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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Abrir ou fechar portas?

Bom dia!

É uma imagem forte e cheia de significado: Leão XIV encerrou a Porta Santa da Basílica de São Pedro, concluindo assim um Ano Santo, o Jubileu 2025, que teve o propósito de abrir portas, de propor horizontes de esperança a todas as pessoas. O que aconteceu quando muitas portas se fecham: a porta da liberdade, da autodeterminação dos povos, da democracia nas nações, da paz, do direito entre países, assumido e concretizado. D. Luís Lisboa, arcebispo brasileiro, teme esse futuro incerto e condena a política imperialista do governo norte-americano.

No Vaticano, o Papa deixou bem claro que o Jubileu desafia a continuar cada um a ser “peregrino de esperança”, resistindo às “seduções dos poderosos” e na atenção a cada pessoa, milhões de todo o mundo, que passaram a Porta Santa em atitude de procura espiritual.

“Quem foram eles e o que os motivava? No final do Ano Jubilar, questiona-nos com particular seriedade a busca espiritual dos nossos contemporâneos, muito mais rica do que talvez possamos compreender.”

Leão XIV afirmou com clareza que as igrejas não se podem reduzir a monumentos  e as comunidades devem ser casas de acolhimento.

“Depois deste ano, estaremos mais capacitados para reconhecer no visitante um peregrino, no desconhecido um buscador, no distante um vizinho, no diferente um companheiro de viagem?”

No encerramento do Ano Santo, o Papa reafirmou apelos ao diálogo entre povos e ao fim dos conflitos.

“Que os estrangeiros e os adversários se tornem irmãos e irmãs, que em vez das desigualdades haja equidade, que em vez da indústria da guerra se afirme o artesanato da paz”

No encerramento do Jubileu 2025, D. Manuel Clemente analisou a história de um Ano Santo, que fica marcado pela mudança de pontificado.

Esta quarta-feira, começa no Vaticano o primeiro consistório extraordinário do pontificado de Leão XIV. Durante dois dias, cardeais de todo o mundo vão “promover um discernimento comum” e “dar apoio e conselhos” ao Papa “no exercício da sua grande e pesada responsabilidade no governo da Igreja universal”.

Um consistório que vamos acompanhar na Agência ECCLESIA, nomeadamente a participação dos quatro cardeais portugueses, D. Manuel Clemente, D. António Marto, D. José Tolentino de Mendonça e D. Américo Aguiar.

Votos de uma ótima jornada

Paulo Rocha

 

 


agencia.ecclesia.pt

      



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