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Bom dia! É uma imagem forte e
cheia de significado: Leão XIV encerrou a Porta Santa da Basílica de São
Pedro, concluindo assim um Ano Santo, o Jubileu 2025, que teve o propósito de
abrir portas, de propor horizontes de esperança a todas as pessoas. O que
aconteceu quando muitas portas se fecham: a porta da liberdade, da
autodeterminação dos povos, da democracia nas nações, da paz, do direito
entre países, assumido e concretizado. D.
Luís Lisboa, arcebispo brasileiro, teme esse futuro incerto e condena a
política imperialista do governo norte-americano. No Vaticano, o Papa
deixou bem claro que o Jubileu desafia a continuar cada um a ser “peregrino
de esperança”, resistindo às “seduções dos poderosos” e na atenção a cada
pessoa, milhões de todo o mundo, que passaram a Porta Santa em atitude de
procura espiritual. “Quem foram eles e o que os motivava? No final do Ano Jubilar,
questiona-nos com particular seriedade a busca espiritual dos nossos
contemporâneos, muito mais rica do que talvez possamos compreender.” Leão XIV afirmou com
clareza que as igrejas não se podem reduzir a monumentos e as
comunidades devem ser casas de acolhimento. “Depois deste ano, estaremos mais capacitados para reconhecer no
visitante um peregrino, no desconhecido um buscador, no distante um vizinho,
no diferente um companheiro de viagem?” No encerramento do
Ano Santo, o Papa reafirmou apelos
ao diálogo entre povos e ao fim dos conflitos. “Que os estrangeiros e os adversários se tornem irmãos e irmãs,
que em vez das desigualdades haja equidade, que em vez da indústria da guerra
se afirme o artesanato da paz” No encerramento do
Jubileu 2025, D.
Manuel Clemente analisou a história de um Ano Santo, que fica marcado
pela mudança de pontificado. Esta quarta-feira,
começa no Vaticano o primeiro consistório
extraordinário do pontificado de Leão XIV. Durante dois dias, cardeais de
todo o mundo vão “promover um discernimento comum” e “dar apoio e conselhos”
ao Papa “no exercício da sua grande e pesada responsabilidade no governo da
Igreja universal”. Um consistório que
vamos acompanhar na Agência ECCLESIA, nomeadamente a participação dos quatro
cardeais portugueses, D. Manuel Clemente, D. António Marto, D. José Tolentino
de Mendonça e D. Américo Aguiar. Votos de uma ótima
jornada Paulo Rocha |
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