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Bom dia!
Mais de 12 meses, 33,5
milhões de peregrinos e dezenas de grandes eventos depois, fecha-se hoje
a Porta Santa da Basílica de São Pedro, no Vaticano. Faço
parte do grupo de pessoas que teve a oportunidade de viver esta experiência.
Foi há um ano, a propósito do Jubileu do Mundo das Comunicações, ainda com o
Papa Francisco. Desde então, a Igreja Católica viveu momentos que ficam para
a história, com a despedida do pontífice que veio “quase do fim do mundo”, a
organização do Conclave e a eleição de Leão XIV. Acontecimentos que marcam o
Jubileu 2025 dedicado à esperança, que se fez presente na prisão
e fez regressar a multidão à esplanada de Tor Vergata, 25 anos depois da
histórica jornada com João Paulo II. Hoje este ciclo chega
oficialmente ao fim. O rito
solene do encerramento da Porta Santa vai ser presidido
pelo Papa e decorre antes do início da Missa da solenidade da Epifania, no
átrio da Basílica. A cerimónia está marcada para as 9h30 locais (08h30 em
Lisboa). Leão XIV fechará os batentes da Porta de Bronze, a última ainda
aberta em todo o mundo, num gesto simbólico que marca o fim do tempo de
indulgência plenária e de “perdão geral” que caracteriza o ano jubilar. A intervenção
militar dos EUA na Venezuela é a notícia que marca os últimos
dias. A ‘Pax Christi’ Internacional, a Rede Eclesial Pan-Amazónica (Repam) e
a Conferência Eclesial da Amazónia (Ceama) condenaram-na
e classificaram-na como uma ameaça à paz mundial e à estabilidade da
região. Esta é uma “grave violação do direito internacional”
por parte do Governo e das Forças Armadas norte-americanas, pode ler-se num
comunicado. Também o Conselho
Episcopal Latino-Americano e Caribenho (CELAM) reagiu aos acontecimentos, manifestando
a sua solidariedade à Igreja e ao povo da Venezuela, encorajando “todos os
esforços para construir pontes, curar feridas e avançar na reconciliação”.
Segundo a mensagem da presidência do organismo, “o bem do povo deve estar
sempre acima de qualquer outra consideração”. A Organização das
Nações Unidas designou 2026 como o Ano Internacional dos Voluntários para o
Desenvolvimento Sustentável. O tema esteve em destaque no Programa
ECCLESIA desta segunda-feira. Catarina António, da Fundação Fé e
Cooperação, considera
que “o voluntariado é mesmo o melhor veículo para a solidez social”.
André Patrício Peixoto, dos Leigos para o Desenvolvimento, destacou a
importância desta atividade numa sociedade “cada vez mais focada na
economia”.
A terminar esta
newsletter, lembro-o do significado da data de hoje, Dia de Reis.
É uma das festas tradicionais mais singelas celebrada em todo o mundo
católico. Neste dia comemora-se a visita de um grupo de reis magos, vindos do
Oriente, para adorar a “Epifania do Senhor”. Ou seja, o nascimento de Jesus,
o Filho por Deus enviado, para a salvação da humanidade. Mais logo, pelas 15h,
convido-o a assistir ao Programa ECCLESIA, com D. Manuel Clemente. Depois de
apresentar a história da celebração dos jubileus ao longo dos séculos, o
patriarca emérito de Lisboa revisita os momentos do Ano Santo 2025. Desejo-lhe uma ótima
terça-feira! Leonor João |
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