Cristiana Tamagnini vai participar nas Jornadas Nacionais de Comunicações Sociais, no dia 24, em Leiria para «aprender, conhecer e ampliar» boas práticas

Beja, 15 set 2026 (Ecclesia) – A coordenadora do Gabinete de Comunicação da Diocese de Beja quer fazer desta área uma “parceira pastoral” do trabalho realizado no território e fazer da informação uma ferramenta de união e pertença.
“É uma área que pode aproximar e juntar pessoas que estão tão distantes e que podem até sentir que pertencem pouco à Diocese ou que não têm tanta ligação com outras paróquias, e a comunicação é um muito bom meio para evangelizar, para aproximar e juntar”, explica Cristiana Tamagnini à Agência ECCLESIA.
A responsável dá conta da necessidade de a comunicação “ganhar espaço na vida dos diocesanos”.
“Um sítio da Internet obsoleto, as redes sociais paradas, sem grande informação, as pessoas habituaram-se a não acompanhar os locais diocesanos de informação. Queremos mostrar que acontecem coisas na Diocese, que a vida e a fé continuam a mexer, e mostrá-lo para quem está próximo como para quem está nas periferias da Igreja”, conta.
Num território “pouco povoado”, com cerca de 12 300 quilómetros quadrados, a segunda diocese mais extensa de Portugal, engloba 14 concelhos do distrito de Beja e os de Grândola, Santiago do Cacém e Sines, do distrito de Setúbal, apresenta uma população “dispersa”, e a responsável dá conta que a comunicação “pode aproximar”.
A diocese de Beja, sendo um território disperso, “apresenta culturas diferentes, entre, por exemplo Barrancos, na fronteira, e Vila Nova de Mil Fontes, junto ao mar”: “São culturalmente diferentes, povoados com pessoas geograficamente distantes, mas acredito que é bom sentir que pertencemos, e que a informação partilhada pode unir as pessoas e a Diocese”.

Com formação em engenharia agrícola, Cristiana Tamagnini é coordenadora do Gabinete de Comunicação da Diocese de Beja há pouco mais de um ano e responsável por uma equipa de cinco pessoas, “todos voluntários”.
“Sou uma inquietada pela comunicação na Igreja há muito tempo e sinto haver espaço na comunicação, e nas redes sociais, para evangelizar”, regista.
O Secretariado Nacional das Comunicações Sociais promove as Jornadas Nacionais sobre o tema ‘Por uma gramática do encontro’, fomentando a escuta entre os participantes em ordem a um “desenho de um mapa conjunto para a comunicação da Igreja em Portugal”.
No convite dirigido a todos os que queiram participar, o presidente da Comissão Episcopal das Comunicações Sociais e a diretora do respetivo secretariado nacional afirmam que o objetivo é trabalhar num “caminho conjunto”, que tenha por ponto de partida a escuta recíproca.
A participar pela primeira vez nas JNCS, Cristiana Tamagnini quer “receber” e “aprender”.
“Queremos aprender, conhecer o que se faz, porque se funciona é importante reproduzir. Há boas práticas na comunicação em outras dioceses para conhecer. Quero receber para multiplicar e perceber como é que podemos ampliar, melhorar e fazer crescer a comunicação na Diocese”, reconhece.
A equipa é composta pela coordenadora, por Francisca Carvalhal e José Tareco, ambos designers gráficos, também Márcio Guerra, “mais ligado ao audiovisual”, e a jornalista Ana Teresa Alves.
“Somos todos voluntários e vamos colaborando sempre que possível”, regista.
Neste ano de 2026, as Jornadas Nacionais de Comunicação Social decorrem ao longo de um dia, a 24 de setembro, quinta-feira; no dia anterior, a Comissão Episcopal das Comunicações Sociais convida os diretores dos Secretariados Diocesanos para um jantar e uma reunião de trabalho, no Seminário de Leiria.
LS/PR

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