|
Não consegue ler este email? Veja a newsletter online.
|
sexta-feira, 31 de julho de 2015
Newsletter n.º 2
Publicação: Liturgia das Horas, oração da Igreja
Secretariado Nacional de Liturgia
Newsletter
Liturgia das Horas, oração da Igreja
Nova
publicação
Formato: 148X210 mm Páginas: 352 ISBN 978-989-8293-69-5 PVP: 8,00€ Índice do livro » |
Apresentação
do livro
A Liturgia das Horas é a oração de Cristo e da Igreja. Efectivamente, ao longo da história da Liturgia da Igreja, a Liturgia das Horas tem sido considerada a participação da Igreja no diálogo eterno de Jesus Cristo e o Pai no Espírito Santo. A Igreja, com efeito, é a continuadora da oração de Cristo, sendo uma das principais funções da Igreja. O volume que agora se publica, sob o título Liturgia das Horas, oração da Igreja, é uma colectânea de alguns textos do Magistério e de alguns estudos teológicos, bíblicos, litúrgicos, históricos, pastorais e espirituais acerca da realidade da oração litúrgica das Horas. De muitos modos foi chamada esta oração: Opus Dei, Officium Divinum, Sacrificium Laudis, Breviarium e Liturgia Horarum. Cada um destes nomes sublinha os diversos matizes da mesma e única expressão do louvor público e comunitário da Igreja. Hoje, a Igreja optou pelo nome de Liturgia Horarum. As características fundamentais da Liturgia das Horas foram apresentadas no excelente documento da Reforma Litúrgica do Concílio Vaticano II, a Instrução Geral sobre a Liturgia das Horas, a saber: a oração de todo o povo de Deus, ministros ordenados e Leigos; a verdade das Horas e a santificação do tempo; a oração de louvor e de glorificação de Deus e a santificação dos homens. A Nota Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa de 1978 sobre a Liturgia das Horas, que abre o conjunto de textos deste livro, continua a ser um desafiante convite: «há na oração da Igreja uma pedagogia que é preciso ajudar a descobrir aos cristãos. É preciso descobrir, porque se trata de verdadeira descoberta, que as riquezas da Palavra de Deus não servem só para ensinar, mas também para rezar. Primeiro é necessário receber para depois se poder dar». O Ofício divino é, por isso, a experiência eclesial da Bíblia rezada com Cristo, por Cristo e em Cristo. A oração de Cristo e da Igreja é o louvor incessante das magnalia Dei, isto é, das grandes maravilhas realizadas por Deus na criação e na humanidade, na história que é sempre história da salvação. Esta é a voz da Igreja, a esposa amada de Cristo. + José Manuel Garcia Cordeiro Bispo de Bragança-Miranda Presidente da Comissão Episcopal da Liturgia e Espiritualidade Temas e autores Nota pastoral sobre a Liturgia das Horas | CEP Obrigatoriedade da recitação da Liturgia das Horas | CCDDS Introdução à oração | Manuel Morujão, S.J. A oração da Igreja através dos tempos | Luís Ribeiro de Oliveira Ofício divino – do Breviário à Liturgia das Horas | Luís Ribeiro de Oliveira Apresentação da Instrução Geral sobre a LH | José de Leão Cordeiro Estrutura e celebração da Liturgia das Horas | José Ferreira A oração dos salmos | Geraldo Coelho Dias, OSB O livro dos salmos | Bento XVI Os salmos na tradição da Igreja | João Paulo II Os salmos na liturgia do povo de Deus | Pedro Lourenço Ferreira, OCD A distribuição dos salmos e cânticos na LH | José de Leão Cordeiro A Liturgia das Horas no Tríduo Pascal | Pedro Lourenço Ferreira, OCD A espiritualidade da Liturgia das Horas | Pedro Lourenço Ferreira, OCD O canto na Liturgia das Horas | António Ferreira dos Santos A Liturgia das Horas, oração da Igreja | João Paulo II A liturgia das Vésperas | João Paulo II Índice do livro » |
|
41º Encontro Nacional de Pastoral LitúrgicaA Comunicação na liturgiaFátima, 27-31 Julho de 2015 |
||
Contactos:
Secretariado Nacional de Liturgia
Casa de Santa Ana – Santuário de Fátima
Apartado 10
2496-908 FÁTIMA
Tel. 249 533 327 - Fax 249 533 343
E-mail: secretariado@liturgia.pt
Secretariado Nacional de Liturgia
Casa de Santa Ana – Santuário de Fátima
Apartado 10
2496-908 FÁTIMA
Tel. 249 533 327 - Fax 249 533 343
E-mail: secretariado@liturgia.pt
quarta-feira, 29 de julho de 2015
Obama fala de direitos homossexuais, mas o Quénia responde com outro ponto de vista
A
fria resposta recebida do presidente queniano mostra a pouca
compatibilidade entre o pensamento liberal ocidental e o de muitos
países emergentes
Roma,
28 de Julho de 2015
(ZENIT.org)
Luca Marcolivio
Direitos e oportunidades iguais para todos? O princípio não é assim
tão linear, nem pacífico; em muitos casos, pode até provocar
“curtos-circuitos” ideológicos.
Foi o que aconteceu na histórica visita de Barack Obama ao Quénia, a terra dos seus antepassados paternos, onde o presidente retomou o slogan do seu segundo mandato: “amor é amor” e os gays também têm o direito de ser tratados de forma justa. A referência foi implícita, mas clara, à decisão do Supremo Tribunal dos EUA de confirmar a constitucionalidade do casamento gay em todo o território do país.
"Eu acredito no princípio de que todas as pessoas são iguais perante a lei, de que todos são dignos da mesma proteção e de que o Estado não deve discriminar as pessoas com base na sua orientação sexual", disse Obama em Nairóbi, durante um discurso em que também tinha falado contra a corrupção e o racismo e em favor da igualdade de oportunidades para as mulheres, que, na sua opinião, são tratadas no Quénia como "cidadãs de segunda classe".
Afirmando já ter sofrido a discriminação racial na própria pele, Obama quer estender a não-discriminação também aos gays. Não por acaso, ele falou explicitamente, em Nairóbi, sobre a propagação da homofobia no continente africano.
Suas palavras, no entanto, não despertaram o entusiasmo do presidente queniano Uhuru Kenyatta. "O fato é que o Quénia e os Estados Unidos têm muitos valores em comum, mas temos de admitir que algumas coisas nós não compartilhamos: a nossa cultura e a nossa sociedade não podem aceitá-las".
Num país em que os atos homossexuais são puníveis com prisão, Kenyatta considera que a questão dos direitos dos homossexuais é um "não-problema", um tema que não está na agenda. Para um transeunte queniano entrevistado pela rede CBS, o pensamento de Obama a este respeito é "coisa de americano": e os quenianos, "de acordo com a cultura africana" e os "valores cristãos", dizem não aos direitos dos homossexuais.
Sem entrar na questão das violações dos direitos humanos que os gays sofrem no Quénia, este caso mostra toda a problemática da extensão universal dos próprios direitos humanos.
Os dilemas são muitos. Primeiro, vale perguntar: é pertinente equiparar a discriminação racial à discriminação por orientações sexuais? E ainda: a “longa marcha” dos direitos é um caminho inexorável ou devem respeitar-se as tradições locais?
O multiculturalismo envolve um conceito de integração construído no Ocidente com categorias que os países do mundo em desenvolvimento nem sempre entendem, já que o único critério adotado nestes anos tem sido o da globalização económica.
A "exportação da democracia" vem implicando uma homologação das culturas, uma verdadeira "colonização ideológica", que, como visto na discordância entre os chefes de Estado do Quênia e dos EUA, gera faíscas.
As políticas liberais atuais têm se arvorado em “paladinas” dos países do Terceiro Mundo, mas sem conhecer a sua verdadeira identidade, ignorando que, além do que nos une, permanece o que nos divide.
É irónico que, mesmo na Europa, as forças políticas progressistas, mais orientadas aos "novos direitos", são sempre as mais favoráveis à política de "portas abertas" para os estrangeiros, sem que estes realmente compartilhem a opinião europeia sobre esses direitos. Pense-se na participação notável de muçulmanos nas várias vigílias e manifestações ocorridas na França em defesa da família natural, fundada no matrimónio entre homem e mulher.
É oportuno perguntar-nos qual concepção vai prevalecer amanhã: a liberal, dos "direitos para todos", ou a "arcaica", representada por um grande número de países emergentes e baseada nos "valores cristãos" esquecidos no Ocidente “desenvolvido”, mas defendidos pelos quenianos visitados por Obama?
Foi o que aconteceu na histórica visita de Barack Obama ao Quénia, a terra dos seus antepassados paternos, onde o presidente retomou o slogan do seu segundo mandato: “amor é amor” e os gays também têm o direito de ser tratados de forma justa. A referência foi implícita, mas clara, à decisão do Supremo Tribunal dos EUA de confirmar a constitucionalidade do casamento gay em todo o território do país.
"Eu acredito no princípio de que todas as pessoas são iguais perante a lei, de que todos são dignos da mesma proteção e de que o Estado não deve discriminar as pessoas com base na sua orientação sexual", disse Obama em Nairóbi, durante um discurso em que também tinha falado contra a corrupção e o racismo e em favor da igualdade de oportunidades para as mulheres, que, na sua opinião, são tratadas no Quénia como "cidadãs de segunda classe".
Afirmando já ter sofrido a discriminação racial na própria pele, Obama quer estender a não-discriminação também aos gays. Não por acaso, ele falou explicitamente, em Nairóbi, sobre a propagação da homofobia no continente africano.
Suas palavras, no entanto, não despertaram o entusiasmo do presidente queniano Uhuru Kenyatta. "O fato é que o Quénia e os Estados Unidos têm muitos valores em comum, mas temos de admitir que algumas coisas nós não compartilhamos: a nossa cultura e a nossa sociedade não podem aceitá-las".
Num país em que os atos homossexuais são puníveis com prisão, Kenyatta considera que a questão dos direitos dos homossexuais é um "não-problema", um tema que não está na agenda. Para um transeunte queniano entrevistado pela rede CBS, o pensamento de Obama a este respeito é "coisa de americano": e os quenianos, "de acordo com a cultura africana" e os "valores cristãos", dizem não aos direitos dos homossexuais.
Sem entrar na questão das violações dos direitos humanos que os gays sofrem no Quénia, este caso mostra toda a problemática da extensão universal dos próprios direitos humanos.
Os dilemas são muitos. Primeiro, vale perguntar: é pertinente equiparar a discriminação racial à discriminação por orientações sexuais? E ainda: a “longa marcha” dos direitos é um caminho inexorável ou devem respeitar-se as tradições locais?
O multiculturalismo envolve um conceito de integração construído no Ocidente com categorias que os países do mundo em desenvolvimento nem sempre entendem, já que o único critério adotado nestes anos tem sido o da globalização económica.
A "exportação da democracia" vem implicando uma homologação das culturas, uma verdadeira "colonização ideológica", que, como visto na discordância entre os chefes de Estado do Quênia e dos EUA, gera faíscas.
As políticas liberais atuais têm se arvorado em “paladinas” dos países do Terceiro Mundo, mas sem conhecer a sua verdadeira identidade, ignorando que, além do que nos une, permanece o que nos divide.
É irónico que, mesmo na Europa, as forças políticas progressistas, mais orientadas aos "novos direitos", são sempre as mais favoráveis à política de "portas abertas" para os estrangeiros, sem que estes realmente compartilhem a opinião europeia sobre esses direitos. Pense-se na participação notável de muçulmanos nas várias vigílias e manifestações ocorridas na França em defesa da família natural, fundada no matrimónio entre homem e mulher.
É oportuno perguntar-nos qual concepção vai prevalecer amanhã: a liberal, dos "direitos para todos", ou a "arcaica", representada por um grande número de países emergentes e baseada nos "valores cristãos" esquecidos no Ocidente “desenvolvido”, mas defendidos pelos quenianos visitados por Obama?
(28 de Julho de 2015) © Innovative Media Inc.
in
Humanae Vitae: a coragem de Paulo VI para se opor aos estereótipos culturais muito difundidos
Entrevista a Ángel Rodríguez Luño,
decano de teologia da PUSC, sobre o documento do Papa Montini: "Embora a
encíclica refira-se diretamente ao casamento, o que estava em jogo era a
visão global da sexualidade"
Roma,
28 de Julho de 2015
(ZENIT.org)
Rocio Lancho García
No dia 25 de julho de 1968, o Papa Paulo VI publicou a encíclica
Humanae Vitae sobre a doutrina da Igreja em relação ao matrimónio, a
abertura à vida, a contracepção e a paternidade e maternidade
responsáveis. Tópicos que seguem gerando debate dentro e fora da Igreja.
Para entender melhor os fundamentos teológicos desse documento, seu
contexto histórico e suas implicações, ZENIT entrevistou o decano da
Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade da Santa Cruz em Roma,
Ángel Rodríguez Luño.
***
ZENIT: Há quase 50 anos foi publicada a encíclica Humanae Vitae. Qual o significado dessa publicação naquela época?
- Professor Rodríguez Luño: Paulo VI publicou a Humanae vitae dois
meses depois dos acontecimentos de maio de 68, que provocaram, entre
outras coisas, a “revolução sexual”. Existia uma forte pressão de alguns
meios de comunicação social e os especialistas divulgavam previsões
demográficas pessimistas e alarmistas, que a realidade negou mais tarde.
Alguns ambientes eclesiais sofriam uma certa desorientação causada por
interpretações abusivas do Concílio, e alguns dos participantes nos
estudos preparativos da encíclica publicaram informes que não eram
definitivos. Neste contexto Paulo VI, depois de longa reflexão,
reafirmou a visão cristã da sexualidade, na qual o Criador uniu duas
dimensões de significado e de valor, que a encíclica chama “significado
unitivo” e “significado procriativo”. Esta conexão não pode
desarticular-se sem que sofram ambas dimensões, e não apenas a que se
deseja excluir.
ZENIT: De um ponto de vista teológico, foi revolucionária? Em quais pontos?
- Professor Rodríguez Luño: Depende do que se entende por
"revolucionária". Substancialmente Paulo VI propõe novamente a visão
antropológica e moral que Pio XI, em sua encíclica sobre o matrimónio,
tinha considerado como “doutrina cristã ensinada desde o princípio e
nunca modificada”. Neste sentido a Humanae Vitae não representa nenhuma
evolução. Revolucionária é a valentia com a qual Paulo VI se opôs a uns
estereótipos culturais então muito difundidos, que eram impostos, e que
eram e continuam sendo nocivos para a vida das pessoas casadas e para a
cultura moral geral. Embora a encíclica refira-se diretamente ao matrimónio, o que estava em jogo era a visão global da sexualidade.
ZENIT: Para entender o contexto histórico. O que foi que
levou o Papa Paulo VI a escrever esta encíclica? O que era necessário
responder?
- Professor Rodríguez Luño: Acho que a delicadeza do problema e a
complexidade do contexto levaram Paulo VI, estando ainda aberto o
Concílio, a ocupar-se pessoalmente do estudo e da resolução desta
questão. À luz da tradição moral da Igreja, ninguém podia duvidar que a
contracepção é um comportamento intrinsecamente desordenado. Existia uma
ideia, no imaginário coletivo, de que a anticoncepção consistia em
manipular de alguma forma a realização da relação conjugal. Como a
pílula anovulatória (que, como tal, quase não existe mais hoje, porque a
maioria dos remédios contraceptivos também têm outros efeitos, além do
anovulatório) não altera a relação conjugal, alguns se perguntaram se a
sua utilização deveria ser sempre considerada como um pecado de
contracepção. A questão não era, portanto, se a contracepção é pecado ou
não, mas se o uso esponsal da pílula anovulatória é ou não
anticoncepcional. Isto forçou a definir melhor a essência da
contracepção, que Paulo VI refere-se quando escreveu: “exclui-se também
toda ação que, ou em previsão do ato conjugal, ou na sua realização, ou
no desenvolvimento das suas consequências naturais, se proponha, como
fim ou como meio, tornar impossível a procriação". Para colocá-lo de
forma gráfica: se descobríssemos que comer uma laranja antes da relação
conjugal a fechasse para a transmissão da vida, quem comesse a laranja
propondo-se, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação
cometeria o pecado de contracepção. Uso essa hipótese irreal para dar a
entender onde está a contracepção, que não depende do fato de que o
medicamento contraceptivo seja um produto artificial.
ZENIT: Você acha que na formação dos noivos falte um maior aprofundamento de alguns aspectos da Humanae Vitae?
- Professor Rodríguez Luño: Parece-me que, efetivamente, na formação
que se dá aos noivos seria necessário estudar com profundidade e
integridade a Humanae Vitae. Mas isso nos levaria longe. Limitar-me-ei a
uma só coisa que a minha experiência confirma continuamente. Quando a
encíclica de Paulo VI estava sendo preparada alguns diziam que a moral
sexual cristã acaba danificando o amor entre o homem e a mulher e a
estabilidade do matrimónio. A experiência diz que hoje, em uma cultura
na qual se difunde o recurso à contracepção e às relações
pré-matrimoniais, os fracassos dos casais são cada vez mais numerosos,
bem como também são mais numerosos os fenómenos de violência e de
infidelidade. Certamente outras causas podem levar a estes fenómenos.
Mas, continuo admirado porque muitos casais, que tiveram um longo
período de noivado, às vezes excessivamente concentrado nos aspectos
sexuais, depois de casar-se, descobrem que não se conheciam bem. Talvez
pudessem ter conversado mais e se juntado menos, porque juntar-se nem
sempre é comunicação e conhecimento. A maior parte das vezes, pelo
contrário, impede detectar e corrigir o egoísmo próprio e o da outra
parte.
ZENIT: Muitas das questões abordadas neste documento
permanecem sendo forte foco de debate social: aborto, fecundação
artificial... Com o passar do tempo é ainda maior a ‘oposição’ aos
fundamentos teológicos da Igreja sobre estas questões?
- Professor Rodríguez Luño: Nossa cultura evoluiu da forma em que
conhecemos. Denunciar as causas que fez com que as mudanças sociais
tomassem esse rumo requereria uma reflexão muito interessante, mas
também muito longa para esta entrevista. Não há dúvida de que, para
alguns, também para alguns fieis católicos, é difícil entender alguns
aspectos da moral cristã. Talvez seria necessário mais esforço para
explica-la melhor e mais esforço para compreendê-la melhor. Mas, para
mim, é muito significativo que a maioria dos fiéis praticantes
considerem muito positivo o seu próprio esforço por viver a moral
cristã, embora ocasionalmente cometam erros.
ZENIT: Durante o Sínodo dos Bispos, seria possível esperar mudanças em algumas das questões levantadas nesta encíclica?
-- Profesor Rodríguez Luño: Os Pastores querem resolver os problemas
práticos mais urgentes para a família a partir da doutrina da Igreja. O
Papa Francisco disse mais de uma vez que ele se considera antes de mais
nada um filho da Igreja. Por isso, o núcleo essencial da Humanae Vitae,
que como eu disse é um ensinamento proposto desde o começo e que nunca
foi modificado, é a luz a partir da qual serão afrontados os problemas
pastorais no Sínodo. Questões pastorais muito concretas, que se referem à
sabedoria, misericórdia e prudência cristãs com as quais se tratarão
todas as situações que têm a ver com pessoas, poderão encontrar, ao
longo do Sínodo, com a ajuda de Deus, respostas adequadas ao nosso
tempo.
ZENIT: Por que esse tem sido um dos textos magisteriais mais discutidos das últimas décadas?
-- Profesor Rodríguez Luño: Sem dúvida que este é um ponto difícil em
que todos nós somos fracos, se não sabemos apoiar-nos na graça que Deus
nos oferece. Por outra parte, a oposição da cultura dominante é forte,
embora não nova. Como explicou em um livro maravilhoso Pierre Grelot,
existia já um choque entre os ensinamentos do Génesis sobre o matrimónio
e o pensamento religioso da Mesopotâmia, Síria e Canaã. Estas religiões
pagãs sacralizavam a sexualidade humana através de duas conhecidas
vias: dos mitos e dos ritos. Nos mitos, a divindade a divindade aparece
como um conjunto de deuses e deusas, que vão em casais, e que nas suas
histórias são os arquétipos dos vários aspectos da relação homem-mulher:
fecundidade, amor-paixão, matrimónio. Estão presentes, sob nomes
diversos, as figuras do deus-pai, da deusa mãe, da deusa-amante, etc. A
concepção politeísta permite, em suma, a dissociação entre os aspectos
essenciais da sexualidade: fecundidade, amor, matrimónio. Cada aspecto é
sacralizado separadamente. Não há a integração em uma instituição como o matrimónio, condição exclusiva do amor e fecundidade moralmente bons.
Os ritos (da fecundidade, da prostituição sagrada como culto da deusa
amante, as hierogamias, etc.) também desempenham a mesma dissociação no
plano das ações, através das quais os homens unem-se à divindade e
participam da sua capacidade de amar ou de serem fecundos. A dissociação
das diferentes dimensões da sexualidade humana segue o paganismo e o
neo-paganismo como a sombra o corpo iluminado pelo sol. Em minha
opinião, esta é a explicação última das dificuldades atuais, que são
profundas, mas não intransponíveis. Vejo com esperança que entre as
pessoas jovens que praticam a sua fé cristã estas questões entendam-se
melhor do que entre os da minha geração.
(28 de Julho de 2015) © Innovative Media Inc.
in
terça-feira, 28 de julho de 2015
CNE: 435 escuteiros portugueses participam a partir de hoje no Jamboree do Japão
O maior contingente português de sempre a um acampamento mundial fora da Europa
Lisboa, 28 jul 2015 (Ecclesia) – O Corpo Nacional de Escutas (CNE)
enviou um contingente de 435 escuteiros ao Jamboree Mundial, acampamento
que reúne a partir de hoje, no Japão, mais de 33 mil escuteiros
provenientes de 147 países.
Este é o “maior contingente português de sempre a um acampamento mundial fora da Europa”, realça um comunicado enviado à Agência ECCLESIA.
Com escuteiros de todo o mundo, entre os dias 28 de julho e 8 de agosto, esta iniciativa tem como objetivo “a partilha, o convívio e a troca de experiências e vivências” entre eles.
Para participar no Jamboree Mundial, que se realiza-se de 4 em 4 anos, os escuteiros devem ter entre 13 e 17 anos e apenas podem participar uma, pelo que é uma “oportunidade única aquela que estes escuteiros vão aproveitar este ano”, lê-se na nota.
O imaginário do acampamento está subordinado ao tema «Um Espírito de Unidade», e este caracter engloba muitos significados, “como unidade, harmonia, cooperação, amizade e paz, para além de representar o Japão e a sua cultura”, sublinha
Esta ida ao Japão contou com o apoio da Presidência da República, que entregou há dias a bandeira portuguesa ao contingente que seguirá para esse país nipónico, e da embaixada do Japão, que tem “trabalhado no sentido de facilitar todas as questões relacionadas com a ida dos escuteiros até ao país do Sol Nascente”, revela a nota de imprensa do CNE.
Este é o “maior contingente português de sempre a um acampamento mundial fora da Europa”, realça um comunicado enviado à Agência ECCLESIA.
Com escuteiros de todo o mundo, entre os dias 28 de julho e 8 de agosto, esta iniciativa tem como objetivo “a partilha, o convívio e a troca de experiências e vivências” entre eles.
Para participar no Jamboree Mundial, que se realiza-se de 4 em 4 anos, os escuteiros devem ter entre 13 e 17 anos e apenas podem participar uma, pelo que é uma “oportunidade única aquela que estes escuteiros vão aproveitar este ano”, lê-se na nota.
O imaginário do acampamento está subordinado ao tema «Um Espírito de Unidade», e este caracter engloba muitos significados, “como unidade, harmonia, cooperação, amizade e paz, para além de representar o Japão e a sua cultura”, sublinha
Esta ida ao Japão contou com o apoio da Presidência da República, que entregou há dias a bandeira portuguesa ao contingente que seguirá para esse país nipónico, e da embaixada do Japão, que tem “trabalhado no sentido de facilitar todas as questões relacionadas com a ida dos escuteiros até ao país do Sol Nascente”, revela a nota de imprensa do CNE.
LFS
in
Beja: Bispo pede legalidade fiscal e contenção nos custos das festas populares
D. António Vitalino reflete sobre «Férias e Festas»
Beja, 28 jul 2015 (Ecclesia) – O bispo de Beja afirmou que as férias
são um tempo de “descanso, liberdade de horários” e alerta para os
custos associados às festas populares que são caracterizadas nos
programas pelo “profano e religioso”.
“O culto dos exibicionismos, das disputas entre comissões e das
vaidades, que muitas vezes acaba em zangas e arruaças, não é muito
próprio de uma festa popular nem muito menos religiosa”, escreve D.
António Vitalino na "Nota da Semana", onde alerta para os exageros no
programa das festas, “nos gastos avultados, sobretudo em arruados,
artistas convidados e fogo-de-artifício”.
Neste contexto, o prelado destaca que as festas devem promover o
convívio, “a alegria entre a população” - residentes e visitantes - e se
forem religiosas também a “devoção e o fortalecimento da fé das
pessoas”.
No comentário enviado à Agência ECCLESIA, o bispo diocesano de Beja
“adverte” ainda as comissões de festas ligadas à Igreja para terem
“cuidado” com a legalidade fiscal “não favorecendo a fuga aos impostos
sobretudo no pagamento aos artistas.
“E se os lucros económicos da festa não se destinarem ao culto ou a
outras finalidades da ação da igreja, também devem submeter-se às normas
contributivas em vigor”, acrescenta.
O bispo de Beja comenta também que as comissões de festas procuram
associar o convívio e as devoções tradicionais da terra, “misturando o
profano e o religioso”.
“Pelo menos nos seus cartazes publicitários, numa simbiose em que, por
vezes, os atos de culto apenas aparecem no título da festa e na imagem
da santinha”, contextualiza.
“Não podemos chamar a isso de festas religiosas, mas simplesmente de
festas populares, em que as paróquias realizam alguns atos de culto, que
fazem parte dos acontecimentos festivos, mas não são a festa”, escreve.
D. António Vitalino na sua última nota semanal antes do período estival
também reflete sobre as férias como tempo de descanso – “direitos do
trabalhador, direitos sagrados conquistados à custa de muitas lutas e
sofrimentos” – comenta que se ouve dizer a muitas pessoas que “chegam
cansadas das férias e precisam de descansar delas”.
“Neste caso, não foram aquilo que significam, liberdade de horários de
trabalho, descanso, dedicação àquilo que não nos cansa, aos amigos e
familiares com quem gostamos de estar, à leitura e cultivo dos valores
do espírito”, observa.
Neste contexto, o prelado interroga-se se as férias são vividas e
desfrutadas de forma adequada, se cada pessoa descansa do “stress” do
dia-a-dia ou apenas troca as filas semanais em direção aos trabalhos e
centro comerciais pelas das praias.
“Em alguns países do centro da Europa os sábados de tarde e os domingos
são mesmo para descansar e dedicar-se à família, pois os comércios
fecham”, contextualiza o bispo de Beja que assinala que sindicatos e
igrejas estão de acordo neste aspeto.
CB/PR
in
Mons Patron Wong: "Os sacerdotes devem ter a alegria de aprender com Jesus para doarem"
O
Secretário da Congregação para o Clero participou de um evento no
Pontifício Colégio Mater Ecclesiae, promovido pelo Instituto Sacerdos
Roma,
28 de Julho de 2015
(ZENIT.org)
Monsenhor Jorge Carlos Patròn Wong, Secretário da Congregação para o
Clero, falou na última sexta-feira, 24, no Curso de Formadores de
Seminários, promovido pelo Instituto Sacerdos, no Ateneu Pontifício
Regina Apostolorum.
O curso está sendo realizado no Pontifício Colégio Maria Mater Ecclesiae, em Roma e terminará no próximo dia 30 de julho.
O curso é voltado para formadores de seminários (reitores, diretores
espirituais e outros formadores) com a intenção de ajudar os bispos
diocesanos na preparação e formação das pessoas que se dedicam à
formação dos futuros sacerdotes. Também permite aos padres de diferentes
países a oportunidade de aprofundar os seus conhecimentos de
antropologia cristã que está na base de toda a formação na fé e das
várias questões relativas à formação dos futuros sacerdotes nas
circunstâncias atuais.
Por ocasião da presença de monsenhor Patròn Wong, falou-se sobre a
formação, ou melhor, sobre o desafio de integrar o elemento humano,
apostólico e intelectual, para que os seminaristas e os sacerdotes
tenham a mesma formação que Jesus e um coração de Pastor. O sentimento
predominante parece o de que hoje o sacerdote está chamado a expressar
externamente aquela intimidade e empatia que ele tem com Cristo, por
meio de uma atitude humana que resulta em misericórdia, escuta e
diálogo.
A beleza do curso, embora os participantes venham de diferentes
países, é confirmar que a realidade é uma só, mantendo diferentes
particularidades que só por meio do universo católico pode conter em si.
(28 de Julho de 2015) © Innovative Media Inc.
in
Bolívia: Igreja pede diálogo entre mineiros e governo
Após três semanas de greves e violentos confrontos entre mineiros e policiais, governo e líderes de Potosí retomam diálogo
Roma,
28 de Julho de 2015
(ZENIT.org)
Sergio Mora
O governo do presidente Evo Morales e grupos sindicais de Potosí
retomaram o diálogo depois de três semanas de violentos confrontos entre
mineiros e policiais, que deixou vários feridos e 51 detidos.
A liberação de um jornalista e três mineiros, que foram presos na
quarta-feira sob a acusação de tumulto na cidade de La Paz, permitirá
que a rodada de diálogo entre os líderes de Potosí e o governo continue,
para colocar fim a greve que dura 22 dias.
O programa de rádio Notícias de La Iglesia, citou Dom
Eugenio Escapellini, bispo de El Alto, que na homilia de domingo, disse:
"O Papa Francisco nos exorta sempre ao diálogo, a construir pontes, não
muros. Como Igreja pedimos às partes que deponham as atitudes
intransigentes, as ações e discursos violentos. Com estas atitudes os
problemas crescem até se tornar uma avalanche que arrasta tudo, e leva à
ruína. É importante buscar as metas comuns, os valores compartilhados,
ideais que ajudem a olhar para além dos horizontes individuais". E
concluiu: “São frases que o Papa Francisco pronunciou nesta catedral de
La Paz.”
Por sua vez, o arcebispo de Potosí, Ricardo Ernesto Centellas Guzman,
pouco antes do início do diálogo, disse: "É inaceitável que um problema
de género perdure por 18 dias sem uma solução". E acrescentou: "Vocês
sabem que a Igreja é o povo e o povo é a Igreja, por isso estamos
pensando em abrir as paróquias para acolher grupos de manifestantes,
portanto, pedimos ao Governo para retomar o mais rápido possível um
diálogo sério". Ele disse que nove paróquias abriram suas portas para
acolher famílias de pessoas que procuram a intervenção do governo para
resolver o problema das minas e a libertação dos detidos.
Na sexta-feira, Dom Centellas, vice-presidente da Conferência
Episcopal Boliviana, deu uma mensagem intitulada: "A Igreja exorta a
abertura ao diálogo e a deixar os discursos que incitam a violência.
Quando vierem me pedir eu os escutarei". Ele apela a um diálogo sincero e
imediato, com respeito e liberdade.
Grupos de trabalhadores mineiros de Potosí acusam o presidente Evo
Morales, que se recusou a encontrá-los, de não ter cumprido alguns
acordos e promessas. Na quarta-feira passada os mineiros entraram em
confronto com a polícia e invadiram um ministério para tentar o diálogo.
As organizações civis da mineração de Potosí, onde Morales ganhou 69
por cento dos votos nas eleições de 2014, pediram ao presidente para
cumprir a promessa de construir um aeroporto internacional, uma
hidroelétrica, três hospitais, estradas e a preservação do Cerro Rico que
é a atração turística da cidade.
A imprensa local se mobilizou para pedir a libertação do jornalista
da Radio Líder, Juan Carlos Paco Veramendi, que foi preso quatro dias,
depois de cobrir uma manifestação na cidade de La Paz. No ranking da
liberdade de imprensa, de acordo com o relatório divulgado em fevereiro
de 2015 por Reporteros sin Fronteras, a Bolívia está em 94º, entre 180 países.
(28 de Julho de 2015) © Innovative Media Inc.
in
São Nazário e São Celso
Eles testemunharam a jovialidade e o vigor do anúncio do Evangelho e pelo martírio foram inseridos na vida eterna
Horizonte,
28 de Julho de 2015
(ZENIT.org)
Fabiano Farias de Medeiros
Nazário nasceu no primeiro século na cidade de Roma. Seu pai
chamava-se Africano e era pagão e sua mãe Perpétua, virtuosa cristã a
qual também alcançou as honras dos altares. A trajetória de vida do
menino dividia a vontade dos pais, que conforme Africano deveria ser um
sacerdote a serviço dos deuses pagãos enquanto Perpétua o queria nos
caminhos de Deus. Prevaleceu o querer de sua mãe que o educou na fé
católica e aos nove anos o batizou e com isso incorreu também a
conversão de seu pai Africano.
Nazário foi batizado por São Lino, sucessor de São Pedro. Após o
batismo tomou parte na companhia de São Lino sendo um de seus
auxiliares. Ingressou no exército de Roma e por toda a Itália pregava o
Evangelho em suas investidas. Este fato chegou ao conhecimento do
imperador Nero que o perseguiu e prendeu. Nazário conseguiu fugir, mas
novamente foi preso e desta vez flagelado sob a ordem do governador
Anolino que o expulsou de Milão. Nazário foi para a Gália, sempre
levando o Evangelho a todos que passavam em seu caminho.
Estando em Cimiez, próximo à cidade de Nice, após a conversão de uma
rica senhora, esta confiou a Nazário a tutela de seu filho Celso de nove
anos que foi por ele batizado. O jovem acompanhou Nazário por todas as
cidades e juntos realizaram grandes feitos de evangelização, convertendo
pessoas e realizando milagres. Foram para a Alemanha na cidade de
Treves onde fundaram uma comunidade cristã. Os pagãos da região
revoltaram-se e prendendo-os os jogaram no rio, mas por milagre os dois
flutuaram e andaram sobre as águas. Assustados, os pagãos os mandaram
embora.
Retornando a Milão, os dois jovens foram outra vez perseguidos por
Nero que desta vez os prendeu e condenou a serem decapitados em praça
pública. No ano 396, no dia 28 de julho, Ambrósio, bispo de Milão teve
uma visão de onde estavam as relíquias de Nazário e Celso. Foi então
estabelecido o culto e a festa em honra aos dois mártires.
(28 de Julho de 2015) © Innovative Media Inc.
in
segunda-feira, 27 de julho de 2015
Francisco e os jovens passarão por uma Porta Santa na JMJ de Cracóvia
O Cardeal Rylko recorda que a Jornada Mundial da Juventude será em 2016, Ano Jubilar da Misericórdia
Roma,
27 de Julho de 2015
(ZENIT.org)
O Papa Francisco foi o primeiro a inscrever-se neste domingo na
Jornada Mundial da Juventude, que se realizará do 26 ao 31 de julho de
2016, na Polónia, abrindo, assim, as inscrições para este evento
internacional de jovens católicos.
Só falta um ano para a JMJ e, portanto, o cardeal Stanislaw Rilko,
presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, quis enviar uma
mensagem que sublinha que o evento é celebrado durante o Ano da
Misericórdia.
Da mesma forma, o cardeal explicou que "o centro espiritual deste
Jubileu da Juventude será o Santuário da Divina Misericórdia e de Santa
Faustina Kowalska, Apóstolo da Divina Misericórdia, inaugurado por João
Paulo II em 2002".
Dessa forma, indica que os jovens que estejam então presentes em
Cracóvia poderão visitar este santuário e "seguir um programa especial,
que prevê a meditação das parábolas evangélicas sobre a Divina
Misericórdia e a oração do Terço da Divina Misericórdia”. Afinal –
acrescenta – poderão cruzar a Porta Santa do Jubileu e, assim, ganhar a
Indulgência Jubilar.
Sim, porque como foi feito na JMJ de Roma, em Tor Vergata, durante o
Grande Jubileu do Ano 2000, também em Cracóvia, no local do grande
encontro conclusivo denominado Campus Misericordiae, “será instalada uma
Porta Santa simbólica como sinal visível do caráter jubilar do evento”.
Neste lugar, o santo padre Francisco, acompanhado por alguns jovens,
cruzará no sábado, 30 de Julho, esta Porta, no começo da vigília de
oração que culminará com a adoração eucarística.
No santuário também será instalado um grande “Centro da Misericórdia”
com vários confessionários no quais os jovens poderão aproximar-se do
sacramento da reconciliação em diversas línguas. Aliás, o Cardeal
recorda que tornou-se uma tradição que o próprio Papa confesse alguns
jovens durante a JMJ.
Para finalizar, no domingo, 31 de Julho, depois da eucaristia, o Papa
entregará a cinco casais de jovens dos cinco continentes tochas
acesas, “símbolo do fogo da misericórdia que Cristo trouxe, e enviará
os jovens de todo o mundo como testemunhas e missionários da Divina
Misericórdia".
O presidente do Conselho Pontifício para os Leigos, disse em sua
mensagem que "não é por acaso que para o encontro em Cracóvia o Papa
tenha escolhido, dentre as bem-aventuranças precisamente a que fala da
misericórdia: ‘Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão
misericórdia’”. Em seu Magistério este é, sem dúvida, um tema
prioritário, afirma o cardeal Rylko.
Finalmente, em sua mensagem frisa que em Cracóvia os jovens serão
chamados a refletir sobre o tema da misericórdia como ideal de vida e
como critério de credibilidade de nossa fé; serão chamados a voltar a
descobrir o rosto misericordioso de Deus, que se manifesta no rosto de
Jesus Cristo.
(27 de Julho de 2015) © Innovative Media Inc.
in
Paquistão: o drama das conversões forçadas
Todos os anos, mais de mil garotas cristãs ou hinduístas são forçadas a mudar de religião e a se casar com homens muçulmanos
Roma,
27 de Julho de 2015
(ZENIT.org)
Mais de mil jovens paquistanesas são forçadas por ano a se casar
com muçulmanos e a se converter ao islão, informa um relatório da
Fundação Aurat, divulgado pela agência Fides, que afirma que a conversão
forçada, embora seja crime no Paquistão, permanece quase sempre impune e
negligenciada tanto pela polícia quanto pelo poder judiciário.
A maioria das meninas forçadas à conversão pertencem às minorias cristãs e hindus. A tática mais usada é o sequestro das jovens, que, em caso de denúncia pela família, se vêem envolvidas em denúncias contrárias por parte dos sequestradores: eles sempre sustentam que a menina se converteu espontaneamente. Em casos de processo, as jovens vítimas são ameaçadas ou coagidas a mentir.
"Faltam nesses casos investigações sérias para provar o mecanismo estabelecido", diz o relatório. De fato, entre a denúncia e o julgamento, as meninas são vítimas de violência de todo tipo, incluindo a ameaça de morte por apostasia se recusarem o islão como sua nova religião.
A Fundação Aurat insta as autoridades policiais e civis paquistanesas a serem mais corajosas na luta contra este fenómeno. A fundação também apresentou um projeto de lei para endurecer as penas contra as conversões forçadas.
A maioria das meninas forçadas à conversão pertencem às minorias cristãs e hindus. A tática mais usada é o sequestro das jovens, que, em caso de denúncia pela família, se vêem envolvidas em denúncias contrárias por parte dos sequestradores: eles sempre sustentam que a menina se converteu espontaneamente. Em casos de processo, as jovens vítimas são ameaçadas ou coagidas a mentir.
"Faltam nesses casos investigações sérias para provar o mecanismo estabelecido", diz o relatório. De fato, entre a denúncia e o julgamento, as meninas são vítimas de violência de todo tipo, incluindo a ameaça de morte por apostasia se recusarem o islão como sua nova religião.
A Fundação Aurat insta as autoridades policiais e civis paquistanesas a serem mais corajosas na luta contra este fenómeno. A fundação também apresentou um projeto de lei para endurecer as penas contra as conversões forçadas.
(27 de Julho de 2015) © Innovative Media Inc.
in
Festa de S.Pedro em Melides
De 27 a 29 de Junho decorreu de forma extraordinária a nossa Festa de S. Pedro.
Iniciámos a Festa com a celebração da Santa Missa. À tarde ouvimos o Organista e vocalista Bruno Marques e o acordeonista Mário Neves.
Dia 28 houve a Procissão com a presença da Banda SMFOG de Grândola que a embelezou e nos levou "mais além". A sua presença marcou a diferença. Obrigado. Depois da procissão tivemos connosco um coro de Senhoras que com a sua música popular nos vieram animar e ajudar na festa De seguida, continuámos a ouvir mais um acordeonista, nesta tarde tivemos a alegria de ter connosco o acordeonista João do Carmo.
Iniciámos a Festa com a celebração da Santa Missa. À tarde ouvimos o Organista e vocalista Bruno Marques e o acordeonista Mário Neves.
Dia 28 houve a Procissão com a presença da Banda SMFOG de Grândola que a embelezou e nos levou "mais além". A sua presença marcou a diferença. Obrigado. Depois da procissão tivemos connosco um coro de Senhoras que com a sua música popular nos vieram animar e ajudar na festa De seguida, continuámos a ouvir mais um acordeonista, nesta tarde tivemos a alegria de ter connosco o acordeonista João do Carmo.
Não podíamos encerrar da melhor forma, senão terminando esta Festa como a iniciámos, com a Santa Missa às 19h, animada pelas Irmãs CSMCJ que nos elevaram até ao céu.
A nossa Igreja e os andores de S. Pedro e de Santo António estavam belos... Agradeço a quem se prontificou a trabalhar para que pudéssemos usufruir de tão grande Beleza A Beleza ajuda-nos a encontrar Deus.
Por fim agradeço à nossa comissão de Festas que trabalhou afincadamente e a todos os que com ela colaboraram para que a Festa de S. Pedro pudesse decorrer de forma tão harmoniosa
Obrigado e contamos convosco para a Festa de Nossa Senhora do Rosário que será com toda a certeza uma Festa imponente: "não vos canseis de fazer o bem"!
A nossa Igreja e os andores de S. Pedro e de Santo António estavam belos... Agradeço a quem se prontificou a trabalhar para que pudéssemos usufruir de tão grande Beleza A Beleza ajuda-nos a encontrar Deus.
Por fim agradeço à nossa comissão de Festas que trabalhou afincadamente e a todos os que com ela colaboraram para que a Festa de S. Pedro pudesse decorrer de forma tão harmoniosa
Obrigado e contamos convosco para a Festa de Nossa Senhora do Rosário que será com toda a certeza uma Festa imponente: "não vos canseis de fazer o bem"!
Melides ainda tem muito para mostrar e para dar! Em relação à Igreja, basta visitá-la e já poderão ver as diferenças. Os progressos da nossa paróquia estão à vista e queremos fazer mais, para maior honra e Glória de Deus. Obrigado a todos os que nos têm ajudado e continuamos a contar com a vossa preciosa ajuda! Unidos faremos mais e melhor, para glória de Deus e bem da população.
Padre José Bravo
in
Festas em honra de Nossa Senhora do Viso
No passado dia 6 de Junho aconteceu mais uma edição da Festa em Honra de Nossa Senhora do Viso, cuja tradição remonta a muitas gerações. A cargo da Paróquia, a organização da festa contou com o apoio da “Associação os Amigos de Azinheira dos Barros" e com a colaboração da Junta de Freguesia de Azinheira dos Barros e da Câmara Municipal de Grândola
O programa, à semelhança do que manda a tradição secular, começou com um almoço partilhado nos campos próximos da Igreja, tendo acolhido muitos devotos da Senhora do Viso. Seguiu-se uma matiné com ToZé Pratas e Dina Teresa durante toda a tarde, com bar e quermesse para recolha de fundos que este ano tiveram como propósito o restauro da imagem de Nossa Senhora.
Pelas 17h00 o Padre Manuel António celebrou a solene eucaristia com a animação garantida pelo Coro Paroquial de Grândola, seguindo-se a procissão com a presença das três padroeiras da Freguesia: Nossa Senhora da Conceição, Santa Bárbara e Nossa Senhora do Viso. Relembre-se que as três imagens das padroeiras participam nesta festa, mas também a 15 de agosto em Azinheira dos Barros e dia 4 de dezembro no Lousal. O quarto padroeiro da Freguesia, São Mamede, desapareceu da Igreja de São Mamede do Sádão há muitas décadas atrás, o que tem impossibilitado a recuperação dessa tradição.
Pelas 17h00 o Padre Manuel António celebrou a solene eucaristia com a animação garantida pelo Coro Paroquial de Grândola, seguindo-se a procissão com a presença das três padroeiras da Freguesia: Nossa Senhora da Conceição, Santa Bárbara e Nossa Senhora do Viso. Relembre-se que as três imagens das padroeiras participam nesta festa, mas também a 15 de agosto em Azinheira dos Barros e dia 4 de dezembro no Lousal. O quarto padroeiro da Freguesia, São Mamede, desapareceu da Igreja de São Mamede do Sádão há muitas décadas atrás, o que tem impossibilitado a recuperação dessa tradição.
in
Um livro sobre as aparições de Maria em Ruanda
O pe. Edouard Sinayobye explica o valor universal das aparições na África
Roma,
27 de Julho de 2015
(ZENIT.org)
Entre 1981 e 1989, a Virgem Maria apareceu em Kibeho, localidade de
Ruanda, a três jovens moças estudantes, apresentando-se com o título de
"Mãe do Verbo".
Ela declarou que tinha vindo recordar o "Evangelho esquecido", ou seja, a vida, paixão e morte de seu Filho Jesus. Pediu penitência, jejum e sacrifícios "porque o mundo está mal... Eu quero recolocar vocês em pé, mas vocês não me ouvem".
A Virgem Maria predisse e mostrou às videntes, em meio a lágrimas, as cenas dramáticas do genocídio de 1994: os assassinatos, as cabeças cortadas, as valas comuns... Prenúncio de um destino de ódio que, advertiu, poderia atingir o mundo todo, que deu as costas para Deus e agora "está à beira do abismo".
Mostrou-lhes os lugares e estados das almas na vida após a morte: o inferno existe, mas também o Paraíso, meta que todo homem, querido e amado pelo Pai do Céu, pode livremente atingir com uma vida boa.
A Igreja reconheceu oficialmente as aparições em 2001, bem como o seu valor profético. O papa Francisco, no final do ângelus de 6 de abril de 2014, o expressou publicamente com estas palavras:
"Queridos irmãos e irmãs, amanhã, em Ruanda, recorda-se o vigésimo aniversário do início do genocídio contra os tutsis em 1994. Nesta ocasião, desejo expressar a minha proximidade paternal ao povo ruandês, encorajando-o a prosseguir com determinação e esperança o seu processo de reconciliação, que já tem mostrado frutos, e o compromisso de reconstrução humana e espiritual do país. A todos eu digo: não tenham medo! Na rocha do Evangelho construam a sua sociedade, no amor e na harmonia, pois só assim se gera uma paz duradoura! Invoco sobre toda a amada nação de Ruanda a proteção materna de Nossa Senhora de Kibeho. Lembro-me com afeto dos bispos ruandeses que estiveram aqui no Vaticano na semana passada. E a todos vocês eu convido, agora, a rezar à Virgem Maria, Nossa Senhora de Kibeho".
Kibeho é hoje visitada por peregrinos de todo o mundo.
O padre ruandês Edouard Sinayobye, que exerce o seu ministério a poucos quilómetros de Kibeho, escreveu e publicou o livro “Eu sou a Mãe do Verbo”. Ele testemunhou as aparições e deve a elas a sua vocação. Sinayobye, que tem um profundo conhecimento das videntes e da Mensagem da Virgem Maria, escreveu como introdução do seu livro o texto que reproduzimos a seguir:
"Em 6 de abril de 2014, durante uma visita ad limina apostolorum dos bispos de Ruanda, o papa Francisco pediu à Igreja do mundo inteiro que implorasse a intercessão da Mãe do Verbo aparecida em Kibeho. É claro que o convite do Santo Padre não se limitava a uma simples oração a Nossa Senhora, mas nos chamava a ir até o coração da mensagem que ela nos trouxe em Kibeho.
O pe. René Laurentin, especialista em mariologia e em teologia das aparições, que muito bem conhecia as aparições de Kibeho mediante os levantamentos e pesquisas que tinha feito em torno do fenómeno, considerava essas aparições um carisma apropriado aos desafios espirituais do nosso mundo: ‘As aparições de Kibeho são uma boa notícia para a África [...], para a africanização. Isto ajuda a equilibrar os desvios do Ocidente, cuja secularização sistemática e esquecimento do essencial em benefício da ciência e da tecnologia têm, por vezes, contagiado também a África. Nossas Igrejas europeias têm muitas vezes substituído a inspiração pela tecnocracia, o esforço espiritual pela facilidade, o amor cristão, o ascetismo e a cruz pelo desejo freudiano, embora a cruz seja a raiz profunda de toda obra cristã. Kibeho não é uma mensagem particular africana, apesar das suas formas africanas. Acreditamos que ela tem uma dimensão global’.
Ela declarou que tinha vindo recordar o "Evangelho esquecido", ou seja, a vida, paixão e morte de seu Filho Jesus. Pediu penitência, jejum e sacrifícios "porque o mundo está mal... Eu quero recolocar vocês em pé, mas vocês não me ouvem".
A Virgem Maria predisse e mostrou às videntes, em meio a lágrimas, as cenas dramáticas do genocídio de 1994: os assassinatos, as cabeças cortadas, as valas comuns... Prenúncio de um destino de ódio que, advertiu, poderia atingir o mundo todo, que deu as costas para Deus e agora "está à beira do abismo".
Mostrou-lhes os lugares e estados das almas na vida após a morte: o inferno existe, mas também o Paraíso, meta que todo homem, querido e amado pelo Pai do Céu, pode livremente atingir com uma vida boa.
A Igreja reconheceu oficialmente as aparições em 2001, bem como o seu valor profético. O papa Francisco, no final do ângelus de 6 de abril de 2014, o expressou publicamente com estas palavras:
"Queridos irmãos e irmãs, amanhã, em Ruanda, recorda-se o vigésimo aniversário do início do genocídio contra os tutsis em 1994. Nesta ocasião, desejo expressar a minha proximidade paternal ao povo ruandês, encorajando-o a prosseguir com determinação e esperança o seu processo de reconciliação, que já tem mostrado frutos, e o compromisso de reconstrução humana e espiritual do país. A todos eu digo: não tenham medo! Na rocha do Evangelho construam a sua sociedade, no amor e na harmonia, pois só assim se gera uma paz duradoura! Invoco sobre toda a amada nação de Ruanda a proteção materna de Nossa Senhora de Kibeho. Lembro-me com afeto dos bispos ruandeses que estiveram aqui no Vaticano na semana passada. E a todos vocês eu convido, agora, a rezar à Virgem Maria, Nossa Senhora de Kibeho".
Kibeho é hoje visitada por peregrinos de todo o mundo.
O padre ruandês Edouard Sinayobye, que exerce o seu ministério a poucos quilómetros de Kibeho, escreveu e publicou o livro “Eu sou a Mãe do Verbo”. Ele testemunhou as aparições e deve a elas a sua vocação. Sinayobye, que tem um profundo conhecimento das videntes e da Mensagem da Virgem Maria, escreveu como introdução do seu livro o texto que reproduzimos a seguir:
"Em 6 de abril de 2014, durante uma visita ad limina apostolorum dos bispos de Ruanda, o papa Francisco pediu à Igreja do mundo inteiro que implorasse a intercessão da Mãe do Verbo aparecida em Kibeho. É claro que o convite do Santo Padre não se limitava a uma simples oração a Nossa Senhora, mas nos chamava a ir até o coração da mensagem que ela nos trouxe em Kibeho.
O pe. René Laurentin, especialista em mariologia e em teologia das aparições, que muito bem conhecia as aparições de Kibeho mediante os levantamentos e pesquisas que tinha feito em torno do fenómeno, considerava essas aparições um carisma apropriado aos desafios espirituais do nosso mundo: ‘As aparições de Kibeho são uma boa notícia para a África [...], para a africanização. Isto ajuda a equilibrar os desvios do Ocidente, cuja secularização sistemática e esquecimento do essencial em benefício da ciência e da tecnologia têm, por vezes, contagiado também a África. Nossas Igrejas europeias têm muitas vezes substituído a inspiração pela tecnocracia, o esforço espiritual pela facilidade, o amor cristão, o ascetismo e a cruz pelo desejo freudiano, embora a cruz seja a raiz profunda de toda obra cristã. Kibeho não é uma mensagem particular africana, apesar das suas formas africanas. Acreditamos que ela tem uma dimensão global’.
Foi a própria Mãe do Verbo quem repetiu incessantemente que tinha
vindo para renovar todo o mundo contemporâneo: ‘Se eu vim a Kibeho, é
para me dirigir a todo o mundo. Eu vim porque via que vocês precisavam
de alguma coisa’.
As aparições são um carisma para o nosso tempo. Através delas, a Mãe do Verbo, profeticamente, nos lembra do ‘Evangelho esquecido’, desgastando-se com um coração cheio de generosidade materna para nos lembrar da conversão. Através do presente trabalho, eu tenho a felicidade de apresentar ao povo de Deus este carisma de Kibeho, capaz de iluminar a escuridão da nossa vida e de incentivar um despertar espiritual de acordo com o desejo de Nossa Senhora.
A Providência me fez testemunha ocular dos eventos extraordinários de Kibeho. Sou ruandês, nativo de uma região próxima do local das aparições. Vou a Kibeho desde o início dos acontecimentos. Cresci na atmosfera de reavivamento espiritual originada pelas aparições. Também tenho de reconhecer que o caminho vocacional que me levou até o sacerdócio foi nutrido substancialmente por essa atmosfera característica do cristianismo ruandês.
A formação em Teologia Espiritual que recebi em Roma me deixou mais atento aos carismas que o Espírito Santo suscita para despertar e santifica a Igreja. É desta perspectiva espiritual que apresento, neste livro, o carisma de Kibeho.
O texto é uma reelaboração de parte da minha tese de doutorado em Teologia Espiritual, discutida no Pontifício Ateneu Teresianum, de Roma, em 17 de janeiro de 2013 e intitulada ‘Kibeho, lugar teológico da experiência cristã com a Mãe do Verbo’. Após a discussão da tese, me foi sugerido transformá-la em um texto mais divulgativo, destinado a um público mais amplo, interessado não só em informações sobre as aparições de Kibeho, mas, especialmente, em encontrar no dom de Kibeho uma fonte de vida espiritual e um carisma para o despertar espiritual, adequado aos desafios do mundo de hoje.
As aparições de Kibeho são repletas de fatos, sinais e símbolos de uma mensagem preciosa. Apresentarei os seus destaques, bem como o seu conteúdo espiritual. Dedicarei um espaço especial às visões trágicas, proféticas, sobre o mundo atual, além de interpretar espiritualmente o terrível genocídio contra os tutsis, que havia sido profetizado nas aparições. Os pontos mais significativos que brotam da mensagem transmitida aos videntes pela Mãe do Verbo serão apresentados como uma jornada do seguimento de Cristo.
A exposição dos temas, portanto, acompanhará o ritmo de um dinamismo de crescimento espiritual. O primeiro momento mostrará que o mundo está em perigo e corre o risco de cair no abismo, como anunciado nas aparições. A Mãe do Verbo lembra que os homens de hoje estão vivendo em rebelião contra Deus e denuncia vigorosamente a hipocrisia presente no culto cristão.
Os temas da conversão, da oração sincera e da fé serão apresentados em estreita conexão: é através da fé sincera e da oração sem hipocrisia que o discípulo de Cristo pode chegar à autêntica vida cristã. O tema do sofrimento expiatório, juntamente com o da bênção, é como um desdobramento, na vida dos discípulos, desta comunhão com o Verbo.
A exposição do estudo da mensagem termina com outro tema recorrente nas aparições de Kibeho: a perspectiva escatológica da vida cristã. A Mãe do Verbo nos lembra que este mundo acabará e convida a Igreja a preparar seriamente a vida eterna.
O livro reflete os resultados da pesquisa, que eu condensei e reforcei de luz teológica, numa exposição de estilo espiritual. Fui a fontes diretas: os diários e cadernos das videntes, os relatórios das comissões de inquérito, bem como a outros documentos privados aos quais o bispado de Gikongoro generosamente me deu livre acesso. Analisei com cuidado todos esses documentos.
Em especial na interpretação dos pontos da mensagem em língua ruandesa, recorri às testemunhas que meticulosamente entrevistei: as videntes Nathalie e Alphonsine, dom Augustin Misago, de feliz memória, e outros membros das comissões ainda vivos, bem como a outras testemunhas que assistiram à série de aparições.
Toda esta pesquisa me permitiu não só aproximar-me da verdade dos fatos, mas também obter maior precisão quanto ao conteúdo da mensagem. Na elaboração do texto, além da competência dos meus orientadores, eu me apoiei na autoridade e na experiência de René Laurentin e de Vittorio Messori.
O pe. Laurentin me iluminou muito, especialmente em termos de metodologia. Vittorio Messori, jornalista e escritor italiano de renome internacional, conhecido pelos volumes que escreveu em parceria com os papas João Paulo II e Bento XVI, me ajudou a entender os meandros dos desafios espirituais do nosso mundo e a mostrar que a mensagem de Kibeho é, para esses desafios, um remédio adequado.
O livro não fornece todas as informações sobre os eventos: tendo sido convidado a dar-lhe traços mais divulgativos, optei por cortar alguns dados mesmo sendo importantes, como as notas bibliográficas. Para informações mais completas e precisas, portanto, seria útil ler a tese completa, disponível em todos os bispados e seminários maiores de Ruanda, bem como nos ateneus pontifícios Teresianum e Marianum, de Roma.
Compartilho com o leitor o desejo de me colocar à escuta da Mãe do Verbo, juntamente com a alegria de pertencer com generosa devoção àqueles que espalham a massagem dela transmitida em Kibeho”.
As aparições são um carisma para o nosso tempo. Através delas, a Mãe do Verbo, profeticamente, nos lembra do ‘Evangelho esquecido’, desgastando-se com um coração cheio de generosidade materna para nos lembrar da conversão. Através do presente trabalho, eu tenho a felicidade de apresentar ao povo de Deus este carisma de Kibeho, capaz de iluminar a escuridão da nossa vida e de incentivar um despertar espiritual de acordo com o desejo de Nossa Senhora.
A Providência me fez testemunha ocular dos eventos extraordinários de Kibeho. Sou ruandês, nativo de uma região próxima do local das aparições. Vou a Kibeho desde o início dos acontecimentos. Cresci na atmosfera de reavivamento espiritual originada pelas aparições. Também tenho de reconhecer que o caminho vocacional que me levou até o sacerdócio foi nutrido substancialmente por essa atmosfera característica do cristianismo ruandês.
A formação em Teologia Espiritual que recebi em Roma me deixou mais atento aos carismas que o Espírito Santo suscita para despertar e santifica a Igreja. É desta perspectiva espiritual que apresento, neste livro, o carisma de Kibeho.
O texto é uma reelaboração de parte da minha tese de doutorado em Teologia Espiritual, discutida no Pontifício Ateneu Teresianum, de Roma, em 17 de janeiro de 2013 e intitulada ‘Kibeho, lugar teológico da experiência cristã com a Mãe do Verbo’. Após a discussão da tese, me foi sugerido transformá-la em um texto mais divulgativo, destinado a um público mais amplo, interessado não só em informações sobre as aparições de Kibeho, mas, especialmente, em encontrar no dom de Kibeho uma fonte de vida espiritual e um carisma para o despertar espiritual, adequado aos desafios do mundo de hoje.
As aparições de Kibeho são repletas de fatos, sinais e símbolos de uma mensagem preciosa. Apresentarei os seus destaques, bem como o seu conteúdo espiritual. Dedicarei um espaço especial às visões trágicas, proféticas, sobre o mundo atual, além de interpretar espiritualmente o terrível genocídio contra os tutsis, que havia sido profetizado nas aparições. Os pontos mais significativos que brotam da mensagem transmitida aos videntes pela Mãe do Verbo serão apresentados como uma jornada do seguimento de Cristo.
A exposição dos temas, portanto, acompanhará o ritmo de um dinamismo de crescimento espiritual. O primeiro momento mostrará que o mundo está em perigo e corre o risco de cair no abismo, como anunciado nas aparições. A Mãe do Verbo lembra que os homens de hoje estão vivendo em rebelião contra Deus e denuncia vigorosamente a hipocrisia presente no culto cristão.
Os temas da conversão, da oração sincera e da fé serão apresentados em estreita conexão: é através da fé sincera e da oração sem hipocrisia que o discípulo de Cristo pode chegar à autêntica vida cristã. O tema do sofrimento expiatório, juntamente com o da bênção, é como um desdobramento, na vida dos discípulos, desta comunhão com o Verbo.
A exposição do estudo da mensagem termina com outro tema recorrente nas aparições de Kibeho: a perspectiva escatológica da vida cristã. A Mãe do Verbo nos lembra que este mundo acabará e convida a Igreja a preparar seriamente a vida eterna.
O livro reflete os resultados da pesquisa, que eu condensei e reforcei de luz teológica, numa exposição de estilo espiritual. Fui a fontes diretas: os diários e cadernos das videntes, os relatórios das comissões de inquérito, bem como a outros documentos privados aos quais o bispado de Gikongoro generosamente me deu livre acesso. Analisei com cuidado todos esses documentos.
Em especial na interpretação dos pontos da mensagem em língua ruandesa, recorri às testemunhas que meticulosamente entrevistei: as videntes Nathalie e Alphonsine, dom Augustin Misago, de feliz memória, e outros membros das comissões ainda vivos, bem como a outras testemunhas que assistiram à série de aparições.
Toda esta pesquisa me permitiu não só aproximar-me da verdade dos fatos, mas também obter maior precisão quanto ao conteúdo da mensagem. Na elaboração do texto, além da competência dos meus orientadores, eu me apoiei na autoridade e na experiência de René Laurentin e de Vittorio Messori.
O pe. Laurentin me iluminou muito, especialmente em termos de metodologia. Vittorio Messori, jornalista e escritor italiano de renome internacional, conhecido pelos volumes que escreveu em parceria com os papas João Paulo II e Bento XVI, me ajudou a entender os meandros dos desafios espirituais do nosso mundo e a mostrar que a mensagem de Kibeho é, para esses desafios, um remédio adequado.
O livro não fornece todas as informações sobre os eventos: tendo sido convidado a dar-lhe traços mais divulgativos, optei por cortar alguns dados mesmo sendo importantes, como as notas bibliográficas. Para informações mais completas e precisas, portanto, seria útil ler a tese completa, disponível em todos os bispados e seminários maiores de Ruanda, bem como nos ateneus pontifícios Teresianum e Marianum, de Roma.
Compartilho com o leitor o desejo de me colocar à escuta da Mãe do Verbo, juntamente com a alegria de pertencer com generosa devoção àqueles que espalham a massagem dela transmitida em Kibeho”.
(27 de Julho de 2015) © Innovative Media Inc.
in
Subscrever:
Mensagens (Atom)