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Bom dia! Escreveu-se ontem a
primeira página de 2026. No Vaticano e nas dioceses portuguesas, o primeiro
dia do ano ficou marcado pela celebração do 59º Dia Mundial da
Paz e pela Solenidade litúrgica de Santa Maria, Mãe de Deus.
Foram feitos apelos ao desarmamento, lembrados os povos em zonas de conflito e
reafirmou-se a urgência do fim da guerra.
“O mundo não se
salva afiando espadas, julgando, oprimindo ou eliminando os
irmãos, mas sim esforçando-se incansavelmente por compreender, perdoar,
libertar e acolher todos, sem cálculos nem medos”, referiu
Leão XIV, na primeira Missa do ano, na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Já
no ângelus, desde a janela do apartamento pontifício, o Papa desejou
uma “era de paz” entre as nações e rezou pelas famílias “feridas pela
violência”. Em território
nacional, o cenário não foi diferente. Os bispos deixaram mensagens que o
convido a ler e reler. Em Lisboa,
o patriarca afirmou que “se a guerra continua, é porque os senhores da
guerra a desejam”, acrescentando que se há “homens que não
têm apenas as mãos manchadas; têm a alma manchada pelo sangue dos inocentes”. Pelo Porto,
D. Manuel Linda, bispo diocesano, lembrou as guerras de “ferocidade animal”
que conduziram ao rearmamento e frisou o compromisso pela paz. Em Viseu,
D. António Luciano apelou à rejeição da indiferença perante o “sofrimento
de povos inteiros” em guerra. “Não podemos ficar indiferentes
àqueles que ainda não conhecem a paz”, disse o bispo. Na catedral de Bragança,
o bispo D. Nuno Almeida mencionou que “a verdadeira paz não pode conviver com o terror;
ela exige a confiança mútua, algo que as armas jamais poderão construir”. Em Braga,
D. José Cordeiro salientou que a paz é “um dom divino que vai muito além da
ausência de guerra”. “Há muitos fatores que nos podem impedir
de viver a plenitude da paz, e a incapacidade de ter as condições mínimas
para viver de forma digna é uma delas”, indicou o arcebispo.
Hoje, acompanhe o
Programa ECCLESIA na RTP2, pelas 14h55, com o padre João Lourenço, a
propósito da conclusão do Jubileu 2025. Votos de um ano
abençoado e, se possível, sempre na nossa companhia! Leonor João |
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