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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

"O Senhor nos quer em uma Igreja que sabe abrir os braços para acolher a todos"

Texto completo da catequese da audiência geral. A Igreja nos faz encontrar Jesus Cristo nos sacramentos, especialmente na confissão e na Eucaristia


Roma, 02 de Outubro de 2013


Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

No “Credo”, depois de ter professado “Creio na Igreja una”, acrescentamos o adjectivo “santa”; afirmamos, isto é, a santidade da Igreja e esta é uma característica que já esteve presente desde o início na consciência dos primeiros cristãos, os quais se chamavam simplesmente “os santos” (cfr At 9, 13. 32. 41; Rm 8, 27; 1 Cor 6, 1), porque tinham a certeza de que a acção de Deus, o Espírito Santo que santifica a Igreja.

Mas em que sentido a Igreja é santa se vemos que a Igreja histórica, em seu caminho ao longo dos séculos, teve tantas dificuldades, problemas, momentos sombrios? Como pode ser santa uma Igreja feita de seres humanos, de pecadores? Homens pecadores, mulheres pecadoras, sacerdotes pecadores, irmãs pecadoras, bispos pecadores, cardeais pecadores, Papa pecador? Todos. Como pode ser santa uma Igreja assim?

Para responder à pergunta gostaria de guiar-me por um trecho da Carta de São Paulo aos cristãos de Éfeso. O apóstolo, tomando como exemplo as relações familiares, afirma que “Cristo amou a Igreja e doou a si mesmo por ela, para torná-la santa” (5, 25-26). Cristo amou a Igreja, doando todo a si mesmo na cruz. E isto significa que a Igreja é santa porque procede de Deus que é santo, lhe é fiel e não a abandona em poder da morte e do mal (cfr Mt 16, 18). É santa por que Jesus Cristo, o Santo de Deus (cfr Mc 1, 24), está unido de forma indissolúvel a esta (cfr Mt 28, 20); é santa porque é guiada pelo Espírito Santo que purifica, transforma, renova. Não é santa pelos nossos méritos, mas porque Deus a torna santa, é fruto do Espírito Santo e dos seus dons. Não somos nós a fazê-la santa: é Deus, é o Espírito Santo, que no seu amor, faz santa a Igreja!

2. Vocês poderiam dizer-me: mas a Igreja é formada por pecadores, vemos isso todos os dias. E isto é verdade: somos uma Igreja de pecadores; e nós pecadores somos chamados a deixar-nos transformar, renovar, santificar por Deus. Houve na história a tentação de alguns que afirmavam: a Igreja é somente a Igreja dos puros, daqueles que são totalmente coerentes e os outros seguem afastados. Isto não é verdade! Isto é uma heresia! A Igreja, que é santa, não rejeita os pecadores; não rejeita todos nós; não rejeita porque chama todos, acolhe-os, está aberta também aos mais distantes, chama todos a deixar-se envolver pela misericórdia, pela ternura e pelo perdão do Pai, que oferece a todos a possibilidade de encontrá-Lo, de caminhar rumo à santidade. “Mas, padre, eu sou um pecador, tenho grandes pecados, como posso sentir-me parte da Igreja?”. Querido irmão, querida irmã, é propriamente isto que deseja o Senhor; que você lhe diga: “Senhor, estou aqui, com os meus pecados”. Alguém de vocês está aqui sem os próprios pecados? Alguém de vocês? Ninguém, nenhum de nós. Todos levamos connosco os nosso pecados. Mas o Senhor quer ouvir que lhe digamos: “Perdoa-me, ajuda-me a caminhar, transforma o meu coração!”. E o Senhor pode transformar o coração. Na Igreja, o Deus que encontramos não é um juiz implacável, mas é como o Pai da parábola evangélica. Você pode ser como o filho que deixou a casa, que tocou o fundo do distanciamento de Deus. Quando tens a força de dizer: quero voltar pra casa, encontrarás a porta aberta, Deus vem ao seu encontro porque te espera sempre, Deus te espera sempre. Deus te abraça, te beija e faz festa. Assim é o Senhor, assim é a ternura do nosso Pai celeste. O Senhor nos quer parte de uma Igreja que sabe abrir os braços para acolher todos, que não é a casa de poucos, mas a casa de todos, onde todos podem ser renovados, transformados, santificados pelo seu amor, os mais fortes e os mais frágeis, os pecadores, os indiferentes, aqueles que se sentem desencorajados e perdidos. A Igreja oferece a todos a possibilidade de percorrer o caminho da santidade, que é o caminho do cristão: faz-nos encontrar Jesus Cristo nos Sacramentos, especialmente na Confissão e na Eucaristia; comunica-nos a Palavra de Deus, faz-nos viver na caridade, no amor de Deus para com todos. Perguntemo-nos então: deixamo-nos santificar? Somos uma Igreja que chama e acolhe de braços abertos os pecadores, que dá coragem, esperança, ou somos uma Igreja fechada em si mesma? Somos uma Igreja na qual se vive o amor de Deus, na qual se tem atenção para com o outro, na qual se reza uns pelos outros?

3. Uma última pergunta: o que posso fazer eu que me sinto indefeso, frágil, pecador? Deus te diz: não ter medo da santidade, não ter medo de sonhar alto, de deixar-se amar e purificar por Deus, não ter medo de deixar-se guiar pelo Espírito Santo. Deixemo-nos contagiar pela santidade de Deus. Todo cristão é chamado à santidade (cfr Const. Dogm. Lumen gentium, 39-42); e a santidade não consiste antes de tudo em fazer coisas extraordinárias, mas no deixar Deus agir. É o encontro da nossa fraqueza com a força da Sua graça, é ter confiança em Sua acção que nos permite viver na caridade, fazer tudo com alegria e humildade, para a glória de Deus e no serviço ao próximo. Há uma célebre frase do escritor francês Léon Bloy; nos últimos momentos da sua vida dizia: “Há uma só tristeza na vida, aquela de não ser santos”. Não percamos a esperança na santidade, percorramos todos este caminho. Queremos ser santos? O Senhor espera todos nós, com os braços abertos; espera-nos para nos acompanhar neste caminho de santidade. Vivamos com alegria a nossa fé, deixemo-nos amar pelo Senhor… peçamos este dom a Deus na oração, por nós e pelos outros.


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Francisco na audiência geral: Deus diz a você: não tenha medo da santidade

Na catequese, o papa fala sobre a santidade da Igreja: não pelos nossos méritos, mas porque Deus a torna santa


Roma, 02 de Outubro de 2013


O papa deu continuidade aos ensinamentos sobre a Igreja na audiência desta quarta-feira de manhã. Uma grande multidão de fiéis de todo o mundo esperava Francisco na praça para escutar a catequese. Mesmo as ruas próximas da praça de São Pedro estavam repletas de pessoas que, apesar do calor que protagoniza o começo de outono na Cidade Eterna, acorreram à praça com entusiasmo de peregrinos.

Depois de professar o “Creio na Igreja una”, o papa recordou que acrescentamos o adjectivo “santa”. “E esta é uma característica que esteve presente desde o início na consciência dos primeiros cristãos, que se chamavam simplesmente de ‘santos’ porque tinham a certeza de que é a acção de Deus, do Espírito Santo, que santifica a Igreja”, declarou o santo padre. Francisco desenvolveu a catequese em torno desta ideia, explicando “em que sentido a Igreja é santa, quando vemos que a Igreja histórica, no seu caminho ao longo dos séculos, passou por tantas dificuldades, problemas e momentos de escuridão. Como pode ser santa uma Igreja feita de seres humanos, de pecadores?”.

Em primeiro lugar, o papa comentou um fragmento da carta de São Paulo aos cristãos de Éfeso. "O apóstolo, tomando como exemplo as relações familiares, afirma que ‘Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para torná-la santa’”. Isto significa que a “Igreja é santa porque procede de Deus, que é santo, fiel e não a abandona em poder da morte e do mal [...] Ela não é santa pelos nossos méritos, mas porque Deus a torna santa; é fruto do Espírito Santo e dos seus dons”.

Um segundo aspecto que Francisco abordou é o fato de a Igreja ser formada por pecadores. “A Igreja, que é santa, não rejeita os pecadores [...] Na Igreja, o Deus que encontramos não é um juiz impiedoso, mas é como o pai da parábola do evangelho [...] Deus nos quer parte de uma Igreja que saiba abrir os braços para acolher a todos, que não seja a casa de poucos, mas a casa de todos, onde todos nós possamos ser renovados, transformados, santificados pelo seu amor, os mais fortes e os mais fracos, os pecadores, os indiferentes, os que se sentem desalentados e perdidos”.

O pontífice indagou: "O que é que posso fazer, eu, que me sinto fraco, frágil, pecador?". E propôs a resposta: "Deus diz a você: não tenha medo da santidade, não tenha medo de olhar para o alto, de se deixar amar e purificar por Deus, não tenha medo de se deixar guiar pelo Espírito Santo!”.

“Saúdo os peregrinos de língua espanhola, em particular os grupos vindos da Espanha, Argentina, México, Panamá, Colômbia e dos outros países latino-americanos. Convido todos a não se esquecerem da vocação à santidade. Não deixem ninguém roubar a sua esperança! Vocês podem chegar a ser santos! Vamos todos nessa estrada. Vivamos com alegria a nossa fé, deixemo-nos amar pelo Senhor. Muito obrigado”.


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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Acontece em Lisboa a IV Caminhada pela Vida - Um de nós

Treze países atingiram a quota mínima de assinaturas para a Iniciativa


Lisboa, 01 de Outubro de 2013


Um de nós (One of us) é uma iniciativa europeia que envolve os 28 países da UE e que vai levar ao Parlamento Europeu, uma petição com pelo menos 1.000.000 de assinaturas, para pedir a proibição de financiamento e manipulação do embrião humano.

Treze países atingiram a quota mínima de assinaturas para a Iniciativa "Um de nós" dos cidadãos europeus. As assinaturas já são mais de 1 milhão e 165 mil.

A Itália lidera o ranking com 410.995, o país atingiu 7 vezes o mínimo, a Polónia quadruplicou alcançando 179.524, a Alemanha com 103.879 atingiu 139,90%. Chipre alcançou quase 50% da quota mínima; Croácia, Luxemburgo e Estónia estão correndo para o mínimo. Portugal (7.514 assinaturas, 106,15%) está a organizar um fim de semana para reunir assinaturas para “Um de nós".

Neste contexto acontecerá em Lisboa neste sábado, 5 de Outubro, a IV "Caminhada pela Vida – Um de nós”.

A caminhada tem como objectivo a defesa e a promoção da vida humana desde a concepção até a morte natural. O tema deste ano é "Um de nós”. "Se você é um de nós, venha para a caminhada pela vida", diz o slogan.

A organização lança o desafio da semana para a Europa: obter 1 milhão e 200 mil assinaturas até sexta-feira! E convidam não apenas os portugueses, mas todos aqueles que desejam a participar da caminhada para dar maior força à iniciativa.

A caminhada começa na Praça Marquês de Pombal e termina na Praça do Rossio, a partir das 15h.

É possível assinar a Iniciativa “Um de nós” on-line até 01 de Novembro de 2013, no site www.oneofus.eu e também na página www.unodinoi.mpv.org.


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Terni, onde os judeus oram a São Francisco

Códice do convento "La Romita" apresenta trechos da "Lenda umbra", que conta a história de alguns judeus que invocam a intercessão do santo para salvar uma criança cristã


Roma, 01 de Outubro de 2013


A herança franciscana presente no território da Úmbria meridional vai sendo descoberta progressivamente. E ela consiste não apenas em mosteiros, conventos e obras de arte, mas também nos manuscritos, atas notariais e outras fontes importantes para a compreensão da história de São Francisco de Assis e da sua posteridade.

Entre esses testemunhos, foi reconhecido nos últimos anos o especial valor do códice do mosteiro de "La Romita", de Cesi, que agora é conservado na Biblioteca de Terni com a numeração 227bis. Nas folhas 231 a 241, ele contém alguns textos litúrgicos para a festa de São Francisco. Essa liturgia inclui a leitura de passagens que ilustram a vida e os milagres do santo de Assis, tomadas, neste manuscrito, da chamada “Lenda umbra”, obra escrita por volta do ano 1240, em que é narrada a história de alguns judeus que invocavam a protecção e a intercessão de São Francisco para salvar uma criança cristã.

Na cidade de Capua, um menino que brincava às margens do rio Volturno com vários companheiros caiu na água por imprudência. A correnteza o engoliu rapidamente e o enterrou na lama, morto. Aos gritos das crianças que brincavam com ele, muitos homens e mulheres apressaram-se para ver o que tinha acontecido à beira do rio, e, ao notarem que a criança tinha se afogado, clamavam chorando: "São Francisco, São Francisco, devolve esta criança ao seu pai e ao seu avô, que labutam a teu serviço!".

O pai e o avô da criança, de fato, tinham dado o melhor de si ao trabalhar com devoção em uma igreja dedicada a São Francisco. Enquanto o povo invocava repetidamente os méritos do bem-aventurado Francisco, um nadador que estava longe, ouvindo os gritos, se aproximou.

Sabendo que a criança tinha caído no rio havia já um longo tempo, depois de invocar o nome de Cristo e de confiar-se aos méritos do bem-aventurado Francisco, ele tirou a roupa e mergulhou nu no rio. Não sabia onde era o lugar exato em que o menino tinha caído e começou a inspeccionar aleatoriamente as margens e o leito do rio. Por vontade divina, encontrou finalmente o lugar onde a lama tinha coberto o cadáver da criança, como se fosse uma tumba. Ao desenterrá-lo, confirmou com grande dor que ele estava morto. A multidão reunida, mesmo vendo o menino morto, não parava de clamar: "São Francisco, devolve a criança ao seu pai!". Alguns judeus que estavam ali, movidos por um senso natural de compaixão, também clamavam: "São Francisco, devolve a criança ao seu pai!".

Comovido com a devoção das pessoas, como se depreende do resultado final, o beato Francisco escutou as orações e a criança morta ressuscitou. E enquanto todos se alegravam e ao mesmo tempo permaneciam atónitos, a criança tornada à vida pediu em súplicas para ser levada até a igreja de São Francisco. Ouvindo isso, todos louvaram a Deus que, através do seu servo, tinha-se dignado operar tão grande milagre.

Este códice, facilmente acessível aos estudiosos, mas de acesso difícil para o público em geral, está exposto até 26 de Outubro na mostra iconográfica e documental “Louvado sejas, meu Senhor - Seguindo os passos de Francisco de Assis”, na Biblioteca Municipal de Terni, na Itália.


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"O bem-estar do meio ambiente depende de nós"

Testemunho do pe. Alessandro Zenobbi, pároco de São Policarpo em Roma e participante do projecto Chiesaecologica


Roma, 01 de Outubro de 2013


"O bem-estar do meio ambiente depende de nós, de como gerimos esse recurso", afirma o pe. Alessandro Zenobbi, pároco da Igreja de São Policarpo, em Roma, que participou do projecto de pesquisa Chiesaecologica [Igreja Ecológica].

Ele diz aos paroquianos que "o amor ao próximo também passa pelo meio ambiente e pela sua sustentabilidade. As acções de desenvolvimento sustentável são importantes, e não só na minha paróquia. Deus criou primeiro o ambiente e depois colocou o homem neste jardim, e o homem deve fazer de tudo para protegê-lo e conservá-lo".


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João XXIII e a Polónia

Com O Diário da Alma, encontrei a riqueza da espiritualidade cristã e sacerdotal: testemunho do Pe. Mariusz Frukacz, editor-chefe adjunto do semanário polaco Niedziela


Czestochowa, 01 de Outubro de 2013


A notícia da canonização conjunta de João Paulo II e do papa João XXIII me deixou muito feliz. Além de João Paulo II, sou muito próximo também de João XXIII, da sua espiritualidade e do seu olhar pastoral sobre a Igreja e sobre o mundo.

Esses dois santos papas são muito semelhantes. Eles estão unidos não só pelo concílio Vaticano II, mas também pela espiritualidade, pelo amor ao rosário, pela preocupação com as pessoas e com os seus direitos, pelo compromisso com a paz mundial e pela total confiança em Deus.

A pessoa de João XXIII me foi muito próxima durante os meus estudos em Roma. A beatificação do "Papa Bom", em Setembro de 2000, foi para mim uma grande experiência espiritual. Foi a primeira beatificação de que eu participei. A minha leitura diária, desde então, é “O Diário da Alma”, de João XXIII. E continua sendo até hoje.

Posso dizer que no "Diário da Alma" eu encontrei uma imensa riqueza de espiritualidade cristã e sacerdotal, além de aprender com ele a língua italiana.
Nos momentos difíceis, eu peço a intercessão dos dois papas. Sei que eles sempre me ajudam. No meu quarto eu tenho as imagens dos dois, que são como anjos da guarda para mim.

Temos que nos lembrar também de que João XXIII nutria um grande amor pela nação e pelo povo polaco, especialmente pelo Santuário da Virgem Negra de Jasna Góra. João XXIII tinha grande estima e era amigo do cardeal primaz do milénio, Stefan Wyszynski.

Antes de ser eleito para o trono de São Pedro, o cardeal Roncalli visitou a Polónia. Veio em peregrinação a Czestochowa em 17 de agosto de 1929, quando era visitador apostólico da Bulgária.

No memorial, dom Angelo Giuseppe Roncalli escreveu: "Fiat pax in virtute tua, Regina Poloniae, et turribus abundantia tuis" (Haja a paz em teu poder, Rainha da Polónia, e abundância nas tuas torres).

Em suas reuniões e conversas com o primaz do milénio, Roncalli sempre fez referências a Nossa Senhora de Czestochowa. João XXIII pediu ao cardeal Wyszynski a celebração de uma missa diária na Capela da Imagem Milagrosa de Nossa Senhora de Jasna Gora pelas intenções do papa.


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Texto completo do papa Francisco para a instituição da comissão de cardeais

Objectivo é ajudá-lo no governo da Igreja e estudar o projecto de revisão da Cúria Romana


Cidade do Vaticano, 01 de Outubro de 2013


Apresentamos a seguir o texto completo, escrito de próprio punho pelo papa Francisco, que institui um Conselho de Cardeais a fim de ajudá-lo no governo da Igreja e de estudar o projecto de revisão da Cúria Romana.

* * *

Entre as sugestões levantadas antes do conclave, durante as congregações gerais dos cardeais, surgiu a conveniência de instituir um pequeno grupo de membros do episcopado, provenientes de diversas partes do mundo, aos quais o santo padre pudesse consultar, individual ou colectivamente, sobre assuntos específicos. Uma vez eleito na Sé romana, tive a oportunidade de reflectir diversas vezes sobre este assunto, considerando que tal iniciativa seria de notável ajuda para realizar o ministério pastoral do sucessor de Pedro, que os irmãos cardeais quiseram confiar a mim.

Por este motivo, no último dia 13 de Abril, anunciei a constituição do mencionado grupo, indicando, ao mesmo tempo, os nomes dos cardeais chamados a fazer parte dele. Agora, depois de uma reflexão madura, considero oportuno que tal grupo, mediante o presente documento, seja instituído como um “Conselho de Cardeais”, com a tarefa de me ajudar no governo da Igreja e de estudar um projecto de revisão da constituição apostólica Pastor Bonus, sobre a Cúria Romana.

O conselho será composto pelas mesmas pessoas anteriormente indicadas, que poderão ser interpeladas tanto como conselho quanto individualmente, a respeito dos temas que forem considerados dignos de atenção em cada momento. O conselho, cujo número de integrantes me reservo a faculdade de configurar do modo que vier a ser mais adequado, será mais uma expressão da comunhão episcopal e do auxílio ao munus petrinum que o episcopado difundido pelo mundo poderá oferecer.

Firmado em Roma, em São Pedro, aos 28 de Setembro do ano de 2013, primeiro do pontificado.


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Instituto para as Obras de Religião publica as suas contas na internet

Nova iniciativa do IOR no caminho de transparência


Roma, 01 de Outubro de 2013


O Instituto para as Obras de Religião (IOR) publicou pela primeira vez na internet o seu relatório anual, acessível para qualquer pessoa que deseje conhecer o estado das contas do Vaticano.

No documento, o instituto erroneamente conhecido como “banco do Vaticano” apresenta os movimentos de 2012, ano em que obteve um resultado líquido de 86,6 milhões de euros, dos quais 54,7 milhões foram destinados ao orçamento da Santa Sé. O relatório anual não é nenhuma novidade. A novidade é a sua publicação aberta a todo o público.

A iniciativa é um novo passo no caminho de transparência das actividades do instituto, iniciadas com Bento XVI e continuadas pelo papa Francisco.

O presidente do IOR, Ernest Von Freybert, afirmou em entrevista à Rádio Vaticano “que é a primeira vez, em seus 125 anos de existência, que o IOR apresenta um documento desse tipo, contendo um resumo de 2012 e dos primeiros 8 meses de 2013, com declarações dos superintendentes de vigilância da Comissão de Cardeais”.

São “mais de 60 páginas de declarações financeiras detalhadas, com auditoria detalhada feita pela KPMG”, uma empresa de certificação financeira internacional.

O relatório pode ser entendido “sem que seja necessário ser um especialista”, disse Von Freybert. “Na introdução e na descrição do nosso trabalho em 2012 e 2013, é possível compreender bem o que é o IOR”.

No tocante ao resultado da auditoria da consultora KPMG, o presidente do instituto observa que não houve problemas, visto que as contas são bem controladas por respeitáveis sociedades internacionais de consultoria. “Isso não é novo para um instituto. A novidade é estar prontos para publicar tudo”.

Quanto às suspeitas a respeito do IOR provocadas por uma série de fatos ocorridos há cerca de 20 anos, o presidente considera que “a novidade agora está nos detalhes, em que não há nada de surpreendente”.

Ernest Von Freybert precisou que o instituto é gerido de maneira conservadora, com investimentos em títulos de estado e depósitos bancários. A instituição é altamente capitalizada, com um património líquido de 15% no final do ano passado, o que é muito superior ao de outras instituições financeiras.

Freyberg explica ainda que o IOR tem hoje uma estratégia de comunicação baseada em três pilares: o diálogo sistemático com os meios de comunicação, um website e a publicação do relatório anual.

O informe anual é publicado porque “existem aproximadamente um mil milhões de católicos no mundo inteiro que têm o direito de saber o que é feito por este sector da Santa Sé, além de entender como nós contribuímos com a manutenção da Igreja no mundo”. Há interesse também dos outros bancos, dos meios de comunicação, dos entes financeiros e do público em geral.

Sobre o perigo de lavagem de dinheiro no IOR, o director alemão esclarece que o Promontory-Groupe, dos Estados Unidos, “está fazendo investigações especiais. Nós reexaminamos junto com eles os nossos procedimentos para aceitar clientes e para lidar com eles, para garantir que não aconteçam atos de lavagem de dinheiro no instituto. Temos um novo manual, novos procedimentos e estamos prontos para uma inspecção de terceiros”.

Por que contratar uma agência como a Promontory? Primeiro, pelo seu conhecimento de vanguarda sobre esse tipo de processos, e, segundo, pela grande quantidade de trabalho, que exige, diariamente, uma equipe de 20 a 25 pessoas.

Ao encerrar a entrevista, Ernest Von Freybert afirmou que “tudo isso é mais um passo para a criação de um instituto transparente. O santo padre vai decidir, no máximo até o ano que vem, qual vai ser o rumo que o IOR deverá tomar”.


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Para que aqueles que estão desesperados a ponto de desejar o fim da própria vida, sintam a proximidade amorosa de Deus

Intenções de oração do Papa Francisco para o mês de Outubro


Cidade do Vaticano, 01 de Outubro de 2013


Apresentamos as intenções de oração do Santo Padre Francisco para o mês de Setembro confiadas ao Apostolado da Oração.

O Apostolado da Oração é uma obra confiada pela Santa Sé à Companhia de Jesus, que tem como missão principal a formação de cristãos atentos e comprometidos com as necessidades da Igreja e do Mundo. Actualmente, mais de 40 milhões de pessoas em todo o mundo unem-se para rezar pelas intenções que o Santo Padre pede à Igreja.

Intenção geral
Para que aqueles que estão desesperados a ponto de desejar o fim da própria vida, sintam a proximidade amorosa de Deus.
A Intenção Geral deste mês chama a nossa atenção para um terrível problema, que não é de agora, mas que se tem vindo a agravar um pouco por toda a parte, e até de um modo muito grave em várias regiões: o suicídio.

Intenção Missionária
Para que a Jornada Missionária Mundial nos anime a ser destinatários e anunciadores da Palavra de Deus.
Como todos os anos, celebramos no penúltimo domingo de Outubro, que este ano ocorre no dia 20, o Dia Mundial Missionário. A finalidade desta celebração é a de nos recordar aquilo que nunca deveríamos esquecer: todos, pelo baptismo, somos evangelizadores, missionários. Este dia não deve ser, portanto, um momento esporádico na nossa vida cristã, mas só mais uma ocasião para reflectirmos na nossa vocação missionária.


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Mais humildes para testemunhar a Igreja

Papa Francisco na Missa desta manhã em Santa Marta teve a concelebração dos cardeais consultores


Cidade do Vaticano, 01 de Outubro de 2013


O Papa Francisco na Missa desta manhã em Santa Marta teve a concelebração dos cardeais consultores, por si nomeados, que estão presentes no Vaticano até ao próximo dia 3 de Outubro. Na sua homilia o Papa Francisco desejou que as reuniões deste grupo de cardeais nos façam a todos mais humildes e confiantes em Deus para que a Igreja possa dar um belo testemunho a toda a gente.

O Papa Francisco desenvolveu a sua meditação desta manhã tomando como base o Evangelho do dia em que Jesus repreende os dois apóstolos que queriam que descesse fogo do céu sobre todos os que não os acolhiam. O Santo Padre alertou que o caminho da vingança não é cristão. O caminho do cristão é o da humildade e da mansidão. Sendo hoje o dia de Santa Teresinha do Menino Jesus, o Papa recordou o seu espírito de humildade, de ternura e de bondade. “O Senhor quer de todos nós este espírito” “... na caridade e na consciência de que estamos nas mãos do Pai” – afirmou ainda o Papa Francisco que acrescentou ser a humildade a força do Evangelho, “a humildade da criança que se deixa guiar pelo amor e pela ternura do pai...”

“A Igreja – dizia-nos Bento XVI – não cresce por proselitismo, cresce por atracção, por testemunho. E quando as pessoas, os povos vêem este testemunho de humildade, de mansidão, sentem a necessidade de que fala o Profeta Zacarias: “Queremos vir convosco!” as pessoas têm aquela necessidade perante o testemunho da caridade, desta caridade humilde, sem prepotência, não suficiente, humilde, que adora e serve.”

A caridade é simples, diz o Papa, “basta adorar Deus e servir os outros”. Eis porque uma freira tão humilde mas tão confiante em Deus se transformou em Padroeira das Missões. O Papa Francisco concluiu a sua homilia desta manhã com uma mensagem especial para os participantes nas reuniões do “Conselho dos Cardeais”:

“Hoje, aqui no Vaticano, começa a reunião com os cardeais consultores que estão concelebrando esta missa. Peçamos ao Senhor que o nosso trabalho de hoje nos faça a todos mais humildes, mais mansos, mais pacientes, mais confiantes em Deus, para que, assim, a Igreja possa dar um belo testemunho às pessoas que vendo o Povo de Deus, vendo a Igreja, sintam vontade de vir connosco!” (RS)


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31º Dia Diocesano da Diocese de Beja

Em 28 de Setembro de 2013, decorreram no Seminário Diocesano Nossa Senhora de Fátima, em Beja, as celebrações do 31º Dia Diocesano.

As celebrações foram presididas por D. António Vitalino, Bispo da Diocese de Beja.











terça-feira, 1 de outubro de 2013

"Os muçulmanos denunciam a violência contra as minorias cristãs"

Anwar Ibrahim, líder islâmico da Malásia


Roma, 30 de Setembro de 2013


"Os muçulmanos devem denunciar as atrocidades cometidas contra as minorias cristãs e desafiar aqueles muçulmanos que lutam contra os cristãos": foi o que disse Anwar Ibrahim, membro do Parlamento e líder islâmico do partido de oposição Pakatan Rakyat (PKR), na sessão dedicada à coexistência entre cristãos e muçulmanos no encontro internacional "A coragem da esperança", organizado em Roma pela Comunidade de Santo Egídio.

De acordo com o líder da Malásia "o respeito pela dignidade humana não é tolerância, mas conhecer e apreciar a diferença dos outros grupos religiosos".

Ibrahim também disse que "o problema no mundo árabe é político, não religioso. O desafio no mundo muçulmano - acrescentou - é que, sem a liberdade e o respeito não pode haver paz”.

*Anwar Ibrahim é um político da Malásia; ocupou um papel importante na associação de jovens islâmicos não violentos. Nos anos noventa, ele foi ministro da Educação e das Finanças e Parlamentar várias vezes; trabalhou na UNESCO e no Fundo Monetário Internacional. Desde 2008 é líder da oposição Pakatan Rakyat (PKR).

Maiores informaçoes: santegidio.org


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O impacto social do jogo

Recente estudo norte-americano revela com mais clareza os efeitos negativos


Roma, 30 de Setembro de 2013


Os jogos de azar em casinos estão se tornando cada vez mais populares entre os norte-americanos e vêm causando inúmeros problemas, como, por exemplo, o aumento da desigualdade económica.

Esses dados foram apresentados em uma pesquisa publicada na semana passada, intitulada “Por que os casinos são um problema: trinta e uma provas baseadas nas ciências sociais e da saúde”. A pesquisa é do Conselho de Casinos dos Estados Unidos, um grupo independente formado por especialistas convocados pelo Instituto de Valores Americanos, cuja sede fica em Nova Iorque.

Até 1990, os únicos casinos legais no país ficavam em Las Vegas e em Atlantic City. Ao longo das últimas duas décadas, porém, surgiram casinos em todo o território dos Estados Unidos, cobrindo um total de 23 estados.

O relatório ressalta que também tem havido uma transformação no poder de atracção que os casinos exercem sobre o público. Os casinos do “velho estilo” dependiam muito dos grandes jogadores que empenhavam somas vultosas ​​nas mesas de jogo. Hoje, os casinos estão de olho nos jogadores médios e pequenos, que apostam pequenas quantidades de dinheiro em máquinas caça-níqueis e são propensos a voltar a jogar muitas vezes.

Em 1991, havia 184 mil máquinas caça-níqueis nos EUA. Em 2010, elas chegaram a 947.000. Em 2013, entre 62% e 80% da receita dos casinos proveio das máquinas caça-níqueis.

Os modernos caça-níqueis, diz o dossier, "são programados para apostas contínuas, rápidas e repetidas". Eles ficam ligados a um computador central que recolhe informações sobre as preferências do jogador e programa cada máquina para um determinado estilo de jogo. "As máquinas são projectadas para fazer os apostadores jogarem mais e perderem mais", diz o relatório.

As pessoas que têm a primeira experiência de jogos de azar nas máquinas caça-níqueis apresentam maiores chances de se tornar dependentes da jogatina. O relatório cita um estudo australiano que demonstra que quase a metade das pessoas que usam as máquinas caça-níqueis revelam sintomas de vício.

O jogo excessivo tem impacto significativo sobre as famílias, prossegue o relatório. Além dos problemas financeiros, os cônjuges dos jogadores correm alto risco de violência doméstica. Jogadores patológicos apresentam alta probabilidade de divórcio ou separação. Os filhos também são afectados e se vêem frequentemente privados do direito a férias ou até mesmo a cursar a faculdade.

O relatório admite que há benefícios económicos de curto prazo para uma comunidade quando um casino é aberto em seu território. No longo prazo, porém, os custos sociais são significativos, embora difíceis de quantificar.

Um caso especial é o de Atlantic City. Há cerca de 40 anos, quando os casinos foram autorizados pela primeira vez na cidade, a publicidade os anunciava como um meio para melhorar a situação económica da região. Hoje, apesar da ajuda do governo, Atlantic City "continua a ser uma cidade economicamente atrasada".

Além disso, se o jogo frequente é incentivado, o resultado é que somas de dinheiro cada vez mais abundantes não são injectadas, mas subtraídas da comunidade, com todos os danos que a economia local sofre em decorrência desse empobrecimento.

Em Atlantic City, por exemplo, havia 242 restaurantes e bares em 1977. Em 1996, o número tinha caído para 142.

Os promotores do casino, diz o dossier, afirmam trazer entretenimento para os muitos americanos que gostam de jogos de azar ocasionalmente. Os autores da pesquisa, no entanto, salientam que a receita dos casinos depende significativamente dos jogadores patológicos.

"As evidências dos estudos científicos sobre a relação entre a receita dos casino e a problemática dos jogadores patológicos leva à conclusão de que os casinos lucram de modo desproporcional com esse tipo de pessoas", afirma o relatório.

O dossier cita uma variedade de estimativas obtidas de várias fontes. O percentual de receitas derivadas de jogadores patológicos varia de um terço à metade das receitas totais.

As estimativas vêm de onze estudos, publicados não só nos Estados Unidos, mas também no Canadá e na Austrália.

Um estudo canadense descobriu que os jogadores casuais são 75% do total, mas eles contribuem com apenas 4% do total das receitas dos jogos de azar.

O arcebispo de Toronto, cardeal Thomas Collins, se manifestou recentemente sobre o assunto. Em sua carta pastoral sobre o jogo e os casinos, ele conta que, durante o seu ministério, tornou-se dolorosamente consciente dos problemas que afectam indivíduos e famílias devido ao jogo patológico.

Os governos são tentados pela perspectiva de lucrar com os impostos do sector. No entanto, o impacto social negativo do aumento do jogo excede significativamente os benefícios de mais dinheiro para os cofres do governo, afirma o cardeal.

O jogo ocasional pode ser uma forma legítima de entretenimento, diz Collins, mas "os indivíduos, governos e organizações de caridade podem se tornar escravos do lucro advindo do jogo, e isso, obviamente, é prejudicial".

"O jogo se baseia essencialmente em uma ilusão: a promoção da fantasia, especialmente sedutora para os mais fracos e desesperados, um jeito fácil de tentar achar uma solução rápida para os problemas financeiros", prossegue o cardeal.

"É uma ilusão cruel e não é sensato que os governos a promovam, muito menos mediate uma extensa publicidade". O lembrete do cardeal é de fundamental importância: o papel do governo se estende para além do equilíbrio fiscal e o bem comum deve ser a maior prioridade.


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"Obrigado ao papa por rezar pela paz"

Encontro Internacional pela Paz organizado pela Comunidade de Santo Egídio: patriarca de Antioquia, João X, pede que os cristãos permaneçam na Síria


Roma, 30 de Setembro de 2013


Sua Beatitude João X, o patriarca grego ortodoxo de Antioquia e de todo o Oriente, presidiu ontem a oração da noite da Comunidade de Santo Egídio na Basílica de Santa Maria in Trastevere, em Roma, durante o Encontro Internacional pela Paz organizado pela comunidade com o tema "A coragem da esperança". Depois, ele visitou a sede da comunidade na Piazza Sant'Egidio, onde foi recebido pelo fundador Andrea Riccardi, pelo presidente Marco Impagliazzo e pelos organizadores do evento. "Estou muito feliz por encontrar a Comunidade de Santo Egídio pela primeira vez, aqui, e por compartilhar com vocês o encontro com os pobres, no qual se realiza a fé cristã".

Pouco antes, o patriarca tinha visitado o refeitório comunitário gerido pela comunidade. Ali ele saudou as 800 pessoas presentes, entre as quais vários imigrantes sírios. João X cumprimentou também diversos representantes do movimento "Gente de Paz".

O patriarca é irmão do bispo de Aleppo, dom Paul Yazigi, sequestrado no dia 22 de Abril em uma aldeia síria da fronteira com a Turquia juntamente com Mar Gregorios, bispo da Igreja siro-ortodoxa de Aleppo.

Dirigindo-se aos fiéis na basílica, João X se mostrou feliz pelo encontro da manhã com o papa Francisco, "a quem eu pedi que reze pela Síria, assegurando-lhe que todos os cristãos oram por ele. Eu queria agradecer a ele por ter promovido o dia de oração e jejum pela paz, em 7 de Setembro, que contou com a presença e com a comunhão de todas as igrejas da Síria e do Líbano".

João X fez "um apelo urgente por uma solução pacífica para a dramática crise síria, sem o uso de instrumentos de guerra. Não queremos ver navios levando embora os cristãos do Oriente, nem navios trazendo armas para continuar a guerra naquelas regiões. A Síria deve continuar a ser a terra da convivência entre cristãos e muçulmanos, como sempre foi".


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Encontro entre o pensamento teológico e a devoção popular

Teólogo Eloy Bueno de la Fuente em entrevista


Fátima, 30 de Setembro de 2013


"A mensagem de Fátima: a misericórdia de Deus nos dramas da história" é o título do curso intensivo que vai decorrer na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, em quatro dias de Outubro.

O curso será orientado por Eloy Bueno de la Fuente, professor de Teologia Dogmática da Faculdade de Teologia do Norte de Espanha - Burgos e estudioso dos acontecimentos de Fátima. Decorrerá ao longo de duas segundas-feiras - 7 e 28 de Outubro - e nas manhãs de duas terças-feiras - 8 e 29 de Outubro.

De acordo com informação da Direcção da Faculdade de Teologia, o curso integra-se no Curso de Doutoramento em Teologia que a faculdade oferece neste ano lectivo de 2013-2014, mas está aberto à participação de outros alunos e pessoas interessadas, mediante inscrição prévia, aceite pela Direcção.

Eloy Bueno de la Fuente é presbítero da Diocese de Burgos (Espanha), professor catedrático de Teologia Dogmática da Faculdade de Teologia de Burgos, onde dirigiu o Instituto de Missionologia, e professor no Centro Ecuménico de Madrid. Nos últimos anos tem-se detido de forma aprofundada no estudo da Mensagem de Fátima, que analisa à luz da documentação histórica e com as ferramentas da Teologia actual.

Eloy Bueno de la Fuente em entrevista:
Em entrevista, esta tarde, à Sala de Imprensa do Santuário de Fátima, Eloy Bueno de la Fuente fala sobre esta iniciativa da Universidade Católica Portuguesa como um momento de encontro entre o pensamento teológico e a devoção popular.

“Este curso é uma ideia magnífica, que se encontra na linha daquilo que tenho vindo a tentar: mostrar a conveniência e a fecundidade do encontro entre o pensamento teológico e a devoção popular, para evitar - como muitas vezes sucede - que funcionem como mundos distintos.

A estrutura do curso intensivo está definida: “Pretendo em primeiro lugar situar o acontecimento Fátima no contexto histórico, para destacar depois as dimensões teológicas: o pressuposto pascal e trinitário e, sobre essa base, o significado da misericórdia como triunfo do amor nos dramas da história, (um amor) que condensa nele o triunfo do Imaculado Coração de Maria.

O curso apresenta-se, considera Eloy Bueno de la Fuente, como uma ocasião para a Igreja “situar adequadamente o fenómeno das aparições de Fátima e para aprofundar o seu serviço à esperança e à misericórdia”.

Interrogado sobre a actualidade da Mensagem de Fátima, o teólogo sublinha que “para o nosso mundo, a Mensagem de Fátima actua como uma interpretação profética da história enquanto denúncia dos infernos que gera o egoísmo humano e, por sua vez, destaca a existência de um amor maior - representado por Maria - garantia de que (o Mundo) não acabará em tragédia, graças a testemunhos como os dos pastorinhos que se entregam aos desígnios de misericórdia que lhes foram revelados”.

Eloy Bueno de la Fuente é licenciado em Teologia Dogmática pela Universidade de Santo Tomás, de Roma, e doutorado em Missiologia pela Universidade Urbaniana, de Roma, com uma tese sobre Karl Rahner, e em Filosofia pela Universidade Complutense, de Madrid, com uma tese sobre Unamuno. Nos cerca de 30 livros que publicou, privilegia temas relacionados com Eclesiologia e Cristologia. Foi presidente da Associação de Decanos de Teologia de Espanha e Portugal, entre os anos de 2005 e 2006, e é Membro do Conselho Científico e do Conselho de Redacção de várias revistas de Teologia e Filosofia.

Outras informações sobre este curso: www.ft.lisboa.ucp.pt


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João Paulo II e João XXIII serão canonizados em 27 de Abril de 2014

O Papa confirmou hoje em seu primeiro consistório. Espera-se a chegada de milhares de peregrinos polacos


Roma, 30 de Setembro de 2013


O Papa Francisco decidiu hoje, durante o primeiro consistório convocado por ele, a data da canonização do Beato João Paulo II e do Beato João XXIII, que será no domingo 27 Abril de 2014, em Roma.

O Papa em sua viagem de volta da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, tinha indicado a festa da Divina Misericórdia, 27 de Abril, porque se fosse antes, durante o inverno europeu, poderia causar muitos problemas, especialmente para os peregrinos com poucos recursos. Da Polónia virão a Roma milhares de peregrinos.

No caso de João XXIII, o Papa Francisco autorizou o processo, sem a necessidade de apresentar um segundo milagre.

Os milagres de João Paulo II que foram levados em consideração para a canonização foi a cura milagrosa de uma freira francesa que sofria de Parkinson avançado e irreversível. O segundo milagre foi a cura de uma mulher da Costa Rica que sofreu um aneurisma cerebral.


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Comunicação ao serviço de uma autêntica cultura do encontro

Mensagem do Papa Francisco para a Jornada Mundial das Comunicações Sociais 2014


Cidade do Vaticano, 30 de Setembro de 2013


A mensagem do Papa para o Jornada Mundial das Comunicações Sociais Francisco incide sobre a necessidade de favorecer, além do encontro pessoal, a beleza de tudo o que constitui a base do nosso caminho e da nossa vida, a beleza da fé, a beleza do encontro com Cristo, particularmente neste momento em que, graças às novas tecnologias, a comunicação é em certo sentido "amplificada" e "contínua".

Apresentamos a mensagem publicada no site do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais.

Comunicação a serviço de uma autêntica cultura do encontro
O ser humano se expressa acima de tudo na capacidade de comunicar. Na comunicação e através dela podemos, de fato, encontrar outras pessoas, expressar o que somos, o nosso pensamento, o que acreditamos, como queremos viver e, talvez o mais importante, aprendemos a conhecer as pessoas com as quais somos chamados a viver. Uma tal comunicação requer honestidade, respeito recíproco e compromisso para aprender uns com os outros, exige a capacidade de saber dialogar respeitosamente com as verdades dos outros. Muitas vezes, de fato, o que inicialmente poderia aparentar uma "diversidade" revela a riqueza da nossa humanidade e na descoberta do outro encontramos igualmente a verdade do nosso ser.

Na nossa época se está desenvolvendo uma nova cultura, favorecida pela tecnologia, e a comunicação é em certo modo "amplificada" e "continua". Somos desta maneira chamados a "Fazer redescobrir, no encontro pessoal e também através dos meios de comunicação social, a beleza de tudo o que está na base do nosso caminho e da nossa vida, a beleza da fé, a beleza do encontro com Cristo."(Discurso do Papa Francisco aos participantes da Assembleia Geral do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, 21 Setembro de 2013).

Neste contexto, cada um de nós deveria acolher o desafio de ser autêntico, testemunhando os valores nos quais acredita, a sua identidade cristã, a sua experiência cultural, expresso com uma nova linguagem, para se chegar a partilha. A capacidade de comunicar, reflexo da nossa participação no criativo, comunicativo e unificante Amor Trinitário, é um dom que nos permite de crescer nos relacionamentos interpessoais, que são uma riqueza na nossa vida, e de encontrar no diálogo uma resposta àquelas divisões que criam tensões no interior das comunidades e entre as nações. A Era da Globalização impõe com força que a comunicação possa chegar aos lugares mais remotos do mundo real, mas também "nos ambientes criados pelas novas tecnologias, nas redes sociais, para fazer emergir uma presença... que escuta, dialoga, encoraja". (Discurso do Papa Francisco aos participantes da Assembleia Geral do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, 21 Setembro de 2013), para que ninguém se sinta excluído.

A Mensagem para a Jornada Mundial das Comunicações Sociais de 2014 quer explorar o potencial da comunicação, em um mundo sempre mais conectado e em rede, a fim de que as pessoas estejam mais próximas uma das outras e seja construído um mundo mais justo.

A Jornada Mundial das Comunicações Sociais, único dia mundial estabelecido pelo Concílio Vaticano II ("Inter Mirifica", 1963), vem sendo celebrada em muitos países, sobre a recomendação dos bispos do mundo, no Domingo que antecede o Pentecostes (em 2014, dia 1 de Junho).

A Mensagem do Santo Padre para a Jornada Mundial das Comunicações Sociais vem sendo tradicionalmente publicada na ocasião da Festa de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas (24 Janeiro).


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Papa Francisco institui o Conselho de Cardeais

Órgão consultivo, que não tem poderes de governo, se reunirá pela primeira vez nesta semana


Roma, 30 de Setembro de 2013


O papa Francisco instituiu um conselho de cardeais que tem natureza consultiva e duas finalidades concretas: ajudar no governo de toda a Igreja e estudar um projecto de revisão do funcionamento da cúria romana. O texto manuscrito do decreto foi assinado em 28 de Setembro e publicado hoje. O conselho de cardeais não é um órgão de governo, mas apenas consultivo. O anúncio da criação do grupo foi feito no dia 13 de Abril, quando também foram divulgados os nomes dos cardeais que o formariam.

A cúria romana é a estrutura por meio da qual o santo padre governa a Igreja, comparável até certo ponto com os ministérios dos governos de outros países. Os “ministérios”, no Vaticano, se chamam dicastérios. Alguns mudam de nome, como o de Assuntos Exteriores, que na Igreja é chamado de departamento de Relações com os Estados. Há “ministérios” específicos para o trabalho pastoral, como o da Doutrina da Fé, o do Clero, o dos Processos de Canonização, o da Justiça e Paz, etc.

Os oito cardeais nomeados pelo santo padre se reúnem em sua primeira sessão nesta semana, até a próxima quinta-feira, 3 de Outubro. Eles ficarão hospedados na Casa Santa Marta e o idioma de trabalho será o italiano. “O papa deverá fazer uma breve introdução e logo em seguida escutará o conselho, que tem muito a contribuir, porque o material é volumoso. Não está previsto por enquanto nenhum encontro da comissão com pessoas externas”, explica o pe. Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano. Exceptuam-se a quarta-feira de manhã, dia da audiência geral, e a quinta-feira, em que acontece uma audiência do congresso Pacem in Terris.

Os oito cardeais que compõem o conselho são o italiano Giuseppe Bertello, o chileno Francisco Javier Errazuriz Ossa, o indiano Oswald Graças, o alemão Reinhard Marx, o congolês Laurent Monsengwo Pasinya, o estadunidense Sean Patrick O'Malley, o australiano George Pell e o hondurenho Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga, que será o coordenador do grupo, auxiliado por dom Marcello Semeraro, bispo de Albano.

O porta-voz especificou que eles constituem um “novo instrumento que enriquece o governo da Igreja”. Todos são arcebispos de grandes dioceses, menos o de Albano.

O conselho “foi criado pelo papa, que é livre para ampliar ou modificar a equipe. Ele os consulta de maneira colectiva, mas também individualmente. Os cardeais darão os seus conselhos e o santo padre tomará as decisões que considerar oportunas”, esclareceu Lombardi. “O papa realiza também outras formas de consultas: reuniões com os chefes dos dicastérios da cúria, com as comissões e com pessoas que ele considera proveitoso consultar”.

“Além disso, o papa também falou de outra reforma importante: o método de trabalho do sínodo”. Neste sentido, “as palavras-chave para pensar neste método de governo são sinodalidade e caminhar juntos como Igreja [...] O papa procura discernir a vontade de Deus também através da consulta”.

Interrogado sobre a preparação dos trabalhos, o representante do Vaticano explicou que “o trabalho começou com o recebimento atencioso de sugestões e propostas, feitas pelos oito membros do conselho de cardeais, cada um de acordo com as suas áreas de competência. Também estão contribuindo os chefes dos dicastérios, o colégio cardinalício e a Secretaria de Estado”.

“São cerca de oitenta os documentos que já chegaram até o secretário antes da reunião, e uma parte desse material está sendo estudada pelos membros do conselho cardinalício”. Além disso, acrescenta Lombardi, “o secretário preparou uma síntese. No sábado foi feita uma reunião informal entre os membros que já tinham chegado e hoje haverá outra, para que exista um intercâmbio de informação antes de começar”.

O porta-voz encerrou a conferência de imprensa informando que “este é um primeiro encontro, é uma realidade que vai continuar. Não devemos esperar desses três dias conclusões ou publicações de documentos e decisões, já que é a primeira vez que eles se encontram deste modo para discutir temas de grande complexidade e amplidão, com uma documentação muito vasta. Sejamos realistas”, sugeriu.


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Paz e alegria são sinais da presença de Deus na Igreja

As palavras do Papa Francisco na homilia na Santa Marta


Cidade do Vaticano, 30 de Setembro de 2013


A paz e a alegria são o sinal da presença de Deus na Igreja: foi o que disse o Papa Francisco na missa desta manhã, na Casa Santa Marta, comentando as leituras do dia.

Os discípulos estavam entusiasmados, faziam programas, projectos para o futuro sobre a organização da Igreja nascente, discutiam quem fosse o mais importante. Mas Jesus – explica o Papa – os surpreende, transferindo o centro da discussão para as crianças: “Quem entre vós é o menor de todos, este é o maior”:

“O futuro de um povo está justamente aqui, nos idosos e nas crianças. Um povo que não cuida deles não tem futuro, porque não terá memória e não terá promessa! E quanto é comum deixá-los de lado. As crianças são tranquilizadas com uma bala, com um brinquedo. E os idosos são impedidos de falar, ignorando seus conselhos …”. 

E os discípulos, destacou o Papa, não entendiam:

“Eu entendo que os discípulos queriam a eficácia, queriam que a Igreja prosseguisse sem problemas. E isso pode se tornar uma tentação para a Igreja: a Igreja do funcionalismo! A Igreja bem organizada! Tudo no lugar, mas sem memória e sem promessa! Esta Igreja, assim, não funcionará: será a Igreja da luta pelo poder, do ciúme entre os baptizados e tantas outras coisas quando faltam memória e promessa”. 
Portanto, a “vitalidade da Igreja” não está nos documentos e nas reuniões “para planear e fazer bem as coisas”: trata-se de realidade necessárias, mas não são “o sinal da presença de Deus”:

“O sinal da presença de Deus é este, como disse o Senhor: ‘Velhos e velhas se sentarão nas praças de Jerusalém, cada um com sua bengala na mão por sua longevidade. E as praças da cidade estarão repletas de meninos e meninas brincando. Brincadeira nos faz pensar em alegria: é a alegria do Senhor. E esses idosos, sentados com a bengala na mão, tranquilos, nos fazem pensar na paz. Paz e alegria: este é o ar da Igreja!”.


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