suas pegadas, dos seus passos”, mas “sem nenhuma pretensão de possuir toda a verdade, de reduzir a causa primeira às causas segundas, de transformar a ciência experimental numa fé, de fazer uma metafísica abrangente”.

“Cientistas com hábito” é a história de algumas personagens que viveram na época uma forte fé religiosa num Deus transcendente e uma grande paixão pela investigação empírica e científica para dar conta da fecunda relação existente entre fé e razão.

Grandes méritos nos seus campos
Muitos personagens são os que se cita, começando por Nicolás Oresme (1323-1382), bispo de Lisieux, que teorizou o movimento rotatório da Terra em redor do seu eixo, sendo, portanto, um precursor de Nicolás Copérnico, passando depois a Leonardo Garzoni, pai do magnetismo, e a Benedicto Castelli, especialista da ciência hidráulica, prosseguindo com “o príncipe dos biólogos” Lázaro Spallanzani, primeiro naturalista da Europa, e Buenaventura Corti, jesuíta especialista de física.

Também, Luis Galvani, descobridor da electricidade animal que, segundo Niels Bohr deu vida a uma “nova época na história da ciência”, o especialista em mineralogia René-Just Haüy, o especialista de fluidos Juan Bautista Venturi, sismólogos e meteorólogos como San Alberto Magno e o padre Andrés Bina, o pai da microsismología Teodoro Bertelli, o micólogo dom Santiago Bresadola, Georges Eduard Lemaître, sacerdote que teorizou o Big Bang.

Termina-se com dois religiosos que todavia vivem, e que, além disso, são entrevistados: Giuseppe Tanzella-Nitti, que se dedicou durante alguns anos à investigação científica no campo da radioastronomia e da cosmologia, e o físico dom Alberto Strumia.

Desfaz-se assim o mito pelo qual o doblete sacerdotes-cientistas “soa mal”. O problema é que os dogmas do positivismo, vinculados desde há muito aos ambientes liberais ou às ditaduras do século XX, ditos e repetidos uma infinidade de vezes, deixaram marca no imaginário colectivo, nutrido de uma versão banal, incompleta e anti histórica do assunto Galileu”.


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A emotiva e divertida relação do chefe dos bispos dos EUA com o seu irmão síndrome de Down

Joseph Kurtz, fervente militante pró-vida 

O arcebispo Joseph E. Kurtz com uns franciscanos
Actualizado 1 de Dezembro de 2013

Javier Lozano / ReL

Recentemente foi eleito como presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, Joseph E. Kurtz, arcebispo de Lousiville. Desta maneira substituiu o carismático e mediático cardeal arcebispo de Nova Iorque, Timothy Dolan. Depois da sua eleição, destacou-se deste arcebispo de 67 anos a sua experiência em bioética e a sua profunda implicação na causa pró-vida. Um bispo com odor a ovelha, como diria o Papa, um bispo que não fica no seu despacho mas sim que se passeia pela rua.

De facto, uma das imagens mais chamativas de monsenhor Kurtz que se expandiu depois de chegar à presidência dos bispos estadunidenses foi na que aparece de joelhos e rezando o Rosário frente a uma clínica abortista como um militante pró-vida mais.

Uma história pessoal com muito fundo
Talvez a sua história pessoal tenha sido um acicate mais para que este bispo tenha posto na primeira fila das suas prioridades a luta pró-vida. E é que Joseph Kurtz tem um irmão mais novo com síndrome de Down, um irmão que lhe deu um sem-fim de alegrias tanto a ele como a toda a gente próxima do arcebispo.

O mesmo Kurtz recordava em 2012 um artigo que ele mesmo escreveu no Catholic Digest em 1990 no qual relatava esta bonita história intitulando-a ‘A alegria de Georgie’, na qual recordava o seu irmão, que faleceu em 2002 aos 48 anos.

Quando faleceu a mãe de ambos, os irmãos decidiram que fosse Joseph o que tomasse conta de Georgie pelo que este o levou para a paróquia na qual estava destinado na Pensilvânia. Logo, o risonho Georgie revolucionou toda a paróquia.

A luz do seu irmão Georgie
Contava o próprio Kurtz no artigo que “na casa paroquial, Georgie contribuiu de muitas maneiras, é um construtor de comunidade por excelência”. E é que, recorda que “não tinham passado duas semanas antes de que já tivesse posto apelido” a cada uma das pessoas que trabalhavam na paróquia.

Por isso, o actual presidente dos bispos dos EUA afirmava que tal como “no Antigo Testamento, Deus deu a Abraão um novo nome para reclamá-lo como seu, assim Georgie nos reivindicou rapidamente como parte da sua família”.

Deste modo, logo todos se aperceberam do raio de luz que representava Georgie nas suas vidas. “Através de um ‘boo’, um abraço brincalhão de vez em quando ou de uma palmadita nas costas, Georgie trouxe à paróquia uma felicidade que se fez contagiosa. Converteu-se num companheiro de trabalho”, indicava então Joseph Kurtz.

“Um tempo para desfrutar”
Até tal ponto chegou a sua entrada na paróquia que quando anunciou que ia uma semana de férias com uma das suas irmãs todos se puseram em pé de guerra perguntando-se que iam fazer durante esses dias.

“Foi um tempo para deter-se, fazer uma pausa e desfrutar”. Na sua opinião, “Georgie sabia o que acabávamos de descobrir pouco a pouco, que era quem cuidava de mim e de tantos outros”. Quer dizer, o rapaz que vinha para ser cuidado pelo seu irmão era o que verdadeiramente cuidava do resto, pois o seu espirito iluminava a todo o que estivesse próximo.

Por isso, Kurtz conta uma anedota que resume na perfeição a capacidade de Georgie para não deixar de surpreender. No artigo publicado em 1990 dizia: “Há pouco, depois de celebrar a Santa Missa pela nossa querida mãe deveria olhar cabisbaixo para ele. Deu-me uma palmadita nas costas e disse-me: ‘não te preocupes, a mamãe está no céu. Tens-me a mim’. Dar e receber são duas caras da mesma moeda. Não pode dar-se uma sem a outra. No caso da relação com meu irmão, posso dizer que recebi muito mais dele que o que dei”.

“Deus nos chama a ser dadores e receptores”
 
Georgie foi deixando uma recordação indelével ali onde foi. Inclusive quando foi nomeado bispo de Knoxville, Kurtz levou-o para o bispado onde igualmente revolucionou a vida de todos até que faleceu em 2002. Por isso, aos dez anos da sua morte, o seu irmão não podia fazer outra coisa que recordá-lo e contar tudo o que lhe trouxe na sua vida e na sua fé. “Esta é a natureza da comunidade cristã. O amor de Cristo chama-nos a todos a ser bons dadores e receptores e assim amar”.

Conhecendo esta história vital do novo presidente da Conferência Episcopal Estadunidense não se estranha a sua férrea defesa da criança por nascer e a sua luta contra o aborto e a eliminação das crianças com síndrome de Down. Ele mais que ninguém sabe de tudo o que podem trazer e a luz que podem irradiar num mundo que necessita sair das trevas.

Por isso, agora entende-se melhor que Kurtz tenha lutado e conseguido que o Vaticano aprovasse em Março de 2012 uma série de bênçãos oficiais para as crianças por nascer e intituladas “Bênçãos para a Criança no seio materno”. O próprio arcebispo apresentava-as como “uma forma muito tangível de testemunhar pastoral e sacramentalmente a vida da criança por nascer”.


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A confissão de um intelectual muçulmano: «Devemos aprender dos cristãos, sabem dialogar»






Era modelo de revistas e actor de êxito mas o seu modelo de vida encontrou-o diante do Santíssimo

A importância de conhecer um sacerdote 

Mario Herrera
Actualizado 30 de Novembro de 2013

Equipo Portaluz / ReL

Mario Herrera conta em entrevista concedida a Shalom Magazine dos Estados Unidos, que sendo adolescente, passava horas frente ao televisor fascinado pela programação dos canais de música e telenovelas. Chamava a atenção a aparente frescura e bem-estar daqueles que ali apareciam. Sem pensá-lo, este hábito converteu-se num refúgio e prontamente num modelo a seguir.

Filho de pais colombianos que se conheceram nos Estados Unidos, formaram-no como católico em Washington. Sendo o mais novo da família, frustrava-o, disse, não ter um contacto permanente com os seus irmãos. “Eu estava zangado com a religião, os meus dois irmãos foram-se para comunidades de fé. Um meteu-se no seminário, outro como catequista. Eu zanguei-me muito porque me senti só em casa. Isso doeu-me”.

Dias de vaidade e êxito
O desejo de representar invadia-o, como também possuir um físico atraente. “Tinha entre 14 ou 15 anos e comecei a conhecer raparigas no colégio, vestia-me bem, tinha boa roupa, fazia desporto, comecei a ser popular! E dizia-me «já que vou ir para o inferno, pelo menos irei de rumba»... Por isso, deixei a religião e vivi um mundo de festas”.

Mas o narcisismo adolescente foi apenas o ponto de partida para os passos seguintes que logo, na universidade, daria quando lhe apresentaram a um modelo profissional… “Era bonito, alto, de Nova Iorque. E disse-me depois de ver-me «tu podes fazê-lo, tens habilidades». Nesse momento interessou-me o mundo do espectáculo. Eu tinha estado trabalhando em discotecas, conheci muitos amigos mais velhos que eu e todos eram bonitos, com muito dinheiro, muitas mulheres”.

Aos 24 anos, modelando, disse, ganhava o suficiente para pagar todas as suas necessidades. Desfrutava quando o convidavam para galas do espectáculo… “Rodeado de flash e celebridades”. Aceitou uma oferta para ir à Colômbia e participou no concurso de beleza de Mister Colômbia. “O meu manager era o mesmo manager que tinha nesse tempo Shakira e inscreveram-me numa telenovela chamada Pais e Filhos; tentaram-me inclusive para participar no Mister Mundo”.

Colisão por partida dupla
No ano 2000 ocorreu um facto em aparência fatal, mas que seria significativo para a sua vida. Estava prestes a assinar um contracto para actuar numa telenovela e fracturou a mão fazendo exercício com um elástico e uma barra de metal. “Saiu-me o osso. Ao ver como me tratou o pessoal da agência e os mexericos nos medias disse «daqui saio já». Trataram-me horrivelmente, como se fosse um pedaço de carne que se paga com um cheque”.

Confuso a respeito do futuro regressou aos Estados Unidos com o afã de emendar o rumo. Sem muita certeza de que era o seu, ingressou a estudar Fisioterapia numa universidade da Pensilvânia, mas terminou retomando o seu hábito de festa. “Uma noite, enquanto o meu amigo conduzia ébrio, sentei-me de co-piloto. Ia de braços cruzados e do nada escutei uma voz que me dizia «põe o cinto». De tanto que me falou fi-lo. Avançámos uns quantos quilómetros até que colidimos contra um poste da luz”.

O regresso de um filho pródigo
O impacto que provocou em Mário a providencial salvação reforçou a sua certeza de que devia dar uma volta radical à sua vida. “Pensei que Deus se tinha revelado na minha vida. Mas, para quê? Ileso do acidente voltei ao apartamento que arrendava. Ali, junto à minha cama, atrás de um arquivador, avistei uma imagem de Jesus. A imagem pode ter sido deixada ali pelo dono anterior, e reflecti sobre a minha fé infantil. Pensei no que tinha aprendido acerca da fé quando era jovem”.

Com estas inquietudes e por conselho da sua namorada de então explorou preliminarmente na fé protestante. Adquiriu incluso o hábito de assistir aos cultos com um caderno na mão para escutar os ensinamentos e tomar notas. Isto não passou despercebido na sua universidade e um dos seus professores, convidou-o a viver um período de missão durante o tempo da Quaresma na sua paróquia, a cargo do Padre Larry Richards. Envolver-se numa iniciativa da igreja católica deixou-lhe mais de uma surpresa… “Eu não queria ir, porque esse ano tinha começado a minha relação com a igreja protestante por meio da minha noiva. Tomei o meu caderno e com afã de criticar os católicos fui a uma das palestras que ditava o sacerdote. Chamou-me a atenção que falara animadamente. Era divertido e seguro”.

Um sacerdote aproxima-se com o Santíssimo
O carisma do padre Richards começou a tocar o seu coração… “Conhecia a história da Igreja e em detalhe”, recorda Mario. “Quando o sacerdote colocou a encarnação, a ressurreição, a Eucaristia e os santos, comecei a ver uma linha da criação que não considerava nenhuma outra igreja. Ali fiquei, pensando na paixão de Cristo e na Eucaristia, quando de imediato vejo que o sacerdote depois dos seus ensinamentos, expõe o Santíssimo Sacramento e começa a percorrer toda a igreja. Quando se aproximou de mim senti no meu coração algo muito estranho. Foi como se encontrasse o meu pai, mas o meu Pai Eterno.

Encontrei os meus irmãos, que eram irmãos cristãos, encontrei a Igreja, a Virgem Maria, como minha Mãe. Tudo apoiado pela escritura e a tradição!”.

Não era necessário entrar em mais explicações nem tomar apontamentos no caderno. Deus escrevia directo sobre o seu coração. “Nesse momento, o Espirito Santo soprou no meu coração, na minha alma e aí, homem com tantas coisas em cima, me vi chorando frente a uma realidade. Era Cristo que se aproximou por meio de um tabernáculo. Com o seu dedo senti que tocou o meu coração”.

Conta que chorou de alegria ao pensar que estava sendo abraçado e amado de verdade. Esse mesmo amor que o viu crescer desde pequeno. De sonhar viver como um playboy milionário, quis viver a pobreza e afastado das capas das revistas. Assim é como hoje usa os meios digitais para evangelizar. Dado que os seus padres não lhe deram um segundo nome quando nasceu, adoptou o nome do seu santo patrono e modelo de fé: São Francisco de Assis.

Aos seus 35 anos, depois de estudar dois anos de Teologia na Universidade Franciscana de Steubenville em Ohio, está terminando a licenciatura em Filosofia e Teologia em San Antonio, Texas, no Colégio Católico México Americano.
 

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Políticas de incentivo familiar na Itália: testar antes de confirmar

Fórum das Associações Familiares da Itália pede um ano de avaliações das novas políticas de apoio às famílias do país


Roma, 04 de Dezembro de 2013


As famílias italianas vêm colhendo uma série de decepções com as medidas supostamente de apoio lançadas pelo governo. A próxima delas também deverá tornar o natal no país um pouco mais amargo.

"Nós já tínhamos relatado as muitas questões críticas contidas no decreto que pretende melhorar o acesso a muitos serviços públicos", diz Francesco Belletti, presidente do Fórum das Associações Familiares da Itália. "Continuam sendo insatisfatórias as ajudas para as famílias com filhos, ainda mais em situações de desconforto. A ‘escala de equivalência’ concebida pelo ministério não avalia de forma realista o impacto real do custo dos filhos quando cresce o número deles: segundo os dados do ISTAT, o primeiro filho tem um custo de 0,5 vezes o custo de um adulto; o segundo, de 0,62; o terceiro, de 0,78, e assim por diante. São custos bem mais altos que os da escala ISEE, aprovada ontem de manhã".

As escalas em questão se referem a incentivos fiscais oferecidos às famílias italianas com base na quantidade de filhos e no custo que cada filho significa em termos de orçamento doméstico.

Uma avaliação adequada do custo dos filhos, para o presidente do Fórum, "além de ser uma medida de equidade e justiça social, também seria um sinal forte de luta contra o declínio da taxa de natalidade, que é uma emergência social real".

Conclui Belletti: "Como fórum, nós pedimos uma revisão da proposta original. Vamos estudar cuidadosamente o decreto para entender o que é que foi acatado desse pedido. Enquanto isso, renova-se a exigência de um período de testes e de uma verificação final envolvendo também representantes das famílias. Em diálogo com as associações, talvez consigamos evitar os erros graves cometidos recentemente com outras legislações nessa área. Porque a conta a pagar é sempre e somente dos cidadãos e das famílias".


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"No Natal, volte às origens": uma campanha em prol das crianças palestinianas

Iniciativa da ATS pro Terra Sancta quer ajudar as famílias de Belém


Roma, 04 de Dezembro de 2013


"No Natal, volte às origens" é o nome da campanha lançada pela ATS pro Terra Sancta a fim de ajudar as crianças e as famílias de Belém. A intenção é apoiar os mais vulneráveis​​, ou seja, as crianças pobres, daquele lugar tão especial da Terra Santa em que o próprio Deus se tornou criança.

"Com os recursos arrecadados, queremos apoiar a educação das crianças carentes e com problemas de aprendizagem”, diz o padre Pizzaballa, custódio da Terra Santa, “além de proporcionar assistência médica essencial".

“Neste Advento, Belém está cheia de festa, de alegria, de pessoas que visitam a cidade para reviver aquele momento que mudou a história da humanidade”, comenta o padre. “Mas existem muitas dificuldades e quem mais sofre com um sistema social extremamente frágil são os mais vulneráveis, as crianças”.

“Há muitas crianças em Belém que recebem ajuda dos irmãos, crianças que, sem esse apoio, não teriam esperanças. Nascer em Belém, hoje, significa vir ao mundo numa terra difícil, marcada pelo sofrimento e pela pobreza. A comunidade cristã”, continua Pizzaballa, “está diminuindo ano após ano. Mais e mais pessoas são forçadas a emigrar. Quem fica está lutando para cuidar dos filhos, para mantê-los na escola. Nos territórios palestinianos não há nenhuma forma de assistência pública à saúde: os cuidados relacionados com qualquer tipo de doença são suportados pelas famílias, que muitas vezes não têm como arcar com tanto dinheiro, especialmente no caso de doenças crónicas ou de cuidados urgentes”.

“O nosso objectivo, este ano, como frades franciscanos da Custódia da Terra Santa, é destinar 200.000 euros para Belém. E acreditamos que, com uma pequena contribuição de todos, podemos ajudar 300 famílias palestinianas e 250 crianças".

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Conselho Ecuménico das Igrejas: "A Evangelii Gaudium é um documento desafiador e estimulante"

Entidade promove em Janeiro uma jornada especial de reflexão e estudo da exortação apostólica


Roma, 04 de Dezembro de 2013


Entre os muitos aplausos recebidos no mundo, a exortação apostólica Evangelii Gaudium, do papa Francisco, recebeu também o "interesse e apreço" do Conselho Ecuménico das Igrejas (WCC, na sigla em inglês), que a qualificou como "um documento desafiador e estimulante".

Conforme relatado pela Rádio Vaticano, o secretário geral do WCC, o pastor norueguês Olav Fykse Tveit, declarou: "A exortação apostólica é mais do que apenas um texto que transmite a mensagem do sínodo sobre a evangelização. Ela aborda a necessidade de renovação da Igreja em todos os níveis, do ponto de vista do chamado a ser uma igreja em missão, usando um tom aberto e ao mesmo tempo desafiador e estimulante".

O pastor Tveit lembra que o Conselho Ecuménico das Igrejas realizou recentemente a sua X Assembleia, em Busan, na Coreia do Sul, de 30 outubro a 8 Novembro, com o lema "Deus da vida, guiai-nos à justiça e à paz". Na reunião, as 345 igrejas-membro reflectiram sobre a necessidade de renovação da Igreja católica e do movimento ecuménico, bem como sobre a missão a partir das "periferias da sociedade".

Tveit traçou um paralelo entre o caminho tomado pelo WCC após o encontro de Busan e as reflexões do Santo Padre. "O Conselho Ecuménico das Igrejas e a Santa Sé trabalharam em estreita colaboração ao longo das últimas décadas, através do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos".

O WCC decidiu dar prosseguimento, durante o mês de Janeiro, à reflexão e ao estudo da exortação apostólica de Francisco mediante uma jornada especial dedicada à discussão do documento. O site da entidade, além disso, oferece a todos os membros o link para ler o texto integral da Evangelii Gaudium em inglês.


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Irão: é urgente a defesa dos direitos humanos

Alarme é lançado pela Iran Human Rights (IHR), associação formada por cidadãos iranianos residentes no exterior


Roma, 04 de Dezembro de 2013


“Há um aumento das violações de direitos humanos e das execuções no Irão. As minorias religiosas continuam sofrendo perseguição”, denuncia a ONG Iran Human Rights (IHR), formada por cidadãos iranianos que emigraram para outros países.

Depois do recente acordo sobre a questão nuclear, negociado em Genebra, é a questão dos direitos humanos que deveria estar agora no centro do diálogo internacional com o país, afirma um comunicado enviado à Agência Fides pela ONG.

O fundador e porta-voz da IHR, Mahmud Amiry Moghaddam, declara na nota: “Acolhemos favoravelmente o acordo sobre a questão nuclear. O povo iraniano não quer a guerra, mas o respeito aos direitos e às liberdades do ser humano”.

Segundo a ONG, as conversações iniciadas sobre a questão nuclear são “uma oportunidade para pressionar quanto aos direitos humanos”, incentivando “uma moratória das execuções de pena de morte”. “A paz e a estabilidade no Oriente Médio só pode ser conseguida quando os direitos humanos forem garantidos para o povo iraniano”, diz a IHR.

Desde o início das conversações em Genebra sobre a polémica nuclear, em outubro, a IHR documentou 90 execuções de condenados à morte no Irão: 50 deles eram membros das minorias étnicas, como os presos curdos e de outros grupos não persas, considerados “inimigos do governo”.

As minorias religiosas, que incluem grupos cristãos, alauítas e sunitas, são submetidas a perseguição e violência constante por parte do Estado iraniano, denuncia a ONG, apesar dos esforços do presidente Rouhani para ampliar a liberdade de culto no país.


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