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sábado, 30 de agosto de 2014

Santa Joana Maria da Cruz

Dela disse o Papa Bento XVI: "foi como um farol para conduzir nossa sociedade que está sempre redescobrindo o lugar e a contribuição única deste período da vida"


Horizonte, 29 de Agosto de 2014 (Zenit.org) Fabiano Farias de Medeiros


“A doação como apostolado de caridade para com quem sofre por causa da idade, da pobreza, da solidão e outras dificuldades”, era a espiritualidade de Joana Maria da Cruz, nascida na aldeia de Cancale na Bretanha francesa no dia 25 de Outubro de 1792 e baptizada com o nome de Joana Jugan. Filha do casal José Jugan e Marie Horel, foi a sexta de oito filhos. Joana perdeu o pai aos quatro anos de idade e sua mãe ficou responsável por toda a família. Aos dezasseis anos começou a trabalhar como empregada doméstica na casa dos Viscondes de la Choue em Saint-Coulomb. Ao mesmo tempo que ajudava a família, amparava também os pobres, abandonados e idosos.

Ao completar dezoito anos foi pedida em casamento por um jovem marinheiro, ao qual respondeu afirmando: “Deus me quer para Ele, para um trabalho ainda não conhecido e uma obra que ainda não está fundada.” Em 1817 actuou como enfermeira no hospital Santo Estevão em Saint-Servan e conheceu e participou da Ordem Terceira da Mãe Admirável, fundada por João Eudes. No ano de 1823 deixou suas actividades no hospital para dedicar-se aos cuidados de Marie Lecoq com quem ficou por doze anos. Com a morte de Marie em 1835 Joana herdou os bens de sua senhora e juntamente com sua amiga Francisca Aubert, alugaram um apartamento em Saint-Servan para dar continuidade aos trabalhos de acolhimento e cuidado aos pobres. Em 1839 Joana acolheu uma senhora cega chamada Ana Chauvin a qual fez surgir a inspiração de uma congregação que inicialmente se chamou “Servas dos Pobres”. A Joana uniram-se outras mulheres e no ano de 1842 deixaram o apartamento e alugaram uma casa para acolher os idosos. Seu trabalho sensibilizou uma rica comerciante que viabilizou a compra de um convento abandonado. Ali foi consolidada a Congregação das Irmãzinhas dos Pobres, sob a assistência da Ordem Hospedeira de São João de Deus. Joana recebeu o hábito e adotou o nome de Joana Maria da Cruz.

Joana Maria da Cruz faleceu na França no dia 29 de Agosto de 1879 e sua congregação já contava com cento e setenta e sete casas em mais de dez países e em torno de duas mil e quinhentas irmãs. Foi beatificada em 3 de Outubro de 1982 pelo Papa João Paulo II e canonizada em 11 de Outubro de 2009 pelo Papa Bento XVI que na ocasião mencionou sobre a santa: "foi como um farol para conduzir nossa sociedade que está sempre redescobrindo o lugar e a contribuição única deste período da vida”

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

De líder do lobby gay em Londres e deitar-se com mais de 200 homens, a hétero e criar uma família







Universitárias: Ver para crer


Em Lisboa, localizada na zona de Sete Rios, junto à Universidade Católica, a Residência Universitária das Laranjeiras, oferece um modelo de alojamento diferente, na medida em que as despesas de alojamento são custeadas pela colaboração que as residentes prestam nos próprios serviços, contribuindo simplesmente com duas horas e trinta minutos ao longo de quatro dias semanais, acrescidos de um fim-de-semana, por mês.

Desafiante e estimulador este novo paradigma propõe-se entrelaçar estudo, trabalho, lazer e formação, numa dinâmica de vida ao nível das exigências do século XXI.

Só estudar não chega, simplesmente tirar boas notas é incompleto, os tempos exigem uma abrangente preparação dinâmica entre o saber, o saber fazer, o saber estar, o saber escolher e o saber querer.

O futuro começa hoje, as oportunidades escasseiam e a sorte é para as audazes, para as que sabem que querer é poder. 

Esta revolucionária modalidade de ser universitária, é uma oportunidade única e imperdível! Não a perca, informe-se em: www.laranjeiras.org ou 217221040 ou laranjeirasacp@sapo.pt

Maria Susana Mexia






Os comunistas mantém em «reeducação» o bispo Ma Daquin até que ceda: ele continua fiel ao Papa

«Emagreceu, está pálido», dizem aqueles que puderam vê-lo 

Tadeo Ma Daqin recebe as felicitações dos fiéis, no dia em
que foi ordenado bispo... Pouco antes de ser preso, nesse
mesmo dia
Actualizado 25 de Julho de 2014

Leone Grotti / Tempi.it

Pelo segundo ano consecutivo, durante a comemoração anual dos santos mártires chineses Agustín Zhao e companheiros, canonizados por João Paulo II no ano 2000, rezou-se também por Tadeo Ma Daqin, o bispo de Shanghai, de 46 anos, que está em prisão domiciliária no seminário de Sheshan desde 7 de Julho de 2012, dia da sua ordenação episcopal como bispo auxiliar e dia, também, da sua prisão.

Monsenhor Ma, antes bem considerado não só pelo Vaticano mas também pelo partido comunista, que quer decidir as nomeações episcopais na China como fazia o Imperador Henrique IV no século XI, foi preso pela polícia ao terminar a Misa por ter pronunciado estas palavras: «Com esta ordenação, eu consagro o meu coração e a minha alma ao ministério episcopal e à evangelização. Quero dedicar-me a assistir ao bispo (Jin Luxian, que então tinha 96 anos, ndr) e por isto algumas posições que mantenho resultam agora inconvenientes. A partir de agora, portanto, deixo de ser membro da Associação patriótica».

A declaração foi acolhida com um longuíssimo aplauso por parte dos fiéis, mas o partido comunista não a acolheu tão bem.

Uma igreja ao serviço do Partido
A Associação patriótica é um sucedâneo da Igreja católica e foi criada por Mao Zedong em 1958.

Entre os seus fins está o de instituir uma Igreja independente da Santa Sé e do Papa, considerado um chefe de Estado estrangeiro e hostil.

Não é casualidade que Bento XVI a defina um órgão «inconciliável com a doutrina católica».

Sem dúvida, todos os sacerdotes e bispos da China são chamados a aderir à denominada "Igreja oficial", que pretende estabelecer o que tem que ensinar o catecismo, quem deve ser ordenado, que se deve estudar nos seminários e que devem dizer os párocos nas homilias.

Mas Daqin decidiu com valentia obedecer ao Papa e não ao partido comunista e disse-o publicamente a todos os fiéis da diocese de Shanghai.

Uma jaula dourada e "reeducação"
Os oficiais do partido transferiram-no imediatamente para o seminário de Sheshan (ver foto acima), na periferia de Shanghai, para que «descansar» e porque as suas acções «violaram gravemente o regulamento sobre a ordenação episcopal do Conselho dos bispos da China».

Nesta «jaula dourada, quase totalmente isolado», como referiram os testemunhos dos que conseguiram visitá-lo às escondidas «emagreceu, está pálido».

O governo de Shanghai também obrigou a diocese a suspendê-lo, impedindo-lhe a concelebração da Missa durante dois anos e revogando-lhe o cargo de pároco da Igreja de Nossa Senhora de Lourdes, em Tangmuqiao. Por último, a Conferência episcopal da igreja católica chinesa, não reconhecida pelo Vaticano porque no estatuto indica como autoridade última uma assembleia democrática de prelados e não o Papa, revogou a Monsenhor Ma o título de bispo auxiliar de Shanghai.

Mas no entanto monsenhor Ma converteu-se em bispo de Shanghai para todos os efeitos. Em 27 de Abril de 2013, de facto, morreu Jin Luxiam, o bispo "patriótico" ordenado em 1985 sem a aprovação do Papa e que se reconciliou com a Igreja em 2005.

Momento da procissão na
ordenação de Ma Daqin... Umas
horas depois foi detido
Roma tem-no claro
Monsenhor Savio Hon, secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos, falou claramente desde Roma: «Ma Daqin é o bispo legítimo de Shanghai. A “Conferência dos bispos chineses” eliminou o seu título, mas a Santa Sé precisou que nenhuma conferência episcopal, em nenhuma parte do mundo, tem o poder de eliminar o mandato pontifício. Mais ainda neste caso, no qual a “conferência” não está reconhecida pelo Vaticano».

O partido comunista, por outro lado, declarou a sé vacante por meio de Anthony Liu Bainian, presidente honorário da Associação patriótica: «Enganou os bispos e o governo. Como poderia converter-se em responsável de uma dioceses tão grande como a de Shanghai? Foi corrompido por forças estrangeiras (quer dizer, pelo Vaticano, ndr). Violou as regras da Igreja, mas é uma pessoa dotada de talento e pode ser reabilitada se se arrepende verdadeiramente e reconhece os seus erros».

O erro de Monsenhor Ma Daqin consiste em ter reconhecido a autoridade do Papa contra a do partido comunista de Pequim, segundo o qual a vontade do Vaticano de nomear os bispos na China é uma «ingerência indevida».

Os últimos bispos excomungados
Antes do “caso Ma”, entre 2010 e 2012, o governo chinês interrompeu o diálogo com a Santa Sé através de quatro ordenações legítimas sem a aprovação do Papa: a de Guo Jincai como bispo de Chengde, a de Pablo Lei Shiyin como bispo de Leshan, a de José Huang Bingzhang como bispo de Shantou e a de José Yue Fusheng como bispo de Harbin.

A Santa Sé recordou numa nota que os bispos ilegítimos, e quem os ordenou contra o desejo do Papa, incorrem todos eles na excomunhão segundo o cânone 1382 do Código de Direito Canónico.

Alarga-se a pena domiciliária: querem que ceda
Ma Daqin, para subtrair-se à autoridade comunista, submeteu-se à prisão domiciliária e aos “cursos de estudo” de Pequim.

Descontada a pena de dois anos, parece sem dúvida que o encarceramento continuará em frente, segundo quanto declararam os oficiais do governo num encontro de sacerdotes e religiosas no passado dia 18 de Junho: «Não será libertado porque deve continuar a sua acção de arrependimento e reflexão».

Apesar da perseguição, o espírito do bispo não foi abatido, tal como demonstram as palavras que fez chegar ao Papa Francisco mediante o cardeal José Zen Ze-kiung, bispo emérito de Hong Kong: «Não deixe de pregar a verdade por temor de causar-me problemas».

Também os católicos de Shanghai entenderam o valor do testemunho de Ma. «Podereis restringir a liberdade de Monsenhor Ma, mas não podereis derrubar a sua fé», escreveu em 7 de Julho um fiel no mini-blogue do prelado, no qual se publicam orações e reflexões.

«Podeis ameaçar-nos, mas não podereis mudar a nossa fé. Nós os tratamos com benevolência, mas vós pisoteais a nossa consciência e nos olhais como agitadores. Podeis demolir as nossas igrejas, destruir as nossas cruzes, mas Deus reconstruirá o Seu templo nos nossos corações para sempre».

(Tradução de Helena Faccia Serrano, Alcalá de Henares)


in


Dom Tomasi: a solidariedade é a resposta para a violência

Observador permanente da Santa Sé em Genebra diz que a comunidade internacional deve evitar o genocídio no Oriente Médio


Roma, 28 de Agosto de 2014 (Zenit.org) Deborah Castellano Lubov


O observador permanente da Santa Sé junto à Organização das Nações Unidas em Genebra, o arcebispo dom Silvano Tomasi, afirmou que o recrudescimento da violência no Iraque despertou o mundo. Ele instou a comunidade internacional a defender e proteger os direitos humanos fundamentais de todas as pessoas atingidas.

Em entrevista concedida a ZENIT nesta terça-feira, durante o Encontro para a Amizade entre os Povos na cidade italiana de Rímini, o arcebispo não apenas opinou sobre a violência no Oriente Médio, mas explicou o que está acontecendo e o que deveria ser feito diante das atrocidades.

***

ZENIT: Na conferência de imprensa em Rímini, perguntaram ao senhor o que a Santa Sé está fazendo para responder à crise no Oriente Médio. O senhor disse que ela propôs uma reunião em que os bispos dos territórios afectados no Iraque poderiam se encontrar com o presidente dos Estados Unidos para falar sobre a situação. Pode nos contar mais sobre isso?
Dom Tomasi: Eu não sei se haverá essa reunião com o presidente Obama. Vai haver uma reunião dos bispos, em Washington, com representantes das Igrejas do Oriente Médio. Provavelmente eles vão se reunir com os bispos dos Estados Unidos, mas isso é uma suposição minha. Fora isso, eu não tenho uma agenda concreta. Vamos ter que esperar um pouco para ver. Poderia ser na segunda semana de Setembro.

ZENIT: O senhor acha importante que o presidente dos Estados Unidos participe, para termos resultados concretos e uma resposta do país?
Dom Tomasi: Acho que seria útil ele escutar as pessoas que contam o que viveram em primeira pessoa, que trazem a experiência do que acontece nas suas comunidades, especialmente entre os cristãos e outros grupos religiosos que estão presentes na área da planície de Nínive e em Mossul. O conhecimento direto é sempre útil para tomar decisões muito concretas e prudentes.

ZENIT: O informe do enviado do papa ao Iraque, falando das violações cometidas pelo Estado Islâmico, vai ser apresentado à ONU?
Dom Tomasi: Poderia ser. Em Genebra, foi convocada para 1º de Setembro uma sessão especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU. A Santa Sé poderia apresentar, por exemplo, o testemunho do cardeal Filoni, que visitou recentemente as comunidades religiosas e étnicas do norte do Iraque e os acampamentos de refugiados, para onde as vítimas do chamado califado se viram obrigadas a fugir para sobreviver. A comunidade internacional tem que defender energicamente os direitos fundamentais de todas as pessoas no norte do Iraque e proporcionar a ajuda humanitária de que eles precisam nessa situação desesperada, já que tiveram que fugir só com a roupa do corpo. Os cristãos têm os mesmos direitos humanos que qualquer outro cidadão e a identidade religiosa não pode ser desculpa para a indiferença.

ZENIT: O que o cardeal Filoni disse no informe?
Dom Tomasi: Nas entrevistas que ele deu e nos comentários públicos, o cardeal falou da dor que o auto-denominado califado vem causando a todos os refugiados, do assassinato de gente inocente, da necessidade de a comunidade internacional responder com os recursos necessários, como água e comida para a sobrevivência dessas comunidades desprotegidas. Ele também fez um apelo para proteger essas comunidades e para elas voltarem para casa em condições seguras. A comunidade internacional não pode aceitar que os cristãos, os yazidis e outros grupos religiosos simplesmente tenham que aceitar o exílio por se identificarem como grupos religiosos. As duas observações mais importantes eu acho que são: ajuda humanitária de emergência e protecção. Os patriarcas das Igrejas orientais, tanto ortodoxos como católicos, destacaram que é necessária, por um tempo, a intervenção dos "capacetes azuis" da ONU para estabilizar a situação e garantir a protecção das pessoas que voltam para as suas aldeias.

ZENIT: O que a Santa Sé pode fazer?
Dom Tomasi: Diante de todas as explosões de violência em muitas partes do mundo, mas em particular no Oriente Médio, a Santa Sé tem participado activamente, através da voz do Santo Padre, que não vem poupando esforços nem palavras para dizer que a única solução para o futuro é uma forma de diálogo e de negociação, para que as pessoas respeitem as outras, reconhecendo as suas diferenças e também a humanidade básica que todos nós compartilhamos.

O primeiro passo para responder a esta cultura da violência é reconhecer a dignidade e a igualdade de cada um, como membros da família humana. Por isso, o Santo Padre acrescenta a urgência da oração e da mobilização dos recursos espirituais da comunidade em todo o mundo, para pedir a Deus o dom da paz, porque a paz é um dom de Deus.

E também temos que motivar a comunidade internacional a assumir a sua responsabilidade, porque quando um país não pode proteger os próprios cidadãos por uma variedade de razões, é importante que a comunidade internacional cumpra o seu dever de proteger essas pessoas.

ZENIT: E o dever de proteger essas pessoas envolveria armas?
Dom Tomasi: Escolher os meios de protecção é determinado pelos países, pelos membros da comunidade internacional. Não é tarefa da Igreja indicar os meios específicos que eles devem usar para proteger as pessoas. A Igreja recordará o dever de proteger, e esta responsabilidade tem que ser exercida através do mecanismo que a comunidade internacional deu a si mesma para enfrentar situações de emergência como esta do norte do Iraque.

ZENIT: O que as comunidades cristãs do mundo todo podem fazer para ajudar?
Dom Tomasi: O Santo Padre tem pedido orações e dito que é necessário criar uma opinião pública favorável à protelação dos seres humanos em risco. A comunidade internacional é chamada a proteger as vítimas da opressão que não são defendidas pelo seu próprio governo ou que estão em risco de genocídio, independentemente de serem cristãs, xiitas ou sunitas.

ZENIT: O que a Europa está fazendo para ajudar essas pessoas?
Dom Tomasi: Como parte da comunidade internacional, a União Europeia deveria participar da busca de uma resposta adequada à crise.

ZENIT: Uma vista do papa às Nações Unidas poderia fazer diferença?
Dom Tomasi: Bom, as experiências do passado mostram que as visitas dos papas à ONU sempre geraram não só interesse dos meios de comunicação, mas também uma grande sensibilidade, um senso renovado de responsabilidade da comunidade internacional como tal. Se o papa Francisco decidir visitar a sede da ONU, eu tenho certeza de que poderia gerar não só um interesse pelos problemas relacionados com a paz e a justiça no mundo, mas também seria provável que despertasse um senso de dever na comunidade internacional, para proteger as vítimas de todo tipo de violência e de toda injustiça.

ZENIT: O papa Francisco disse que a situação no Oriente Médio é “a Terceira Guerra Mundial em episódios”. O senhor concorda?
Dom Tomasi: O Santo Padre captou a imaginação do mundo com esta expressão e nos obriga a reflectir sobre os diversos conflitos que há em todo o mundo: na República Centro-Africana, na Líbia, no Congo, na Síria, no norte do Iraque, só para mencionar alguns. Esta explosão de violência condiciona o mundo todo. É verdade que agora há muitos centros de poder com interesses diferentes ou divergentes, mas a globalização de uma cultura em que prevalecem interesses pessoais ou nacionais facilita o recurso às armas como solução para as diferenças. O papa Francisco nos chama a abraçar uma cultura diferente, a da solidariedade e do diálogo, como a única maneira de construir um futuro comum de paz e progresso.

Encontro de Rímini: apresentado o livro-entrevista O papa e o filósofo

Carriquiry: o Santo Padre afirmou, certa vez, que Methol Ferré nos ajudou a pensar


Roma, 28 de Agosto de 2014 (Zenit.org) Sergio Mora


O livro-entrevista de Alvear Metalli dedicado ao filósofo uruguaio Alberto Methol Ferré, amigo de Jorge Mario Bergoglio, foi apresentado nesta quarta-feira no Encontro para a Amizade entre os Povos, que acontece de 24 a 30 de Agosto na cidade italiana de Rímini.

Além do autor do livro, estiveram presentes na apresentação o secretário da Pontifícia Comissão para a América Latina (CAL), Guzmán Carriquirry, e o professor Massimo Borghesi, da Universidade de Perugia.

“O papa Francisco acompanhou atentamente, durante vinte anos, todos os escritos que Methol produziu em duas revistas, a Víspera e a Nexo”, contou Carriquirry a ZENIT. De Montevidéu, o filósofo uruguaio viajava com frequência para a Argentina, onde tinha um querido amigo sacerdote: o cardeal Quarracino, de quem Bergoglio se tornou bispo auxiliar.

"Quando foi presidente do CELAM, e mesmo antes, quando era presidente do departamento dos leigos nesse mesmo organismo, Quarracino tinha em Methol um colaborador muito próximo. Bergoglio manteve com ele uma amizade e uma profunda estima pessoal e intelectual, a ponto de, quando recebeu o presidente uruguaio José Mujica, ter dito a ele que 'Methol nos ajudou a pensar'", recorda o secretário da CAL.

Carriquiry disse ainda que o filósofo nascido em Montevidéu em 1929 se converteu à fé católica aos 20 anos de idade graças à leitura de Chesterton, de quem aprendeu “que a existência é um dom, assim como a salvação e a fé: ou seja, somos cristãos por gratidão”.

Methol, prosseguiu o secretário, foi um latino-americano que conheceu os pensamentos populares, como o de Haya de la Torre e o de Juan Domingo Perón, a história desses povos e a religiosidade popular que eles cultivaram. O filósofo uruguaio foi um crítico sistemático e agudo dos livros de Guevara, e, apesar disso, foi recebido com respeito em Cuba. Foi também um crítico das contaminações ideológicas da Teologia da Libertação e, no livro-entrevista com Alvear Metalli, declarou que ela se libertou rápido demais das intuições que faziam parte da sua origem.

Carriquiry contou que foi ele quem pôs “o mestre do Rio da Prata” em contato com o movimento Comunhão e Libertação.

O livro apresentado não demonstra apenas a atenção do filósofo à realidade da América Latina, mas também “os novos paradigmas de leitura de pareceres no cenário internacional depois da fase bipolar e no tempo do pós-comunismo”.

Foram destacadas algumas partes do livro, como a passagem histórica do liberalismo messiânico ao niilismo libertino. Outras páginas importantes são a fase de transição dos países para os estados-continentes: primeiro os Estados Unidos, depois a Rússia, se souber fazê-la, além da União Europeia, da China, da Índia e da América Latina, que tem maiores factores de unidade.

O secretário da CAL recordou também que, pouco antes do conclave de 2005, Methol antecipava a sua alegria pela eleição do cardeal Ratzinger para a sé de Pedro e acrescentava que estava chegando a hora de um papa latino-americano.

Methol faleceu em 2009. Carraquiry disse que, se estivesse vivo depois da eleição de Bergoglio ao papado, ele teria comemorado pessoalmente e retomado as suas leituras sobre o renascimento católico latino-americano e apontado as novas exigências e responsabilidades que este pontificado traz para toda a Igreja da América Latina. “Methol nos faz muita falta e este livro nos torna presente o seu legado”.

Echevarría: 'que Don Giussani seja beatificado em breve'

O prelado do Opus Dei no "Meeting da Amizade entre os Povos" convidou a ver as notícias do Oriente Médio, considerando que se fala de pessoas


Roma, 28 de Agosto de 2014 (Zenit.org) Sergio Mora


O prelado do Opus Dei, Mons. Javier Echevarría elogiou o pensamento do fundador de Comunhão e Libertação, o padre italiano Luigi Giussani, e desejou que o processo de canonização possa chegar em breve a ser concretizado. Falou isso na conferência realizada quinta-feira no "Meeting pela Amizade entre os Povos", que se realiza na cidade italiana de Rimini de 24 a 30 Agosto.

O prelado, que tinha declinado o convite, devido a problemas de agenda, finalmente aceitou depois de uma carta na qual lhe diziam: "Rimini é o centro do mundo", o centro do mundo claramente não geográfico, “mas devido ao grande desempenho que tem há 30 anos". De fato, Mons. Echevarría chega de um tour por sete países da América Central, e ontem chegou de duas etapas na Holanda e na Alemanha.

Disse que conheceu Don Giussani e ficou impressionado pela sua personalidade e capacidade de abordar as pessoas, e sua voz áfona, mas tão cálida. Lembrou que se sentia perto de um amigo, um homem de Igreja que explicava a actividade de Comunhão e Libertação a Don Alvaro del Portillo, que será beatificado no dia 27 de Setembro. Elogiou sua vida de piedade, seu ministério, serviço na Igreja e desejou a sua beatificação possa acontecer em breve.

Para os membros da Comunhão e Libertação presentes entre as três mil pessoas que lotaram o auditório, o terceiro prelado do Opus Dei os convidou a "meditar muito" o que ensinou Don Giussani", e instou-os não só a ler seus escritos, mas a meditá-los, a não contentar-se com admirar, mas "a entrar na figura de Dom Giussani e viver com ele a novidade que ele viveu em toda a sua vida”.

Sobre o tema do Encontro de Rimini "Rumo às periferias do mundo e da existência. O destino não deixou o homem sozinho”, destacou que ir às periferias é um tema recorrente no Papa Francisco, e que "convida toda a Igreja a sair ao encontro”, seguindo o mandamento do seu Mestre. Por isso convidou a pegar esta ideia do Papa e chegar a todas as periferias “a partir da nossa periferia pessoal”, para ajudar os outros e à Igreja a dar esta mensagem formidável.

O bispo espanhol também lembrou a importância que o fundador do Opus Dei, São Josemaria Escrivá dava à oração das pessoas doentes e deficientes, às quais atribuía muitas conquistas devida a essas orações.

E instou, a convite do Papa Francisco, ao sair para o mundo, ir para as periferias existenciais, sabendo que não estamos longe de nenhuma pessoa, mesmo que possam estar em países distantes. Também convidou a "não ler os jornais sem colocar a alma", a não só assistir o noticiário para saber das coisas e sem pensar nas pessoas estão lá, porque são pessoas e, portanto, é algo que nos afecta directamente.

Papa nomeia o cardeal Cañizares arcebispo de Valência

O cardeal deixa o seu cargo no Vaticano como prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos


Roma, 28 de Agosto de 2014 (Zenit.org)


O Santo Padre nomeou o Cardeal Antonio Cañizares Llovera como novo arcebispo de Valência na Espanha. O até então arcebispo de Valência, Dom Carlos Osorio foi nomeado arcebispo de Madrid, em substituição do cardeal Antonio María Rouco Varela.

O cardeal Antonio Cañizares Llovera tem sido até agora prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos e é arcebispo emérito de Toledo (Espanha).

Nascido em Utiel (Valência), em 10 de Outubro de 1945, estudou no seminário diocesano de Valência e se formou em teologia na Pontifícia Universidade de Salamanca, onde obteve seu doutorado na especialização da catequese. Morou em Valência nos inícios de seu ministério. Foi, então, coadjutor da paróquia de San Gerardo de Madrid. Fundador e primeiro presidente da Associação Espanhola de catequistas.

Ordenado bispo de Ávila em 1992 por João Paulo II e em 1996, nomeado arcebispo de Granada. Em Outubro de 2002, João Paulo II nomeou-o Arcebispo de Toledo e Primaz da Espanha.

Dedicou a maior parte de sua vida ao ensino. Ministrou conferências e cursos em toda a Espanha e tem participado em congressos, simpósios e outros eventos científicos na Itália, França, Portugal, Jerusalém, EUA e Brasil. Fundador e primeiro Reitor da Universidade Católica "Santa Teresa de Jesus" e chanceler e promotor da Universidade Católica "San Antonio de Pádua" em Múrcia e autor de livros como São Tomás de Villanova, testemunha da pregação do século XVI e A evangelização hoje.

É cardeal desde 2006 e, em 2008, o Papa Bento XVI nomeou-o Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. 

"Também a comunidade internacional é responsável pelo crescimento do EIIL"

Foi realizado ontem o encontro entre os líderes das Igrejas Orientais, e alguns diplomatas para discutir o conflito no Oriente Médio e a perseguição anti-cristã


Roma, 28 de Agosto de 2014 (Zenit.org)


Em Bkerke, no Líbano, na sede do Patriarcado maronita, foi realizado ontem, 27, uma reunião com a participação dos chefes das Igrejas Orientais e dos embaixadores de diversos países. Durante o encontro os Patriarcas destacaram “a necessidade de colocar um ponto final às organizações terroristas e fundamentalistas”, acrescentando que a comunidade internacional não pode permanecer indiferente à existência do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL).

Também estavam presentes na reunião o Núncio Apostólico em Beirute, Mons. Gabriele Caccia, o embaixador russo Alexander Zasypkin, o embaixador americano David Hale, o embaixador britânico Tom Fletcher, o representante pessoal do Secretário-Geral das Nações Unidas no Líbano, Derek Plumbly, um representante da Embaixada da França, Jerome Kochar, e o encarregado de Negócios da Embaixada da China, Han Jing.

"Os ataques contra os cristãos e seu próprio povo deveria ser um crime”, afirmaram os Patriarcas. Por esta razão, afirma-se no relatório final da reunião que "a comunidade internacional também é responsável pelo crescimento" do Estado Islâmico e de outras organizações afins. Daí a necessidade de colocar pressão sobre as organizações que representam fontes de abastecimento e financiamento contra esses terroristas. Neste sentido, torna-se necessário que "os Estados árabes" façam “uma pressão económica sobre estes grupos”. Por isso os patriarcas pedem uma fatwa “que proíba os ataques contra os outros”.

Ataques destes grupos que ameaçam a presença cristã em muitos países, particularmente no Iraque, Síria e até mesmo no Egipto. É muito doloroso - acrescentaram - testemunhar o silêncio do mundo sobre esses eventos. Além disso, tem sido reconhecida a contribuição daqueles que estão tomando medidas para aliviar o sofrimento dos cristãos refugiados no Curdistão iraquiano, no entanto, ainda precisa "trabalhar duro" para proteger estas populações e proporcionar-lhes um lar.

Para isso é essencial "libertar a planície de Nínive e facilitar o regresso dos refugiados às suas aldeias, bem como garantir a segurança dessas cidades". Finalmente, uma referência também foi reservada para as eleições presidenciais que se realizarão no Líbano. "A eleição do presidente - diz o relatório - é um dever primordial que se deve realizar".

O dia de amanhã pertence aos 'pró-vidas'

Um estudo de dois sociólogos norte-americanos mostra que a opinião pública ao longo dos anos tem sido cada vez mais a favor da vida, graças ao facto de que os "pró-vidas" tiveram mais filhos do que os defensores do aborto


Roma, 28 de Agosto de 2014 (Zenit.org) Federico Cenci


A batalha a favor da vida está destinada à vitória. Basta com que aqueles que lutam actuem de acordo com os princípios que os animam. Este é o ensinamento que vem de um estudo do Instituto de investigação demográfica General Social Survey dirigido por Alex Kevern e Jeremy Freese, sociólogos da Universidade de Northwestern. De acordo com os resultados, a tendência dos americanos tem ido ao longo dos anos se dirigindo sempre mais rumo a uma cultura da vida, pelo simples fato de que os pro-life (pró-vida) têm mais filhos do que os pro-choice (pró-escolha).

O documento foi publicado pela Social Science Research Network em 7 de Julho desse ano com o nome Diferencial de fertilidade como factor determinante da evolução da opinião pública sobre o aborto nos Estados Unidos. Isso demonstra que em um intervalo de tempo de 34 anos, de 1977 a 2010, os pró-vida tiveram cerca de 2,82 filhos, em média, para cada dois filhos de pessoas que se dizem pro-choice. Isso significa, entrando em mais detalhes estatísticos, que os pró-vidas tiveram 27% a mais de filhos do que os pró-escolha.

O aumento da prolificidade em si não é suficiente para explicar a mudança na tendência da opinião pública sobre o assunto. Os dois sociólogos demonstraram, porém, que é mais alta a probabilidade de que dentro de um núcleo familiar composto por pais pro-life os filhos tenham o testemunho ideal de abertura à vida.

Os pesquisadores estimam que, se não tivesse havido "diferencial de fertilidade" entre pró-vida e pró-escolha, em favor dos primeiros, o percentual de americanos que se declaram “pela vida” teria sido inferior cinco pontos percentuais em comparação com o que é hoje. Esse "diferencial de fertilidade", destacam Kevern e Freese, aumentou significativamente no final dos anos 70, período da história em que grande foi a disseminação de uma cultura progressista que visa tornar o aborto o direito das mulheres.

Um "direito" que, no entanto, tende a levar à extinção a cultura que o estimulou. O estudo destaca, além do mais, que se o impacto dessas diferenças de atitudes em relação ao aborto continuar nesta linha, o percentual de pro-vidas está destinado a expandir-se ainda mais deixando bem pra trás os pro-escolha.

Os estudos dos dois sociólogos confirmam os dados publicados em julho pela prestigiosa empresa de pesquisas americana Rasmussen Reports, segundo a qual 48% dos eleitores nos Estados Unidos se consideram pró-vida. Nunca na história americana tinha-se atingido um elevado número de pessoas, a favor da cultura da vida. A última sondagem antes dessa fotografava uma situação em que a percentagem de pro-vida variava do 35 ao 43%.

Bradley Mattes, director executivo do grupo pró-vida Life Issues Institute, comenta estes dados afirmando que como pais “com as nossas convicções não estamos forjando os nossos filhos e as nossas filhas; estamos forjando o futuro do mundo”.

Kia Motors vai doar ao Vaticano os dois carros que o Papa usou na Coreia

São os dois Soul usados pelo Papa Francisco para os deslocamentos no país asiático. Outro veículo será doado ao comité organizador da visita papal


Roma, 28 de Agosto de 2014 (Zenit.org)


A empresa de automóveis da Coreia do Sul, a Kia Motors Corp., anunciou nos últimos dias que doará ao Vaticano dois carros Soul, utilizados por Francisco como papa-móveis durante a recente visita ao país asiático.

"A comissão que organizou a visita papal informou que o Vaticano ficou muito satisfeito com os carros Soul que propomos para os deslocamentos do Pontífice na Coreia do Sul. Então resolvemos doar os dois carros para a Santa Sé”, declarou um representante da Kia Motors à agência Yonhap.

A empresa confirmou que em breve vai entregar os dois Soul para a comissão organizadora, que por sua vez os enviará a Roma. Além disso, também disse que vai presentear um outro modelo Soul para a comissão que preparou a visita do Papa. O carro será exibido em uma paróquia em Seoul.

"O fato do Seoul ter sido escolhido como papa-móveis durante a visita do Santo Padre foi muito significativo e sua doação ao Vaticano será para nós uma grande honra”, conclui o representante da Kia. 

No aniversário da I Guerra Mundial o Papa rezará por todas as vítimas de todas as guerras

Durante a sua viagem no dia 13 de Setembro, por ocasião do centenário da Primeira Guerra Mundial, Francisco visitará o cemitério Austro-Húngaro de Fogliano e rezará pelas vítimas das guerras no Memorial Militar


Roma, 28 de Agosto de 2014 (Zenit.org)


Foi divulgado hoje o programa oficial da visita do Papa a Redipuglia, na província de Gorizia, que será realizada no próximo 13 de Setembro, por ocasião do centenário do início da Primeira Guerra Mundial.

Às 7h30, o Papa viajará de carro do Vaticano para o aeroporto de Ciampino, de onde, às 8 horas, partirá para o aeroporto de Ronchi dei Legionários. O desembarque está previsto 50 minutos após.

O primeiro compromisso será às 9h15, no cemitério Austro-Húngaro de Fogliano da Redipuglia: lá, o Papa vai parar na frente do monumento central para uma oração e uma homenagem floral. Às 10h o Santo Padre celebrará a Santa Missa no Memorial militar da Redipuglia, e depois recitará uma oração pelos caídos e as vítimas de todas as guerras.

Francisco entregará aos superiores militares e aos bispos presentes uma lâmpada que será acesa em suas respectivas dioceses durante as celebrações para comemorar a Primeira Guerra Mundial. A partida para Roma está fixada para as 12h. As 12h50 a chegada ao aeroporto de Ciampino e o retorno ao Vaticano. 

Santo Agostinho

No ano de 2008 o Papa Bento XVI dedicou uma série de catequeses para falar sobre Santo Agostinho.


Horizonte, 28 de Agosto de 2014 (Zenit.org) Fabiano Farias de Medeiros


"Tarde Vos amei ó Beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei! Eis que habitáveis dentro de mim, e eu, lá fora, a procurar-Vos!” Assim bradava Aurélio Agostinho que nasceu no dia 13 de Novembro de 354 em Tagaste na África. Filho de Santa Mónica e Patrício, o jovem tinha forte personalidade e mediante os esforços de sua mãe em educa-lo na fé, sempre apresentou resistências, sobretudo pelo comportamento pagão de seu pai.

Estudou em sua cidade, depois em Madaura e posteriormente foi estudar retórica em Cartago, onde aos dezasseis anos envolveu-se com a heresia maniqueísta e entregou-se aos vícios, paixões e prazeres mundanos. Sua mãe não cessava as orações pela conversão do filho que resolveu abrir uma escola de retórica e ambicionando maior fama, foi para Roma onde foi convidado para leccionar na cidade de Milão. Encontrou na cidade o Bispo Ambrósio, um dos mais velhos e experientes mestres em retórica e logo foi influenciado por suas pregações e sermões. Iniciou-se assim o processo de conversão do jovem que não só abandonou os vícios e renunciou às heresias, mas passou a ser um destemido opositor dos hereges. Contribuiu fortemente para sua conversão o fato de ter conhecido as Cartas Paulinas e sobre a vida de Santo Antão, a qual lhe tocou muito e o fez ter aversão ao pecado.

Agostinho sofreu a dor da perda do filho e, pouco tempo depois do seu baptismo, a de sua mãe. A este tempo o jovem já vivia o fervor de suas palavras: “Dai-me o que mandas e manda-me o que queiras de mim”. A tradição data sua conversão no dia 15 de Agosto de 386 no qual foi ao norte de Milão para ser baptizado por Santo Ambrósio no dia 24 de Abril de 387, durante a vigília pascal, na Catedral de Milão. Após o sepultamento de sua mãe dirigiu-se para Tagaste no ano 388 para lá vender todos os seus bens e seguir uma vida monástica. Em 395, foi chamado por Valério, bispo de Hipona, para ser sagrado sacerdote e em 397 com a morte de Valério, Agostinho foi aclamado Bispo.

Após 35 anos de episcopado, Agostinho faleceu no dia em 28 de Agosto de 430. 
No ano de 2008 o Papa Bento XVI dedicou uma série de catequeses para falar sobre Santo Agostinho. O pontífice dedicou-se à sua vida, às suas obras, à sua mensagem e à sua vicissitude interior. Clique nos links abaixo para aceder ao material.






quinta-feira, 28 de agosto de 2014

O Papa Francisco convoca Messi, Zanetti, Eto’o e Zidane para um «Jogo pela Paz» em Roma

Proposta inter-religiosa: «A fraternidade em sinal de paz» 

Zanetti, defesa argentino do Inter de Milão, é um bom
aliado de Francisco para um grande evento futebolístico que
recolhe fundos para a cultura da paz
Actualizado 24 de Julho de 2014

Europa Press

Lionel Messi, Gianluigi Buffon, Zinedine Zidane, Javier Zanetti, Roberto Baggio, Andrea Pirlo, Yuto Nagatomo ou Samuel Eto´o são alguns dos jogadores que participarão no jogo "Inter-religioso pela Paz", por iniciativa do Papa Francisco, no Estádio Olímpico de Roma no próximo dia 01 de Setembro, segundo informaram os organizadores do evento num comunicado de imprensa.

Os desportistas vão intervir em nome das diferentes religiões, reunidas pela primeira vez em Roma, para celebrar o encontro "entre a excelência desportiva" e "a fraternidade em sinal da paz no mundo", segundo sublinharam no comunicado.

A iniciativa é promovida e organizada por duas fundações sem ânimo de lucro, ambas activas na difusão dos valores do desporto e o apoio concreto a crianças e adolescentes: Fundação Pupi (www.fondazionepupi.org) e Scholas Occurrentes (www.scholasoccurrentes.org).

Segundo os responsáveis, o evento está inspirado numa conversação mantida em Abril de 2013 entre o futebolista Javier Zanetti e o Papa Francisco na qual o Pontífice, segundo o jogador, lhe transmitiu a ideia de organizar um encontro que servisse de união entre pessoas afins a diferentes religiões.

Zanetti declarou que está "muito orgulhoso" de poder contribuir na organização do Partido pela Paz Inter-religiosa e acrescentou que foi em Abril de 2013, quando o Papa Francisco lhe expressou que queria partilhar a ideia de criar um momento de fraternidade e união entre as diferentes religiões.

Assim, o jogador assegurou que estão dedicando muitas energias para conseguir que o evento seja "uma noite de grande futebol e recolha de fundos, assim como, sobretudo, uma celebração para os povos e uma oportunidade para a reflexão comum".

Poderão seguir-se os preparativos prévios ao evento na página web habilitada para o efeito, www.matchforpeace.org, que contém informação em inglês, italiano e espanhol.

Além disso, os organizadores criaram um perfil na rede social Twitter com o nome de "matchforpeace" no qual, a partir desta quarta-feira, escreverão mensagens de 140 caracteres.

A fundação PUPI foi criada em 2001 com o objectivo de trabalhar no âmbito da protecção integral dos direitos de crianças e adolescentes. A Fundação nasceu por vontade de Javier Zanetti e da sua esposa Paula, que decidiram criar um espaço onde poder desenvolver este projecto.

Scholas Occurrentes, é uma rede mundial de Escolas e Redes Educativas Impulsionada pelo Papa Francisco, através da Pontifícia Academia das Ciências e pretende vincular escolas e redes educativas de todo o mundo a partir de propostas pedagógicas, desportivas e artísticas para melhorar a educação e conseguir a inclusão das comunidades de menores recursos.




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Era abortista, anticlerical e lésbica: escutando testemunhos em Medjugorje a sua vida transformou-se






O jesuíta Guy Consolmagno, astrónomo no Observatório Vaticano, recebe a medalha Carl Sagan

Actualizado 21 de Julho de 2014

Aciprensa / EWTN / ReL 

Guy Consolmagno, irmão jesuíta e
astrónomo, é também um grande
divulgador da ciência
O irmão jesuíta Guy Consolmagno, doutor em Ciências Planetárias e astrónomo do Observatório Vaticano, foi premiado com a Medalha Carl Sagan da Sociedade Astronómica Americana.

Num comunicado, a Divisão para Ciências Planetárias da Sociedade Astronómica Americana anunciou o reconhecimento para Consolmagno, em honra à “destacada comunicação de um cientista planetário ao público em geral”.

A organização científica estadunidense assinalou que o irmão Guy Consolmagno “tem uma trajectória de uma década de comunicar a ciência planetária ao público, ao mesmo tempo que mantém uma carreira científica activa”.

“Adicionalmente, ele ocupa uma posição única dentro da nossa profissão, como um porta-voz credível para a honestidade científica, dentro do contexto da crença religiosa”.

A Sociedade Astronómica Americana destacou que o religioso jesuíta “usa múltiplos meios para chegar à sua audiência”, remarcando que “escreveu ou editou seis livros”.

“Além de escrever livros, é um popular e dinâmico conferencista, dando 40 ou 50 conferências públicas cada ano através tanto da Europa e dos Estados Unidos, chegando a milhares de pessoas”.

O irmão Consolmagno, destacaram, apareceu em importantes meios de comunicação, como programas de rádio da britânica BBC. “Estas aparições referem-se tanto a temas de ciência pura e temas de ciência com religião”.

“Como um irmão jesuíta, Guy converteu-se na voz da justaposição da ciência planetária e a astronomia com a fé cristã”.

Para os astrónomos estadunidenses, o irmão Guy Consolmagno “pode transmitir excepcionalmente bem como a religião e a ciência podem coexistir para os crentes”.

O prémio será formalmente entregue em Novembro deste ano, durante a 46 reunião anual da Divisão para Ciências Planetárias da Sociedade Astronómica Americana, em Tucson, estado do Arizona (Estados Unidos).

(Nota de ReL: dá-se a circunstância de que Carl Sagan, se bem era um bom divulgador popular da ciência astronómica, carregava as tintas sempre que podia contra a religião em geral e também contra a Igreja católica e a sua história, que conhecia pouco e mal.

Entregar a "Medalha Carl Sagan" a um jesuíta - congregação que gerou uma multidão de grandes astrónomos na sua história - é por sua vez adequado e paradoxal).


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Texto completo da catequese do Papa Francisco

Audiência geral dessa quarta-feira


Roma, 27 de Agosto de 2014 (Zenit.org)


Queridos irmãos e irmãs, bom dia.

Toda vez que renovamos a nossa profissão de fé recitando o “Credo”, nós afirmamos que a Igreja é “una” e “santa”. É una porque tem a sua origem em Deus Trindade, mistério de unidade e de comunhão plena. Depois, a Igreja é santa, enquanto fundada sobre Jesus Cristo, animada pelo seu Espírito Santo, repleta do seu amor e da sua salvação. Ao mesmo tempo, porém, é santa e composta de pecadores, todos nós, pecadores, que fazemos experiência cada dia das nossas fragilidades e das nossas misérias. Então, esta fé que professamos nos impele à conversão, a ter a coragem de viver quotidianamente a unidade e a santidade, e se nós não somos unidos, se não somos santos, é porque não somos fiéis a Jesus. Mas ele, Jesus, não nos deixa sozinhos, não abandona a sua Igreja! Ele caminha connosco, Ele nos entende. Entende as nossas fraquezas, os nossos pecados, perdoa-nos, sempre que nós nos deixamos perdoar. Ele está sempre connosco, ajudando-nos a nos tornarmos menos pecadores, mais santos, mais unidos.

1. O primeiro conforto vem do fato de que Jesus rezou muito pela unidade dos discípulos. É a oração da Última Ceia, Jesus pediu tanto: “Pai, que sejam uma só coisa”. Rezou pela unidade, e o fez propriamente na iminência da Paixão, quando estava para oferecer toda a sua vida por nós. É aquilo que somos convidados continuamente a reler e meditar, em uma das páginas mais intensas e comoventes do Evangelho de João, o capítulo dezassete (cfr vv. 11.21-23). Como é belo saber que o Senhor, pouco antes de morrer, não se preocupou consigo mesmo, mas pensou em nós! E no seu diálogo sincero com o Pai, rezou justamente para que pudéssemos ser uma só coisa com Ele e entre nós. Bem: com estas palavras, Jesus se fez nosso intercessor junto ao Pai, para que possamos entrar também nós na plena comunhão de amor com Ele; ao mesmo tempo, confia-lhe a nós como seu testamento espiritual, para que a unidade possa se tornar sempre mais a nota distintiva das nossas comunidades cristãs e a resposta mais bela a qualquer um que nos pergunte a razão da esperança que há em nós (cfr 1 Pe 3, 15).

2. “Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17, 21). A Igreja procurou desde o início realizar este propósito que está no coração de Jesus. Os Actos dos Apóstolos nos recordam que os primeiros cristãos se distinguiam pelo fato de terem “um só coração e uma só alma” (At 4, 32); o apóstolo Paulo, depois, exortava as suas comunidades a não esquecerem que são “um só corpo” (1 Cor 12, 13). A experiência, porém, nos diz que são tantos os pecados contra a unidade. E não pensemos só nos cismas, pensemos em faltas muito comuns nas nossas comunidades, em pecados “paroquiais”, aqueles pecados nas paróquias. Às vezes, de fato, as nossas paróquias, chamadas a serem lugares de partilha e de comunhão, são tristemente marcadas por inveja, ciúmes, antipatia… E os mexericos são acessíveis a todos. Como se mexerica nas paróquias! Isto não é bom. Por exemplo, quando alguém é eleito presidente daquela associação, mexerica-se contra ele. E se aquela outra é eleita presidente da catequese, as outras mexericam contra ela. Mas, esta não é a Igreja. Não se deve fazer isto, não devemos fazê-lo! É preciso pedir ao Senhor a graça de não fazê-lo. Isto é humano, sim, mas não é cristão! Isto acontece quando almejamos os primeiros lugares; quando colocamos no centro nós mesmos, com as nossas ambições pessoais e os nossos modos de ver as coisas, e julgamos os outros; quando olhamos aos defeitos dos irmãos, em vez de olhar para suas competências; quando damos mais peso àquilo que nos divide, em vez de olhar para o que nos une…

Uma vez, na outra diocese em que eu estava antes, ouvi um comentário interessante e belo. Falava-se de uma idosa que por toda a vida tinha trabalhado na paróquia e uma pessoa que a conhecia bem disse: “Esta mulher nunca falou mal dos outros, nunca mexericou, sempre estava com um sorriso”. Uma mulher assim pode ser canonizada amanhã! Este é um belo exemplo. E se olhamos para a história da Igreja, quantas divisões entre nós cristãos. Também agora estamos divididos. Também na história nós cristãos fizemos guerra entre nós por divisões teológicas. Pensemos naquela dos 30 anos. Mas isto não é cristão. Devemos trabalhar também pela unidade de todos os cristãos, seguir pelo caminho da unidade que é aquele que Jesus quer e pelo qual rezou.

3. Diante de tudo isso, devemos fazer seriamente um exame de consciência. Em uma comunidade cristã, a divisão é um dos pecados mais graves, porque a torna sinal não da obra de Deus, mas da obra do diabo, que é por definição aquele que separa, que arruína as relações, que insinua preconceitos… A divisão em uma comunidade cristã, seja essa uma escola, uma paróquia ou uma associação é um pecado gravíssimo, porque é obra do Diabo. Deus, em vez disso, quer que cresçamos na capacidade de nos acolhermos, de nos perdoarmos e de nos querermos bem, para nos assemelharmos sempre mais a Ele que é comunhão e amor. Nisto está a santidade da Igreja: em reconhecer-se à imagem de Deus, repleta da sua misericórdia e da sua graça.

Queridos amigos, façamos ressoar no nosso coração estas palavras de Jesus: “Bem aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5, 9). Peçamos sinceramente perdão por todas as vezes em que fomos ocasião de divisão ou de incompreensão dentro das nossas comunidades, bem sabendo que não se chega à comunhão se não através de uma contínua conversão. O que é a conversão? É pedir ao Senhor a graça de não falar mal, de não criticar, de não mexericar, de querer bem a todos. É uma graça que o Senhor nos dá. Isto é converter o coração. E peçamos que a base quotidiana das nossas relações possa se tornar uma reflexão sempre mais bela e alegre da relação entre Jesus e o Pai.