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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

"A paz é o futuro": 300 líderes religiosos em diálogo na Bélgica

De 7 a 9 de Setembro em Antuérpia, encontro internacional promovido pela Comunidade de Santo Egídio entre religiões e culturas cem anos após a Primeira Guerra Mundial


Roma, 03 de Setembro de 2014 (Zenit.org)


Mais de 300 líderes das grandes religiões do mundo se encontrarão de domingo (7) a terça-feira (9), em Antuérpia (Bélgica), para participar do XXVIII Encontro Internacional Homem e Religião promovido pela Comunidade de Santo Egídio. O tema do evento é "A paz é o futuro: religiões e culturas em diálogo cem anos após a Primeira Guerra Mundial."

A escolha do local, no trágico aniversário de um conflito que ensanguentou a Europa, responde à necessidade de levar o "espírito de Assis" ao mundo de hoje, sem perder a memória da história, mas também sem sacrificar o compromisso no presente, que nos pede para "manter a lâmpada da esperança acesa, rezando e trabalhando pela paz", como disse o Papa Francisco ao receber os participantes em audiência dia 30 de Setembro de 2013.

O encontro deste ano tem lugar enquanto confrontos armados sangrentos acontecem no Oriente Médio, Europa Oriental, África do Norte, resultando em terríveis tragédias humanitárias e em um fluxo constante de refugiados, ameaçando a própria segurança da Europa e todo o Ocidente. O aniversário da Primeira Guerra Mundial convida todos a pensar sobre a inutilidade do conflito e a se empenhar na construção de uma paz estável e duradoura.

Na cerimónia de abertura, no Stadsschouwburg em Antuérpia, na tarde de domingo (7), estarão, entre outros, o bispo de Antuérpia Dom Johan Bonny; o fundador da Comunidade de Santo Egídio Andrea Riccardi; o Presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy; o escritor polaco Zygmunt Bauman; o Patriarca Sírio Ortodoxo de Antioquia Ignatius Aphrem II e o Grande Mufti da República Árabe do Egipto, Shawki Ibrahim Abdel-Karim Allam. O parlamentar iraquiano Vian Dakheel, representante da comunidade Yazidi perseguida pelo califado, testemunhará aos presentes.

Em seguida, serão apresentadas 25 mesas-redondas com a participação de líderes religiosos e representantes do mundo político, cultural, socioeconómico de países como o Iraque, a Síria, o Curdistão, Nigéria, Ucrânia, Filipinas. Do Iraque, em particular, o Patriarca da Babilónia dos Caldeus, Louis Raphael Sako, Anwar Hadaya, do conselho provincial de Nínive, Kamal Muslim, o ministro para Assuntos Religiosos do Curdistão; da Síria o arcebispo Dionysius Jean kawak; do Paquistão o presidente da aliança de todas as minorias do país Paul Bhatti e o membro do Supremo Tribunal Mohammad Khalid Masud; do Irão, o presidente do Instituto para o Diálogo Inter-religioso Sayyed Mohammad Ali Abtahi; da Nigéria o Cardeal John Olorunfemi Onaiyekan, Arcebispo de Abuja, Dom Ignatius Ayau Kaigama, o emir Mohamed Sambo Haruna, o pastor James Wuye; da Ucrânia o bispo Nikolaj Ucrânia, da Rússia, o metropolita Pavel do Patriarcado de Moscovo.

O Encontro Internacional terminará na terça-feira, 9 de Setembro, com uma oração pela paz em diversos lugares de acordo com as diferentes religiões, uma procissão, e a proclamação na "Grote Markt" do Apelo de Paz 2014, com a participação do Presidente do Parlamento Europeu Martin Schulz.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

A equipa nacional Famílias Numerosas entra em campo pela paz

De 5 a 8 de Setembro a equipe composta por pais com pelo menos quatro filhos, participarão de uma série de jogos beneficentes em Nazaré, Belém e Jerusalém


Roma, 03 de Setembro de 2014 (Zenit.org)


A equipa Famílias Numerosas representará a Itália no decorrer do evento de futebol pela paz na Terra Santa, de 5 a 8 de Setembro. A equipe vai jogar em Nazaré, Belém e Jerusalém, seguindo o itinerário das tradicionais peregrinações cristãs.

“Há nove anos - diz Antonello Crucitti, um dos organizadores do evento, casado com Angela e pai de 10 filhos -, sendo um ex-jogador, tive a ideia de criar no seio da associação das famílias numerosas também uma equipa nacional composto por pais que tenham pelo menos quatro crianças. Assim formou-se o time nacional Famílias Numerosas. Para minha surpresa, os resultados superaram as expectativas e desembarcaram em nossa equipe, entre outros, ex-jogadores famoso, como David Nicholas (ex-Genoa e Torino); Mimmo Agostini (ex Ascoli); Simone Braglia (ex-Milan); Toto Rondon (ex Vicenza); Emanuele Filippini (ex-Brescia); Damiano Tommasi (ex Roma). O treinador da nossa equipa é Bruno Bolchi, ex-jogador e treinador da Série A.

Crucitti explica que para a equipa Famílias Numerosas não é novidade "este tipo de iniciativa futebolística organizada com o objectivo de reforçar os valores sociais para testemunhar a beleza da vida e da família e, também como está no coração do Santo Padre, para promover a paz entre o nações". Até o momento na Itália cerca de 16.000 famílias numerosas estão associadas, número que aumenta exponencialmente a cada dia. Crucitti também explica que “a ideia de promover um jogo pela paz surgiu por ocasião dos 10 anos da associação, quando foi organizado uma partida em Nazaré, outra em Belém e outra em Jerusalém entre os irmãos muçulmanos, os irmãos judeus, os irmãos ortodoxos e a equipa Famílias Numerosas composto por 16 pais, que somam 110 filhos, representando a Igreja Católica Romana".

O jogo pela Paz na Terra Santa terá a participação de um bispo: “O Pastor que vai nos apoiar com a sua presença e com a sua bravura em campo nesta missão de paz na Terra Santa – conclui Crucitti – é Dom Giancarlo Maria Bregantini, Presidente da Comissão Episcopal para os problemas sociais e de trabalho, justiça e paz".

A Igreja é realmente mãe

As palavras do Papa na catequese desta quarta-feira


Cidade do Vaticano, 03 de Setembro de 2014 (Zenit.org

Queridos irmãos e irmãs, bom dia.

Nas catequeses anteriores, tivemos a oportunidade de confirmar uma vez mais que não nos tornamos cristãos por si só, isso é, com as próprias forças, de modo autónomo, nem nos tornamos cristãos em laboratório, mas se gerados e feitos crescer na fé dentro daquele grande corpo que é a Igreja. Neste sentido, a Igreja é realmente mãe, a nossa mãe Igreja – é belo dizer assim: a nossa mãe Igreja – uma mãe que nos dá a vida em Cristo e que nos faz viver com todos os outros irmãos na comunhão do Espírito Santo.

1. Nesta sua maternidade, a Igreja tem como modelo a Virgem Maria, o modelo mais belo e mais alto que se pode ter. É o que as primeiras comunidades já colocaram à luz e o Concílio Vaticano II expressou de modo admirável (cfr Const. Lumen gentium, 63-64). A maternidade de Maria é certamente única, singular, e se realizou na plenitude dos tempos, quando a Virgem deu à luz o Filho de Deus, concebido por obra do Espírito Santo. E, todavia, a maternidade da Igreja coloca-se propriamente em continuidade com aquela de Maria, como um prolongamento seu na história. A Igreja, na fecundidade do Espírito, continua a gerar novos filhos em Cristo, sempre na escuta da Palavra de Deus e na docilidade ao seu desígnio de amor. A Igreja é mãe. O nascimento de Jesus no seio de Maria, de fato, é o início do nascimento de cada cristão no seio da Igreja, do momento que Cristo é o primogénito de uma multidão de irmãos (cfr Rm 8, 29) e o nosso primeiro irmão Jesus nasceu de Maria, é o modelo, e todos nós nascemos na Igreja. Compreendemos, então, como a relação que une Maria e a Igreja é tão profunda: olhando para Maria, descobrimos a face mais bela e mais terna da Igreja; e olhando para a Igreja reconhecemos os traços sublimes de Maria. Nós, cristãos, não somos órfãos, temos uma mãe, temos uma mãe, e isto é grandioso! Não somos órfãos! A Igreja é mãe, Maria é mãe.

2. A Igreja é nossa mãe porque nos gerou no Baptismo. Toda vez que baptizamos uma criança, torna-se filho da Igreja, entra na Igreja. E daquele dia, como uma mãe atenta, nos faz crescer na fé e nos indica, com a força da Palavra de Deus, o caminho de salvação, defendendo-nos do mal.

A Igreja recebeu de Jesus o tesouro precioso do Evangelho não para retê-lo para si, mas para doá-lo generosamente aos outros, como faz uma mãe. Neste serviço de evangelização, manifesta-se de modo peculiar a maternidade da Igreja, empenhada, como uma mãe, em oferecer aos seus filhos o alimento espiritual que alimenta e faz frutificar a vida cristã. Todos, portanto, somos chamados a acolher com mente e coração abertos a Palavra de Deus que a Igreja a cada dia oferece, porque esta Palavra tem a capacidade de nos mudar de dentro. Somente a Palavra de Deus tem esta capacidade de nos mudar bem de dentro, das nossas raízes mais profundas. A Palavra de Deus tem esse poder. E quem nos dá a Palavra de Deus? A mãe Igreja. Ela nos amamenta desde criança com esta Palavra, ensina-nos durante toda a vida com esta Palavra e isto é grandioso! É justamente a mãe Igreja que, com a Palavra de Deus, nos muda de dentro. A Palavra de Deus que nos dá a mãe Igreja transforma-nos, torna a nossa humanidade não palpitante segundo a mundanidade da carne, mas segundo o Espírito.

Na sua solicitude materna, a Igreja se esforça em mostrar aos crentes o caminho a percorrer para viver uma existência fecunda de alegria e de paz. Iluminados pela luz do Evangelho e apoiados pela graça dos Sacramentos, especialmente a Eucaristia, nós podemos orientar as nossas escolhas para o bem e atravessar com coragem e esperança os momentos de escuridão e os sentimentos mais tortuosos. O caminho de salvação, através do qual a Igreja nos guia e nos acompanha com a força do Evangelho e o apoio dos Sacramentos, nos dá a capacidade de nos defendermos do mal. A Igreja tem a coragem de uma mãe que sabe ter que defender os próprios filhos dos perigos que derivam da presença de satanás no mundo, para levá-los ao encontro com Jesus. Uma mãe sempre defende os filhos. Esta defesa consiste também em exortar à vigilância: vigiar contra o engano e a sedução do maligno. Porque mesmo que Deus venceu satanás, este volta sempre com as suas tentações; nós sabemos disso, todos nós somos tentados, fomos tentados e somos tentados. Satanás vem “como leão que ruge” (1 Pt 5, 8), diz o apóstolo Pedro, e cabe a nós não sermos ingénuos, mas vigiar e resistir firmes na fé. Resistir com os conselhos da mãe Igreja, resistir com a ajuda da mãe Igreja, que como uma boa mãe sempre acompanha os seus filhos nos momentos difíceis.

3. Queridos amigos, esta é a Igreja, esta é a Igreja que todos amamos, esta é a Igreja que eu amo: uma mãe que tem no coração o bem dos próprios filhos e que é capaz de dar a vida por eles. Não devemos nos esquecer, porém, que a Igreja não é só os padres, ou nós bispos, não, somos todos! A Igreja somos todos! De acordo? E também nós somos filhos, mas também mães de outros cristãos. Todos os baptizados, homens e mulheres, juntos somos a Igreja. Quantas vezes nas nossas vidas não damos testemunho desta maternidade da Igreja, desta coragem materna da Igreja! Quantas vezes somos covardes! Confiemo-nos, então, a Maria, para que Ela, como mãe do nosso irmão primogénito, Jesus, nos ensine a ter o seu mesmo espírito materno nos confrontos dos nossos irmãos, com a capacidade sincera de acolher, de perdoar, de dar força e de infundir confiança e esperança. É isto o que faz uma mãe.

(Fonte: Canção Nova)

"Cristãos perseguidos, a Igreja se orgulha de vocês!"

Após a audiência geral, o Papa se dirigiu às vítimas de violência e perseguição, especialmente no Oriente Médio. Em seguida, ele expressou sua preocupação com a questão da empresa ThyssenKrupp


Roma, 03 de Setembro de 2014 (Zenit.org)


Ao se despedir no final da catequese da audiência geral, o Papa Francisco dirigiu "uma cordial saudação aos peregrinos de língua árabe, especialmente àqueles do Iraque". 

Bem como durante a catequese, o Papa reiterou que “a Igreja é Mãe e como todas as mães sabe acompanhar o filho necessitado, levantar o filho caído, cuidar do doente, buscar o perdido e despertar aquele que dorme e também defender os filhos indefesos e perseguidos”.

“Hoje - acrescentou o Santo Padre - gostaria de assegurar, especialmente nestes dias, aos indefesos e aos perseguidos, proximidade: vocês estão no coração da Igreja!” – exclamou o Papa -. “A Igreja sofre com vocês e a Igreja se orgulha de vocês, se orgulha de ter filhos como vocês; vocês são a força e o testemunho concreto e autêntico da sua mensagem de salvação, de perdão e de amor. Abraço-vos a todos, todos! Que o Senhor vos abençoe e vos proteja!”.

Saudando os fiéis italianos, o Papa lançou um novo apelo pelo mundo do trabalho. Em particular, o Papa se uniu à recente intervenção do bispo de Terni-Narni-Amelia, Dom Giuseppe Piemontese, expressando "profunda preocupação pela grave situação que estão vivendo muitas famílias de Terni em função dos projetos da empresa Thyssenkrupp”. 

Mais uma vez, o Bispo de Roma pede que “não prevaleça a lógica do lucro, mas o da solidariedade e da justiça". "No centro de qualquer questão - diz ele –também nas trabalhistas, deve estar sempre a pessoa e a sua dignidade! Com o trabalho não se brinca! E quem por questão de dinheiro, negócio, para ganhar mais, tira o trabalho, saiba que tira a dignidade das pessoas"- concluiu-.

(03 de Setembro de 2014) © Innovative Media Inc.  

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São Gregório Magno

Testemunho vigoroso do anúncio e vivência da fé.


Horizonte, 03 de Setembro de 2014 (Zenit.org) Fabiano Farias de Medeiros


“Todo aquele que estuda para chegar à iluminação, à contemplação do sagrado, devia começar perguntando a si mesmo quanto ama. Pois o amor é a força motriz da mente, que o tira do mundo e o inspira para o alto”, assim ensinava Gregório, nascido no ano 540 em Roma. Seus pais, o senador Giordano e sua mãe, Sílvia, eram uma família muito devotada e dedicada à oração. Seu biógrafo, o diácono João, relata que foi um santo educado entre os santos e, assim, foi crescendo o jovem Gregório que chegou a ser prefeito de Roma. Com a morte do pai por volta do 574, resolveu retirar-se na inspiração de consagrar-se totalmente a Deus.

Como era dotado de muitos bens, os usou para fundar seis mosteiros na Silícia e um em Roma que levou o nome de Santo André. O seu palácio na colina do Monte Célio foi transformado em um mosteiro beneditino no qual Gregório consagrou-se e vestiu o hábito. Dedicou-se à vida contemplativa que descrevia assim: "naquele silêncio do coração, enquanto permanecemos vigilantes no interior através da contemplação, estamos como que dormindo para tudo que está no exterior".  No ano 579, o Papa Pelágio II escolheu Gregório para ser seu embaixador e o enviou a Constantinopla para intervir junto ao imperador contra a invasão dos lombardos e a restauração da ordem na Itália. Após seis anos, Gregório retornou à Roma e foi eleito abade do Mosteiro de Santo André.

Após a morte do Papa Pelágio II no ano 590, Gregório foi eleito Papa e desempenhou com extrema caridade, humildade e força o seu pontificado que durou quatorze anos. Enfrentou diversos desafios como os bárbaros, hereges, doenças e outras segmentações. Escreveu diversos livros nos quais expõe uma nova regra de vida para o clero, consolida a liturgia e codificou o canto litúrgico que depois levou o nome de canto gregoriano.

Vitimado por diversas crises de saúde, Gregório faleceu no ano 604 e foi sepultado na basílica de São Pedro. Recebeu o título de “o Magno” e foi reconhecido como Doutor da Igreja.

Descobriu que as suas imagens de santos com citação podiam evangelizar o Facebook… E já não parou

As suas composições servem-lhe para falar da Igreja 

Disse sim a Deus e incendeia o mundo, reza um dos cartazes
vocacionais de Cassie. É o que tenta ela também com as
suas imagens.
Actualizado 2 de Agosto de 2014

ReL

Em só um ano que leva fazendo-as, as artísticas imagens de santos às quais Cassie Pease acrescenta uma citação converteram-se num êxito na Rede, sobretudo no Facebook, que é onde nasceu a ideia.

Cassie é uma jovem de 22 anos natural do Dakota do Sul (Estados Unidos), criada numa família com nove filhos educados em homeschooling pelos seus pais, a quem considera "grandes exemplos de fé" enquanto eles foram crescendo.

Tem uma irmã gémea que é religiosa da Sociedade de Nossa Senhora da Santíssima Trindade e também pinta, e outra que é religiosa capuchinha das Irmãs de Nazaré, e grande virtuosa do piano. Outra tem um negócio de roupa que desenha ela mesma. E é que os Pease, ainda que não pudessem transmitir aos seus filhos um talento artístico do que, explica Ceasse, carecem, sem dúvida educando-os em casa fomentaram-se os talentos que iam descobrindo em cada um deles.

Segundo recolhe a Catholic News Agency, a primeira criação da jovem foi sobre João Paulo II, e limitou-se a pô-la no Facebook para partilhá-la com os seus amigos: "Mas uma semana depois tinha 300 share; eu estava atónita". Sendo menina ela tinha começado a desenhar personagens do cinema e da televisão, e logo, depois de ir a uma academia de desenho gráfico, a sua arte começou a reflectir a sua crescente fé.

"Comecei a enamorar-me de Jesus e da Igreja católica, e colaborei em diferentes projectos para o Centro Newman diocesano para jovens, e encantava-me. Queria usar os meus talentos para desenhar para a Igreja", explica, e ainda que trabalhasse numa vinha, ao voltar a casa dedicava-se a fazer composições por computador e a comprovar o seu êxito no Facebook.

Foi o início do seu negócio, porque as pessoas começaram a pedi-los impressos ou para fundos de ecrã. E ainda que cubra motivos de todo tipo, os que mais a motivam são os santos. Os seus favoritos são São João Paulo II, São Josemaría Escrivá de Balaguer e o Beato Pier Giorgio Frassati. 

A todos os desenhos de santos que faz acrescenta-lhes uma citação: "Todos em algum momento temos citações que queremos recordar e as que gostamos de voltar". E além disso servem-lhe para partilhar a sua fé: "Uma vez escreveu-me uma mãe dizendo-me que a sua filha, à qual não via à muito interessada na sua fé, tinha encontrado os meus desenhos, e os tinha aprendido e estava realmente interessada neles".

"E isso é uma prenda", acrescenta Ceasse, "porque me dá a oportunidade de falar dos santos e da Igreja católica". É o que mais satisfeita a deixa: "Porque, no final do dia, o único que quero é ter partilhado essa mensagem dos santos, para que por meio deles Jesus Cristo toque a vida das pessoas".


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Psicólogos e médicos dialogam sobre o que faz o ser humano feliz: a relacionalidade

Fundado em 2006 tem como director presidente Dr. Ismael José Vilela e como director espiritual o cardeal Dom João Braz de Aviz


Roma, 02 de Setembro de 2014 (Zenit.org)


Vinte e cinco psicólogos e médicos de vários estados do Brasil reuniram-se de 22 a 24 de Agosto na casa de retiro das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus, em Santa Felicidade (Curitiba – PR), para aprofundar a espiritualidade de comunhão e os estudos da psicologia com o tema “a relacionalidade como constitutiva da pessoa humana”.

O grupo faz parte do ICAPP (Instituto Católico de Psicologia e Pesquisa), fundado em 2006 e que tem como director presidente Dr. Ismael José Vilela e director espiritual Dom João Braz de Aviz, desde o seu início. Permeado com momentos de partilha e orações, os profissionais da saúde alegraram-se ao constatar, no diálogo, que o ser humano vibra, é feliz quando os seus relacionamentos são sadios e autênticos. E o que faz o ser humano definhar são as fracturas nas relações.

“Saio com leveza no coração; mais segura nas minhas escolhas e mesmo atendendo individualmente as pessoas, me sinto parte de um grupo que se deixa iluminar pelo espírito de comunhão”, disse uma terapeuta.

“Os temas abordados foram muito pertinentes: ajudam a compreender a realidade do ser humano e a importância da espiritualidade no seu dia a dia”, disse um outro psicólogo.

Mais do que um simpósio ou um congresso, os dias vividos juntos mostraram a importância de se caminhar juntos. E tendo em conta que a razão e fé não se opõem na busca da verdade, a missão do ICaPP é iluminar a ciência psicológica com a luz da revelação Cristã, afirmou Dr. Ismael.

“Em tempos que o Papa Francisco pede aos seus colaboradores mais imediatos profissionalismo, serviço e santidade, nos causa muita alegria ver que um grupo de psicólogos e médicos estejam percorrendo o caminho da ciência iluminada também pela fé católica e dispostos a ir ao encontro da dor humana, lá onde ela se encontra” enfatizou João Braz Cardeal de Aviz.

Ulteriores informações na secretaria do ICaPP (41) 3023 7328 – icappcontato@gmail.com

Fundamentalismo, barbárie moderna: o novo inimigo da humanidade

Editorial publicado no jornal italiano "Il Sole 24 Ore" neste domingo, 31 de Agosto, escrito por dom Bruno Forte, arcebispo de Chieti-Vasto


Roma, 02 de Setembro de 2014 (Zenit.org)


Na conversa com os jornalistas durante o voo de volta de Seul para Roma, após a terceira viagem internacional do seu pontificado, Francisco falou da situação no Iraque e da necessidade de parar o injusto agressor mediante um esforço multilateral, promovido e garantido pela ONU. Neste contexto, o papa denunciou a "crueldade selvagem" do armamento de guerra não convencional e da tortura, empregados pelos jihadistas, e observou dolorosamente: "Estamos na Terceira Guerra Mundial, realizada por partes".

A afirmação é tão grave quanto certa e ressalta o peso que as forças fundamentalistas islâmicas estão exercendo na desestabilização da ordem internacional, ao promoverem um extenso plano de acção para combater os seus próprios irmãos muçulmanos, o cristianismo e as outras religiões e visões de mundo a que se contrapõem. No entanto, é o Ocidente que esses novos bárbaros identificam como o principal inimigo a ser abatido. Do Iraque à Síria, da Líbia à Somália, a "guerra santa" parece lançar a sua ofensiva de modo amplo e sincronizado, com miras expansionistas escancaradas. Minimizar a gravidade desta situação seria próprio de irresponsáveis. Reduzir os problemas a simples conflitos locais é tentar negar a realidade.

A verdade é que o novo inimigo da humanidade é mais do que nunca o fundamentalismo, que não deve ser confundido de maneira nenhuma com as formas do Islão autêntico e com as aspirações de paz e justiça que permeiam o coração e o comprometimento de muitos muçulmanos. Uma posição inter-religiosa de denúncia firme e sem resquícios de fundamentalismo é mais necessária do que nunca. Para promovê-la e instá-la, é oportuno reflectir sobre os caracteres absolutamente desumanos e perversos das ideologias fundamentalistas.

Tento fazê-lo a partir de uma declaração do Evangelho em que Jesus reprova a hipocrisia dos escribas e dos fariseus, baseada em externalidades e transgressora das "prescrições mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade" (Mt 23 , 23). Estas são as três ideias-chave que o fundamentalismo distorce até transformar no seu oposto; ideias em torno às quais devemos convergir a fim de nos opormos à barbárie e à violência cega mediante um verdadeiro compromisso no serviço da paz para todos.

Em primeiro lugar, a justiça: na acepção positiva, ela consiste no respeito e na promoção dos direitos de cada um, ou seja, no reconhecimento da máxima "a cada um o que é seu" ("unicuique suum", em latim). Já na deformação ideológica, a justiça é transformada na imposição da lei do mais forte, identificada como a única norma e medida do bem e do mal, em nome de um fim que pode justificar quaisquer meios. Esse fim seria a destruição do que é diferente, com a imposição de uma única visão de mundo tida por verdadeira e cuja consecução é confiada à força das armas. A "jihad", que, no sentido original, é o compromisso com o bem e a luta contra o mal em si mesmos e na história, se transforma na guerra contra o outro, que deve ser destruído a todo custo.

A identificação entre justiça e violência em nome da verdade e da soberania divinas serve como a terrível motivação de todo tipo de abuso e de insulto à dignidade da pessoa humana, imagem de Deus. Assim, esta lógica se revela perversa, ofendendo exactamente Aquele a quem pretenderia dar glória: o Deus Senhor e Pai de todos, o Criador do homem, que certamente não pode se alegrar com a ofensa infligida à Sua criatura; Ele próprio vem a ser vilipendiado por aqueles que ferem de qualquer forma o ser humano criado à Sua imagem e semelhança. Toda violência em nome de Deus é blasfémia e incredulidade! Nenhuma fé religiosa autêntica pode motivar a violação dos direitos inalienáveis ​​da pessoa humana, a começar pelo direito à vida e à protecção da sua liberdade de expressão e de realização.

Entende-se com isto o quanto a ideia de misericórdia é fundamental para complementar a de justiça: na acepção bíblica, a palavra "rahamim", que transmite a ideia de misericórdia, evoca o ventre materno, o útero da vida, de onde todos nascemos. Ser misericordioso significa reconhecer essa comum e original pertença a uma mesma origem e um mesmo destino. A misericórdia remete à mesma fonte materna e paterna da qual viemos todos. O Deus misericordioso da Bíblia, o Pai de Jesus, e também o Deus misericordioso e compassivo mencionado no Alcorão são o mesmo Deus de traços paternos e maternos.

O fundamentalista, sentindo-se dono da imagem da divindade, aplica a misericórdia só a si mesmo e aos seus companheiros, ou no máximo àqueles que lhe são afins por interesse: de categoria universal, fundamento da paz entre todos, a misericórdia é transformada em ciosa apropriação, em autojustificativa e em tolerância do mal provocado em prol da própria causa, tornando-se ofensa ao amor universal do Deus único. O acesso à misericórdia passa pela decidida rejeição de toda falsificação da misericórdia. Experimenta-se a misericórdia quando se sabe acolher e perdoar o outro, mesmo o inimigo, em nome de um amor maior: "Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso" (Lc 27,36).

Finalmente, a fidelidade é o valor que humaniza e que salva quando se concretiza no compromisso de manter a justa aliança de amor e de vida estabelecida com Deus e com os outros, na experiência da misericórdia recebida e dada. Quando o fundamentalismo reduz a fidelidade ao princípio de uma coerência infame com a justificativa da violência em nome do fim, ou seja, quando a fidelidade se torna integrismo ou imposição cega da própria verdade, não resta mais nada do original sentido da palavra, que, na Bíblia, é sinónimo de verdade ('emet), de estabilidade no bem e de adesão obediente à lei moral inscrita nas tábuas dos Dez Mandamentos e no coração de toda pessoa. Fiel ao Deus vivo é aquele que pratica a Sua misericórdia e se deixa moldar pelo Seu amor.

Ofende o nome do Altíssimo quem faz da alegada fidelidade ao divino a justificativa da violência e do abuso de poder sobre os outros. Justiça, misericórdia e fidelidade são as três ideias-chave sobre as quais se constrói a honesta convivência humana de acordo com o plano do Criador: qualquer abuso dessas ideias para servir aos interesses da própria causa, tornando-a falsificação ideológica, é ofensiva à soberania de Deus e à dignidade da criatura feita à imagem dele. Esclarecer estes pontos é dever de todos os professores e testemunhas das crenças religiosas autênticas: a sua mobilização conjunta, portanto, é premente para isolar e secar na raiz toda a barbárie fundamentalista, que tenta se justificar em nome de um Deus reduzido a ídolo e utilizado para servir às próprias ilusões aberrantes de omnipotência.

A paz foi a vencedora do jogo inter-religioso

O papa esteve virtualmente presente no Estádio Olímpico de Roma em mensagem de vídeo


Roma, 02 de Setembro de 2014 (Zenit.org) Sergio Mora


Na Partida Inter-Religiosa pela Paz, disputada nesta segunda-feira no Estádio Olímpico de Roma, enfrentaram-se duas equipes: Scholas contra Pupi, com muitos campeões de diversas regiões e religiões defendendo cada equipa. O evento foi transmitido por 50 canais de televisão de vários países.

Os nomes das equipas são os das associações que organizaram o encontro: a Scholas Occurentes e a Fundação Pupi, esta última criada pelo jogador Javier Zanetti e por sua esposa.

A partida foi vencida pela Pupi por 6 a 3, mas o grande ganhador foi a causa da paz. Os participantes reforçaram a convicção de que as religiões não devem ser motivo de conflito.

O evento foi aberto com duas músicas da cantora argentina Violetta, cercada por crianças. Em seguida, o papa Francisco se pronunciou através de mensagem de vídeo transmitida em espanhol: “Uma partida em que ninguém joga por si, mas por todos (...) Cada um se multiplica. Ao jogar em equipe, cada um é mais pessoa, mais gente, se engrandece mais; ao jogar em equipe, em vez de ser uma guerra, a competição é semente de paz. Por isto, o símbolo desta partida é a oliveira”.

Francisco prosseguiu: “Mando uma saudação aos integrantes da Scholas, que estão na organização desta partida e que vão plantar a oliveira da paz”. O papa convidou o público a “plantar [a oliveira da paz] todos juntos com a Scholas” e encerrou dizendo: “Peço desculpas por falar com vocês em castelhano, mas é o idioma do meu coração e hoje eu quero falar com vocês de coração!”.

Depois da partida, diversos jogadores leram uma mensagem de paz, cada um no seu idioma.

O troféu em forma de oliveira, entregue à equipa vencedora, também evocou o tema do evento. 

Protagonistas da Partida Inter-Religiosa pela Paz: agradecidos e orgulhosos

Os futebolistas da Partida pela Paz com o Papa Francisco, com
o troféu com forma de oliveira, símbolo bíblico de reconciliação

Da jovem cantora Violetta ao veterano Baggio, todos se disseram emocionados por ter participado da iniciativa do papa Francisco


Roma, 02 de Setembro de 2014 (Zenit.org) Rocio Lancho García


Violetta canta Imagine a partir do minuto 3.40, uma canção que começa
imaginando que não existisse o Céu (Heaven, no seu sentido religioso).
 
"Representar a paz e estar aqui foi incrível. Acho que a música e o desporto unem o mundo. A possibilidade de transmitir uma mensagem, para mim, é um orgulho". A cantora e actriz argentina Martina Stoessel, mais conhecida como Violetta devido ao papel que interpreta na série da Disney, manifestou com estas palavras a sua emoção por participar da Partida Inter-Religiosa pela Paz, disputada ontem no Estádio Olímpico de Roma por iniciativa do papa Francisco e organizada pelas entidades Scholas Occurrentes e Fundação Pupi. Violetta declarou ainda: "Sempre que existe a possibilidade de fazer alguma coisa pelos outros, eu tento ajudar".


O veterano jogador Roberto Baggio, da Itália, que marcou um dos golos da partida, destacou o "grande coração" do papa Francisco e afirmou que se emocionou com muitas coisas, entre elas a "volta ao campo depois de 10 anos". Baggio concluiu: "Espero que [este] seja o início de algo [importante]", desejo reforçado por vários outros jogadores que consideraram a iniciativa como "algo repetível" e que deve ir além "desta partida em si".


Um dos jogadores argentinos participantes ressaltou a forte mensagem do papa Francisco sobre a aproximação entre as pessoas.


Sulley Ali Muntari, de Gana, disse que a experiência foi “muito bonita” e acrescentou: “Sendo muçulmano, eu vim até o Vaticano, que é o centro do mundo cristão. De qualquer forma, é um único Deus diante do qual nós todos nos ajoelhamos. É sempre bonito estarmos juntos para passar uma mensagem de paz e de que acreditamos em Deus".


O veterano Iván Zamorano concorda: "Quando você está chegando, já sente algo especial. E estar aqui com a família é uma bênção".


Javier Zanetti, o jogador que ajudou a realizar o encontro junto com o papa Francisco, se mostrou satisfeito com o resultado. "O papa nos transmitiu esse desejo de levar a paz ao mundo, em especial neste momento em que, infelizmente, acontecem coisas como as guerras". Zanetti também compartilhou o desejo de que "este seja um ponto de partida" e, em nome da Fundação Pupi, criada por ele, se declarou muito feliz. "Eu nunca tinha pensado em criar um evento como este. Tenho que agradecer a todos que tornaram isso possível, porque nós fomos protagonistas dentro do campo, mas quem trabalhou fora eu posso garantir que fez um esforço incrível para conseguir", elogiou.


Paulo VI, uma luz que brilha sobre o cume do monte

Retrato do Papa Paulo VI, em vista da beatificação de 19 de Outubro


Roma, 02 de Setembro de 2014 (Zenit.org)


Em 06 de Agosto de 1978, domingo em que celebrávamos a festa da Transfiguração do Senhor, o Papa Paulo VI, às 21:40, na residência estiva de Castel Gandolfo, retornava à casa do Pai.

Assim, um místico do Islão fala sobre a morte de Paulo VI: "O Mensageiro de Deus subia todos os dias o monte santo, mas ontem, festa do monte santo, Deus lhe disse: não desça mais até os homens, mas permaneça aqui, na luz, comigo".

Poucos dias após sua eleição como Sumo Pontífice, que teve lugar dia 21 de Junho de 1963, em um retiro espiritual, o Papa Paulo VI escreve: "A luz do castiçal queima e se consome sozinha. Mas tem uma função, a de iluminar os outros, a todos, se possível". Ele, o Papa “perito em humanidade" foi realmente luz que brilha no cume da montanha e ainda continua a ser, graças ao seu grande e sempre actual ensinamento.

Seu profundo amor por Cristo foi uma constante que animou sua rica espiritualidade e sua dolorosa e exigente acção pastoral. Ensinava que se deve conhecer Jesus para viver e sempre ser aluno em sua escola. Fez seu, o lema de Santo Ambrósio: "Cristo é tudo para nós". Sua alegria, sua paz profunda provinha da cruz e da ressurreição de Cristo.

Os problemas que o perseguiam e que se abatiam sobre os seus ombros, os problemas da Igreja e do mundo, o sofrimento do indivíduo e da humanidade eram enfrentados por ele com um forte senso de responsabilidade e dever, sempre com conhecimento e lucidez corajosos, com uma fé como rocha, inabalável, e à luz da esperança cristã.

Ele era um homem altamente contemplativo: a oração era como o húmus que tornava o solo fértil, onde crescia sua vida. Amou muito a Mãe de Deus. Em 21 de novembro de 1964, no contexto do Concílio Vaticano II, proclamou Maria "Mãe da Igreja", provocando o consentimento dos Padres conciliares, que se levantaram espontaneamente para aplaudir.

Há um título pelo qual é possível expressar o papel de Paulo VI na história da Igreja?

O Patriarca de Constantinopla, Atenágoras, em 05 de Janeiro de 1964, quando se encontrou com o Papa na Terra Santa, não hesitou em chamá-lo de "Paulo II" pela forte afinidade entre o apóstolo dos gentios e Paulo VI. Em seguida, redescobrindo o grande valor de Paulo VI, pode-se chamá-lo de "primeiro Papa moderno". E mais:

"O Papa do diálogo”
"O Papa do Concílio Vaticano II"
"O Papa do ecumenismo"
"O Papa Peregrino"
"O Papa da civilização do amor"
"O Papa defensor da vida"
"O Papa dos tempos futuros"
"O Papa perito em humanidade"
"O Papa da Paz"
"O Papa da alegria"
"O Papa professor e testemunha"
"O Papa enamorado de Cristo e da Igreja"

Uma pessoa muito próxima à vida de Paulo VI sintetiza: "Posso confirmar sua característica de ser sempre servo. Servo de Cristo e do homem; servo no Concílio Ecuménico Vaticano II e no compromisso de sua execução; constante servo, ousado e prudente na actualização da Igreja; servo nas viagens apostólicas, no compromisso com a paz, na tensão ecuménica; servo na defesa da fé pela solene profissão de fé conhecida como o "Credo de Paulo VI"; servo em suas encíclicas, em seus discursos, em todo o seu magistério; humilde servo, sempre disponível e generoso em suas obras de caridade".

Os quinze anos de seu pontificado (1963-1978), no entanto, foram repletos de sofrimentos, críticas e até mesmo calúnias. Um pontificado que foi, muitas vezes, a agonia no Getsêmani e que conduziu o homem, o cristão Giovanni Battista Montini a viver o mistério da cruz, configurando-se cada vez mais a Cristo Crucificado. Basta pensar no atentado que ele sofreu em 27 de Novembro de 1970 em Manilae e no uso do cilício como uma prática penitencial. Não foi por acaso que Paulo VI instituiu o rito da Via-Sacra no Coliseu na Sexta-feira da Paixão e a cruz nas mãos do Papa durante a liturgia. Gestos emblemáticos do seu esforço para conduzir a Igreja aos pés da Cruz, onde nasceu a Igreja.

Não devemos esquecer que Paulo VI, no curso de sua rica experiência de Sacerdote-Bispo-Papa, aceitou com entusiasmo e consciência crítica o confronto com a cultura dos homens de seu tempo. É um "grande" no sentido evangélico, que conseguiu encarnar em si o amor, a paixão, o sacrifício de Jesus, para o bem da Igreja.

Na Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi Paulo VI evidenciou uma verdade muito importante: "o homem contemporâneo escuta com melhor boa vontade as testemunhas do que os mestres, ou então, se escuta os mestres é porque eles são testemunhas”. Esta afirmação é, talvez, o melhor comentário que implicitamente Paulo VI fez de sua vida: maestro, mas acima de tudo testemunha. Uma testemunha credível porque não hesitou em dar testemunho de Cristo até o derramamento de sangue.

Então, a imagem inicial da lâmpada que arde e consome a si mesma seja a mais significativa; a luz que sempre iluminou a personalidade de Paulo VI. Ele escreve em seu Testamento: “Fixo o olhar no mistério da morte e do que a ela segue à luz de Cristo, o único que a esclarece; olho, portanto, para a morte com confiança, humilde e serenamente. Percebo a verdade que esse mistério projectou sempre sobre a vida presente e bendigo ao Vencedor da morte por haver dissipado em mim as trevas e descoberto a luz. Por isso, ante a morte e a separação total e definitiva da vida presente, sinto o dever de celebrar o dom, a fortuna, a beleza, o destino desta mesma fugaz existência:  Senhor, te dou graças porque me chamaste à vida e mais ainda porque me regeneraste e destinaste à plenitude da vida”.

E no Pensamento da morte: "E à Igreja, à qual tudo devo e que foi minha, que direi? As bênçãos de Deus estejam acima de ti; tem consciência da tua natureza e da tua missão; tem o sentido das necessidades verdadeiras e profundas da humanidade; e caminha pobre, isto é, livre, forte e amorosa rumo a Cristo".

A luz da lâmpada que se extinguiu em 06 de Agosto de 1978, Festa da Transfiguração do Senhor, agora está viva para sempre e resplandece em Jesus Ressuscitado; e tornou-se para todos luminoso reflexo da glória e da alegria que Deus oferece aos seus Santos.

* Don Antonio Lanzoni,Vice-postulador da Causa de Beatificação do Papa Paulo VI

Muitas idosas falam sobre Deus melhor do que os teólogos

Na homilia em Santa Marta, Francisco destaca que a identidade cristã vem do Espírito Santo, e não da licenciatura em teologia, cursos na Lateranense, Gregoriana...


Roma, 02 de Setembro de 2014 (Zenit.org) Federico Cenci


Você pode passar a vida inteira mergulhado em textos teológicos e não ser capaz de encontrar respostas. Não é a sabedoria humana que dá autoridade e identidade a um cristão, mas o Espírito Santo. Excluir o recurso do Espírito Santo significa escorregar no espírito do mundo, que se utiliza dos títulos e não chega ao coração do povo.

Na homilia da Missa celebrada esta manhã na Casa Santa Marta, o Papa Francisco explica que é Jesus quem primeiro, através do seu próprio exemplo, nos oferece um modelo de pregador fora do comum, porque a sua "autoridade" vem da "unção especial do Espírito Santo". Uma característica que deixava as pessoas espantadas, causando até escândalo.

Na primeira leitura de hoje, São Paulo diz: "pregamos numa linguagem que nos foi ensinada não pela sabedoria humana” (1 Cor 2, 13). O Santo Padre usa esta frase como prova do estilo de Jesus, e diz: "A pregação de Paulo não é porque ele fez um curso na Lateranense ou na Gregoriana... Não, não, não! A sabedoria humana, não! Mas ensinado pelo Espírito: Paulo pregava com a unção do Espírito, exprimindo coisas espirituais do Espírito em termos espirituais”. Além disso, acrescentou o Bispo de Roma, "o homem deixado às suas próprias forças não compreende as coisas do Espírito de Deus, o homem sozinho não pode entender isto".

Portanto, "se nós, cristãos, não entendermos bem as coisas do Espírito, não daremos e não ofereceremos testemunho, não teremos identidade", continuou ele.“O homem movido pelo Espírito julga as coisas, é livre e não pode ser julgado por ninguém”. Ser cristão, ressaltou o Papa, significa ter o "Espírito Santo" e não "o espírito do mundo, essa maneira de pensar, essa maneira de julgar ...". Por conseguinte, deve ficar claro que você pode ter "cinco diplomas em teologia e não ter o Espírito de Deus".

Ser um "grande teólogo" de fato "não corresponde automaticamente a ser cristão. A principal característica do cristão é o Espírito de Deus e não o conhecimento teórico ou académico. Por isso, no tempo de Jesus "o povo não gostava daqueles pregadores, doutores da lei, porque eles falavam sobre teologia, mas não chegavam ao coração, não davam a liberdade". Estes, acrescentou o Papa, "não eram capazes de fazer com que o povo encontrassem sua própria identidade, porque não eram ungidos pelo Espírito Santo."

Unção que Jesus tinha. Mensagem claramente compreendida pelas pessoas mais simples. O Papa destacou que "tantas vezes, tantas vezes encontramos entre os nossos fiéis, idosas simples que talvez não tenham terminado o ensino fundamental, mas que falam as coisas melhor do que um teólogo, porque têm o Espírito de Cristo". O mesmo Espírito "que São Paulo possuía". Por fim, o Papa pediu aos fiéis que rezassem ao Senhor pelo dom da "identidade cristã" e do Seu Espírito. "Concedei-nos - concluiu - Sua maneira de pensar, de sentir, de falar: que o Senhor nos dê a unção do Espírito Santo."

Moçambique: um passo que fortalece a paz nas eleições

A Comunidade de Santo Egídio e o governo italiano se reuniram com o líder da oposição no país africano


Roma, 02 de Setembro de 2014 (Zenit.org)


Dom Matteo Zuppi, bispo auxiliar da Diocese de Roma e membro da Comunidade de Santo Egídio, o vice-ministro de Desenvolvimento Económico, Carlo Calenda, e o embaixador da República italiana, Roberto Vellano, reuniram-se neste sábado, 30 Agosto, na floresta de Gorongosa, com Afonso Dhlakama, presidente da Renamo, o primeiro partido da oposição em Moçambique. Refere a nota da assessoria de imprensa da Comunidade de Santo Egídio.

Vinte e dois anos atrás, a Comunidade de Santo Egídio e o Governo italiano foram mediadores nas longas negociações que levaram à assinatura do Acordo de Paz, concluído em Roma no dia 4 de Outubro de 1992. 

Ao longo dos últimos dois anos surgiram novas tensões políticas e militares em várias partes do país e houve um retorno de Dhlakama às antigas áreas de guerrilha.

No último 24 de Agosto foi alcançado em Maputo um acordo para o fim das hostilidades e a realização das eleições em Outubro. Ficou em aberto a questão da saída de Afonso Dhlakama da floresta de Gorongosa e seu retorno à atividade política normal. 

Durante o encontro com a delegação da Comunidade de Santo Egídio e do governo italiano, Dhlakama mostrou a sua disponibilidade para voltar na próxima quinta-feira para Maputo e confirmar, juntamente com o Presidente da República, Armando Guebuza, os acordos alcançados, e em seguida, conduzir a sua campanha eleitoral.

Dhlakama garantiu o seu compromisso para garantir que as eleições se realizem em um clima pacifico e sereno. O líder da Renamo exigiu que o governo de Moçambique assegurasse a implementação dos acordos a partir da ratificação do mesmo em um curto espaço de tempo por parte do Parlamento. 

O Presidente Guebuza confirmou pessoalmente o seu compromisso sobre estas questões para a delegação da Comunidade de Santo Egídio e do governo italiano. 

A Embaixada da Itália em Maputo trabalhará com o Governo de Moçambique e com a Renamo para facilitar o regresso de Dhlakama a Maputo. 

A Comunidade de Santo Egídio, acolhendo o bom resultado do encontro, reafirmou seu "compromisso com a paz em Moçambique, que nunca foi interrompido". Ao mesmo tempo, expressou "satisfação porque o clima dos acordos de Roma continua a indicar o caminho do diálogo como modo de resolver os problemas e garantir ao povo de Moçambique paz e justiça para o futuro do país."


Santa Ingrid Elofsdotter

Viveu com solicitude e austeridade seu chamado a vida contemplativa e monástica


Horizonte, 02 de Setembro de 2014 (Zenit.org) Fabiano Farias de Medeiros


Ingrid nasceu em Skänninge na Suécia em meados do século XIII no seio da nobre família dos Elofsdotter. Pouco se sabe sobre sua infância e família, mas é certo que recebeu primorosa educação cristã cultivando profunda piedade e virtudes. Ainda jovem, segundo um costume da época, foi obrigada a contrair matrimónio com um jovem muito rico. Embora fosse contra sua vontade, Ingrid resignou-se e aceitou o casamento sem contudo deixar-se inebriar pelas riquezas que a envolvia. Permaneceu fiel aos seus valores e desempenhou actividades caritativas e piedosas junto aos pobres de sua cidade.

Ainda jovem ficou viúva e doou todos os bens do seu esposo. Juntamente com o holandês Jacob, a senhora Mechtild e algumas empregadas, realizou uma peregrinação à Terra Santa a qual sedimentou o seu amor incondicional a Jesus Cristo. Sua peregrinação saiu da Palestina com destino à Roma, onde teve a oportunidade de uma audiência com o Papa Martinho IV que a autorizou a fundar um mosteiro religioso em sua cidade. Em seguida seguiram para Santiago de Compostela. Ao retornar para a Suécia, a jovem estava convicta de sua missão e do chamado de Deus a uma vida de oração, contemplação e penitência.

Enfrentou diversos desafios e imposições contrárias a sua fundação, mas em 1281, com a orientação do padre dominicano Pedro de Dacia e com a colaboração financeira de seu irmão João Elovson e de outros benfeitores construiu um mosteiro na cidade de Skänninge, adoptando as regras de São Domingo. Ainda sob a autorização do rei Magno Ladulas e do Bispo de Linkoping e do Provincial no dia 15 de Agosto de 1281, fez seus votos perpétuos e foi eleita priora do mosteiro. Viveu juntamente com outras religiosas uma fecunda e austera vida de oração e santidade.

Ingrid faleceu no dia 2 de Setembro de 1282. Suas relíquias foram transladadas em 29 de Julho de 1507 com autorização do Papa Alexandre VI. Antes do processo de canonização de Ingrid terminar o mosteiro e suas relíquias foram destruídas e sua canonização não chegou a uma formalização. Mesmo assim foi inserida no Martirológio Romano.

Encontro diocesano e Jornadas Nacionais de Catequistas

Cá estamos a iniciar mais um ano pastoral!
E para começar bem, desde já vos colocamos alguns desafios!
Como já vos tínhamos alertado em Agosto, voltamos a relembrar dois importantes encontros de formação:

- No dia 20 de Setembro o nosso Encontro Diocesano de Catequistas, em Beja;
Pedimos que nos façam chegar a confirmação da vossa presença, para este mail com o vosso nome e contacto, o mais tardar até dia 16 de Setembro;

- Nos dias 3 a 5 de Outubro as Jornadas Nacionais de Catequistas, em Fátima.
Pedimos que tenham também atenção à data de envio (os que vierem ao encontro em Beja até no-la podem entregar nesse dia).
De ambos enviamos informação pormenorizada em anexo.

Nota: Pedimos ainda...
... aos reverendos párocos que não se esqueçam de fazer chegar esta informação a todos os vossos catequistas pois não temos os contactos de todos...
... aos catequistas que comuniquem com os colegas e respectivo pároco antes de fazerem a sua inscrição.
Obrigada a todos pela colaboração e disponham! Contamos convosco!




Feira do Livro do Porto 2014

https://www.facebook.com/events/1492516230986566/


Divulgação de Formação "Gerir boas relações: comunicação e relações interpessoais"


A formação é, hoje em dia, uma ferramenta indispensável para quem trabalha em qualquer área profissional. Sendo uma mais valia pois permite a melhoria das atividades e eficácia das intervenções, a formação possui também uma componente indispensável permitindo aos formandos receberem atualizações permanentes das novas  realidades e intervenções sociais. A realidade social não é uma realidade estanque daí que a qualificação e a eficiência da intervenção social dependa, cada vez mais, da formação dos técnicos que intervêm no social.

A EAPN Portugal/ Rede Europeia Anti-Pobreza, na sua estrutura global, está acreditada pela DGERT desde 1997 e tem vindo a apostar na formação contínua, adquirida ao longo da vida, encarando-a por isso como um mecanismo muito importante para a renovação, consolidação e desenvolvimento de competências adquiridas pela própria prática profissional ajustando os perfis formativos às constantes mudanças vividas na sociedade.

Neste sentido vem o Núcleo Distrital de Beja da EAPN Portugal, por este meio divulgar junto de V. Exa. a Ação de Formação denominada “GERIR BOAS RELAÇÕES: COMUNICAÇÃO E RELAÇÕES INTERPESSOAIS” que se realiza nos dias 18 e 19 de Setembro de 2014, nas instalações da Prediserviços na Rua Vereador Antonio Dores Ferro 10 r/c direito em Beja de acordo com a informação que segue abaixo.