A Colômbia é considerada o país do ano e convidada a continuar a construir o processo de paz em 2017.
O Presidente colombiano, Juan Manuel Santos, recebeu o prémio Nobel da Paz, em 2016, pelo acordo assinado com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), e defende que o "principal desafio" de 2017 é a construção da paz e a reconciliação.
De recordar que a 16 de dezembro de 2016, Francisco recebeu o Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos Calderón, numa audiência que ficou marcada pelo processo de paz naquele país sul-americano.
Após o fim da guerrilha que durou mais de 50 anos, logo começou o processo de restituição das terras, permitindo o regresso de milhares de famílias às suas casas, bem como a indemnização às vítimas do conflito armado.
“Não assinámos só o acordo de paz com as FARC, mas começámos a aplicá-lo e os seus benefícios já começaram a sentir-se”, destacando que o cessar-fogo definitivo salvou dezenas de vidas”.
Também a segurança melhorou e a taxa de homicídios em 2016 foi a mais baixa em 40 anos na Colômbia, disse ainda, destacando também, melhorias na educação, saúde, infraestruturas, investimento estrangeiro e luta contra a corrupção.
O Papa Francisco rumou a este país no dia 6 de Setembro para uma visita de cinco dias que tem como grande objectivo apoiar a reconciliação no país, profundamente marcado por décadas de guerra civil e muito dividido sobre o histórico acordo de paz assinado no ano passado entre o Governo e a guerrilha das FARC.
A paz será, por isso, o tema de vários encontros que Francisco vai ter nas cinco cidades abrangidas pela visita, incluindo sexta-feira Villavicencio, onde presidirá ao grande encontro de oração pela reconciliação nacional” e estão previstos testemunhos tanto de vítimas da violência das FARC como antigos membros da guerrilha. Dar o primeiro passo significa reconhecer o sofrimento dos outros, perdoar aos que nos feriram, reunirmo-nos de novo enquanto colombianos e compreender a dor de todos os que sofreram.
Francisco vai ser o terceiro pontífice a visitar a Colômbia, depois do Papa Paulo VI, em 1968, e de São João Paulo II, em 1986.
São mais de mil as iniciativas pela paz que se realizarão em toda a Colômbia durante a Semana e nos dias precedentes e seguintes, à estadia de Sua Santidade, organizados por cerca de cem instituições, organizações, movimentos, universidades, ongs e outras realidades, que refletem uma ampla pluralidade religiosa, social, étnica, cultura, económica e política.
O objetivo é dar visibilidade aos esforços realizados a cada dia por milhares de pessoas que trabalham para a construção da paz e todas as iniciativas que promovem a dignidade da pessoa humana.
Com Francisco o Presidente da Colômbia apela aos colombianos “para deixaram para trás os ódios, os rancores, os medos do passado”, a estarem optimista e terem fé no futuro.
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| Maria Susana Mexia |



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