domingo, 4 de agosto de 2019

“Cristãos escondidos” do Japão, faceta assumida da história do país

Imagem do filme “Silêncio”, de Martin Scorsese, que retrata um dos episódios das perseguições aos cristãos do Japão
O governo japonês concedeu ao cardeal Raffaele Farina a condecoração da Ordem do Sol Nascente – Estrela de Ouro e de Prata – pela sua “contribuição para o fortalecimento das relações de amizade entre o Japão e a Santa Sé”. A notícia foi dada pela embaixada do Japão na Santa Sé e difundida pela agência Fides. 
A condecoração deste cardeal salesiano, que foi responsável do Arquivo Secreto do Vaticano e da Biblioteca Vaticana, fica a dever-se, em boa parte, ao contributo que deu “para a reorganização dos documentos históricos do período Edo, recolhidos pelo missionário salesiano padre Mário Marega”, durante o qual foi imposta a proibição do cristianismo na região japonesa do Bungo.
O período Edo (1603-1868) refere-se à fase da história japonesa em que a família Tokugawa deteve o poder político e militar no país. Essa época ficou marcada por uma política de isolamento, durante a qual houve um verdadeiro banho de sangue de cristãos, especialmente na área de Nagasaki. 
Durante quase dois séculos, os cristãos que sobreviveram à perseguição continuaram a professar a sua fé clandestinamente. O período Edo é retratado no livro Silêncio, de Shusaku Endō, que foi passado ao cinema por Martin Scorsese, em 2016.



in




Sem comentários:

Enviar um comentário