Os grandes resultados obtidos não são suficientes
![]() |
| Michael_Czerny_S.J |
(ZENIT -Roma, 5 Set. 2017).- O subsecretário do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, Pe. Michael Czerny, S.J., convidou a contrastar o Fenómeno global do tráfico de migrantes, do tráfico de seres humanos e das formas modernas de escravidão, com una “Acção coordenada a nível internacional entre as instituições políticas, o mundo Económico, o mundo Académico, a sociedade civil e as comunidades de fé”.
Foi na quinta sessão temática organizada pela Onu na Áustria e que concluem este 5 de setembro em Viena, em vista do “Global compacto on migration”, do pacto global que as Nações Unidas se propõem a adoptar até 2018 para uma gestão segura, ordenada e regular das migrações. Assim a identificação, a protecção e a assistência às vítimas do tráfico de que os migrantes são hoje objecto encontram-se no centro do trabalhos.
“A apesar dos grandes resultados obtidos graças a acordos internacionais, aqueles que pedem asilo e os migrantes que arriscam a vida em busca de segurança e de uma nova casa são cada vez mais vulneráveis sobretudo diante das organizações criminosas” que administram esses tráficos, favorecidos pela falta de canais legais e seguros, indicou o enviado do Vaticano.
Trata-se de uma vulnerabilidade alimentada por um círculo vicioso formado por pobreza, ausência do Estado, desemprego, falta de instrução, discriminação das mulheres e das meninas. Por isso, a Santa Sé, além de insistir sobre a importância de assegurar “quadros legais adequados e corredores seguros aos migrantes”, pede um empenho maior das sociedades civis.
Para assim lutar contra a “demanda”, por exemplo pela prostituição ou o trabalho mal assalariado, “fazendo do tráfico de seres humanos uma atividade muito lucrativa”
Entre os instrumentos propostos figuram as investigações coordenadas a nível internacional, a partilha de informações, a entrega dos traficantes à justiça, a tutela jurídica dos migrantes, ajudas e assistência psicológica às vítimas do tráfico e, mais em geral, políticas para a proteção da dignidade das pessoas envolvidas.
“A escravidão -concluiu o sacerdote- não pode ser um aspecto inevitável das actividades económicas”.
in

Sem comentários:
Enviar um comentário