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terça-feira, 13 de janeiro de 2026

A paz nasce do reconhecimento do outro e não do equilíbrio dos medos

O Papa recebeu, em audiência privada, a líder da oposição venezuelana e prémio Nobel da Paz, María Corina Machado, anunciou o Vaticano.

Em comunicado divulgado pelo comité político ao qual a ativista pertence, María Corina Machado adianta que agradeceu ao Papa pelo seu “acompanhamento” da situação no país e lhe pediu que “intercedesse pela libertação de mais de mil presos políticos e pelo avanço sem demora da transição para a democracia na Venezuela”.

O secretário de Estado do Vaticano afirmou, em Bruxelas, que a paz verdadeira é mais do que “equilíbrio dos medos”.

“A paz nasce do reconhecimento do outro e não do equilíbrio dos medos”, declarou o cardeal Pietro Parolin, na homilia da Missa a que presidiu na capital belga, como legado pontifício para as comemorações dos 800 anos da Catedral de São Miguel e Santa Gudula.

Paz, esperança e acolhimento procura o Encontro Cristão de Sintra 2026, uma iniciativa ecuménica organizada por várias Igrejas Cristãs, que vai já na sua 16ª edição.

“É preciso dar esperança, e esta esperança que é, para nós, Jesus Cristo tem que ser fomentada, tanto nos cristãos, porque, muitas vezes, nós cristãos não temos a valorização de qual é a nossa real esperança, o que é que nós de facto esperamos, mas é uma coisa que é muito abrangente de coisas na sociedade de hoje, que é uma sociedade caracterizada sobretudo pela indiferença. Eu não diria tanto pelo ódio, mas sobretudo pela indiferença, o que passa no telejornal, enfim, a mim não me diz muito se há respeito”, disse Luís Parente Martins, ligado à organização do Encontro Cristão de Sintra.

O encontro está marcado para o dia 31 de janeiro, a partir das 21h00, no Centro Cultural Olga Cadaval.

No portal de informação da Agência Ecclesia ainda ecos do II Encontro Nacional Sinodal, que decorreu em Fátima.

O bispo de Portalegre-Castelo Branco disse que o que “poderá ser novo” no atual caminho sinodal é “a função” das várias instâncias de participação na Igreja Católica enquanto “lugares onde efetivamente se vai construindo a decisão”.

Para D. Pedro Fernandes, é necessário “aproximar muito mais os processos de discernimento dos processos de deliberação e perceber que as diferentes instâncias de participação, os diferentes órgãos colegiais que existem nas igrejas locais, devem entender-se não apenas como lugares onde os decisores vão escutar coisas para eventualmente depois decidirem, mas como lugares onde efetivamente se vai construindo a decisão, a partir da escuta do Espírito”.

O obstáculo fundamental é a nossa dificuldade em escutar. E temos dificuldade em escutar porque temos medo daquilo que a escuta nos poderá trazer de novo e poderá implicar de transformação”.

A terminar, deixo o apelo à participação eleitoral no próximo dia 18 que o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa deixou. D. José Ornelas apelou à participação de todos os eleitores nas eleições presidenciais, valorizando o “gosto de participar na democracia” do país.

“A gente pode sempre lamentar que isto podia ser melhor ou podia ser pior, mas damos graças a Deus porque vivemos em democracia e podemos eleger um presidente e esperar que toda a gente tenha a serenidade, o gosto de participar na democracia deste país. Posso não concordar com este ou com aquele, ou até com o processo, mas vou lá dizer que não concordo, porque, se não, não tenho autoridade para abrir a boca e para dizer que aqueles que são eleitos se responsabilizem por aqueles que os elegeram”, afirmou.

Acompanhe o portal de informação agencia.ecclesia.pt onde encontra mais noticias que marcam cada dia.

Desejo-lhe um excelente dia!

Lígia Silveira

 

 


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